Saúde
“ALDEIA SEGURA, PESSOAS SEGURAS” EM ODEMIRA
Para este simulacro foram designados um Oficial de Segurança da Aldeia e um seu Substituto, em cada aldeia, bem como identificados locais de abrigo coletivo, através de sinalização. O Oficial de Segurança da aldeia terá como missão transmitir avisos à população, organizar a evacuação do aglomerado em caso de necessidade e fazer ações de sensibilização junto da população.
A execução do Programa “Aldeias Seguras, Pessoas Seguras” resulta da cooperação entre a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o Município de Odemira, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, os Bombeiros Voluntários de Odemira, a Guarda Nacional Republicana e as Juntas de Freguesias de S.Luís e de Relíquias.
Em 2018 foram promovidos simulacros do Programa “Aldeia Segura, Pessoas Seguras” em outras duas aldeias do concelho de Odemira, designadamente nas aldeias de Moitinhas (freguesia de Sabóia) e Corte Malhão (freguesia de S. Martinho das Amoreiras).
O Programa “Aldeia Segura, Pessoas Seguras” foi implemen¬tado em aldeias que possuem freguesias identificadas como tendo maior risco no âmbito da defesa da floresta contra incêndios. Resulta da cooperação entre a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), Município de Odemira, Bombeiros Voluntários de Odemira, GNR e Juntas de Freguesia.
As aldeias de Lameiros, na Freguesia de S.Luís, e Vale Ferro, na Freguesia de Relíquias, no concelho de Odemira, vão receber Simulacros do Programa “Aldeia Segura, Pessoas Seguras”, que se irão realizar amanhã, dia 23 de julho, a partir das 15.00 horas.
Saúde
Baixo Alentejo distinguido como Região “Angels” pela excelência na resposta ao AVC

O Baixo Alentejo celebra hoje um reconhecimento de grande relevância para a saúde pública regional e nacional: a distinção como Região “Angels” Portugal. A cerimónia decorre no auditório da EDIA, em Beja, entre as 10h30 e as 12h30, assinalando um esforço conjunto que coloca a região entre as mais eficientes do país na resposta ao Acidente Vascular Cerebral (AVC).
A atribuição deste estatuto, apoiado pela European Stroke Society, traduz o cumprimento rigoroso de padrões europeus de qualidade na prevenção, diagnóstico e tratamento do AVC, uma das principais causas de morte e incapacidade em Portugal. O reconhecimento espelha o trabalho concertado entre hospitais, serviços de emergência médica e entidades locais, numa articulação que tem permitido melhorar tempos de resposta, afinar procedimentos e reforçar a capacidade de intervenção.
Todos os hospitais da região demonstraram conformidade com os critérios europeus, conquistando prémios ESO-Angels que certificam boas práticas clínicas. Também os serviços de emergência pré-hospitalar obtiveram distinções EMS-Angels, comprovando a adesão aos standards internacionais no transporte e encaminhamento de doentes com suspeita de AVC. A dimensão comunitária do projeto constitui outro pilar essencial: através da campanha FAST Heroes, centenas de crianças foram sensibilizadas para identificar sinais de alerta e transmitir esse conhecimento aos mais velhos, um contributo considerado determinante na rapidez do pedido de ajuda.
A distinção agora celebrada mostra que o Baixo Alentejo está na linha da frente da resposta a uma das maiores emergências médicas do país. Num território marcado pela dispersão populacional e por desafios de acesso, este avanço demonstra que a coordenação entre instituições, aliada ao investimento na literacia em saúde, pode fazer a diferença na sobrevivência e recuperação dos doentes.
Saúde
Obesidade e estigma: investigação revela desconhecimento, discriminação e desinformação

Um em cada sete portugueses que reúne critérios clínicos de obesidade não reconhece ter a doença. A conclusão, avançada pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), expõe lacunas persistentes na literacia em saúde e na compreensão pública desta condição crónica, apesar de mais de 90% dos inquiridos afirmarem saber que a obesidade exige tratamento.
Entre as 3.333 respostas recolhidas entre novembro de 2024 e fevereiro deste ano, apenas 47,5% identificou corretamente o critério de diagnóstico — um Índice de Massa Corporal igual ou superior a 30. Para Ana Rita Pedro, investigadora responsável pelo estudo Saúde que Conta, o dado mais surpreendente foi precisamente o número significativo de pessoas que, tendo obesidade, não a reconhece como tal. A especialista admite várias explicações: falta de conhecimento, negação associada ao estigma ou dificuldades em interpretar informação sobre saúde.
O estudo revela ainda um “hiato de perceção”: embora 35,5% dos participantes apresentem critérios clínicos de obesidade, apenas 20,45% declarou ter a doença. Esta discrepância acompanha-se de um padrão de respostas que evidencia a influência do estigma social. Quando interrogados sobre situações de convivência pública — ter um amigo com obesidade ou empregar alguém com esta condição — os inquiridos expressam elevada probabilidade de aceitação. Contudo, quando o cenário se torna mais íntimo, como um encontro amoroso ou confiar cuidados infantis, os valores de aceitação descem de forma acentuada.
As mulheres continuam a enfrentar maior escrutínio, reforça a investigadora, apontando a pressão constante exercida pelas redes sociais na construção de ideais corporais irreais. Um padrão que, sublinha, contribui para a desigualdade de perceção e discriminação de género.
O nível de literacia em saúde surge como outro elemento crítico. Mais de metade das pessoas com obesidade (54,1%) apresenta níveis “problemáticos” ou “inadequados”, o que dificulta a compreensão, avaliação e aplicação prática de informação credível. Apesar de se observar uma evolução positiva na última década — de mais de 60% da população com baixa literacia em 2016 para cerca de 45% atualmente — a investigadora alerta que a desinformação continua a ocupar espaço privilegiado, sobretudo nas plataformas digitais.
Ana Rita Pedro defende por isso que instituições científicas, decisores políticos e profissionais de saúde devem ocupar mais ativamente estes espaços, garantindo a circulação de informação rigorosa. Reconhece que já existem profissionais de saúde com forte presença nas redes, capazes de influenciar positivamente o debate público, mas sublinha que a maior dificuldade reside na chamada “literacia crítica”: distinguir evidência científica de estratégias de marketing ou informação manipulada.
Num país onde a obesidade atinge mais de um terço da população adulta, o estudo deixa um recado claro: informar não basta. É preciso capacitar os cidadãos para compreender, avaliar e usar essa informação — e, sobretudo, combater o estigma que continua a distorcer a perceção da doença e a atrasar o acesso ao cuidado.
Saúde
Pressão na linha SNS 24 impede alargamento nacional do programa de triagem telefónica

O programa “Ligue antes, salve vidas”, criado para reduzir a afluência às urgências e melhorar a orientação dos utentes dentro do Serviço Nacional de Saúde, continua por implementar em várias regiões do país. A limitação não resulta da falta de adesão das unidades locais de saúde (ULS), mas sim da incapacidade da linha SNS 24 para responder ao aumento de chamadas. A confirmação foi dada pelo diretor executivo do SNS, Álvaro Almeida, durante uma audição parlamentar requerida pelo PS.
Atualmente, a medida está operacional em 27 das 39 ULS existentes. Este número corresponde ao limite máximo que os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde consideram exequível, tendo em conta os recursos disponíveis na linha telefónica. Ao atingir este patamar, o alargamento foi suspenso. Álvaro Almeida assumiu que a Direção Executiva pretendia ver o programa implementado em todo o país, mas “dificuldades operacionais” impedem a expansão.
A iniciativa nasceu como projeto-piloto na ULS Póvoa de Varzim/Vila do Conde, antes de ser progressivamente estendida a outras unidades. O objetivo é claro: avaliar a situação clínica do utente antes de este se deslocar às urgências e encaminhá-lo para o nível de cuidados mais adequado. Segundo Álvaro Almeida, o impacto tem sido significativo, contribuindo para aliviar a pressão nos serviços de urgência hospitalares, frequentemente sobrecarregados.
Apesar dos resultados positivos, o futuro da expansão permanece dependente do reforço da capacidade da linha SNS 24, cuja sobrecarga impede, por agora, que a medida seja aplicada a nível nacional.
Saúde
SNS perde quase quatro médicos por dia

Entre janeiro e outubro deste ano, o Serviço Nacional de Saúde perdeu 1.151 médicos, o equivalente a quase quatro por dia. Os dados revelam um ritmo de saída que está a provocar uma pressão crescente nas equipas e a agravar os constrangimentos já existentes em várias especialidades. A maioria dos médicos que abandonou o SNS rescindiu contrato e optou por sair do serviço público, seja para o setor privado, seja para o estrangeiro.
As especialidades mais afetadas estão entre as que já enfrentavam maiores dificuldades: obstetrícia, pediatria, medicina geral e familiar e anestesiologia. Em vários hospitais, estas saídas estão a tornar mais difícil assegurar escalas, especialmente em serviços de urgência e cuidados diferenciados, onde a carga assistencial depende fortemente de equipas completas.
A falta de profissionais reflete-se no aumento de encerramentos temporários, em tempos de espera mais longos e na sobrecarga dos médicos que permanecem no sistema. As administrações hospitalares têm admitido dificuldades em substituir clínicos experientes e em manter equipas estáveis, sobretudo num contexto de forte concorrência do setor privado, que oferece melhores condições remuneratórias e horários mais previsíveis.
A pressão tem sido particularmente evidente nas urgências de ginecologia e obstetrícia, que já registam vários encerramentos ao fim de semana. A situação repete-se em unidades de pediatria, onde a rotatividade de profissionais e a ausência de novos especialistas complicam a resposta assistencial. Em medicina geral e familiar, cerca de dois milhões de utentes continuam sem médico de família, um problema que tende a agravar-se com as saídas acumuladas.
Organizações representativas dos profissionais avisam que o ritmo de perda de médicos é insustentável e que o SNS precisa de respostas estruturais para impedir um colapso progressivo. As negociações com o Governo continuam, mas os sindicatos alertam que sem melhorias nas carreiras, nas condições de trabalho e na remuneração, será difícil inverter a tendência. O impacto das saídas já se faz sentir diariamente na capacidade de resposta do sistema público, que enfrenta o inverno com recursos cada vez mais reduzidos.
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