Autárquicas 2021
Dirigente nacional do CDS-PP Tiago Abreu é candidato em Borba

O dirigente nacional do CDS-PP Tiago Abreu vai liderar a candidatura do partido à Câmara de Borba, no distrito de Évora, nas eleições autárquicas de 26 de setembro, revelou hoje o próprio à agência Lusa.
“O que mais me fez avançar para Borba foi ter notado que não existia uma candidatura de direita e eu sou uma pessoa assumidamente de direita”, afirmou o candidato, que chegou a integrar a lista da coligação com o PSD em Elvas.
Tiago Abreu disse que esteve “indicado para o quinto” lugar da lista da coligação PSD/CDS-PP à Câmara Elvas, no distrito de Portalegre, nas próximas autárquicas, justificando a mudança por “uma questão estratégica e interesse do partido”.
“Tem a ver com estratégia do partido em sítios onde o CDS-PP tem mais dificuldades e eu sou dirigente nacional”, pelo que “entendi dar o peito às balas, num concelho que não me é estranho”, assinalou.
Lembrando que Borba “é um concelho limítrofe” do de Elvas, de onde é natural e onde já foi deputado municipal e vereador, o candidato referiu que, nesta cidade do distrito de Évora, passou muito tempo e tem muitos amigos.
“Entendi ser mais útil ao partido a minha candidatura a Borba do que ir em quinto numa coligação em Elvas, onde há nomes de sobra para preencher a minha vaga”, insistiu, indicando ter o objetivo de alcançar “o melhor resultado possível”.
Empresário em nome individual, Tiago Abreu, de 47 anos, é vogal da Comissão Política Nacional do CDS-PP e vice-coordenador autárquico nacional do partido e foi, anteriormente, presidente da Distrital de Portalegre e assessor do grupo parlamentar dos centristas.
O candidato concorreu por duas vezes à presidência da Câmara de Elvas, pelo CDS-PP, nomeadamente nas autárquicas de 2013, quando foi eleito vereador, e nas de 2017, quando não conseguiu a eleição.
Tiago Abreu é o quarto candidato anunciado à Câmara de Borba, depois de já terem sido divulgadas as candidaturas de Paulo Ferreira, pelo PSD, António Lobo, pela CDU, e Pedro Esteves, pelo PS.
A Câmara de Borba é presidida por António Anselmo, que está a cumprir o segundo mandato, eleito pelo Movimento Unidos por Borba (MuB).
O executivo municipal é constituído por três eleitos do MuB, um do PS e um do PSD.
As eleições autárquicas estão marcadas para o dia 26 de setembro.
Lusa
Autárquicas 2021
Teófilo Braga: um escritor e político açoriano

Teófilo Braga nasceu a 24 de fevereiro de 1843 em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores. Começou a trabalhar na tipografia do jornal ‘A Ilha’, alargando a sua colaboração aos jornais ‘O Meteoro’ e ‘O Santelmo’.
Após os estudos em Ponta Delgada, ingressou na Faculdade de Coimbra, com a intenção de estudar Teologia, embora tenha optado por Direito. Em 1872, garantiu o lugar de lente da cadeira de Literaturas Modernas do Curso Superior de Letras.
A partir desta altura, o positivismo de Augusto Comte exerce uma influência fulcral na sua forma de pensar e na sua obra literária e posicionamento político. Fundou e dirigiu, a partir de 1878, com Júlio de Matos, a revista ‘O Positivismo’, bem como as revistas ‘A Era Nova’ e ‘Revista de Estudos Livres’.
Em 1880, juntamente com Ramalho Ortigão, organizou e coordenou as comemorações do tricentenário de Camões. Mais tarde, em 1915, exerceu o cargo de Presidente da República, em substituição de Manuel de Arriaga, entre 29 de maio e 4 de agosto.
Após o mandato, sozinho e solitário na sequência da morte dos seus familiares mais próximos, Teófilo Braga prosseguiu-se quase exclusivamente à sua atividade de escritor. Fez incursões no campo da poesia e escreveu a ‘História da Poesia Portuguesa’, que lhe levou anos a escrever e deu origem a vários volumes.
Além da sua prolífica produção literária, contribuiu para a coordenação das obras de Camões, Bocage, João de Deus e Almeida Garrett, escrevendo também prefácios para muitas obras dos escritores mais importantes e um incontável número de artigos para os jornais do seu tempo.
Teófilo Braga é um dos mais importantes escritores e políticos açorianos de todos os tempos, tendo deixado um legado inestimável para a cultura e história portuguesa.
Autárquicas 2021
Autárquicas: 63% dos concelhos com pelo menos uma candidata à liderança da câmara municipal

Cerca de 63% dos 308 concelhos de Portugal têm pelo menos uma mulher como candidata à presidência de uma câmara nas autárquicas de domingo, com Braga a registar cinco candidaturas.
Segundo um levantamento da agência Lusa, 194 concelhos têm candidatas como cabeças de lista, o que representa 62,9% dos 308 municípios do país. São 114 os concelhos sem qualquer mulher candidata à presidência da câmara.
O concelho com mais mulheres candidatas à presidência de câmara é Braga, com cinco, seguido de Lisboa e Santa Maria da Feira, com quatro, e de 14 municípios com três mulheres na liderança de listas: Almada, Cantanhede, Marco de Canaveses, Amadora, Figueira de Castelo Rodrigo, Miranda do Douro, Arouca, Mafra, Ponta do Sol, Póvoa de Varzim, Ribeira Grande, Santana, Viana do Castelo e Vila Verde.
Do total de 1.541 candidaturas à liderança das autarquias, 287 são encabeçadas por mulheres, ou seja, 18,6%.
Analisando apenas os movimentos independentes, 10 mulheres lideram listas num total de 83 candidaturas.
Em 2017, foram eleitas 32 mulheres como presidentes de câmara, pouco mais de 10% do total de líderes de executivos municipais escolhidos em 01 de outubro desse ano.
Nos distritos de Faro, Porto e Santarém foram escolhidas para presidente de câmara quatro mulheres em cada, enquanto em Beja, Braga, Castelo Branco, Guarda, Viana do Castelo, Viseu e Vila Real não houve qualquer vitória feminina.
As eleições autárquicas realizam-se no domingo, estando inscritos para votar 9.323.688 cidadãos.
Cada eleitor recebe três boletins de voto, um dos quais para eleger o executivo de cada uma das câmaras municipais, outro para cada assembleia municipal e um terceiro para a eleição das assembleias de freguesia.
Em Portugal, há 308 municípios (278 no continente, 19 nos Açores e 11 na Madeira) e 3.092 freguesias (2.882 no continente, 156 nos Açores e 54 na Madeira).
Lusa
Autárquicas 2021
Jerónimo acusa PS de usar aparelho do Estado para conquistar votos

O secretário-geral do PCP acusou hoje o PS de estar a utilizar o aparelho do Estado, nomeadamente a “bazuca europeia”, para conquistar votos nas eleições autárquicas, e exigiu que seja garantida a neutralidade dos órgãos de poder.
Em Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal, um dos principais bastiões da CDU, Jerónimo de Sousa fez a mais dura acusação ao PS e ao Governo desta campanha eleitoral. Para o dirigente comunista, entre o Governo e o PS já não é possível distinguir quem é quem.
Esta postura do PS, sustentou, é um total desrespeito pelas eleições autárquicas e “um abuso daquilo que são os meios do Estado”.
“O respeito pelas eleições e a vontade dos eleitores exige que seja garantida a neutralidade e imparcialidade dos órgãos de poder. As eleições são para as autarquias locais, para as câmaras e assembleia municipais, e para as freguesias. Deixem a população decidir com independência, não metam recursos públicos e o aparelho do Estado naquilo que não deve ser metido”, exigiu o secretário-geral do PCP, enquanto discursava durante uma das mais efusivas ações da campanha autárquica da CDU.
Jerónimo de Sousa fez uma distinção entre a CDU e os socialistas, “no Governo e no concelho”, considerando que os eleitos da coligação “não agitam os milhões do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para levar ao engodo dos eleitores”.
Para o membro do Comité Central do PCP também é mais cada vez mais diluída a diferença entre o Governo liderado por António Costa, e os executivos de PSD e CDS-PP.
“À medida que a campanha se desenvolve, tem aumentado a arrogância do PS, com afirmações sobranceiras, num estilo que, por vezes, se aproxima dos tiques de má memória do PSD e CDS no Governo”, sustentou.
O problema é adensado quando os candidatos socialistas utilizam o PRR com finalidades eleitoralistas, considerou.
“É inaceitável essa mistura entre aparelho do Estado e aparelho partidário, em que candidatos do PS fazem anúncios de medidas ou decisões que o Governo se prepara para concretizar”, advertiu.
Jerónimo referiu ainda “o uso por parte dos candidatos do PS que exercem cargos de direção em centros de emprego e formação profissional, serviços de segurança social e outros, para prometer apoios, empregos e o que demais possa condicionar a livre opção dos eleitores”, considerando tal conduta “inaceitável”.
Lusa
Autárquicas 2021
Em Alcácer houve beijos e abraços e Jerónimo ouviu sobre “aberrações” e “circos”

O secretário-geral comunista acabou o dia de segunda-feira em Alcácer do Sal, território da CDU, aprendeu sobre a “aberração” da agregação das freguesias daquele concelho, o “circo” feito pela oposição e ainda houve tempo para beijos e abraços.
Depois do bastião da CDU Santiago do Cacém, durante a tarde, Jerónimo de Sousa encerrou a campanha autárquica de segunda-feira em Alcácer do Sal, o segundo maior concelho do país em superfície.
A autarquia foi socialista durante oito anos, mas em 2013 a CDU recuperou-a. Há quatro anos, a coligação PCP/PEV voltou a vencer, desta vez por apenas 349 votos, de acordo com a informação disponibilizada pelo Ministério da Administração Interna.
No discurso do dirigente comunista o alvo das críticas foi o Governo, com promessas de que a CDU não seria “caixa de ressonância” do executivo PS e ainda um apelo para redobrar esforços nos momentos finais da batalha eleitoral.
Contudo, o diagnóstico do concelho chegou pelo presidente da União das Freguesias de Alcácer do Sal e Santa Susana e recandidato ao cargo, Arlindo Passos, que falou da questão da reposição das freguesias, que não aconteceu, disse, pela falta de vontade do PS na anterior legislatura.
Em 2013, as freguesias de Santa Maria do Castelo, Santiago e Santa Susana agregaram-se para criar uma freguesia única, com 916 quilómetros quadrados, a “maior aberração” feita no país naquele ano, sustentou Arlindo Passos.
A extensão da freguesia “é superior à ilha da Madeira, mas a ilha da Madeira tem dez municípios e 53 freguesias, esta é a grande diferença”, acrescentou o autarca, salientando que “é mais fácil ir a Lisboa e regressar” do que percorrer as 21 localidades da freguesia de que é presidente.
Considerando que esta situação é incomportável – a temática da agregação de freguesias é um dos pontos recorrentes nos discursos do secretário-geral do PCP -, o autarca referiu que, uma vez que teve de implementar essa medida, também queria ser o “desinstalador”. Mas isso, acrescentou, só é possível com vontade do PS.
Já sobre a oposição, particularmente, dos socialistas, Arlindo Passos descreveu-a de um modo jocoso.
“A campanha da oposição que está a feita hoje em dia, quero pedir desculpa aos circos, mas isto parece-me mais um circo e uma palhaçada o que eles andam aí a fazer”, sustentou, justificando com o que disse ser a falta de programa eleitoral e propostas concretas.
No final do comício, um grupo de pessoas com t-shirts azuis em apoio à CDU rodeou Jerónimo de Sousa para uma fotografia. Depois o secretário-geral comunista foi surpreendido com pedidos de abraços e beijos, a que acedeu, visivelmente contente.
Um e outro beijo, sempre de máscara, um aperto de mão e um abraço na pessoa seguinte. O curto caminho até ao carro foi atrasado pelo grupo que continuou em volta do dirigente do PCP. Quando entrou, algumas pessoas acenaram-lhe.
A Coligação Democrática Unitária (CDU) – composta pelo Partido Comunista Português (PCP), pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) e pela Associação Intervenção Democrática – concorre a 305 câmaras nas eleições autárquicas de domingo.
Há quatro anos perdeu nove municípios para os socialistas e contabilizou o pior resultado em eleições autárquicas.
Lusa
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