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curiosidades do mundo

Afinal, comer cenouras melhora mesmo a visão?

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A ideia de que as cenouras “fazem bem aos olhos” ou até “deixam os olhos bonitos” é amplamente difundida, mas será que tem fundamento científico? A resposta é tanto sim como não. Embora este vegetal tenha benefícios para a saúde ocular, a sua relação com uma visão extraordinária tem tanto de verdade como de mito.

A origem da crença

A base científica desta ideia assenta no facto de as cenouras serem ricas em betacaroteno, um antioxidante que o corpo converte em vitamina A, essencial para a saúde dos olhos. A deficiência desta vitamina pode causar problemas como cegueira noturna e aumentar o risco de doenças oculares. No entanto, ingerir cenouras em excesso não melhora a visão além do normal, apenas previne deficiências.

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O que poucos sabem é que a ideia de que as cenouras conferem uma visão excecional foi fortemente impulsionada durante a Segunda Guerra Mundial, num contexto muito diferente da nutrição.

Uma estratégia militar disfarçada de conselho de saúde

Durante a guerra, a Força Aérea Real britânica (RAF) começou a abater aviões alemães com uma precisão notável, mesmo em missões noturnas. Para esconder o verdadeiro motivo desse sucesso — a utilização de uma nova tecnologia de radar para detetar aeronaves no escuro —, o governo britânico lançou uma campanha de desinformação.

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O objetivo era fazer os alemães acreditarem que a visão noturna dos pilotos britânicos era extraordinária devido ao seu elevado consumo de cenouras. Esta estratégia serviu para despistar os inimigos e, ao mesmo tempo, encorajar a população britânica a consumir mais cenouras, um alimento acessível durante o período de racionamento.

Mito ou verdade?

Embora as cenouras sejam benéficas para os olhos e para a saúde em geral, a ideia de que melhoram significativamente a visão não passa de um exagero. Comer cenouras pode ajudar a manter uma boa saúde ocular, mas não dá “superpoderes” visuais nem transforma a visão noturna de uma pessoa comum na de um piloto de caça.

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Este é um exemplo clássico de como um mito pode nascer de uma combinação de factos científicos, estratégias de propaganda e tradição popular, mantendo-se vivo até aos dias de hoje.

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Silva e Santos lideram apelidos mais comuns no Brasil, tal como em Portugal

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Os apelidos mais frequentes entre os brasileiros são também os mais comuns em Portugal. Pela primeira vez, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma lista completa dos apelidos mais usados no Brasil e confirmou que Silva e Santos continuam a dominar, refletindo laços históricos, culturais e linguísticos entre os dois países.

Segundo os dados do Censo de 2022, 34 milhões de brasileiros (cerca de 17% da população) têm o apelido Silva, palavra de origem latina ligada a “floresta” ou “selva”, frequentemente associada a famílias oriundas de regiões com vegetação densa. Em segundo lugar surge Santos, presente em 21,4 milhões de pessoas (10,5%). O nome tem origem religiosa, derivando de “Todos os Santos”, celebrado a 1 de novembro, e foi amplamente adotado em períodos como a Inquisição.

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A ligação entre Brasil e Portugal torna-se clara na comparação dos dados. Em Portugal, Silva é igualmente o apelido mais comum, com mais de 805 mil registos, seguido por Santos, Ferreira e Pereira, de acordo com o Instituto dos Registos e do Notariado.

A lista brasileira segue com Oliveira, Souza, Pereira, Ferreira e Lima entre os dez primeiros, refletindo também a forte influência da toponímia e das tradições familiares portuguesas na formação dos nomes no Brasil.

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O IBGE disponibiliza ainda uma plataforma digital onde é possível consultar a origem, frequência e distribuição geográfica de cada apelido.

No que se refere aos nomes próprios, a tendência permanece estável: Maria continua a ser o nome mais comum entre mulheres e José entre homens, mantendo uma tradição que atravessa gerações.

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Dia Internacional do Café: Açores têm a única plantação em Portugal

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Neste Dia Internacional do Café, celebrado a 1 de outubro, destaca-se um facto curioso: Portugal, apesar de importar toneladas de café de várias regiões do mundo, também tem produção própria. A única plantação nacional encontra-se nos Açores, mais precisamente na ilha de São Jorge.

A exploração é pequena, mas simboliza a ligação de Portugal à bebida que se tornou parte essencial da rotina diária de milhões de pessoas. O percurso vai do grão cultivado no arquipélago até à chávena, num processo artesanal que preserva o sabor e a tradição.

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O café produzido nos Açores é considerado uma raridade e tem despertado o interesse de especialistas e consumidores que procuram experiências diferentes no universo da bebida.

Enquanto isso, no resto do país, o café que chega às mesas portuguesas continua a vir maioritariamente de Brasil, Colômbia, Angola e Timor-Leste, países que mantêm fortes laços comerciais com o setor nacional.

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O café em Portugal: um pouco de história

A bebida terá chegado ao território nacional no século XVIII, inicialmente consumida pelas elites e em espaços restritos. Rapidamente, porém, os cafés lisboetas se tornaram pontos de encontro intelectual, político e cultural.

Em Lisboa, locais como o histórico Café Nicola ou o A Brasileira do Chiado foram palco de tertúlias literárias e políticas, frequentados por figuras como Fernando Pessoa, cuja estátua se mantém na esplanada como símbolo da ligação entre café e cultura.

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Hoje, o café faz parte do quotidiano português, seja no tradicional “bica” lisboeta ou no “cimbalino” do Porto, refletindo a identidade regional na forma como é pedido e apreciado.

Mais do que uma simples bebida, o café em Portugal é um rito social que une gerações e mantém viva uma tradição com séculos de história.

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Japonês de 102 anos torna-se a pessoa mais velha a escalar o Monte Fuji

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Kokichi Akuzawa, de 102 anos, tornou-se a pessoa mais velha a chegar ao topo do Monte Fuji, um feito reconhecido pelo Guinness World Records. A escalada, realizada a 5 de agosto, contou com a companhia da filha, neta, genro e quatro amigos de um clube de escalada local.

Akuzawa quase desistiu durante a subida, mas foi incentivado pelo grupo e conseguiu completar o percurso, atingindo os 3.776 metros da montanha mais alta do Japão. Ele já detinha anteriormente o recorde como pessoa mais velha a escalar o Fuji, aos 96 anos.

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Nos seis anos seguintes, superou desafios de saúde, incluindo problemas cardíacos, herpes-zóster e dores decorrentes de uma queda durante escaladas. Para esta última subida, passou três meses a treinar, acordando às 5 da manhã para caminhadas diárias de uma hora e escalando aproximadamente uma montanha por semana na região de Nagano.

Akuzawa destaca que escalada é tanto sobre prazer quanto sobre socialização: “Eu escalo porque gosto. É fácil fazer amigos na montanha”, afirmou. Fora das montanhas, continua ativo como voluntário em um centro de cuidados a idosos e dá aulas de pintura em seu estúdio em casa, mantendo a mente e o corpo em constante atividade.

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Apesar de expressar desejo de continuar escalando, ele admite que dificilmente repetirá a subida do Fuji, afirmando que atualmente se encontra no nível do Monte Akagi, com 1.828 metros. Seus familiares esperam que ele capture o Monte Fuji ao nascer do sol em suas próximas pinturas, continuando a celebrar sua paixão pelas montanhas.

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Adrenalina sobre carris: Dia Internacional da Montanha-Russa celebrado neste sábado

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Este sábado, 16 de agosto, assinala-se o Dia Internacional da Montanha-Russa, uma data que celebra a invenção patenteada em 1885 por La Marcus Adna Thompson, nos Estados Unidos. Mais do que simples atrações, as montanhas-russas combinam engenharia, tecnologia e diversão, oferecendo percursos que desafiam a gravidade e despertam emoções únicas.

De estruturas clássicas de madeira a percursos futuristas com loopings vertiginosos, estas atrações continuam a fascinar milhões de pessoas em todo o mundo. Entre os percursos mais emocionantes estão aqueles inspirados em super-heróis, aventuras cinematográficas ou cenários do Velho Oeste, garantindo adrenalina para os mais ousados e diversão em família.

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A tradição das montanhas-russas remonta à Rússia, entre os séculos XIV e XVI, quando blocos de gelo eram usados para deslizar nas encostas durante o inverno. A ideia evoluiu com rampas de madeira e trenós mais rápidos. No início do século XIX, os franceses criaram a atração “Les Montagne Russe à Belleville”, mantendo o nome e o conceito, que deram origem ao que conhecemos hoje.

O Dia Internacional da Montanha-Russa é, assim, uma oportunidade para celebrar não só a velocidade e emoção, mas também a história e evolução tecnológica destes ícones dos parques de diversão.

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