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Alentejo

Bailaricos em Évora deram lugar ao isolamento de músicos em estúdio

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O corrupio que animava bailes e festas onde tocavam deu lugar ao isolamento em estúdio para dois músicos de Évora, com as mudanças provocadas pela pandemia da covid-19, e um deles até já tem outra profissão.

O músico profissional Nuno Florindo toca e canta, a solo ou na banda de originais Par ou Ímpar. Antes, vivia exclusivamente da música, com a agenda sempre cheia para atuações em festas, bailes e casamentos.

A carreira, porém, ficou “suspensa” em março do ano passado, devido ao coronavírus SARS-CoV-2: “Foi um ano atípico, só atuei uma vez” e foi “com a banda”, conta à agência Lusa o artista alentejano.

“Não tive mais nenhum espetáculo ao vivo. Foi tudo cancelado”, lamenta Nuno Florindo, que diz que até pararam as gravações que, habitualmente, fazia no seu estúdio para outros artistas.

Com dezenas de instrumentos musicais, entre guitarras, baixos e até percussão, o estúdio, instalado numa divisão da sua casa, na periferia de Évora, é agora o seu “refúgio” e onde passa a maior parte do tempo.

É aqui que o músico ainda mantém alguma atividade, como as aulas de guitarra, piano e acordeão que leciona ‘online’, e as gravações de temas musicais para si próprio e para divulgar nas redes sociais.

O artista afirma que perdeu “90%” do rendimento mensal, em relação ao que auferia antes da pandemia, e que só se tem “conseguido aguentar” porque “tinha algum pé-de-meia” e não tem filhos.

Com o sucessivo reagendamento de festas e casamentos onde tinha previsto atuar, Nuno “matou as saudades” dos bailaricos, recentemente, com uma atuação de hora e meia na plataforma de vídeos YouTube.

“Foi bom ver a reação das pessoas no ‘chat’ e nos comentários, e deu para matar um bocadinho as saudades, mas não é a mesma coisa”, sublinha, mantendo-se no entanto otimista com o futuro.

Já com marcações para espetáculos, mas ainda sem ter certezas sobre a sua concretização, a ‘luz ao fundo do túnel’ para o músico “ainda está muito longe”. Espera poder atuar ainda em 2021, mas “lá mais para o final do ano”.

“Aquilo que eu quero fazer é música”, mas, se a pandemia se prolongar durante “muito tempo, se calhar, terei de tentar alguma coisa diferente”, admite.

Quem não esperou mais tempo para iniciar outra profissão foi o músico João Realista, que, desde novembro de 2020, está a trabalhar como consultor imobiliário em Évora.

“A música está parada e surgiu a hipótese de ingressar na carreira do imobiliário”, conta à Lusa o artista, cuja última atuação foi a 08 de março de 2020, nas comemorações do Dia Internacional da Mulher.

João conta que “2020 era um ano que se adivinhava bom”, com “muitas marcações, inclusive a passagem de ano” já agendada, mas “as pessoas foram cancelando a partir do momento que começou a pandemia”.

“Tinha a minha vida orientada dessa forma e estava a fazer conta com aquele dinheiro que ganhava e, de um momento para o outro, a notícia foi: a partir de hoje não tocas e ficas em casa”, lamenta.

Apesar do apoio temporário da Segurança Social, que recebeu até setembro, a covid-19 alterou a vida deste artista, depois de 16 anos como músico profissional, a fazer bailes e a animar casamentos e batizados, com fins de semana sempre preenchidos.

“O valor que recebia de subsídio não dava para uma pessoa viver, e a sorte é que a minha mulher é funcionária pública e tive alguma ajuda dos meus pais para conseguir ir pagando despesas”, salienta.

Antes da pandemia, garante, “não tinha grandes problemas financeiros”. Com os espetáculos, nos quais cobrava entre os 200 e os 700 euros, conseguia fazer dinheiro suficiente.

“Foi um corte de 100%” no rendimento, em relação ao período que antecedeu a pandemia, frisa, notando que a atividade dos espetáculos ao vivo “foi, se calhar, das primeiras a parar e vai ser a última a recomeçar”.

O artista adianta que já tem “algumas datas marcadas para este ano”, a primeira delas “em abril”, que “em princípio vai ser cancelada”, mas espera manter a animação de um batizado, com “pouca gente”, agendado para 01 de maio.

Devido à paragem forçada da música ao vivo, João sentiu-se “empurrado” para a decisão de iniciar outra atividade profissional, que até já tinha ponderado antes, por ter “algum tempo livre”, sobretudo durante a semana.

“Se a situação voltar à normalidade, a minha ideia é continuar como consultor imobiliário e como músico”, porque “dá para conciliar estas duas profissões”, afiança, argumentando contudo, que a música “tem de estar sempre presente” na sua vida.

Lusa

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Alentejo Litoral

Palco pronto. Ensaios de som a terminar. Música em Porto Covo a partir das 21h00…

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Palco pronto. Ensaios de som a terminar. Música em Porto Covo a partir das 21h00.

O Festival Músicas do Mundo, Sines, Portugal (FMM) está quase a começar.

Tiago Canhoto / FMMSINES



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Vila Viçosa

REUNIÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE VILA VIÇOSA Teve lugar no dia 16 d…

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REUNIÃO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE VILA VIÇOSA
Teve lugar no dia 16 de Julho de 2026, a reunião do Conselho Municipal de Educação de Vila Viçosa, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Vila Viçosa.
A referida reunião teve como objetivos a aprovação da ata da reunião anterior, bem como a apresentação do Plano Intermunicipal de Transportes Escolares do Alentejo Central. Foi, ainda apresentado, o Plano Municipal de Transportes Escolares, respeitante ao Ano Letivo de 2026/2027.
Partilhamos o registo fotográfico da Reunião.
#reuniao #conselhomunicipaldeeducacao #vilavicosa #transportesescolares #educacao #cmvv #alentejo #portugal







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Montemor-o-Novo

ATL DO ESCOURAL VISITA O CENTRO INTERPRETATIVO DA GRUTA DO ESCOURALNo dia 14…

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ATL DO ESCOURAL VISITA O CENTRO INTERPRETATIVO DA GRUTA DO ESCOURAL

No dia 14 de julho, o ATL do Escoural participou numa atividade que proporcionou uma verdadeira viagem ao Paleolítico.

As cerca de 14 crianças visitaram a exposição permanente do Centro Interpretativo da Gruta do Escoural, onde tiveram a oportunidade de conhecer melhor a história, a arte e o modo de vida dos primeiros habitantes desta gruta única.

A visita terminou com um divertido workshop de pintura rupestre, no qual os participantes experimentaram técnicas inspiradas nas utilizadas pelos habitantes da Gruta do Escoural durante o Paleolítico.

Aprender fazendo é uma das melhores formas de conhecer e valorizar o nosso património!

#municipiomontemoronovo #GrutaDoEscoural #CentroInterpretativo #ATL #Património







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Reguengos de Monsaraz

Monsaraz Museu Aberto 2026 | Garota NãoUma das vozes mais singulares e premia…

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Monsaraz Museu Aberto 2026 | Garota Não

Uma das vozes mais singulares e premiadas da música portuguesa contemporânea apresentou-se ontem na Arena do Castelo de Monsaraz

A artista trouxe abordagem inovadora à canção de intervenção, cruzando poesia, beats e elementos do quotidiano. Mais do que um concerto tradicional, tratou-se de uma viagem musical cantada com uma doçura desarmante, que envolveu o público numa noite de emoção, reflexão e genuína partilha artística.







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