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Alentejo

CDS questiona Governo sobre surto de covid-19 em Reguengos de Monsaraz

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Em dois requerimentos dirigidos às ministras do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e da Saúde, os deputados do CDS Ana Rita Bessa e João Pinho de Almeida querem esclarecimentos sobre o que ocorreu em Reguengos de Monsaraz.

Os deputados questionam, relativamente à Estrutura Residencial para Pessoas Idosas da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva (FMIVPS), em Reguengos de Monsaraz, que acompanhamento foi feito por parte dos dois ministérios a partir do momento em que se detetou o primeiro caso.

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E face ao relatório da auditoria da Ordem dos Médicos, questionam que medidas estão a ser tomadas em concreto para resolver os problemas desta instituição.

Ana Rita Bessa e João Pinho de Almeida querem depois saber se as ministras têm conhecimento da existência de mais lares, em território nacional, em situação semelhante à deste, e se se sim, quantos e quais, e que que medidas estão a ser tomadas para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer.

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No total, este surto provocou 162 casos de infeção – 80 utentes e 26 profissionais do lar, e 56 pessoas da comunidade –, tendo morrido 18 doentes – 16 utentes e uma funcionária do lar e um homem da comunidade.

De acordo com dados de 11 de agosto da Autoridade Municipal de Proteção Civil, até final de dia 9 continuavam ativos nove casos, dois deles hospitalizados em Évora, em enfermarias.

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O relatório da auditoria da OM, já divulgado, conclui que a instituição não cumpria as orientações da Direcção-Geral da Saúde (DGS). De um modo geral e de acordo com o que foi tornado público via comunicação social, refere-se, entre outro, que não seria possível cumprir o isolamento diferenciado para os infetados ou o distanciamento social para os casos suspeitos, que não existia definição de circuitos de limpos e de sujos à altura da deteção do primeiro caso, e que os recursos humanos terão sido insuficientes para a prestação de cuidados adequados no lar, situação que se agravou com casos de infeção entre os funcionários.

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Alentejo

Alcáçovas celebra tradição na 24.ª Mostra de Doçaria: sabores que fazem história

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Alcáçovas voltou a brilhar com a sua Mostra de Doçaria A vila de Alcáçovas viveu, no início de dezembro, mais uma edição da sua já emblemática Mostra de Doçaria, um evento que há mais de duas décadas atrai visitantes de todo o país e que reforça, ano após ano, o papel da localidade como referência da doçaria tradicional alentejana. Durante quatro dias, o Largo da Gamita encheu-se de aromas, cores e sabores que remetem para a herança conventual e palaciana da região. Cerca de duas dezenas de doceiros e doceiras, vindos não só do Alentejo como de outras zonas do país, apresentaram algumas das receitas mais emblemáticas do património gastronómico português, com destaque para especialidades locais como o Bolo Conde de Alcáçovas e o Bolo Real, que continuam a ser dois dos doces mais procurados pelos visitantes. Um dos momentos mais aguardados do programa foi o Concurso de Doçaria Conventual e Palaciana, que já vai na sua 12.ª edição. A competição, que procura distinguir a autenticidade e a qualidade das receitas tradicionais, reuniu dez doces a concurso. Este ano, o primeiro prémio foi atribuído aos Queijinhos do Céu, preparados pela Confeitaria Conventus, de Évora. Em segundo lugar ficaram os clássicos Rebuçados de Ovos de Portalegre, enquanto o terceiro prémio distinguiu o Bolo Fidalgo, apresentado pela doceira alcacovense Margarida Ilhéu. A organização atribuiu ainda uma menção honrosa às Rosáceas, um doce artesanal que surpreendeu pela apresentação e sabor. Paralelamente à mostra, realizaram-se várias sessões de showcooking que permitiram ao público conhecer técnicas, ingredientes e histórias por detrás dos doces que marcam a identidade do Alentejo. A Confraria dos Doces Conventuais do Alentejo assumiu um papel central nestas demonstrações, partilhando conhecimentos e sublinhando a importância de preservar o receituário tradicional. A música e a cultura também tiveram lugar de destaque no certame. Ao longo dos quatro dias, o recinto recebeu atuações de grupos locais de cante alentejano, concertos de artistas convidados e momentos de animação que contribuíram para um ambiente acolhedor e festivo. Para as famílias, foram criados espaços dedicados às crianças, com atividades lúdicas e oficinas temáticas inspiradas no universo da doçaria. O programa incluiu ainda iniciativas desportivas e de natureza, como caminhadas e passeios a cavalo, que ajudaram a divulgar a envolvente natural da freguesia e a promover a convivência entre visitantes e comunidade local. Segundo a autarquia, a Mostra de Doçaria representa um importante motor de dinamização económica para Alcáçovas, atraindo visitantes, promovendo o comércio local e valorizando o património gastronómico que faz parte da identidade da região. A organização destaca também o papel do evento na divulgação de produtores artesanais e na preservação de técnicas que têm passado de geração em geração. A edição deste ano reforçou, uma vez mais, o lugar da Mostra de Doçaria como um dos eventos mais doces, e mais aguardados, do calendário cultural do Alentejo.

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Alentejo Central

Estremoz vive a magia do Natal com programa alargado entre 13 e 28 de dezembro

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Estremoz volta a vestir-se de luz e cor para celebrar a quadra natalícia, com uma programação extensa que, entre 13 e 28 de dezembro, anima o Jardim Municipal e vários espaços emblemáticos da cidade. A iniciativa reúne divertimentos, música, mercado de Natal, exposições e atividades para públicos de todas as idades, reforçando o espírito comunitário e a atração turística nesta época do ano.

Ao longo de toda a quinzena, a pista de gelo instalada junto ao Lago do Gadanha constitui um dos principais pontos de interesse, complementada pela Exposição de Árvores de Natal no Jardim Municipal, resultado da criatividade das escolas do concelho, que recorreram a materiais recicláveis e reutilizáveis. Paralelamente, de 13 de dezembro a 4 de janeiro, o Rossio Marquês de Pombal recebe carrosséis e outros equipamentos de diversão que prometem envolver famílias inteiras.

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As celebrações arrancam oficialmente a 13 de dezembro, com a abertura do Mercado de Natal no Largo General Graça. Logo de seguida, uma Parada de Natal percorre o centro da cidade, com o Pai Natal a visitar o mercado tradicional, a Rua dos Cafés e o Mercadinho, acompanhado por vários grupos de animação. Entre as 11h00 e as 16h00, os mais pequenos podem escrever cartas e tirar fotografias na Casa do Pai Natal, instalada no mesmo largo.

A música e a dança marcam presença ao longo do dia com atuações da Banda Luzitana, dos grupos Ginarte e Traquinas & All Star e com a Mostra Intercultural “Saberes e Sabores do Mundo”, que junta aromas e tradições de vários países. A tarde conta ainda com a atuação do grupo Alentejo na Voz e culmina com o Concerto de Natal da Banda da Sociedade Filarmónica Luzitana, na Igreja de São Francisco.

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O programa prossegue no dia 14 com a Caminhada Solidária dos Extremofoliões. No dia 20, o mercado tradicional volta a ganhar vida com uma arruada pelo Grupo das Roncas d’Elvas, seguindo-se, ao final da tarde, um concerto de Natal protagonizado pelo Orfeão de Estremoz Tomaz Alcaide e pelo Coral Évora. Já no dia 27, a animação regressa às ruas com uma arruada da Banda União.

A vertente cultural estende-se também às exposições, que convidam a um percurso pelos principais espaços museológicos da cidade. No Posto de Turismo, a mostra “VIVE Estremoz no Natal” estará patente até 7 de janeiro. A Galeria D. Dinis recebe, entre 29 de dezembro e 6 de janeiro, a XIX Exposição de Presépios de Artesãos de Estremoz, enquanto o Centro Interpretativo do Boneco de Estremoz acolhe a exposição “Figurado de Presépio – Barristas do Passado”, aberta até 11 de janeiro.

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Com esta programação abrangente, o Município de Estremoz reforça o seu compromisso em dinamizar a cidade durante a quadra natalícia, celebrando tradições, envolvendo a comunidade e acolhendo visitantes num ambiente festivo e acolhedor.

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Saúde

Baixo Alentejo distinguido como Região “Angels” pela excelência na resposta ao AVC

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O Baixo Alentejo celebra hoje um reconhecimento de grande relevância para a saúde pública regional e nacional: a distinção como Região “Angels” Portugal. A cerimónia decorre no auditório da EDIA, em Beja, entre as 10h30 e as 12h30, assinalando um esforço conjunto que coloca a região entre as mais eficientes do país na resposta ao Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A atribuição deste estatuto, apoiado pela European Stroke Society, traduz o cumprimento rigoroso de padrões europeus de qualidade na prevenção, diagnóstico e tratamento do AVC, uma das principais causas de morte e incapacidade em Portugal. O reconhecimento espelha o trabalho concertado entre hospitais, serviços de emergência médica e entidades locais, numa articulação que tem permitido melhorar tempos de resposta, afinar procedimentos e reforçar a capacidade de intervenção.

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Todos os hospitais da região demonstraram conformidade com os critérios europeus, conquistando prémios ESO-Angels que certificam boas práticas clínicas. Também os serviços de emergência pré-hospitalar obtiveram distinções EMS-Angels, comprovando a adesão aos standards internacionais no transporte e encaminhamento de doentes com suspeita de AVC. A dimensão comunitária do projeto constitui outro pilar essencial: através da campanha FAST Heroes, centenas de crianças foram sensibilizadas para identificar sinais de alerta e transmitir esse conhecimento aos mais velhos, um contributo considerado determinante na rapidez do pedido de ajuda.

A distinção agora celebrada mostra que o Baixo Alentejo está na linha da frente da resposta a uma das maiores emergências médicas do país. Num território marcado pela dispersão populacional e por desafios de acesso, este avanço demonstra que a coordenação entre instituições, aliada ao investimento na literacia em saúde, pode fazer a diferença na sobrevivência e recuperação dos doentes.

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Economia

Alentejo regista aumento do risco de pobreza e ultrapassa média nacional em 2024

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O Alentejo registou em 2024 uma taxa de risco de pobreza de 17,9%, um valor superior à média nacional, que se fixou nos 15,4%, segundo o Estudo às Condições de Vida e Rendimento 2025, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Ao contrário da tendência do país, onde o indicador recuou 1,2 pontos percentuais, a região alentejana viu agravada a incidência da pobreza entre 2023 e 2024. O fenómeno repetiu-se apenas no Centro e no Oeste e Vale do Tejo, enquanto no resto do território se verificou uma redução.

No panorama nacional, a Grande Lisboa apresentou o valor mais baixo do país, com uma taxa de 12,2%, enquanto o Algarve também ficou abaixo da média, atingindo 15,1%. De acordo com o relatório, a linha de pobreza nacional em 2024 correspondeu a rendimentos anuais inferiores a 8.679 euros por adulto equivalente. No Alentejo, a mediana dos rendimentos por adulto equivalente situou-se nos 13.866 euros. Considerando uma linha de pobreza ajustada ao contexto regional, o risco de pobreza no Alentejo desce para 15,1%, o que evidencia diferenças no custo de vida e nos níveis de rendimento entre regiões.

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O estudo mostra ainda que o risco de pobreza permanece mais elevado entre a população desempregada: a nível nacional, 42,6% dos desempregados estavam em situação de pobreza em 2024. Entre a população empregada, o valor desce para 8,6%, mas mantém-se mais elevado nos agregados com crianças e em famílias monoparentais. Já em relação ao risco de pobreza ou exclusão social — indicador que combina pobreza monetária, privação material severa e reduzida intensidade laboral — o Alentejo apresenta 19,7% da população nesta situação em 2025, um número acima da média nacional (18,6%). Apenas a Grande Lisboa e o Algarve registaram valores mais baixos do que o país no seu conjunto.

O INE destaca ainda o papel das transferências sociais como instrumento determinante na redução da pobreza. Em 2024, estas prestações contribuíram para reduzir a taxa nacional em 5,4 pontos percentuais. Sem apoios sociais como pensões ou prestações de combate à exclusão, mais de 40% da população residente estaria em risco de pobreza. O estudo tem como referência os rendimentos de 2024 e recorre à classificação territorial NUTS II.

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