Portugal
Engenheiro geoespacial da FCUP programa drones para apoiar situações de emergência

José Borges integra o Gabinete de Informação Estratégica da Câmara Municipal de Matosinhos e está envolvido num projeto para ajudar a antecipar e resolver situações de risco.

José Borges trabalha na Câmara Municipal de Matosinhos, desde 2018, ano em que concluiu o Mestrado em Engenharia Geográfica na FCUP. Foto: DR
E se drones autónomos conseguissem vigiar a orla costeira, detetar pessoas em perigo e alertar automaticamente a Proteção Civil? É este o desafio em que está a trabalhar José Borges, engenheiro geoespacial formado na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), atualmente integrado no Gabinete de Informação Estratégica da Câmara Municipal de Matosinhos.
O projeto pretende criar um sistema de drones instalados em bases fixas no topo de edifícios, capazes de percorrer automaticamente zonas costeiras e recolher informação em tempo real.
“Se uma pessoa estiver em perigo, o drone consegue detetar a situação e lançar um alerta automático à proteção civil”, explica José Borges.
Equipados com câmaras térmicas, holofotes e altifalantes, os drones poderão identificar situações de risco, focos de poluição ou acumulação de lixo nas praias.
“A informação recolhida será analisada automaticamente através de algoritmos e sistemas de inteligência artificial desenvolvidos internamente”, conta o engenheiro geoespacial. Os dados serão depois disponibilizados em dashboards de monitorização em tempo real, permitindo apoiar a tomada de decisões e acelerar a resposta das autoridades.
Mas há mais. Esta tecnologia pode ser aplicada não apenas na vigilância costeira, mas também na prevenção de incêndios ou de cheias.
“Estamos ainda a desenvolver garras para os drones, produzidas através de impressão 3D, que poderão transportar boias para ajudar em situações de afogamento”, acrescenta o alumnus da FCUP, instituição pela qual é licenciado em Ciências de Engenharia (2016) e mestre em Engenharia Geográfica (2018).
Uma área que vai muito além dos mapas
Desde que iniciou funções na autarquia, em 2018, José Borges já participou no desenvolvimento de plataformas de gestão de crise e apoio à decisão em situações de emergência, como durante a pandemia da COVID-19 e também de sistemas de gestão. Ajudou igualmente na criação de plataformas webSIG (websites que integram Sistemas de Informação Geográfica – SIG) aplicados a diferentes áreas municipais, como o turismo, urbanismo, arquitetura e monitorização territorial.
Para o engenheiro geoespacial, esta área vai muito além dos mapas. “A engenharia geoespacial não é só cartografia. Através da programação conseguimos criar ferramentas para apoiar a gestão de recursos, monitorizar território e responder mais rapidamente a situações de emergência. Os SIG são hoje uma ferramenta transversal a inúmeras áreas”, sublinha.
Além do trabalho com drones e inteligência artificial, José Borges também se tem destacado na área da arqueologia. “No ano passado conseguimos identificar seis novos tanques romanos de salga na zona norte do concelho. Desenvolvi algoritmos que analisam imagens aéreas e modelos de terreno para identificar padrões geométricos associados a estruturas antigas”, conta.
Antecipar riscos e reforçar capacidade de resposta
O objetivo futuro passa pela criação de um centro de inteligência urbana capaz de integrar dados meteorológicos, imagens de satélite, sensores ambientais e informação de trânsito para antecipar riscos e reforçar a capacidade de resposta do município.
A ideia é que esta tecnologia possa começar a apoiar operações de emergência já em 2027.
“Cabe-nos a nós pegar no básico e transformá-lo no excecional. É a minha luta todos os dias”, remata José Borges, numa missão em que tecnologia e serviço público caminham lado a lado.
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A CCDR NORTE é parceira do projeto GEXPOCTEP – Inovação e Sustentabilidade na Pe…

A CCDR NORTE é parceira do projeto GEXPOCTEP – Inovação e Sustentabilidade na Pecuária Autóctone para a Preservação Ambiental na Fronteira Hispano-Lusa, aprovado no âmbito do Programa Interreg POCTEP 2021-2027 e cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
Desenvolvido na Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés, o projeto aposta na valorização da pecuária extensiva, na preservação das raças autóctones e na utilização de soluções inovadoras para a gestão sustentável do território e a prevenção de incêndios florestais.
Com um investimento elegível superior a 2,26 milhões de euros e execução até dezembro de 2028, o GEXPOCTEP reúne parceiros de Portugal e Espanha para promover a inovação, a cooperação transfronteiriça e o desenvolvimento sustentável dos territórios rurais.
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NOTA DE PESAR – Joaquim Sarmento

É com profunda consternação que o Município de Lamego lamenta o falecimento de Joaquim Sebastião Sarmento da Fonseca Almeida, antigo Presidente da Assembleia Municipal de Lamego, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lamego e deputado à Assembleia da República eleito pelo círculo de Viseu, que dedicou grande parte da sua vida ao serviço público e à causa política.
Nesta hora de dor e profunda tristeza, enaltecemos a personalidade, o humanismo, o mérito cutural e literário e a defesa intransigente dos superiores interesses de Lamego e da região do Douro, construindo um percurso notável na política local e nacional.
A sua partida representa uma perda significativa para Lamego e para o país.
O legado de Joaquim Sarmento permanecerá como testemunho do seu compromisso e dedicação inigualável à política e à cultura, exercidas sempre de uma forma exemplar e íntegra.
O Município de Lamego, através do seu presidente Francisco Lopes, apresenta as mais sentidas condolências aos familiares, amigos e a todos aqueles que com ele partilharam o caminho da política e do serviço público, por esta inestimável perda, unindo-se em solidariedade neste momento de enorme tristeza.
O Presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes
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«No norte da Europa a regra é a de cumprir 17 segundos, dando tempo à criança pa…

«No norte da Europa a regra é a de cumprir 17 segundos, dando tempo à criança para que explore e avalie os riscos por si própria», explica a cientista do desporto Rita Cordovil.
«Esta abordagem, que implica recuar e observar as reações e comportamentos das crianças, promove a independência e autonomia».
Neste artigo, a especialista conta como as férias de verão são uma oportunidade para os pais deixarem os filhos descobrir novos ambientes e correrem alguns riscos que beneficiam o seu desenvolvimento.
Leia o artigo completo: https://ffms.pt/pt-pt/atualmentes/criancas-devem-aproveitar-o-verao-para-explorar-e-arriscar
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«Quando, já adultos, nos tentamos recordar da nossa brincadeira preferida em cri…

«Quando, já adultos, nos tentamos recordar da nossa brincadeira preferida em crianças, provavelmente pensamos numa brincadeira ao ar livre, com amigos, sem supervisão e em que havia algum tipo de risco envolvido. No entanto, as brincadeiras arriscadas, aquelas que as crianças consideram excitantes e emocionantes e que implicam incerteza e risco de se magoarem, têm vindo a diminuir ao longo das gerações.»
Neste artigo, no site da Fundação, a cientista do desporto Rita Cordovil explica como as férias de verão são uma oportunidade para os pais incentivarem os filhos a explorarem novos ambientes e a correrem alguns riscos. E como isso é essencial para o seu desenvolvimento: https://ffms.pt/pt-pt/atualmentes/criancas-devem-aproveitar-o-verao-para-explorar-e-arriscar
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