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Baixo Alentejo

Câmara de Castro Verde lança concurso de poesia sobre cante alentejano

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A Câmara de Castro Verde, no distrito de Beja, lançou hoje um concurso de poesia para premiar a produção de originais deste género literário em português e sobre o cante alentejano património cultural da Humanidade.

O concurso “Cante Nosso” foi lançado no âmbito do sétimo aniversário da classificação do cante alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), refere o município, em comunicado enviado à agência Lusa.

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Segundo o município, o concurso “visa estimular a criatividade, valorizar a produção literária, fomentar hábitos de escrita e de leitura, e premiar a produção de originais de poesia, tendo como temática obrigatória o cante alentejano”.

O concurso destina-se a todos os cidadãos e divide-se em duas categorias: a Geral, para maiores de 18 anos, e a Revelação Juvenil, para jovens entre os 14 e os 17 anos.

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Ao concurso só podem ser apresentados trabalhos individuais inéditos de poesia em língua portuguesa e cada participante pode concorrer com um máximo de duas poesias.

As obras a concurso devem ser entregues em mão até às 17:00 do dia 19 deste mês, no Centro de Artes e da Viola Campaniça, situado na vila de Castro Verde.

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Também podem ser enviadas por correio para a morada do Centro de Artes e da Viola Campaniça, sendo que neste caso só serão consideradas datas de carimbo dos CTT até dia 19 deste mês.

Aos três primeiros classificados de cada uma das categorias serão atribuídos prémios em dinheiro e os restantes participantes receberão prémios de participação.

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Na categoria Geral, o 1.º prémio será de 500 euros, o 2.º de 250 euros e o 3.º prémio de 150 euros.

Já na categoria Revelação Juvenil, o 1.º prémio será de 250 euros, o 2.º de 100 euros e o 3.º de 50 euros.

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Os vencedores serão anunciados no dia 27 deste mês, quando se celebra o sétimo aniversário da classificação do cante alentejano como Património da Humanidade.

O anúncio será feito no âmbito da iniciativa “Conversas e Modas: O Cante do concelho”, que irá decorrer no Cineteatro Municipal de Castro Verde, a partir das 16:00.

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As normas da primeira edição do concurso de poesia “Cante Nosso” estão disponíveis para consulta no sítio de Internet da Câmara de Castro Verde.

O cante alentejano, um canto coletivo, sem recurso a instrumentos, foi classificado, em 27 de novembro de 2014, como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, graças a uma candidatura apresentada pela Câmara de Serpa e pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.

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Lusa

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Alentejo

Beja: A Força do Alentejo no ar e no solo através da missão solidária da BA11

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A Base Aérea N.º 11 (BA11), em Beja, tem sido um pilar de resiliência e solidariedade no apoio às comunidades afetadas pelas recentes intempéries no Alentejo. Num esforço coordenado que desafia a logística convencional, a unidade conseguiu manter a sua prontidão operacional máxima — acomodando oito frotas de aeronaves e assegurando o Alerta de Defesa Nacional — enquanto mobilizava recursos humanos e técnicos para a linha da frente do apoio humanitário.

Em Alcácer do Sal, o contingente de 43 militares da BA11 revelou-se decisivo. Mais do que a entrega de bens essenciais, a equipa executou trabalhos de engenharia e manutenção vitais: reparação de sistemas elétricos, avaliação de segurança das vias, limpeza de detritos e o desvio estratégico de uma vala para evitar novos episódios de cheias em áreas residenciais. A intervenção incluiu ainda o resgate de animais em risco, devolvendo alguma normalidade e esperança a quem perdeu quase tudo.

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Para além do trabalho físico no terreno, a BA11 serviu como centro de suporte estratégico para a Câmara Municipal de Beja, abrindo as suas portas para o acolhimento de pessoas desalojadas. A dimensão da crise e a eficácia da resposta militar atraíram o interesse internacional, com a agência Associated Press a solicitar as imagens de reconhecimento aéreo captadas pelos militares, que documentam a extensão dos danos na região. Como refere a própria instituição, esta missão é o reflexo de um espírito de união e de uma responsabilidade que vai muito além da defesa aérea, provando que a Força Aérea está presente onde e quando Portugal mais precisa.

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Alentejo

Gestão Hídrica: Quercus acusa Governo de colocar consumo humano em risco ao “premiar” regadio intensivo em Alqueva

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A associação ambientalista Quercus lançou hoje duras críticas ao Governo, acusando-o de uma “má gestão” estratégica da albufeira de Alqueva ao autorizar um aumento substancial do volume de água destinado ao regadio. Em causa está um recente despacho interministerial que prevê a extração de mais 110 milhões de metros cúbicos de água por ano, dos quais a esmagadora maioria — 100 milhões — terá como destino a atividade agrícola, deixando apenas 10 milhões para o consumo urbano e industrial. Para a Quercus, esta decisão do Ministério da Agricultura e Mar constitui uma cedência às pretensões do regadio intensivo e ignora a Lei da Água, que estabelece o consumo humano como prioridade absoluta, especialmente num contexto de alterações climáticas onde as secas severas são fenómenos cada vez mais recorrentes em território nacional.

A presidente da associação, Alexandra Azevedo, alerta que a expansão sem regras do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA) coloca em risco a fixação de populações no interior ao desvalorizar as necessidades básicas em favor de uma estratégia focada na exportação e no lucro privado. Atualmente, cerca de 95% da água captada em Alqueva serve interesses económicos privados, uma realidade que os ambientalistas descrevem como uma “morte anunciada” dos terrenos e uma transformação destrutiva da paisagem alentejana. A Quercus questiona a ausência de estudos de impacto ambiental e económico-financeiros que sustentem estas decisões, sugerindo que o preço da água deveria refletir fatores como a sustentabilidade das culturas e o destino da produção, distinguindo o que é consumo interno do que é exportação.

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Esta posição surge na mesma linha de contestação da associação Zero, que recentemente acusou o Executivo de minar a resiliência de Alqueva como reserva estratégica do país. Ao reagir à estratégia governamental “Água que Une”, a Quercus é perentória ao afirmar que o recurso só cumpre essa função de união quando não é capturado por interesses particulares. O debate em torno do modelo de desenvolvimento para o Alentejo intensifica-se assim, com os ambientalistas a pedirem uma revisão urgente da política hídrica que salvaguarde a identidade regional e garanta que, em caso de escassez extrema, as torneiras das populações não fiquem secas devido à prioridade dada às monoculturas intensivas que hoje dominam a paisagem do EFMA.

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Alentejo

Moura leva jovens a Itália: Intercâmbio Erasmus+ foca-se na vida saudável e saúde mental

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O concelho de Moura volta a abrir as portas da Europa aos seus jovens através do Programa Erasmus+. Desta vez, o destino é Bergolo, em Itália, onde sete jovens mourenses, entre os 18 e os 30 anos, terão a oportunidade de participar num intercâmbio internacional entre os dias 2 e 12 de abril. A iniciativa, que junta participantes de Portugal, Itália, Espanha e Finlândia, foca-se em temáticas cruciais para a atualidade: a promoção de uma vida saudável, a nutrição consciente e o cuidado com a saúde mental.

Participar neste projeto vai muito além de uma viagem cultural. Através de workshops dinâmicos e atividades de convívio, os selecionados poderão desenvolver competências linguísticas e sociais, ganhando uma consciência mais profunda sobre a importância do desporto e do bem-estar psicológico. Sendo a Câmara Municipal de Moura uma entidade parceira ativa no Erasmus+, o programa garante que todas as despesas de alojamento, alimentação e deslocações sejam integralmente suportadas, assegurando ainda o acompanhamento do grupo por um técnico do município durante toda a estadia em solo italiano.

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As inscrições para este desafio europeu decorrem entre os dias 9 e 18 de fevereiro. Esta é uma oportunidade estratégica para os jovens do concelho de Moura reforçarem o seu currículo não formal, explorarem novas culturas e contribuírem para a construção de uma cidadania europeia mais ativa e saudável. Os interessados devem formalizar a sua candidatura dentro do prazo estipulado, garantindo que cumprem os requisitos de residência e idade para representar o Baixo Alentejo nesta plataforma de cooperação internacional.

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Alentejo

Presidenciais: PS Baixo Alentejo saúda vitória “plena” de Seguro em todos os concelhos do distrito

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A Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista congratulou-se hoje com a eleição de António José Seguro como o próximo Presidente da República, destacando o resultado obtido no distrito de Beja como uma prova inequívoca do compromisso democrático da região. Em nota oficial, o PS sublinha que o candidato venceu em todos os 14 concelhos do distrito, revertendo nalguns casos a tendência das últimas legislativas e consolidando uma maioria clara frente a André Ventura.

O comunicado destaca a “forte adesão dos eleitores às mesas de voto”, um facto que os socialistas consideram “muito importante” dada a situação de emergência provocada pela depressão Marta. Para a estrutura regional do partido, a normalidade com que o ato eleitoral decorreu no Baixo Alentejo demonstra a resiliência das instituições locais e a vontade dos cidadãos em participar na escolha do sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa.

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Um resultado com peso histórico
António José Seguro foi eleito com o que o PS classifica como o “maior número de votos da história das eleições presidenciais”, um capital político que a Federação do Baixo Alentejo acredita ser fundamental para os desafios que o país enfrenta. No distrito, a vitória estendeu-se de Odemira a Barrancos, passando pela capital, Beja, onde o candidato alcançou uma das margens mais confortáveis da noite.

Com a tomada de posse agendada para o dia 9 de março, o PS Baixo Alentejo reforça que esta eleição representa uma vitória dos valores constitucionais e da estabilidade. Para a região, a expectativa foca-se agora no papel que o novo Presidente terá no acompanhamento dos planos de reconstrução pós-temporal e no apoio ao desenvolvimento do interior, temas que marcaram a campanha em território alentejano.

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