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Chamusca acolhe II Encontro de Agentes Turísticos e reforça marca “Visit Chamusca”

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Pelo segundo ano consecutivo, o Concelho da Chamusca foi palco do Encontro de Agentes Turísticos, que decorreu no dia 30 de setembro. O evento, organizado pelo Município da Chamusca, teve como objetivo promover o território chamusquense, consolidar a marca “Visit Chamusca, o Coração do Ribatejo”, estimular o crescimento do turismo local e fomentar a colaboração entre diversos agentes turísticos e económicos.

Entre os presentes, destacaram-se Paulo Queimado e Cláudia Moreira, Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal da Chamusca, acompanhados de José Manuel Santos e Pedro Beato, Presidente e Vice-Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERT), além de outros profissionais e entusiastas do turismo. Este encontro focou-se em apresentar as potencialidades da Chamusca, destacando oportunidades de investimento e desenvolvimento económico.

A jornada iniciou-se com uma receção no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde Paulo Queimado e José Manuel Santos deram as boas-vindas aos participantes. Seguiu-se uma visita à Fundação Rafael e Maria Rosa Neves Duque e ao Miradouro de Nossa Senhora do Pranto. A manhã culminou numa sessão de apresentação dos agentes económicos, intitulada “5 minuts Pitch”, no Edifício S. Francisco. Durante a tarde, os participantes desfrutaram de um passeio de barco pelo rio Tejo, seguido de uma mostra de artesanato e degustação de doçaria tradicional chamusquense.

José Manuel Santos sublinhou várias iniciativas para a promoção do Ribatejo, com destaque para o mercado transfronteiriço espanhol. Entre as ações, está o lançamento de uma campanha digital para este outono/inverno e a participação do Ribatejo como destino convidado na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) em 2025, após uma década de ausência, o que deverá impulsionar o turismo na região. Estão também previstas uma campanha televisiva para a primavera e um conjunto de programas para promover a história e gastronomia da região, além de um festival de percursos pedestres. O turismo na Lezíria do Tejo já registou um crescimento de 15% nas dormidas em 2023, o que reflete o impacto positivo destas estratégias.

A sessão “5 minuts Pitch” destacou-se como uma plataforma de partilha e colaboração entre agentes turísticos e económicos, permitindo a criação de sinergias e a apresentação de negócios e projetos. O evento foi um momento propício para testemunhos de empresários que, embora inicialmente de fora da Chamusca, se mostraram atraídos pela centralidade, clima e tranquilidade do concelho, investindo em novas oportunidades. Exemplos desse crescimento incluem a abertura de restaurantes, alojamentos locais e uma escola de fotografia.

Paulo Queimado, por sua vez, reafirmou o compromisso do Município em promover o turismo local e sublinhou a importância de uma estratégia de colaboração para o desenvolvimento sustentável. “Não existe um turismo de massas, o que permite oferecer experiências autênticas e personalizadas, em harmonia com a natureza e o património local, algo que os visitantes cada vez mais valorizam.” Ressaltou ainda que o turismo é essencial para a economia do concelho, ao dinamizar o comércio local, a restauração e o alojamento, e ao gerar emprego, contribuindo para o crescimento da economia local.

O evento demonstrou, mais uma vez, que a Chamusca possui um enorme potencial turístico e continua a consolidar-se como um destino atrativo no Ribatejo.

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Portugal

Ingredientes para o Desastre: Eucaliptos, El Niño, e o Risco de Incêndios em Portugal

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Os incêndios florestais continuam a figurar entre os maiores e mais dramáticos problemas ambientais, sociais e políticos de Portugal. Ano após ano, milhares de hectares são reduzidos a cinzas, perpetuando uma tragédia recorrente que alterna entre anos maus e catastróficos — como o ano negro de 2017, que ceifou 119 vidas e destruiu mais de meio milhão de hectares.

Com o agravamento da crise climática, os cenários extremos são agora a norma. Em 2026, a manifestação do fenómeno El Niñocom alertas expressos da Organização Meteorológica Mundial (OMM) para secas severas, precipitação extrema e vagas de calor sufocantes — veio adicionar uma pressão devastadora sobre o território português. Os grandes incêndios já registados este ano, como o de Vouzela, em julho (responsável por metade da área ardida nacional até ao momento), são o sintoma visível de um país vulnerável e desarmado.

A monocultura do Eucalipto: O principal ingrediente para o desastre

A perda de resiliência do nosso território não é um acidente natural. É o resultado direto de décadas de políticas florestais erradas, da desregulação promovida por sucessivos governos e do domínio sufocante do lobby da indústria de pasta de papel, papel e biomassa lenhosa, incluindo vastos subsídios públicos e mecanismos de apoio direcionados para o setor.

A proliferação descontrolada das monoculturas de eucalipto transforma a paisagem num autêntico pavio, permitindo que os incêndios se propaguem com velocidade e violência incalculáveis. Para além da combustibilidade extrema, estas explorações exercem uma pressão insustentável sobre os recursos hídricos, secando os solos e agravando o impacto das secas severas, cujas ocorrências, com maior frequência, são agravadas pelas alterações climáticas.

O meio natural tem perdido a sua capacidade de resiliência e adaptação a um clima mais seco, mais quente e mais propício aos incêndios florestais. A cobertura de eucaliptais pelo país tem-se intensificado no país ao longo dos anos, com destaque para as regiões Centro e Norte.

Em 2022, a Relatora Especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos e o Ambiente foi clara ao recomendar a redução drástica da área de eucaliptal e a sua substituição por espécies autóctones mais resistentes ao fogo — como carvalhos, sobreiros e castanheiros —, ao lado da criação de mosaicos paisagísticos diversificados. No entanto, o poder económico da indústria da celulose continuou a garantir acesso privilegiado à decisão política, bloqueando a reforma florestal e garantindo subsídios públicos para um modelo falhado que privatiza os lucros e socializa o prejuízo da destruição e da perda de vidas.

A Environmental Paper Network preparou um briefing onde aprofunda a relação entre os incêndios florestais, a crise climática e a propagação da monocultura do eucalipto, fomentada pelos interesses da indústria da celulose, do papel e da biomassa lenhosa.

Exigências urgentes: O que o Estado deve fazer agora

Os incêndios florestais continuam a figurar entre os maiores e mais dramáticos problemas ambientais, sociais e políticos de Portugal. Ano após ano, milhares de hectares são reduzidos a cinzas, perpetuando uma tragédia recorrente que alterna entre anos maus e catastróficos — como o ano negro de 2017, que ceifou 119 vidas e destruiu mais de meio milhão de hectares.

Com o agravamento da crise climática, os cenários extremos são agora a norma. Em 2026, a manifestação do fenómeno El Niñocom alertas expressos da Organização Meteorológica Mundial (OMM) para secas severas, precipitação extrema e vagas de calor sufocantes — veio adicionar uma pressão devastadora sobre o território português. Os grandes incêndios já registados este ano, como o de Vouzela, em julho (responsável por metade da área ardida nacional até ao momento), são o sintoma visível de um país vulnerável e desarmado.

A monocultura do Eucalipto: O principal ingrediente para o desastre

A perda de resiliência do nosso território não é um acidente natural. É o resultado direto de décadas de políticas florestais erradas, da desregulação promovida por sucessivos governos e do domínio sufocante do lobby da indústria de pasta de papel, papel e biomassa lenhosa, incluindo vastos subsídios públicos e mecanismos de apoio direcionados para o setor.

A proliferação descontrolada das monoculturas de eucalipto transforma a paisagem num autêntico pavio, permitindo que os incêndios se propaguem com velocidade e violência incalculáveis. Para além da combustibilidade extrema, estas explorações exercem uma pressão insustentável sobre os recursos hídricos, secando os solos e agravando o impacto das secas severas, cujas ocorrências, com maior frequência, são agravadas pelas alterações climáticas.

O meio natural tem perdido a sua capacidade de resiliência e adaptação a um clima mais seco, mais quente e mais propício aos incêndios florestais. A cobertura de eucaliptais pelo país tem-se intensificado no país ao longo dos anos, com destaque para as regiões Centro e Norte.

Em 2022, a Relatora Especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos e o Ambiente foi clara ao recomendar a redução drástica da área de eucaliptal e a sua substituição por espécies autóctones mais resistentes ao fogo — como carvalhos, sobreiros e castanheiros —, ao lado da criação de mosaicos paisagísticos diversificados. No entanto, o poder económico da indústria da celulose continuou a garantir acesso privilegiado à decisão política, bloqueando a reforma florestal e garantindo subsídios públicos para um modelo falhado que privatiza os lucros e socializa o prejuízo da destruição e da perda de vidas.

A Environmental Paper Network preparou um briefing onde aprofunda a relação entre os incêndios florestais, a crise climática e a propagação da monocultura do eucalipto, fomentada pelos interesses da indústria da celulose, do papel e da biomassa lenhosa.

EXIGÊNCIAS URGENTES: O que o Estado deve fazer agora

Não podemos continuar a ver o país arder enquanto se mantêm os mesmos privilégios e a mesma inércia. A associação Quercus e a rede Environmental Paper Network exigem medidas imediatas e vinculativas:

Regulação e travão à monocultura

  • Moratória imediata ao Eucalipto: Suspensão total e efetiva de novas arborizações e rearborizações com eucalipto em todo o território nacional.
  • Metas vinculativas de conversão: Estabelecimento de um plano nacional para a redução progressiva da área de eucaliptal até 2030, impondo a substituição obrigatória por espécies autóctones (carvalhos, sobreiros, castanheiros e azinheiras).
  • Fim da desregulação: Revisão urgente do RJAAR (Regime Jurídico das Ações de Arborização e Rearborização) e reforço imediato da fiscalização no terreno.

Responsabilização financeira

  • Aplicação do princípio Poluidor-pagador: Criação de uma taxa sobre o impacto ambiental da indústria da pasta de papel e biomassa. As empresas que lucram com a monocultura têm de financiar a prevenção, o combate aos incêndios e o restauro ecológico.

Valorização do território e do mundo rural

  • Pagamento por Serviços Ambientais (PSA): Apoio financeiro direto, justo e desburocratizado aos pequenos proprietários que plantam e mantêm floresta autóctone de lento crescimento.
  • Mosaicos paisagísticos e faixas de gestão: Obrigatoriedade de faixas ecológicas de proteção com folhosas e galerias ripícolas ao longo de estradas, cursos de água e cristas de serras.
  • Apoio à gestão tradicional: Incentivo à pastorícia e agricultura de montanha como métodos sustentáveis de gestão de biomassa e combate à desertificação humana.

É hora de escolher entre a salvaguarda da vida, do território e do futuro do país, ou a manutenção dos lucros de um setor que tem transformado Portugal num cenário permanente de cinzas.

Não podemos continuar a ver o país arder enquanto se mantêm os mesmos privilégios e a mesma inércia. A associação Quercus e a rede Environmental Paper Network exigem medidas imediatas e vinculativas:

18 Agosto 2026



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Ministro da Agricultura e Mar conhece projetos prioritários para a pesca e agricultura na Nazaré

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A necessidade de investimentos na melhoria das infraestruturas de apoio à pesca do Porto da Nazaré, o alargamento do projeto de regadio da Cela, a candidatura ao projeto de regadio Maiorga-Valado dos Frades, bem com os projetos conjuntos dos municípios da Nazaré e Alcobaça estiveram no centro da visita do Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, ao concelho da Nazaré, esta quarta-feira, 19 de agosto.

Recebido pelo Presidente da Câmara Municipal, Serafim António, o governante iniciou a visita no Porto de Abrigo, onde contactou com profissionais da pesca e conheceu as principais necessidades desta infraestrutura.

Entre as prioridades apresentadas estiveram os investimentos previstos para a Lota e para os molhes, na ordem dos 6 milhões de euros, bem como a necessidade de realização de dragagens no Porto.

José Manuel Fernandes considerou estes investimentos “essenciais”, defendendo que as intervenções previstas sejam complementadas com as dragagens consideradas necessárias. O Ministro apontou ainda a necessidade de maior articulação entre as diferentes entidades com competências nesta área e de simplificação dos procedimentos, considerando a burocracia um obstáculo ao investimento.

Para o Presidente da Câmara, Serafim António, a intervenção no Porto é determinante para melhorar as condições de uma atividade com forte peso económico, social e identitário no concelho, integrando-se numa estratégia mais abrangente de valorização do território que cruza pesca, agricultura e turismo.

Na componente agrícola, a visita passou pela sede da Associação de Beneficiários da Cela e por Valado dos Frades. O Ministro confirmou a existência de um investimento de 1,7 milhões de euros no Aproveitamento Hidroagrícola da Cela e de um segundo projeto, no valor de 1,3 milhões de euros, cujo avanço depende da resolução de questões técnicas.

O Município defendeu também a importância de alargar o regadio a uma área mais abrangente dos campos agrícolas da Maiorga e de Valado dos Frades, reforçando a disponibilidade de água para a agricultura.

“Temos consciência de que as questões da agricultura foram, em certa medida, desvalorizadas pelo Município ao longo dos anos, mas a nossa postura é distinta e por isso criámos, no âmbito do novo organograma, um gabinete de apoio à agricultura”, frisou Serafim António, empenhado em “trabalhar em conjunto” com o concelho vizinho de Alcobaça.

Durante a visita foi ainda apresentado o projeto intermunicipal de mobilidade suave entre a Nazaré e Alcobaça, associado à valorização e recuperação do corredor do Rio Alcoa e estimado em cerca de 10 milhões de euros.

José Manuel Fernandes, que reuniu em Valado dos Frades com agricultores, manifestou disponibilidade e a procurar soluções de financiamento, considerando a água e a sua gestão elementos estruturantes para a resiliência, competitividade e atratividade dos territórios.

A deslocação permitiu, assim, apresentar no terreno ao Governo os principais investimentos que os autarcas consideram necessários para valorizar o Porto da Nazaré, reforçar as condições da atividade agrícola e recuperar e ligar um território partilhado pelos concelhos da Nazaré e de Alcobaça.





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CM Vagos / Guarda Nacional Republicana promove recrutamento de jovens

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A Guarda Nacional Republicana (GNR), encontra-se a recrutar jovens entre os 18 e os 27 anos para integrar uma instituição ao serviço dos cidadãos e do país.

A GNR oferece a possibilidade de integrar uma instituição de referência ao serviço dos cidadãos e do país, proporcionando uma carreira assente em valores como a responsabilidade, o espírito de missão, a proximidade às comunidades e o desenvolvimento profissional contínuo.

Os candidatos poderão encontrar oportunidades em diversas áreas de atuação, incluindo segurança e patrulhamento, trânsito e segurança rodoviária, investigação criminal, proteção da natureza e do ambiente, proteção e socorro, entre outras especialidades.

A presente iniciativa pretende sensibilizar os jovens para as vantagens de uma carreira na Guarda Nacional Republicana, incentivando a apresentação de candidaturas por parte dos potenciais interessados.

Toda a informação relativa ao procedimento concursal, requisitos de acesso, prazos de candidatura e demais esclarecimentos encontra-se disponível no portal oficial de recrutamento da GNR: https://recrutamento.gnr.pt/



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Reabertura temporária da Rua de Fafel à circulação automóvel

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A pensar no bem-estar dos lamecenses e de todos aqueles que nos visitam durante as Festas em Honra de Nossa Senhora dos Remédios, o Município de Lamego procedeu à reabertura temporária ao trânsito da Rua de Fafel, atualmente em obras.

Esta medida pretende facilitar a circulação rodoviária, melhorar os acessos à cidade e minimizar os constrangimentos provocados pelo aumento significativo de tráfego durante este período festivo.

Apesar de os trabalhos ainda não estarem concluídos, foram criadas condições para esta abertura temporária, procurando garantir maior comodidade e fluidez na circulação de residentes e visitantes.

O Município de Lamego agradece a compreensão de todos e apela a uma circulação cuidada e ao respeito pela sinalização existente.



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