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Agricultura

CAP reúne em Beja para debater crise climática e apoios aos cereais de sequeiro

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Beja recebe hoje um importante ciclo de debates promovido pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), com o objetivo de analisar os principais desafios que o setor enfrenta na região do Baixo Alentejo. O programa arrancou durante a manhã no Cine-Teatro Pax Júlia, com a realização de um Conselho Consultivo Regional, um fórum de auscultação entre a confederação e as suas organizações filiadas para definir prioridades estratégicas, tanto a nível local como nacional. Em destaque na agenda estão temas de grande impacto macroeconómico, como as implicações do Acordo Mercosul e o estado atual das propostas para a Política Agrícola Comum (PAC).

Os trabalhos estendem-se ao longo do dia, focando-se nas preocupações imediatas dos produtores locais, severamente afetados pelas condições climatéricas adversas das últimas semanas. Questões como a sanidade animal, a gestão dos recursos hídricos e os apoios aos cereais de sequeiro dominam as discussões, num momento em que o setor agrícola reclama maior clareza sobre o Pedido Único e as Medidas Agroambientais (MAA). O encontro serve para alinhar posições sobre como as intempéries recentes estão a comprometer a condicionalidade das explorações e a viabilidade das culturas tradicionais do sul do país.

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O dia encerra com uma sessão de esclarecimento aberta a todos os agricultores, marcada para as 16h00 no auditório do NERBE. Esta iniciativa, organizada em parceria com a FAABA e a ACOS, conta com a presença da direção e de técnicos da CAP para prestar apoio direto aos profissionais do setor. É uma oportunidade para os agricultores do Baixo Alentejo esclarecerem dúvidas sobre calendários de pagamentos e novas regulamentações, reforçando a articulação entre as bases e as estruturas de decisão nacional num período de particular vulnerabilidade para a agricultura alentejana.

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Agricultura

CONFAGRI exige paridade no desconto aos combustíveis para travar crise no setor agrícola

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A Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas (CONFAGRI) exige que o Governo aplique ao gasóleo agrícola os mesmos descontos atribuídos aos combustíveis rodoviários, visando mitigar o impacto do recente aumento dos custos de produção.

A organização classifica como discriminatória a exclusão do setor primário das medidas de compensação recentemente adotadas para a gasolina e o gasóleo de transporte. De acordo com os dados da confederação, o preço do gasóleo colorido e marcado sofreu um agravamento de aproximadamente 20 cêntimos por litro desde o início da instabilidade militar no Médio Oriente. Com a previsão de novos aumentos já para a próxima semana, a CONFAGRI alerta que a ausência de apoios específicos coloca em causa a viabilidade económica de diversas explorações.

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Nuno Serra, secretário-geral da estrutura, sublinha que o preço atual do combustível agrícola em Portugal já era excessivo, especialmente quando comparado com os valores praticados em Espanha, o que retira competitividade aos produtores nacionais. O dirigente afirma que a situação se tornou incomportável para o setor agroalimentar e defende que o tratamento desigual face ao gasóleo rodoviário é injustificável.

Nesse sentido, a confederação endereçou ao Executivo um pedido formal para a criação de um apoio extraordinário destinado ao gasóleo “verde”.

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Agricultura

Horta de março: O “check-up” vital dos morangueiros

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Se tem morangueiros no quintal ou em vasos na varanda, esta semana é decisiva. Com a subida das temperaturas típicas da primavera alentejana, a planta prepara-se para o grande esforço de floração, mas precisa de “limpar a casa” primeiro.

Para garantir uma colheita farta, o primeiro passo consiste numa rigorosa limpeza de inverno. Deve remover manualmente todas as folhas secas, castanhas ou que apresentem manchas avermelhadas, uma vez que estas folhagens antigas servem de refúgio ideal para fungos e pragas que, se não forem travados agora, atacarão impiedosamente os frutos no mês de maio.

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A par da limpeza, é fundamental assegurar uma drenagem eficaz, pois o morangueiro é particularmente sensível ao excesso de humidade nas raízes, os chamados “pés encharcados”. Caso note que a terra se apresenta demasiado compacta devido às chuvas recentes, utilize um pequeno ancinho para arejar o solo em redor da planta com cautela, evitando sempre danificar o sistema radicular.

Por fim, mantenha uma vigilância apertada sobre os estolhos, aqueles “fios” longos que começam a surgir nesta época. A recomendação dos especialistas é clara: corte-os de imediato. Nesta fase crítica de desenvolvimento, o objetivo é que a planta concentre toda a sua energia no fortalecimento da raiz e na futura floração, em vez de dispersar recursos na criação de novas plantas “filhas”.

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Se conseguir, aplique uma pequena camada de palha ou caruma de pinheiro por baixo das folhas. No Alentejo, isto ajuda a manter a humidade nos dias de calor que se aproximam e evita que os morangos toquem diretamente na terra quando crescerem, impedindo que apodreçam.

Sabia que…?
O Alentejo tem condições ótimas para o morango devido à grande exposição solar, o que aumenta o teor de açúcar (Grau Brix) do fruto. Um morango bem cuidado em março será um “rebuçado” natural em junho!

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Agricultura

Faturação do setor vinícola sobe para 1.300 milhões de euros

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As principais empresas do setor do vinho em Portugal registaram um crescimento de 2% na faturação em 2025, contrariando a tendência de queda acentuada no volume de produção e o recuo nas exportações.

A análise da Informa D&B revela que, embora as receitas agregadas tenham atingido os 1.300 milhões de euros, o saldo comercial do setor sofreu uma ligeira erosão. As exportações fixaram-se nos 954 milhões de euros, representando uma descida de 1,2% face ao ano anterior, enquanto as importações escalaram 7%, atingindo os 165 milhões de euros. O superavit comercial situou-se, assim, nos 789 milhões de euros. No mercado externo, o vinho licoroso continua a ser o principal motor, com o Vinho do Porto a garantir mais de 31% do valor total exportado para destinos preferenciais como França, Estados Unidos, Reino Unido e Brasil.

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O panorama produtivo apresenta desafios com as estimativas do Instituto da Vinha e do Vinho a apontarem para uma colheita de 6,2 milhões de hectolitros na campanha 2025-2026. Este valor representa um decréscimo de 10,5% em relação ao período homólogo, acentuando a trajetória de queda já verificada anteriormente. Esta redução na produtividade é acompanhada por uma contração na superfície vitícola nacional, que recuou 5% em 2024, abrangendo agora cerca de 171.300 hectares.

Apesar da conjuntura produtiva adversa, o número de operadores no mercado tem registado um crescimento constante, contabilizando-se 1.430 empresas no ativo em 2024. No entanto, esta dinâmica empresarial não se traduziu num aumento do emprego direto, que sofreu uma retração de 0,8%. Atualmente, o setor garante trabalho a cerca de 12 mil profissionais, apresentando uma estrutura média de oito funcionários por unidade empresarial.

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Agricultura

Azambuja inicia reparação urgente de infraestruturas destruídas pelas cheias

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O Presidente da Câmara da Azambuja, Silvino Lúcio, anunciou que as obras de emergência para recuperar as vias e taludes afetados pelo mau tempo arrancam esta segunda-feira, contando com financiamento da Agência Portuguesa do Ambiente.

A prioridade imediata recai sobre a estrada de acesso ao Palácio da Azambuja, onde a força das águas abriu um rombo de 30 metros. Graças ao regime de calamidade, o município poderá realizar ajustes diretos até 500 mil euros para acelerar os trabalhos. José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), confirmou que a entidade irá assegurar o financiamento e o apoio técnico desta intervenção prioritária.

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O alagamento persistente dos campos está a impedir o início das sementeiras de milho e tomate, culturas vitais para a região. Silvino Lúcio aponta que este cenário é agravado por décadas de “algum abandono” na manutenção dos diques e sistemas hidráulicos que atravessam o território desde Rio Maior até ao Cartaxo.

Apesar dos estragos, a APA defende que o sistema hidráulico nacional resistiu a um fenómeno “absolutamente excecional” de três semanas de precipitação intensa. No entanto, o autarca e as associações de agricultores locais reiteram que a escala dos danos exige um plano de investimento nacional coordenado, alegando que os municípios não possuem capacidade técnica nem financeira para assegurar a resiliência das infraestruturas agrícolas face a futuros eventos extremos.

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