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Portugal

Falecimento do Investigador Ricardo Alpoim

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É com profundo pesar que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) assinala o falecimento de Ricardo Alpoim, investigador sénior que dedicou grande parte da sua carreira ao estudo da biologia e gestão dos recursos pesqueiros.

Ao longo do seu percurso profissional, desenvolveu investigação científica nas áreas da biologia dos peixes, avaliação de stocks e aconselhamento para a gestão das pescas nas áreas do ICES e da NAFO, tendo neste caso sido presidente do Conselho Científico.

Para além do seu reconhecido mérito científico, Ricardo Alpoim será recordado pela sua amizade, generosidade, espírito de colaboração e boa disposição. Colegas e amigos tiveram o privilégio de partilhar com ele inúmeros desafios e conquistas, ficando a sua memória associada ao profissional de excelência e à pessoa íntegra e afável que sempre foi.
O corpo estará em câmara ardente na Capela Mortuária da Igreja de Santa Isabel hoje, 8 de junho, a partir das 17h00 e será celebrada Missa às 19h00 na Igreja de Santa Isabel. Amanhã será celebrada Missa de Corpo Presente às 11h00, na mesma Igreja, seguindo-se a cerimónia fúnebre com destino ao Cemitério do Alto de São João.
Neste momento de tristeza, o IPMA expressa as mais sentidas condolências à família, amigos e a todos aqueles que lhe foram próximos.



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Portugal

Câmara de Lamego corrige rotunda na Rua Visconde de Arneirós

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A Câmara Municipal de Lamego procedeu à alteração da rotunda localizada na Rua Visconde de Arneirós, com o objetivo de melhorar a fluidez do tráfego e aumentar a segurança no local.

A intervenção corrigiu o projeto anterior, eliminando a placa central da rotunda situada junto à Escola de Hotelaria e Turismo do Douro-Lamego, tornando desta forma a condução mais amigável para os automobilistas.

A autarquia também vai, em breve, reforçar a sinalização vertical ao longo da Rua Visconde de Arneirós, essencial para a melhoria das condições de segurança rodoviária e para a redução da velocidade.



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Portugal

Alunos do ensino básico

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Na semana de 22 a 26 de junho, o IPMA, em colaboração com o Centro Ciência Viva do Algarve, promoveu um conjunto de sessões dedicadas à Aquacultura Circular. A atividade foi dirigida a alunos do 3.º e 4.º ano do ensino básico de escolas dos concelhos de Loulé, Faro, Olhão e Tavira, municípios inseridos na área da Ria Formosa, uma das mais importantes zonas de aquacultura em Portugal.
A iniciativa, desenvolvida no âmbito do projeto europeu AZA4ICE, teve como objetivo sensibilizar os mais jovens para a forma como os princípios da economia circular podem ser aplicados à aquacultura, dando a conhecer soluções inovadoras que promovem uma utilização mais eficiente dos recursos naturais e práticas de produção mais sustentáveis.
Durante as sessões, os participantes exploraram, de forma prática e interativa, dois sistemas de produção em aquacultura: os Sistemas de Recirculação em Aquacultura (RAS) e a Aquacultura Multitrófica Integrada (IMTA). Os alunos tiveram a oportunidade de perceber como estes modelos contribuem para a redução de desperdícios, o reaproveitamento de recursos e a minimização dos impactos nos ecossistemas.
Através de atividades adaptadas à faixa etária dos participantes, a iniciativa fomentou o conhecimento dos desafios relacionados com os oceanos e a sustentabilidade, destacando o papel da ciência e da inovação no desenvolvimento de sistemas de produção alimentar que preservem os recursos para as gerações futuras.



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Alentejo

Alvito lidera captação de fundos europeus no Alentejo e converte projetos em motor de desenvolvimento

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O concelho de Alvito assume-se como o território com maior volume de projetos submetidos e aprovados junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. O dado estatístico estabelece um marco no panorama da gestão do investimento público na região, colocando o município no topo da eficiência técnica na captação de fundos comunitários para alavancar a economia local.

Em duas entrevistas complementares, o Presidente da CCDR Alentejo e o Presidente da Câmara Municipal de Alvito, José Efigénio, analisam a convergência de estratégias que permitiu ao município liderar a mobilização de incentivos europeus. O alinhamento institucional entre a tutela regional e a autarquia é apontado como o fator determinante para acelerar a execução de verbas destinadas à coesão territorial, à valorização do património e ao reforço do tecido produtivo.

Alinhamento estratégico e capacidade técnica

A liderança de Alvito no aproveitamento dos quadros de financiamento europeu resulta de uma transição focada no alinhamento de prioridades económicas com as diretrizes de desenvolvimento regional. Segundo os responsáveis, a capacidade do concelho em liderar a submissão e aprovação de candidaturas reflete uma preparação técnica estruturada, capaz de transformar as caraterísticas específicas do concelho em projetos financeiros elegíveis.

Esta dinâmica de convergência entre a autarquia e a CCDR Alentejo tem garantido a viabilização de investimentos em áreas críticas como o turismo sustentável, a preservação patrimonial e a inovação no setor agroalimentar. O objetivo central passa por maximizar o impacto do capital comunitário para aumentar a competitividade territorial e travar a desertificação humana no interior alentejano.

Fixação de população e valorização do património

A aplicação das verbas comunitárias aprovadas visa dar resposta aos desafios estruturais da região. A estratégia municipal enquadrada pela CCDR Alentejo foca a criação de condições para a fixação de novos residentes, o reforço dos serviços à população e a dinamização do tecido empresarial local.

A conversão dos recursos endógenos em ativos de valor acrescentado tem permitido ao concelho projetar a sua base económica, posicionando Alvito como um caso de estudo na eficácia de gestão dos fundos de coesão no Alentejo.

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Portugal

FCUP ajuda a desenvolver ímanes avançados para tecnologias do futuro

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A equipa da FCUP é composta por Leonor Garcia (à esquerda), Ana Pires e André Pereira. Foto: SIC.FCUP


Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) está a ajudar no desenvolvimento e validação de novos materiais magnéticos com aplicação direta em veículos elétricos, turbinas eólicas, robótica e sistemas de defesa.  

O trabalho é coordenado pela alqem, uma startup DeepTech alemã que acaba de angariar 8 milhões de euros numa ronda de financiamento pre-seed, para acelerar a descoberta destes materiais baseados em Inteligência Artificial (IA).  

A alqem utiliza IA e validação laboratorial para descobrir a próxima geração de materiais avançados, começando por ímanes sem terras raras. O objetivo é reduzir a dependência energética face à China, já que 90% destes ímanes permanentes (que utilizam terras raras) são produzidos neste país e as recentes restrições à exportação transformaram o abastecimento destes materiais numa questão geopolítica de primeira ordem. 

“Esta colaboração representa um desafio científico multidisciplinar, uma vez que conjuga ferramentas avançadas de ciência computacional com a síntese e caracterização experimental de materiais, promovendo uma interação contínua entre previsões teóricas e resultados laboratoriais”, comenta André Pereiradocente da FCUP e investigador do IFIMUP – Instituto de Física de Materiais Avançados, Nanotecnologia e Fotónica.  

O motor de descoberta da alqem já gerou um conjunto de candidatos a ímanes sem terras raras, cujo desempenho previsto foi validado através de dados experimentais.  

Resultados promissores alcançados na FCUP 

A equipa da FCUP, que tem um contrato de prestação de serviços com a alqem, é responsável pela síntese destes materiais candidatos e pela sua caracterização experimental. Para isso, os investigadores recorrem a um conjunto de técnicas complementares que permitem avaliar as suas propriedades estruturais, químicas e magnéticas. “Esta caracterização é fundamental para validar as previsões dos modelos e aprofundar a compreensão da relação entre composição, estrutura e propriedades dos materiais”, explica o docente da FCUP.  

Os resultados até ao momento são, segundo o investigador, “extremamente promissores”: “Verifica-se uma excelente concordância entre as previsões dos modelos e os resultados experimentais obtidos na FCUP.” Para além de André Pereira, integram também a equipa da FCUP a investigadora Ana Pires e a bolseira de investigação, Leonor Garcia. 

A combinação entre previsões teóricas e validação experimental permite não só aumentar a confiança na identificação de novos materiais, como também acelerar o seu desenvolvimento e otimização. Desta forma, é possível reduzir o número de ensaios experimentais necessários e contribuir para uma investigação mais eficiente e orientada para aplicações tecnológicas. 

Materiais que irão impulsionar a próxima era tecnológica 

“Pela primeira vez, dispomos de um mapa do universo dos materiais. Não apenas de alguns compostos conhecidos, mas de centenas de milhões de possibilidades que podemos agora explorar de forma sistemática e trazer para o mundo. Materiais que poderão tornar os veículos elétricos mais eficientes, as turbinas eólicas mais potentes e as cadeias de abastecimento críticas independentes do controlo de um único país”, afirma Hanh Nguyen, CEO da alqem. 

Entre os parceiros de investigação da alqem estão também a LMU Munique, a Universidade Técnica de Munique (TU Munich), o Instituto Superior Técnico e a Universidade de Coimbra. 

Fundadores da alqem (da esquerda para a direita): Tiago Cerqueira (CTO), Hanh Nguyen, CEO da alqem e Milan Allan (da LTU Munich). Foto: DR

O trabalho desta startup é apoiado por uma estreita colaboração com o Instituto Max Planck para a Física Química dos Sólidos, em Dresden, dedicada ao desenvolvimento de materiais magnéticos de nova geração. A colaboração é liderada por Claudia Felser, diretora do Instituto e vice-presidente da Sociedade Max Planck, que integra igualmente o conselho científico da alqem, juntamente com Miguel Marques, docente da Universidade Ruhr de Bochum) e Michael Viertler, antigo Senior Partner e Managing Partner da McKinsey em Munique. 

A última grande descoberta ocorreu há mais de 40 anos. Agora, com estes avanços e com a colaboração da FCUP, espera-se chegar a um íman permanente inovador, sem terras raras, que permita acelerar a tecnologia do futuro.  



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