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Alentejo

António José Brito assume liderança da CIMBAL com ambição de afirmação regional

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O presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, António José Brito, foi eleito nesta segunda-feira, 10 de novembro, presidente da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), marcando o início de um novo ciclo de coordenação intermunicipal até 2029. A eleição decorreu em Beja, reunindo os 13 municípios que integram a CIMBAL – à exceção de Odemira, que não faz parte desta comunidade. Brito, autarca de Castro Verde desde 2017 e antigo jornalista, foi escolhido por maioria dos votos dos seus pares, contando com o apoio dos presidentes de câmara do PS e também do PSD, enquanto os representantes da CDU votaram contra. Ao seu lado na nova direção ficaram Álvaro Azedo, presidente da Câmara de Moura (PS), e Nuno Palma Ferro, presidente da Câmara de Beja (eleito pela coligação “Beja Consegue” PSD/CDS/IL), ambos eleitos vice-presidentes da CIMBAL.

Na sua intervenção logo após a eleição, António José Brito enfatizou o “sentido de responsabilidade” com que assume o cargo, sublinhando a importância de reforçar a união entre os municípios do Baixo Alentejo. “É uma honra ser eleito ‘entre pares’ para presidir a CIMBAL e, por isso, agradeço a todos esta oportunidade”, declarou o autarca, dirigindo-se aos colegas. O novo presidente referiu que este ciclo, que se estende até 2029, será pautado pela lealdade entre os municípios e pela continuidade do trabalho técnico de coordenação intermunicipal que tem sido desenvolvido nos últimos anos. Brito deixou claro que pretende acentuar o perfil político da CIMBAL, tornando a entidade mais interventiva e assertiva na defesa dos interesses da região: “A CIMBAL terá de ganhar um perfil mais político e uma intervenção mais reivindicativa e afirmativa na defesa dos interesses da região, seja junto do Governo ou no quadro das instituições públicas e privadas do país e na Europa”, afirmou, apontando a necessidade de uma voz regional mais forte.

Um perfil de viragem: do jornalismo à política local A eleição de António José Brito para a liderança da CIMBAL surge na sequência de um percurso marcado por mudanças significativas no panorama político local. Brito, jornalista de profissão e colaborador do Diário de Notícias durante anos, ingressou na vida autárquica concorrendo pelo Partido Socialista (PS). Em 2017, protagonizou uma vitória histórica em Castro Verde, conquistando à CDU uma câmara municipal que os comunistas lideravam desde as primeiras eleições autárquicas em 1976. Essa vitória, que o próprio classificou na altura como um “momento histórico” para o concelho, pôs fim a 41 anos de domínio comunista no município de Castro Verde. Brito já se havia candidatado em 2013 (sem sucesso), mas a persistência e o trabalho de proximidade junto da população acabaram por lhe assegurar a liderança do município na segunda tentativa. Desde então, foi reeleito em 2021 e novamente nas Autárquicas de 2025, evidenciando um forte respaldo popular e consolidando a presença do PS num antigo bastião comunista.

Enquanto autarca, António José Brito destacou-se por uma gestão próxima das bases e por dar continuidade ao seu estilo comunicativo herdado do jornalismo. Sob a sua presidência, Castro Verde avançou com projetos importantes, como investimentos na saúde e educação locais, e participou ativamente em iniciativas regionais. A experiência como jornalista conferiu-lhe sensibilidade para as causas regionais e capacidade de articular posições conjuntas – qualidades agora consideradas essenciais para liderar os destinos da CIMBAL. Brito sucede, na presidência da comunidade intermunicipal, a António Bota (PS, presidente de Almodôvar no mandato anterior), e assume este novo desafio determinado a colocar a sua experiência ao serviço de uma visão integrada para o Baixo Alentejo.

Enquadramento político na CIMBAL e na região A nova liderança da CIMBAL reflete as alterações político-partidárias ocorridas recentemente no Baixo Alentejo, especialmente após as eleições autárquicas de 2025. O mapa autárquico regional apresenta hoje uma maioria de câmaras municipais lideradas pelo PS, ao mesmo tempo que subsistem alguns municípios governados pela CDU e uma importante presença da coligação de centro-direita em Beja. A própria eleição de Brito para a CIMBAL evidencia um consenso alargado entre diferentes forças: foi apoiado pelos oito autarcas socialistas e ainda por representantes do PSD, isolando a oposição dos presidentes comunistas. Trata-se de uma alteração face ao mandato intermunicipal anterior, em que a vice-presidência incluía um autarca da CDU – sinal de que a influência comunista na região sofreu algum recuo, enquanto novas alianças se forjaram.

Não obstante as diferenças partidárias, Brito fez questão de apelar à cooperação entre todos os autarcas em prol do desenvolvimento regional. “Os municípios, obviamente, são a razão da existência da CIMBAL. Os seus Presidentes, dentro das diferentes visões políticas e ideológicas que naturalmente existem, têm de ser capazes de trabalhar em equipa num projeto de desenvolvimento que faça o Baixo Alentejo avançar muito mais e muito melhor”, afirmou no discurso de tomada de posse. Ou seja, o novo presidente da CIMBAL defende que, independentemente das cores políticas – que no Baixo Alentejo vão do vermelho comunista ao laranja/azul da coligação de direita, passando pela forte implantação socialista –, o foco deve estar numa estratégia conjunta para a região. Esse ecumenismo político na CIMBAL poderá ser crucial para obter resultados concretos, já que muitas das decisões e reivindicações passam por diálogo com o Governo central e outras entidades. Brito sinalizou que a CIMBAL precisa de “fazer equipa com cada município”, dando atenção às necessidades particulares de cada concelho mas articulando-as numa visão unificada. A lealdade institucional e a união de esforços serão, assim, pilares deste novo ciclo intermunicipal.

Desafios e agenda para o Baixo Alentejo Ao assumir a presidência da CIMBAL, António José Brito encontra pela frente um Baixo Alentejo com desafios complexos, mas também com potencialidades que requerem uma estratégia clara. Conforme destacou no seu discurso, “precisamos de um Baixo Alentejo mais ambicioso e com uma agenda clara e assumida”, cabendo à CIMBAL ser “o motor” e “o elo” dessa dinâmica. Esse apelo reflete a realidade de uma região que é uma das mais despovoadas e envelhecidas do país: com cerca de 115 mil habitantes dispersos por mais de 8.500 km², o Baixo Alentejo apresenta baixa densidade populacional e rendimentos médios inferiores à média nacional. A prestação de serviços públicos de qualidade em territórios tão vastos e pouco povoados é uma preocupação constante – por exemplo, garantir educação e saúde acessíveis em comunidades rurais isoladas exige soluções inovadoras e cooperação entre municípios.

Outra frente importante da agenda regional é a economia e a fixação de população. Tradicionalmente assente na agricultura, pecuária e recursos naturais (como as minas de Aljustrel e Neves-Corvo), o Baixo Alentejo busca diversificar atividades, fomentar a inovação e atrair investimento que gere emprego qualificado. Há ativos a explorar, como o potencial turístico do património cultural e natural – a região alberga castelos, vilas históricas e três Zonas de Proteção Especial de riqueza ecológica –, bem como projetos agrícolas de regadio ligados ao Empreendimento de Alqueva. No entanto, para converter potencial em desenvolvimento sustentado, os autarcas reconhecem ser crucial melhorar infraestruturas e conectividade: estradas, transportes e comunicações que aproximem o Baixo Alentejo do resto do país e elevem a sua competitividade. A necessidade de reforçar a interligação entre os centros urbanos regionais e de ligar eficazmente esta sub-região aos principais eixos nacionais tem sido apontada nos planos estratégicos como fundamental para fixar pessoas e empresas.

Adicionalmente, o desafio das alterações climáticas impõe-se cada vez mais na agenda regional. O Baixo Alentejo enfrenta riscos crescentes de secas, ondas de calor e incêndios florestais, fenómenos extremos que ameaçam a economia agropecuária e a qualidade de vida das populações. A CIMBAL, enquanto estrutura supramunicipal, tem participado em projetos de adaptação climática e resiliência que visam encontrar soluções para a escassez hídrica, a gestão florestal e a transição energética. Sob a liderança de Brito, espera-se uma continuidade – senão intensificação – dessas iniciativas, integrando a sustentabilidade ambiental na tal “agenda clara” de desenvolvimento regional a que o novo presidente aludiu.

Em síntese, António José Brito inicia a presidência da CIMBAL comprometido em dar um novo fôlego político ao Baixo Alentejo. Ao articular a cooperação entre 13 municípios, ele pretende alavancar a região para “avançar muito mais e muito melhor” até 2029. Os próximos anos dirão se esta liderança intermunicipal reforçada conseguirá efetivamente transformar os desafios em oportunidades, afirmando o Baixo Alentejo no contexto nacional e europeu com a voz forte e unida que Brito ambiciona.

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Fronteira

Em Cabeço de Vide, concelho de Fronteira, a música atravessou o Atlântico pela m…

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Em Cabeço de Vide, concelho de Fronteira, a música atravessou o Atlântico pela mão do Cuarteto de Guitarras de Costa Rica, num concerto que apresentou a riqueza da guitarra clássica na encantadora Igreja do Espírito Santo, repleta de público. Um encontro entre culturas, no qual a música voltou a construir pontes entre territórios, pessoas e sensibilidades. Foi uma bela noite!
Direção-Geral das Artes Município de Fronteira CCDR Alentejo, I.P. Fundación “la Caixa” Banco BPI Cuarteto de Guitarras de Costa Rica | Costa Rica Guitar Quartet







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Campo Maior

Atelier das Artes regressou ao trabalho com lanche convívio, ao qual se juntou …

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Atelier das Artes regressou ao trabalho com lanche convívio, ao qual se juntou a Vereadora Paula Jangita.

Saiba mais em: https://tinyurl.com/8pdcrvn6







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Alentejo Litoral

O presidente da Câmara Municipal, Luís Vital Alexandre, esteve presente na sessã…

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O presidente da Câmara Municipal, Luís Vital Alexandre, esteve presente na sessão de apresentação do parecer do Comité Ecómico e Social Europeu sobre a Comunicação da Comissão Europeia relativa à «Gestão Integrada dos Riscos de Incêndios Florestais» promovida pela Confederação de Agricultores de Portugal, no Cinegranadeiro.




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Vila Viçosa

A NÃO PERDER (6.ª FEIRA) | ENTRADA GRATUITA | GARANTA O SEU BILHETE | REALIZADO…

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A NÃO PERDER (6.ª FEIRA) | ENTRADA GRATUITA | GARANTA O SEU BILHETE | REALIZADORA MARTA MATEUS ESTARÁ PRESENTE
FILME EM EXIBIÇÃO FOGO DO VENTO 16 OUTUBRO 2026 (6.ª FEIRA)

Cineteatro Florbela Espanca, Vila Viçosa
16.10.2026 – Sexta-feira
Sessão 21h00
Idade: M/12

ENTRADA GRATUITA
ADQUIRA O SEU BILHETE | ENTRADA GRATUITA:
Posto de Turismo de Vila Viçosa
Online: https://vilavicosa.bol.pt/Comprar/Bilhetes/185930/1985470/17873/Lugares
Bilheteira do Cineteatro Florbela Espanca (abertura 1 hora antes da sessão)

Horário sessão:
Sessão Cinema 21h00Hora de Chegada20h45

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