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Agricultura

Casa Relvas torna-se o primeiro produtor nacional com certificação de sustentabilidade no azeite

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A Casa Relvas, com uma exploração de 543 hectares de olival distribuídos pelos concelhos de Vidigueira e Redondo, acaba de fazer história no setor agrícola ao tornar-se o primeiro produtor a ostentar o selo do Programa de Sustentabilidade do Azeite (PSA). Este reconhecimento, que valida as boas práticas sociais, ambientais e económicas da empresa, surge na sequência de um processo de auditoria rigoroso iniciado em 2025, baseado num referencial de 98 critérios. Para António Relvas, CEO da empresa, este marco representa a continuidade de um caminho já trilhado no setor vitivinícola, onde a Casa Relvas foi também pioneira na certificação de vinhos sustentáveis, reforçando agora a sua posição de liderança na olivicultura nacional ao comprovar que a agricultura portuguesa se situa entre a melhor e mais equilibrada do mundo.

A obtenção deste selo não implicou mudanças estruturais profundas na operação, mas consolidou métricas de gestão e desafios ambientais que a empresa já vinha a implementar, como a utilização do caroço de azeitona para produção de energia térmica nas caldeiras do lagar e a manutenção do enrelvamento natural dos solos. O compromisso da Casa Relvas estende-se ainda à produção de energia fotovoltaica, ao uso de embalagens com certificação florestal e, mais recentemente, à realização de um levantamento exaustivo da biodiversidade em todos os seus 2.500 hectares de gestão agroflorestal. No campo social, a empresa destaca-se pela redistribuição de cerca de 15% dos seus resultados em apoios aos trabalhadores e às comunidades locais onde se insere, aliando esta responsabilidade a uma gestão económica focada na eficiência hídrica para “produzir mais com menos”.

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A certificação PSA, que nasceu de uma parceria entre a associação OLIVUM, de Beja, e a Universidade de Évora, ganhou abrangência nacional em 2024 e promete agora ser um motor de valorização do azeite português nos mercados externos. Com o primeiro certificado emitido em dezembro de 2025, António Relvas confirma que os consumidores poderão encontrar muito em breve nas prateleiras as primeiras garrafas com o selo oficial de sustentabilidade. Esta distinção não só premeia o esforço individual da Casa Relvas, como eleva o prestígio da produção alentejana, demonstrando a viabilidade de um modelo agrícola que protege o ecossistema enquanto gera riqueza para as populações locais.

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Agricultura

Faturação do setor vinícola sobe para 1.300 milhões de euros

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As principais empresas do setor do vinho em Portugal registaram um crescimento de 2% na faturação em 2025, contrariando a tendência de queda acentuada no volume de produção e o recuo nas exportações.

A análise da Informa D&B revela que, embora as receitas agregadas tenham atingido os 1.300 milhões de euros, o saldo comercial do setor sofreu uma ligeira erosão. As exportações fixaram-se nos 954 milhões de euros, representando uma descida de 1,2% face ao ano anterior, enquanto as importações escalaram 7%, atingindo os 165 milhões de euros. O superavit comercial situou-se, assim, nos 789 milhões de euros. No mercado externo, o vinho licoroso continua a ser o principal motor, com o Vinho do Porto a garantir mais de 31% do valor total exportado para destinos preferenciais como França, Estados Unidos, Reino Unido e Brasil.

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O panorama produtivo apresenta desafios com as estimativas do Instituto da Vinha e do Vinho a apontarem para uma colheita de 6,2 milhões de hectolitros na campanha 2025-2026. Este valor representa um decréscimo de 10,5% em relação ao período homólogo, acentuando a trajetória de queda já verificada anteriormente. Esta redução na produtividade é acompanhada por uma contração na superfície vitícola nacional, que recuou 5% em 2024, abrangendo agora cerca de 171.300 hectares.

Apesar da conjuntura produtiva adversa, o número de operadores no mercado tem registado um crescimento constante, contabilizando-se 1.430 empresas no ativo em 2024. No entanto, esta dinâmica empresarial não se traduziu num aumento do emprego direto, que sofreu uma retração de 0,8%. Atualmente, o setor garante trabalho a cerca de 12 mil profissionais, apresentando uma estrutura média de oito funcionários por unidade empresarial.

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Agricultura

Azambuja inicia reparação urgente de infraestruturas destruídas pelas cheias

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O Presidente da Câmara da Azambuja, Silvino Lúcio, anunciou que as obras de emergência para recuperar as vias e taludes afetados pelo mau tempo arrancam esta segunda-feira, contando com financiamento da Agência Portuguesa do Ambiente.

A prioridade imediata recai sobre a estrada de acesso ao Palácio da Azambuja, onde a força das águas abriu um rombo de 30 metros. Graças ao regime de calamidade, o município poderá realizar ajustes diretos até 500 mil euros para acelerar os trabalhos. José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), confirmou que a entidade irá assegurar o financiamento e o apoio técnico desta intervenção prioritária.

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O alagamento persistente dos campos está a impedir o início das sementeiras de milho e tomate, culturas vitais para a região. Silvino Lúcio aponta que este cenário é agravado por décadas de “algum abandono” na manutenção dos diques e sistemas hidráulicos que atravessam o território desde Rio Maior até ao Cartaxo.

Apesar dos estragos, a APA defende que o sistema hidráulico nacional resistiu a um fenómeno “absolutamente excecional” de três semanas de precipitação intensa. No entanto, o autarca e as associações de agricultores locais reiteram que a escala dos danos exige um plano de investimento nacional coordenado, alegando que os municípios não possuem capacidade técnica nem financeira para assegurar a resiliência das infraestruturas agrícolas face a futuros eventos extremos.

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Agricultura

Alqueva: Olival e amendoal reforçam domínio em 130 mil hectares de regadio

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O Anuário Agrícola de 2024 revela que o olival e o amendoal continuam a ser as culturas predominantes nos 130 mil hectares irrigados pelo Alqueva, abrangendo 83% da área total, noticia a Lusa.

De acordo com o documento da empresa gestora EDIA, consultado pela agência Lusa, a área de olival cresceu de 71.045 para 74.059 hectares entre 2023 e 2024. Em contraste, o amendoal registou uma ligeira retração, fixando-se nos 23.653 hectares, fenómeno que se associa à volatilidade dos preços de mercado e à consequente substituição estratégica de culturas por parte dos agricultores.

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As culturas permanentes ganharam terreno com um incremento de 2.450 hectares, enquanto as culturas anuais, como o milho e o trigo, sofreram uma quebra de 6%, informa a Lusa. Apesar da hegemonia do azeite, que consolida o Alentejo como um produtor mundial de relevo, a EDIA destaca a progressiva diversificação do perímetro de rega com a introdução de citrinos, romãzeiras e vinha, embora esta última tenha perdido cerca de 370 hectares no último ano.

Detalha-se ainda a introdução de culturas intercalares, um novo modelo de sustentabilidade que ocupa já 350 hectares para evitar a erosão do solo e reduzir fertilizantes. No setor industrial, os dados indicam a coexistência de 61 lagares na zona do Alqueva, num cenário de modernização que contrasta com o encerramento de unidades tradicionais noutros pontos da região alentejana.

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Agricultura

Venda de máquinas agrícolas sofre queda em fevereiro

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O mercado português de veículos agrícolas registou uma quebra generalizada em fevereiro de 2026, com os tratores a liderarem as perdas ao sofrerem um recuo homólogo de 17,3% no volume de matrículas.

O setor das máquinas e reboques agrícolas em Portugal enfrentou um mês de fevereiro marcado por indicadores negativos em todos os segmentos principais, de acordo com os dados mais recentes divulgados pela ACAP.

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No que diz respeito aos tratores agrícolas novos, entraram em circulação apenas 283 unidades durante o segundo mês do ano, o que representa um decréscimo acentuado face ao desempenho verificado no mesmo período de 2025. Esta tendência mensal influenciou o balanço acumulado do primeiro bimestre de 2026, que apresenta agora uma redução de 5,5% em comparação com o ano anterior, totalizando 648 matrículas.

Uma análise detalhada revela comportamentos distintos entre as tipologias de tratores. O segmento dos modelos compactos foi o mais fustigado, com uma derrocada de 30,9% em fevereiro, enquanto os tratores convencionais limitaram a queda aos 4,0%. Em sentido inverso, os tratores especiais conseguiram contrariar a conjuntura negativa, registando um crescimento homólogo de 7,7% no mês e de 18,5% no acumulado do ano.

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O restante mercado de equipamentos agrícolas também não escapou à retração. As matrículas de reboques novos caíram 13,6% em fevereiro, com 114 unidades registadas, embora este setor ainda consiga manter um saldo positivo de 1,9% no conjunto dos dois primeiros meses de 2026.

Por fim, a categoria que engloba quadriciclos e empilhadores telescópicos (Categoria T) assinalou uma descida mensal de 7,3%, apesar de o segmento específico de UTV’s ter demonstrado resiliência com uma subida de 3,5% nas entradas em serviço.

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