Alto Alentejo
Arronches acolheu o XI Concurso Regional do Rafeiro do Alentejo
Alentejo
Alcáçovas celebra tradição na 24.ª Mostra de Doçaria: sabores que fazem história
Alcáçovas voltou a brilhar com a sua Mostra de Doçaria A vila de Alcáçovas viveu, no início de dezembro, mais uma edição da sua já emblemática Mostra de Doçaria, um evento que há mais de duas décadas atrai visitantes de todo o país e que reforça, ano após ano, o papel da localidade como referência da doçaria tradicional alentejana. Durante quatro dias, o Largo da Gamita encheu-se de aromas, cores e sabores que remetem para a herança conventual e palaciana da região. Cerca de duas dezenas de doceiros e doceiras, vindos não só do Alentejo como de outras zonas do país, apresentaram algumas das receitas mais emblemáticas do património gastronómico português, com destaque para especialidades locais como o Bolo Conde de Alcáçovas e o Bolo Real, que continuam a ser dois dos doces mais procurados pelos visitantes. Um dos momentos mais aguardados do programa foi o Concurso de Doçaria Conventual e Palaciana, que já vai na sua 12.ª edição. A competição, que procura distinguir a autenticidade e a qualidade das receitas tradicionais, reuniu dez doces a concurso. Este ano, o primeiro prémio foi atribuído aos Queijinhos do Céu, preparados pela Confeitaria Conventus, de Évora. Em segundo lugar ficaram os clássicos Rebuçados de Ovos de Portalegre, enquanto o terceiro prémio distinguiu o Bolo Fidalgo, apresentado pela doceira alcacovense Margarida Ilhéu. A organização atribuiu ainda uma menção honrosa às Rosáceas, um doce artesanal que surpreendeu pela apresentação e sabor. Paralelamente à mostra, realizaram-se várias sessões de showcooking que permitiram ao público conhecer técnicas, ingredientes e histórias por detrás dos doces que marcam a identidade do Alentejo. A Confraria dos Doces Conventuais do Alentejo assumiu um papel central nestas demonstrações, partilhando conhecimentos e sublinhando a importância de preservar o receituário tradicional. A música e a cultura também tiveram lugar de destaque no certame. Ao longo dos quatro dias, o recinto recebeu atuações de grupos locais de cante alentejano, concertos de artistas convidados e momentos de animação que contribuíram para um ambiente acolhedor e festivo. Para as famílias, foram criados espaços dedicados às crianças, com atividades lúdicas e oficinas temáticas inspiradas no universo da doçaria. O programa incluiu ainda iniciativas desportivas e de natureza, como caminhadas e passeios a cavalo, que ajudaram a divulgar a envolvente natural da freguesia e a promover a convivência entre visitantes e comunidade local. Segundo a autarquia, a Mostra de Doçaria representa um importante motor de dinamização económica para Alcáçovas, atraindo visitantes, promovendo o comércio local e valorizando o património gastronómico que faz parte da identidade da região. A organização destaca também o papel do evento na divulgação de produtores artesanais e na preservação de técnicas que têm passado de geração em geração. A edição deste ano reforçou, uma vez mais, o lugar da Mostra de Doçaria como um dos eventos mais doces, e mais aguardados, do calendário cultural do Alentejo.
Segurança
Violência doméstica: Ponte de Sor registou 29 novos casos entre janeiro e outubro de 2025

Entre janeiro e outubro de 2025, foram sinalizados 29 novos processos de violência doméstica no concelho de Ponte de Sor. Os dados revelam que 7 das vítimas são crianças ou jovens, enquanto os restantes 22 casos dizem respeito a mulheres, refletindo a persistência de um problema que continua a afetar diferentes faixas etárias.
As autoridades recordam que é essencial denunciar e procurar apoio sempre que exista suspeita ou confirmação de violência.
Quem necessitar de ajuda pode contactar a Linha Nacional de Apoio a Vítimas de Crime – 116 006 (dias úteis, das 08h00 às 23h00) ou o Posto da GNR de Ponte de Sor, através do número 242 202 707.
Alto Alentejo
Campanha da azeitona em Ponte de Sor: qualidade elevada e preços estáveis, afirma Acorpsor

A campanha da azeitona está a decorrer com sinais positivos no concelho de Ponte de Sor, marcada por uma qualidade acima da média e por expectativas de estabilidade — e até ligeira subida — no preço do azeite. A garantia é dada por Rui Varela, presidente da direção da Acorpsor, que traça um balanço globalmente favorável da presente época agrícola.
Segundo o responsável, a colheita arrancou mais cedo este ano, em outubro, permitindo a produção de azeites verdes com características sensoriais mais finas e frutadas, altamente valorizadas em mercados internacionais. Esta antecipação trouxe também vantagens para explorações em modo biológico, que não suportariam períodos prolongados de maturação sem tratamentos, assegurando, assim, um azeite de elevada qualidade.
Até agora, os lagares da região têm recebido azeitona que origina azeites com acidez muito baixa e sem defeitos, beneficiando de condições meteorológicas favoráveis — nomeadamente ventos que ajudam a eliminar frutos danificados antes da apanha.
Ainda assim, Rui Varela alerta que a segunda metade da campanha poderá apresentar desafios, sobretudo em variedades como a galega, mais propensas ao aumento da acidez e ao aparecimento de alguns defeitos. Apesar disso, a produção mantém-se robusta e os lagares continuam a trabalhar em pleno.
No que respeita ao mercado, o dirigente da Acorpsor prevê que os preços se mantenham firmes. “Não há sinais de descida do preço do azeite; pelo contrário, pode até haver uma ligeira subida”, sublinha, apontando o interesse continuado de compradores espanhóis e italianos como fator de pressão sobre o valor final.
A análise de Rui Varela evidencia um setor que, apesar dos desafios, continua a afirmar-se pela qualidade e competitividade, reforçando a importância económica e social da olivicultura no território do Alto Alentejo.
Cultura
Centro de Artes de Ponte de Sor acolhe conferência e inaugura nova exposição

O Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor foi palco, no último sábado de novembro, de uma tarde marcada por conhecimento, memória e arte, resultado de uma parceria entre o Município de Ponte de Sor e a Fundação das Casas de Fronteira e Alorna.
O primeiro momento coube ao historiador Luís Amaral, que apresentou a conferência “Nós, Ponte Sorenses”. Perante uma plateia atenta, o orador percorreu episódios, figuras e tradições que moldam a identidade local, sublinhando a importância de preservar e valorizar a herança cultural da comunidade. A sessão incluiu ainda a revelação do novo site homónimo, criado como ferramenta de consulta aberta ao público e destinado a aprofundar o conhecimento sobre a história da região.
Logo depois, o Centro de Artes recebeu a inauguração da exposição coletiva “Da Minha Janela, Natureza Quadrada”, reunindo obras de vários artistas romenos, sob curadoria de Marta Jecu. A mostra propõe um olhar renovado sobre a natureza, captada como se vista através de janelas íntimas: fragmentos de paisagem que se cruzam com memória, imaginação e subjetividade.
A exposição ficará patente até 26 de fevereiro de 2026, reforçando a dinâmica cultural do espaço e oferecendo ao público um convite à contemplação.
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