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Política

CDS-PP: Nuno Melo admite recorrer para o Tribunal Constitucional de adiamento do congresso

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O candidato à liderança do CDS-PP Nuno Melo afirmou hoje ter impugnado junto do Conselho Nacional de Jurisdição o adiamento do congresso do partido, decidido numa reunião que considerou “ilegal”, e admitiu recorrer ao Tribunal Constitucional.

Em declarações à RTP3, o eurodeputado afirmou que apresentou “há dois dias” ao Conselho Nacional de Jurisdição “uma impugnação de todas as decisões tomadas nesse Conselho Nacional” que decorreu na noite de sexta-feira.

“E dessa decisão recorrerei, se for caso disso, para o Tribunal Constitucional”, indicou.

No sábado, numa declaração aos jornalistas, Nuno Melo tinha anunciado que iria pedir a nulidade das deliberações do Conselho Nacional.

Nuno Melo defendeu também que, “se o congresso acontecer a 27 e 28 há muito até às eleições legislativas”, argumentando que “não só se pacifica o partido, como se tem muito tempo para preparar listas, muito tempo para ir para a rua e muito tempo para sair com o partido unido e reforçado para essa batalha”.

E acusou a atual direção de “persistência num artifício” que “é nítido e óbvio”, para “evitar a derrota no congresso”.

O candidato à liderança afirmou que o Conselho Nacional de sexta-feira e no qual foi decidido o adiamento do congresso que estava marcado para 27 e 28 de novembro foi “ilegal”, uma vez que decorreu depois de o Conselho Nacional de Jurisdição ter impugnado a reunião.

O também líder da distrital de Braga do CDS-PP acusou a direção de “cometer legalidades, violar procedimentos e silenciar os adversários”, indicando que quer lutar pela “decência e pela legalidade”.

“A única solução é marcar o congresso, é honrar a democracia e deixar que os militantes digam o que é melhor para o partido”, advogou.

Questionado sobre uma possível coligação pré-eleitoral com o PSD, o candidato à liderança ressalvou que o congresso define a “base programática” para o partido, e rejeitou uma “negociação numa base de estado de necessidade”.

Apesar de considerar que “se houver um projeto nacional que justifique” uma coligação “tudo tem de ser ponderado mas nunca em estado de necessidade e nunca por caridade alheia”, Nuno Melo frisou que não quer “o CDS dependente de caridade alheia, muito menos da caridade de quem pode ser um aliado”.

E rejeitou também uma coligação “para esconder debilidades próprias, e escondendo-as não resolvendo o problema estrutural do CDS”.

“O CDS tem de perceber que deve e pode valer por si se devolver ao país os quadros que hoje não tem e as ideias nítidas que hoje o eleitorado não conhece”, defendeu.

Questionado se estaria mais predisposto a negociar essa coligação com Paulo Rangel, caso este seja eleito presidente do PSD, Nuno Melo afirmou que “tudo depende das lideranças e tudo depende dos termos”.

No entanto, admitiu que é “impossível que o que está a acontecer não cause dano”, considerando que o partido atravessa um período de “turbulência e convulsão”, que já levou à desfiliação de nomes como Adolfo Mesquita Nunes ou António Pires de Lima.

Sobre estas saídas, criticou que “a direção desvalorize”.

Em declarações à TVI24 durante o fim de semana, a ex-presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu que “é preciso dar espaço aos militantes para fazerem essa ponderação de quem é a melhor pessoa neste momento para ir a votos”.

E criticou que “não dar essa possibilidade eu acho que é algo inimaginável e inqualificável, desqualifica muitíssimo o partido”, apontando que irá fazer “uma reflexão pessoal sobre isso”.

Assunção Cristas disse ainda ser “um desperdício não se aproveitar esta oportunidade, PSD e CDS, para fazerem bons congressos, congressos fortes, de afirmação dos seus programas, afirmação das suas lideranças e de falar para o país no fundo num período de pré-campanha eleitoral”.

“E de facto arrumando as casas e ganhando tranquilidade poderem avançar para eleições com outro fulgor”, acrescentou.

Lusa

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Alentejo

Alvito lidera captação de fundos europeus no Alentejo e converte projetos em motor de desenvolvimento

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O concelho de Alvito assume-se como o território com maior volume de projetos submetidos e aprovados junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. O dado estatístico estabelece um marco no panorama da gestão do investimento público na região, colocando o município no topo da eficiência técnica na captação de fundos comunitários para alavancar a economia local.

Em duas entrevistas complementares, o Presidente da CCDR Alentejo e o Presidente da Câmara Municipal de Alvito, José Efigénio, analisam a convergência de estratégias que permitiu ao município liderar a mobilização de incentivos europeus. O alinhamento institucional entre a tutela regional e a autarquia é apontado como o fator determinante para acelerar a execução de verbas destinadas à coesão territorial, à valorização do património e ao reforço do tecido produtivo.

Alinhamento estratégico e capacidade técnica

A liderança de Alvito no aproveitamento dos quadros de financiamento europeu resulta de uma transição focada no alinhamento de prioridades económicas com as diretrizes de desenvolvimento regional. Segundo os responsáveis, a capacidade do concelho em liderar a submissão e aprovação de candidaturas reflete uma preparação técnica estruturada, capaz de transformar as caraterísticas específicas do concelho em projetos financeiros elegíveis.

Esta dinâmica de convergência entre a autarquia e a CCDR Alentejo tem garantido a viabilização de investimentos em áreas críticas como o turismo sustentável, a preservação patrimonial e a inovação no setor agroalimentar. O objetivo central passa por maximizar o impacto do capital comunitário para aumentar a competitividade territorial e travar a desertificação humana no interior alentejano.

Fixação de população e valorização do património

A aplicação das verbas comunitárias aprovadas visa dar resposta aos desafios estruturais da região. A estratégia municipal enquadrada pela CCDR Alentejo foca a criação de condições para a fixação de novos residentes, o reforço dos serviços à população e a dinamização do tecido empresarial local.

A conversão dos recursos endógenos em ativos de valor acrescentado tem permitido ao concelho projetar a sua base económica, posicionando Alvito como um caso de estudo na eficácia de gestão dos fundos de coesão no Alentejo.

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Política

Portugal participa em exercício de larga escala da NATO no Mediterrâneo a partir de amanhã

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A NATO realiza entre esta segunda e quinta-feira o exercício de vigilância reforçada Neptune Strike 26, uma operação de larga escala no Mediterrâneo liderada pelas forças navais de apoio da Aliança sediadas em Oeiras.

O exercício conta com a participação de Portugal e outros nove países, integrando o grupo de ataque do porta-aviões francês Charles de Gaulle com forças terrestres dos flancos sul e sudeste. As operações incluem o uso de drones RQ-4D para missões que atravessam a Europa continental até ao Mar Negro, culminando no empenhamento de alvos na Letónia para demonstrar a capacidade de ataque de longo alcance da Aliança.

Planeado desde 2020, o exercício tem natureza defensiva e visa testar a interoperabilidade entre domínios aéreo, terrestre e marítimo.

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Política

Seguro alerta que liberdade “desaparece aos poucos” e exige transparência nos donativos públicos

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O Presidente da República, António José Seguro, defendeu hoje a divulgação da identidade dos doadores políticos e o combate à corrupção como pilares essenciais para evitar o desgaste gradual das liberdades democráticas em Portugal.

Na sua primeira intervenção nas comemorações do 25 de Abril, o chefe de Estado sublinhou que a transparência no exercício de cargos públicos é um compromisso ético fundamental para fortalecer a legitimidade das instituições. Seguro argumentou que a opacidade no financiamento partidário gera suspeição, apelando a que os cidadãos conheçam claramente quem apoia as forças políticas e com que interesses.

Além do financiamento político, o discurso presidencial abordou a necessidade de uma justiça mais célere e criticou a persistência das desigualdades salariais entre géneros.

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Política

Entidade para a Transparência verificou apenas 10% das declarações dos políticos

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A Entidade para a Transparência (EpT) concluiu a fiscalização de apenas 10,2% das declarações de rendimentos e património entregues por titulares de cargos públicos até ao final de 2025.

Segundo o relatório de atividades avançado pelo jornal Público, foram verificadas 883 declarações num universo de 8.620 documentos recebidos desde março de 2024.

A falta de recursos humanos é apontada como o principal entrave à eficácia do órgão sediado em Coimbra. Apesar de ter completado o quadro previsto de 13 elementos, a EpT sublinha a necessidade urgente de contratar, no mínimo, mais 11 técnicos para dar resposta ao volume de trabalho, que deverá aumentar significativamente após as eleições autárquicas de outubro de 2025.

Transparência e acesso à informação

O relatório revela ainda dados sobre o interesse público nestes dados:

  • Foram submetidos 1.105 pedidos de consulta de declarações.
  • Mais de 90% dos pedidos foram aceites, sendo a esmagadora maioria (95%) efetuada por jornalistas.
  • Foram deferidos 38 pedidos no âmbito do combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

O documento recorda também episódios mediáticos de atualização de dados, como o caso do primeiro-ministro Luís Montenegro, que atualizou a sua declaração única de interesses “sob reserva” após notícias sobre os clientes da sua empresa familiar, a Spinumviva, contestando administrativamente a obrigatoriedade de divulgar a listagem completa de serviços prestados.

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