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Atuais e futuros nutricionistas debateram o futuro da Nutrição

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O primeiro e mais antigo Congresso Científico de Nutrição do país juntou nos dias 8 e 9 de abril, no auditório da ANJE, no Porto, cerca de 150 estudantes – a maioria da Faculdade de Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP), mas também de outras instituições de ensino superior –, para debater “O Futuro da Nutrição”.

Organizado há mais de três décadas pela Associação de Estudantes da FCNAUP (AEFCNAUP) – a primeira e única instituição de ensino superior que forma exclusivamente nutricionistas desde 1976, e que está prestes a celebrar 50 anos –, o Congresso Científico de Nutrição da AEFCNAUP voltou a apostar, para esta 35.ª edição, num programa diversificado “com temas atuais e relevantes para a profissão”.

“A parte mais emocionante é conseguir unir estes dois mundos, o dos profissionais com o dos estudantes. Não há nada melhor do que ouvirmos quem já passou por cá [a maioria dos oradores eram alumni da FCNAUP] e está agora no terreno”, sublinha Diana Fonseca, presidente da AEFCNAUP.

Em cima da mesa estiveram diferentes temáticas como: “Pequenos Pratos: Grandes Desafios na Seletividade Alimentar”, sobretudo, em contexto da escola pública, com intervenções dos nutricionistas Liliana Fernandes e Llana Fux, e moderação de Pedro Moreira; “Será necessária uma transição proteica?” (Duarte Torres e Joana Azevedo, numa conversa moderada por Helena Real); “Comer no século XXI; Entre a abundância e as falhas” (com Bárbara Beleza), “Alimentar o futuro para um envelhecimento saudável” (Odete Sousa e Luís Patrício, com moderação de Daniela Sousa); “O excesso de proteína em idade pediátrica e a relação com a obesidade infantil (com Inês Tomada e Luís Silva, moderados por Diana e Silva) ou, entre outras, “Ironman: Estratégias nutricionais para a preparação do atleta” (Pedro Meirinhos e os atletas Flávia Ribeiro e Frederico Nunes com moderação de Tiago Silva).

“O poder do marketing alimentar na decisão do consumidor” juntou as nutricionistas Margarida Bica e Marta Figueira, com moderação de Maria João Gregório. (Foto: DR)

“O nutricionista não trabalha sozinho”

O painel “O papel do nutricionista em contexto de crise humanitária” contou com intervenções de três nutricionistas – Elisabete Catarino, Diana Borges e Liliana Granja – com experiência em territórios de emergência alimentar como Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Grécia, ou mesmo, Gaza.

A partir da Venezuela, onde é atualmente responsável pelos programas de assistência alimentar do Programa Mundial para a Alimentação das Nações Unidas (PMA), Diana Borges sublinhou que “tudo o que existe à volta [de um território em crise] tem impacto na alimentação ou nutrição”.

Numa altura em que a insegurança alimentar poderá piorar devido ao conflito do Médio Oriente (a ONU alerta que mais de 45 milhões de pessoas enfrentarão fome severa), as três oradoras reforçaram a mensagem de que “o nutricionista não trabalha sozinho”.

Já o tema “O poder do marketing alimentar na decisão do consumidor” juntou Marta Figueira e Margarida Bica numa conversa moderada por Maria João Gregório, diretora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) da Direção-Geral da Saúde, sobre a regulação deste setor em diferentes países, incluindo Portugal. “A evidencia científica vai mostrando que atuar só do lado da educação não é suficiente para produzir resultados”, reforçou a também docente da FCNAUP.

Neste Congresso, nem a inteligência artificial ficou de fora. O engenheiro e investigador Pedro Miguel Rodrigues, que se tem focado na aplicação da inteligência artificial à saúde, nutrição e área alimentar, deixou a mensagem de que “a tecnologia pode dar mais tempo, mas nunca substituirá o nutricionista”. Já o encerramento contou com a abordagem da nutricionista e investigadora Carla Lopes à nova pirâmide americana e os seus possíveis impactos no resto do mundo.

Em suma, o 35º Congresso Científico de Nutrição deixou uma mensagem para o futuro dos estudantes de Ciências da Nutrição: “Como nutricionistas vivemos num mundo em que temos de nos adaptar às novas realidades, como o envelhecimento, a inteligência artificial e as novas diretrizes americanas, fazendo o nosso melhor para as populações”, resumiu Diana Fonseca.

Pedro Miguel Rodrigues abordou a Nutrição na era digital. (Foto: DR)

FCNAUP pioneira na Semana das Ciências da Nutrição

Criada em 1990 pela associação de estudantes da FCNAUP, na época presidida pela nutricionista Helena Ávila, a Semana das Ciências da Nutrição foi a primeira desta área no país, sendo atualmente uma das mais antigas atividades em funcionamento na U.Porto.

“Quando organizámos a primeira Semana das Ciências da Nutrição, íamos para as cabines telefónicas fazer as chamadas com moedas, para convidar as pessoas a estarem presentes. Há uma série de histórias em relação a isso, porque as moedas caiam e a conversação ficava a meio…”, recorda a primeira organizadora deste Congresso Científico, um dos pontos altos da semana e que continua a ter como objetivo debater a profissão e os desafios da alimentação saudável.

A cada ano (à exceção de 2020, devido à pandemia de Covid-19), a AEFCNAUP tem organizado integralmente esta atividade. “É sempre um desafio porque com tantas edições anteriores pode parecer difícil inovar, tentar fazer diferente e melhor. Mas é muito enriquecedor para os nossos estudantes e equipa da associação de estudantes [este ano envolveu 17 elementos]”, nota Diana Fonseca, presidente da AEFCNAUP e estudante do terceiro ano da Licenciatura em Ciências da Nutrição, com o espírito de missão cumprida.



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Música, poesia e performance na última semana de cultura ao luar

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Dois espetáculos audiovisuais, um deles com música eletrónica, ritmos clássicos da Índia e poesia de travo brasileiro são os principais destaques do programa da última semana das Noites no Pátio do Museu. Acontecem sempre à noite, a partir das 21h30, e o acesso é livre até ao limite de lotação do espaço. A entrada faz-se pelo Jardim da Cordoaria.

Logo no dia 21 de julho atravessaremos o Atlântico à boleia das palavras de Mário Quintana, uma das mais singulares vozes de poesia brasileira do século XX. Nascido há 120 anos, precisamente no mês de julho de 1906, na cidade de Alegrete, no Rio Grande do Sul, Quintana foi poeta, tradutor e jornalista, ou, conforme de autodefinia, “a inquieta voz do vento”.

Na voz do Colectivo de Poesia da U.Porto, a poesia de Mário Quintana mostrar-se-á enquanto luta com as palavras para as obrigar a dizerem aquilo que o poeta quer, segundo confessou numa entrevista publicada na Revista do Brasil. O tom e o modo ficou marcado logo desde a publicação, em 1940, de A rua dos cataventos, o seu primeiro livro de poesia, definindo-a como “lição de leitura” e “hora de recreio” em simultâneo.

A “Supplica” dos marinheiros e das famílias vai fazer-se ouvir no Pátio do Museu.

Dois dias depois, a 23 de julho, o Sitar Jugalbandi vai colocar “instrumentos em conversa”. Este grupo de música clássica da Índia é formado pelo casal de sitaristas Abhishek Adhikary e Murchana Adhikary Barthakur, que irão subir ao palco com o tablista Ibram Kashi e o vocalista Sali Musica Siva.

No âmbito da música indiana, o termo jugalbandi refere-se a um dueto de instrumentos melódicos, introduzindo esta mudança no formato clássico de um só instrumento solista acompanhado pela tabla. O duo já subiu ao palco da Casa Comum em 2024, tendo Murchana Adhikary Barthakur atuado já este ano no Palácio Presidencial da Índia, perante António Costa, Ursula von der Leyen e o presidente indiano.

No dia 24, sexta-feira, o pátio do museu vai ser ocupado por um espetáculo audiovisual que promete fazer-nos entrar na máquina do tempo a fim de revisitar uma tragédia com mais de 130 anos: numa tarde de fevereiro de 1892, uma tempestade, com particular impacto entre Aveiro e a Galiza, varreu o litoral e colheu, no mar, a vida de 105 pessoas das comunidades piscatórias entre a Póvoa de Varzim e da Afurada. Em terra, instalou-se o luto profundo. As festas populares esmoreceram, os trajes coloridos cederam lugar ao negro e os instrumentos musicais silenciaram-se. O mar, outrora sustento, tornou-se espelho da ausência.

É neste contexto que surge Supplica, um espetáculo audiovisual e imersivo que revisita o episódio, associando-o a uma experiência coletiva em que a música, a imagem e a palavra dão voz ao mar, aos náufragos e às famílias. O espetáculo foi criado por Helder Luís e estreou em fevereiro de 2026 na Igreja da Lapa, na Póvoa de Varzim.

Caberá a Dullmea encerrar, com chave de ouro, o programa das Noites no Pátio do Museu

No dia 25 de julho, sábado, entrar no Pátio do Museu equivalerá a ficar envolvido por paisagens sonoras que resultam da recomposição da voz por meios eletrónicos. Dullmea, que está a assinalar dez anos de percurso artístico, usará a figura feminina como fio condutor de Jano, um concerto que é também uma viagem histórica e literária por algumas figuras femininas pioneiras que habitam o nosso imaginário coletivo, mas cujas narrativas foram escritas, maioritariamente, por homens.

Deste modo ficará concluído o mês de programação que trouxe centenas de pessoas ao Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto, da enologia à etnografia, passando pela música de diferentes géneros e distintas proveniências geográficas e pela literatura.



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Queres estagiar nas Instituições da União Europeia?Entre julho e setembro estã…

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Queres estagiar nas Instituições da União Europeia?

Entre julho e setembro estão abertas candidaturas para vários programas de estágio com início em fevereiro/março de 2027, incluindo o prestigiado Blue Book, da Comissão Europeia.

Para te ajudar a preparar a candidatura, o IEFP/EURES Portugal e o Centro de Informação Europeia Jacques Delors (CIEJD) promovem um webinar gratuito.

23 de julho
14h30
Duração aproximada: 90 minutos

Durante a sessão vais conhecer:
Os programas de estágio disponíveis;
Os requisitos de candidatura;
O processo de seleção;
O testemunho de um(a) ex-estagiário(a) do programa Blue Book (a confirmar).

Este webinar é para ti se:
• Tens, pelo menos, uma licenciatura;
• Dominas duas línguas oficiais da UE (uma delas inglês, francês ou alemão);
• Nunca realizaste um estágio ou trabalhaste mais de dois meses numa instituição da União Europeia.

Reserva já o teu lugar: https://bit.ly/EstagiarJul

As vagas são limitadas!

#iefp_portugal #EURES #UniãoEuropeia #BlueBook #Estágios #Emprego #Carreira #Juventude #Oportunidades



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A população idosa cresceu cinco vezes mais depressa do que a população ativa ent…

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A população idosa cresceu cinco vezes mais depressa do que a população ativa entre 2024 e 2025. Há 2,76 pessoas em idade ativa por cada idoso, num retrato de uma população cada vez mais envelhecida.

Só as mães estrangeiras têm travado uma quebra ainda mais acentuada nos nascimentos, num contexto em que a fecundidade continua abaixo do limiar de renovação de gerações, fixado em 2,1 filhos por mulher.

Conheça a infografia baseada em dados reunidos pela Pordata, disponível no site da Fundação: https://ffms.pt/pt-pt/atualmentes/infografia/nunca-fomos-tantos-e-tao-diversos-retrato-de-um-pais-envelhecido-e-com-assimetrias-regionais



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Galiza e Norte de Portugal reforçam aposta conjunta na inovação e competitividad…

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Galiza e Norte de Portugal reforçam aposta conjunta na inovação e competitividade

A Eurorregião Galiza–Norte de Portugal deu mais um passo decisivo para o futuro com o lançamento oficial do projeto MAISRIS3T e a assinatura do Roteiro de Implementação da RIS3T 2021-2027, durante o Fórum RIS3T, realizado na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.

Com um investimento de cerca de 971 mil euros e uma duração de três anos, o projeto pretende fortalecer um ecossistema de inovação mais integrado, colaborativo e sustentável, promovendo a cooperação entre empresas, universidades, centros de investigação e entidades públicas dos dois lados da fronteira.

A nova agenda estratégica contempla áreas-chave como:
Indústria, Mobilidade e Energia
Agroalimentar
Recursos e Economia do Mar
Saúde e Bem-Estar
Turismo e Indústrias Criativas

Para Álvaro Santos , Presidente da CCDR NORTE, a capacidade de inovar, cooperar e transformar conhecimento em desenvolvimento económico é hoje um fator essencial para a competitividade dos territórios. Já Carmén Cotelo Queijo, da GAIN, destacou a Eurorregião como um exemplo de sucesso de cooperação em inovação à escala europeia.

Através do MAISRIS3T, Galiza e Norte de Portugal reforçam a sua posição como território de referência na inovação, na captação de financiamento europeu e no desenvolvimento de projetos conjuntos que promovam crescimento sustentável, coesão territorial e competitividade internacional.
Saiba mais em https://www.ccdr-n.pt/







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