Cultura
As cores da passagem de ano: o que simbolizam e porque continuam a marcar a tradição

A passagem de ano é, para muitos, mais do que a contagem decrescente até à meia-noite. É um momento carregado de simbolismo, em que rituais e superstições ganham força, sobretudo na escolha da roupa interior e das cores usadas para entrar no novo ano. Esta tradição, enraizada em várias culturas, mantém-se viva como forma de atrair sorte, saúde, amor ou prosperidade para os meses que se seguem.
A origem do uso de cores específicas na noite de Ano Novo está associada a crenças populares e a influências de diferentes civilizações, desde rituais pagãos até práticas ligadas à cromoterapia e à simbologia das cores. A ideia central é simples: cada cor emite uma “energia” diferente e pode influenciar o estado emocional e as circunstâncias de quem a usa.
Entre todas, o branco é a cor mais tradicional e uma das mais escolhidas. Simboliza paz, harmonia e renovação, sendo particularmente popular em países como o Brasil e em várias regiões do sul da Europa. Usar branco na passagem de ano representa o desejo de um novo começo, livre de conflitos e com maior equilíbrio interior.
O amarelo ou dourado está diretamente associado ao dinheiro, à prosperidade e ao sucesso financeiro. Quem opta por esta cor fá-lo geralmente com a esperança de um ano mais estável do ponto de vista económico, com oportunidades de crescimento profissional e abundância material.
Já o vermelho é a cor da paixão, do amor e da energia. É escolhida por quem deseja um ano marcado por relações intensas, romance ou maior vitalidade. Tradicionalmente, também simboliza coragem e força para enfrentar desafios.
O rosa, por sua vez, surge como uma variação mais suave do vermelho. Está ligado ao amor romântico, à ternura e à afetividade, sendo frequentemente associado a relações estáveis, compreensão e harmonia emocional.
O azul representa tranquilidade, serenidade e saúde. É uma cor procurada por quem deseja um ano mais calmo, com menos stress e maior equilíbrio emocional, além de ser associada à proteção e à confiança.
O verde simboliza esperança, saúde e renovação. Está ligado ao crescimento pessoal e à vitalidade, sendo uma escolha comum para quem pretende mudanças positivas, recuperação física ou um estilo de vida mais saudável.
Menos tradicional, mas cada vez mais presente, o roxo ou lilás associa-se à espiritualidade, à intuição e à transformação interior. Quem escolhe esta cor procura, muitas vezes, um ano de maior autoconhecimento, criatividade e ligação emocional ou espiritual.
Por fim, o laranja representa entusiasmo, alegria e dinamismo. É a cor da criatividade e da comunicação, escolhida por quem deseja um ano mais leve, socialmente ativo e cheio de novas experiências.
Apesar de não existir qualquer base científica que comprove a influência direta das cores no futuro, a tradição mantém-se como um ritual simbólico e emocionalmente reconfortante. Para muitos, mais do que garantir sorte, vestir uma determinada cor na passagem de ano é uma forma de definir intenções, reforçar desejos e começar o novo ciclo com esperança.
No fundo, independentemente da cor escolhida, o mais importante continua a ser a forma como cada pessoa encara o novo ano: com expectativas, sonhos e a vontade de transformar simbolismo em ação.
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ISABEL CRAVEIRO é atriz, encenadora, pedagoga e diretora artística do Teatrão. Coordenou vários projetos de Teatro com a Comunidade em municípios da Região Centro, com especial destaque para o território do Baixo Mondego e Região de Coimbra. Estes são sempre criados e implementados em parceria com investigadores das ciências sociais (CES/UC) numa metodologia de investigação/ação.
Em Évora 27 fará a direção do projeto com comunidades – INVISÍVEIS. Coordena os programas do projeto pedagógico e de mediação do Teatrão – Classes de Teatro, Detráspráfrente, Aluvião, Leituras ao Domicilio, entre outros. Concebe e implementa projetos específicos de participação e monitorização de públicos (com CES -UC) – Condomínio Vale das Flores e Fórum Teatrão.
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MADALENA VICTORINO estudou dança, composição coreográfica e pedagogia das artes no Reino Unido. É coreógrafa. Leciona no Ensino Superior. Desenvolve em Portugal, na Austrália e Itália, projetos de arte participativa, de dança e educação, de arte e sociedade em todas as suas transversalidades.
Interessa-se pela experiência artística de cada e todas as pessoas projetando encontros entre arte e vida em contextos sociais e culturais muito diferenciados.
Nos últimos anos dedica muito do seu tempo a questões relacionadas com arte e migração desenvolvendo no Alentejo neste momento, um projeto com comunidades asiáticas aí residentes.
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MAGDA HENRIQUES é licenciada em História, variante de Arte. Tem desenvolvido o seu trabalho em diferentes estruturas e geografias do país (Serralves, Gulbenkian, Teatro Municipal do Porto, Oficina, Culturgest, TNDM II, Quarta Parede, CENTA, Festival Escrita na Paisagem…). Criou, programou e coordenou os Serviços de Exposições e Educativo de A Moagem, no Fundão. Foi responsável pelo Programa de Atividades Educativas, “Derivas Artísticas”, da Associação Circular, em Vila do Conde. Coordenou e programou o Projeto Educativo do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra e da Bienal Ano Zero. Foi responsável pela direção artística das Comédias do Minho. É professora de História das Artes na Academia Contemporânea do Espetáculo. Concebe e orienta o programa “Vamos ao teatro ver o mundo” no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego. Está responsável, com Alastair Luke, pela direção artística de Carreiros para Futuros Ancestrais.
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ROGÉRIO ROQUE AMARO é Professor Emérito Associado Jubilado, do Departamento de Economia Política, do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, Investigador Principal do CEI – IUL – Centro de Estudos Internacionais, do ISCTE – IUL, docente do IPPS – Instituto de Políticas Públicas e Sociais, do ISCTE – IUL, co-fundador da Pluriversidade Comunitária.
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