Portugal
Consulta pública ENEA 2030 | Quercus


Quercus reivindica que 5% das verbas do Fundo Ambiental sejam alocadas à educação para a sustentabilidade
A Quercus participou na consulta pública da Estratégia Nacional de Educação Ambiental 2030 (ENEA 2030), que está a decorrer até amanhã, dia 16 de junho, na medida em que esta é uma das principais vertentes diárias do trabalho da Associação, junto dos mais diversos públicos.
Apesar de concordarmos genericamente com a proposta e os seus princípios orientadores, consideramos que é necessário garantir a existência de financiamento adequado, regular e plurianual para concretizar os objetivos propostos, tendo este sido um dos aspetos menos positivos identificados na avaliação da ENEA 2020.
Em 2017, apenas 0,65% das verbas atribuídas ao Fundo Ambiental foram destinadas à Educação Ambiental, sendo que atualmente esse valor continua ainda a ser menos de 1%. A Quercus reivindica o reforço desta percentagem para 5%, para que seja possível implementar projetos mais ambiciosos, geograficamente abrangentes e mais alargados do tempo.
Sem recursos humanos, financeiros e materiais suficientes, dificilmente será possível assegurar a implementação efetiva das medidas previstas e apoiar as entidades que trabalham diariamente na área da educação ambiental.
Menos docentes hoje em mobilidade nas ONGA: um contrassenso
Por outro lado, a redução verificada nos últimos anos dos docentes em mobilidade estatutária nas ONGA não se coaduna com os objetivos nacionais de educação ambiental. Criado em 1996, este protocolo entre os Ministérios do Ambiente e da Educação era já destacado na própria ENEA 2020 e permitiu a criação de uma rede de docentes em mobilidade nas ONGA, para coordenar projetos de educação ambiental. Na mesma linha, em 2021, a Assembleia da República recomendou ao Governo, com a Resolução n.º 66/2021, de 18 de fevereiro, o alargamento do número de professores destacados nas ONGA, ao abrigo daquele protocolo.
Infelizmente, assistimos ao inverso, tendo passado de 10 docentes em 2021 para apenas 5 nos dias de hoje. O Ministério da Educação decidiu cessar a mobilidade estatutária de três professores em Dezembro de 2025, a meio do ano letivo, num sentido diametralmente oposto ao recomendado pela Assembleia. É, por isso, necessário alargar a rede de docentes em mobilidade nas ONGA e em mais regiões do país, por forma a atingir os objetivos de instrumentos estruturantes de políticas públicas como a Estratégia Nacional de Educação Ambiental, a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania e a Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento, que valorizam a cooperação entre escolas, sociedade civil e entidades públicas para promover cidadania ativa e a sustentabilidade.
Formação contínua de docentes e articulação com Centros de Formação
Neste âmbito, a Quercus relembra a importância do reforço da formação contínua de docentes e de outros profissionais do sistema educativo. A proposta da ENEA 2030 valoriza o Referencial de Educação Ambiental para a Sustentabilidade e prevê ações de formação contínua em Educação Ambiental dirigidas aos docentes, o que consideramos essencial para promover competências críticas e respostas mais conscientes perante as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a degradação dos ecossistemas.
É igualmente fundamental assegurar uma articulação efetiva entre a ENEA 2030 e os Centros de Formação de Associação de Escolas, facilitando o acesso destas entidades a programas de financiamento e às candidaturas. Recentemente, foram abertos apoios específicos à formação contínua de docentes e outros profissionais do sistema educativo no âmbito do Portugal 2030, incluindo verbas do Fundo Social Europeu Mais, o que demonstra a importância estratégica atribuída à capacitação dos agentes educativos.
Outro aspeto particularmente relevante é a aposta na cooperação entre entidades públicas, privadas e organizações da sociedade civil, evitando respostas fragmentadas e promovendo um esforço coordenado no combate aos desafios ambientais e climáticos.
A Quercus considera que a Educação Ambiental deve assumir um papel central na construção de uma sociedade mais consciente, participativa e preparada para enfrentar os desafios ambientais e climáticos da atualidade.
A proposta da Estratégia Nacional de Educação Ambiental 2030 encontra-se disponível para consulta pública no portal Participa:
https://participa.pt/pt/consulta/estrategia-nacional-de-educacao-ambiental
Portugal
Música, poesia e performance na última semana de cultura ao luar


Dois espetáculos audiovisuais, um deles com música eletrónica, ritmos clássicos da Índia e poesia de travo brasileiro são os principais destaques do programa da última semana das Noites no Pátio do Museu. Acontecem sempre à noite, a partir das 21h30, e o acesso é livre até ao limite de lotação do espaço. A entrada faz-se pelo Jardim da Cordoaria.
Logo no dia 21 de julho atravessaremos o Atlântico à boleia das palavras de Mário Quintana, uma das mais singulares vozes de poesia brasileira do século XX. Nascido há 120 anos, precisamente no mês de julho de 1906, na cidade de Alegrete, no Rio Grande do Sul, Quintana foi poeta, tradutor e jornalista, ou, conforme de autodefinia, “a inquieta voz do vento”.
Na voz do Colectivo de Poesia da U.Porto, a poesia de Mário Quintana mostrar-se-á enquanto luta com as palavras para as obrigar a dizerem aquilo que o poeta quer, segundo confessou numa entrevista publicada na Revista do Brasil. O tom e o modo ficou marcado logo desde a publicação, em 1940, de A rua dos cataventos, o seu primeiro livro de poesia, definindo-a como “lição de leitura” e “hora de recreio” em simultâneo.


A “Supplica” dos marinheiros e das famílias vai fazer-se ouvir no Pátio do Museu.
Dois dias depois, a 23 de julho, o Sitar Jugalbandi vai colocar “instrumentos em conversa”. Este grupo de música clássica da Índia é formado pelo casal de sitaristas Abhishek Adhikary e Murchana Adhikary Barthakur, que irão subir ao palco com o tablista Ibram Kashi e o vocalista Sali Musica Siva.
No âmbito da música indiana, o termo jugalbandi refere-se a um dueto de instrumentos melódicos, introduzindo esta mudança no formato clássico de um só instrumento solista acompanhado pela tabla. O duo já subiu ao palco da Casa Comum em 2024, tendo Murchana Adhikary Barthakur atuado já este ano no Palácio Presidencial da Índia, perante António Costa, Ursula von der Leyen e o presidente indiano.
No dia 24, sexta-feira, o pátio do museu vai ser ocupado por um espetáculo audiovisual que promete fazer-nos entrar na máquina do tempo a fim de revisitar uma tragédia com mais de 130 anos: numa tarde de fevereiro de 1892, uma tempestade, com particular impacto entre Aveiro e a Galiza, varreu o litoral e colheu, no mar, a vida de 105 pessoas das comunidades piscatórias entre a Póvoa de Varzim e da Afurada. Em terra, instalou-se o luto profundo. As festas populares esmoreceram, os trajes coloridos cederam lugar ao negro e os instrumentos musicais silenciaram-se. O mar, outrora sustento, tornou-se espelho da ausência.
É neste contexto que surge Supplica, um espetáculo audiovisual e imersivo que revisita o episódio, associando-o a uma experiência coletiva em que a música, a imagem e a palavra dão voz ao mar, aos náufragos e às famílias. O espetáculo foi criado por Helder Luís e estreou em fevereiro de 2026 na Igreja da Lapa, na Póvoa de Varzim.


Caberá a Dullmea encerrar, com chave de ouro, o programa das Noites no Pátio do Museu
No dia 25 de julho, sábado, entrar no Pátio do Museu equivalerá a ficar envolvido por paisagens sonoras que resultam da recomposição da voz por meios eletrónicos. Dullmea, que está a assinalar dez anos de percurso artístico, usará a figura feminina como fio condutor de Jano, um concerto que é também uma viagem histórica e literária por algumas figuras femininas pioneiras que habitam o nosso imaginário coletivo, mas cujas narrativas foram escritas, maioritariamente, por homens.
Deste modo ficará concluído o mês de programação que trouxe centenas de pessoas ao Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto, da enologia à etnografia, passando pela música de diferentes géneros e distintas proveniências geográficas e pela literatura.
Portugal
Queres estagiar nas Instituições da União Europeia?Entre julho e setembro estã…


Queres estagiar nas Instituições da União Europeia?
Entre julho e setembro estão abertas candidaturas para vários programas de estágio com início em fevereiro/março de 2027, incluindo o prestigiado Blue Book, da Comissão Europeia.
Para te ajudar a preparar a candidatura, o IEFP/EURES Portugal e o Centro de Informação Europeia Jacques Delors (CIEJD) promovem um webinar gratuito.
23 de julho
14h30
Duração aproximada: 90 minutos
Durante a sessão vais conhecer:
Os programas de estágio disponíveis;
Os requisitos de candidatura;
O processo de seleção;
O testemunho de um(a) ex-estagiário(a) do programa Blue Book (a confirmar).
Este webinar é para ti se:
• Tens, pelo menos, uma licenciatura;
• Dominas duas línguas oficiais da UE (uma delas inglês, francês ou alemão);
• Nunca realizaste um estágio ou trabalhaste mais de dois meses numa instituição da União Europeia.
Reserva já o teu lugar: https://bit.ly/EstagiarJul
As vagas são limitadas!
#iefp_portugal #EURES #UniãoEuropeia #BlueBook #Estágios #Emprego #Carreira #Juventude #Oportunidades

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A população idosa cresceu cinco vezes mais depressa do que a população ativa ent…


A população idosa cresceu cinco vezes mais depressa do que a população ativa entre 2024 e 2025. Há 2,76 pessoas em idade ativa por cada idoso, num retrato de uma população cada vez mais envelhecida.
Só as mães estrangeiras têm travado uma quebra ainda mais acentuada nos nascimentos, num contexto em que a fecundidade continua abaixo do limiar de renovação de gerações, fixado em 2,1 filhos por mulher.
Conheça a infografia baseada em dados reunidos pela Pordata, disponível no site da Fundação: https://ffms.pt/pt-pt/atualmentes/infografia/nunca-fomos-tantos-e-tao-diversos-retrato-de-um-pais-envelhecido-e-com-assimetrias-regionais

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Galiza e Norte de Portugal reforçam aposta conjunta na inovação e competitividad…


Galiza e Norte de Portugal reforçam aposta conjunta na inovação e competitividade
A Eurorregião Galiza–Norte de Portugal deu mais um passo decisivo para o futuro com o lançamento oficial do projeto MAISRIS3T e a assinatura do Roteiro de Implementação da RIS3T 2021-2027, durante o Fórum RIS3T, realizado na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.
Com um investimento de cerca de 971 mil euros e uma duração de três anos, o projeto pretende fortalecer um ecossistema de inovação mais integrado, colaborativo e sustentável, promovendo a cooperação entre empresas, universidades, centros de investigação e entidades públicas dos dois lados da fronteira.
A nova agenda estratégica contempla áreas-chave como:
Indústria, Mobilidade e Energia
Agroalimentar
Recursos e Economia do Mar
Saúde e Bem-Estar
Turismo e Indústrias Criativas
Para Álvaro Santos , Presidente da CCDR NORTE, a capacidade de inovar, cooperar e transformar conhecimento em desenvolvimento económico é hoje um fator essencial para a competitividade dos territórios. Já Carmén Cotelo Queijo, da GAIN, destacou a Eurorregião como um exemplo de sucesso de cooperação em inovação à escala europeia.
Através do MAISRIS3T, Galiza e Norte de Portugal reforçam a sua posição como território de referência na inovação, na captação de financiamento europeu e no desenvolvimento de projetos conjuntos que promovam crescimento sustentável, coesão territorial e competitividade internacional.
Saiba mais em https://www.ccdr-n.pt/







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