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Portugal

FCUP em projeto que leva a ciência agroalimentar aos mais novos

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A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) integra o projeto Agro@TecVerde, que tem entre as suas principais missões tornar a ciência e a inovação agroalimentar atrativa para o público mais jovem.

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Neste âmbito, nas últimas semanas, uma equipa de investigadores da FCUP dinamizou duas atividades junto de turmas do ensino básico e secundário, adaptadas aos diferentes níveis de escolaridade.

Na primeira – “O papel da agricultura na proteção ambiental: Lixiviação em ação” – os participantes observaram como a água atravessa o solo e pode transportar diferentes substâncias, um processo com impacte direto na qualidade ambiental.

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Já na segunda atividade – “Da Aquacultura à Agricultura: Explorando a Aquaponia” – os alunos conheceram sistemas que combinam a criação de peixes com o cultivo de plantas. Trata-se de uma abordagem integrada que exemplifica soluções mais eficientes e sustentáveis para a produção de alimentos.

Inicialmente, os investigadores foram até à Escola Secundária de Rio Tinto. Neste caso, nas duas sessões, os alunos assumiram o papel de cientistas para simular e criar, respetivamente, sistemas de lixiviação e de aquaponia.

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Experimentar a ciência na FCUP

Depois da visita à escola, a equipa composta por Sara Antunes, docente da FCUP e investigadora do CIIMAR- Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, pelos investigadores Sandy Morgado e Gabriel Campos e pela estudante de doutoramento Bárbara Diogo, trabalhou também estes temas com os mais pequenos.

No âmbito da iniciativa “Escola Ciência Viva“, os investigadores receberam dezenas de alunos do 4.º ano e envolveram-nos em jogos e dinâmicas interativas que introduziram de forma lúdica os conceitos de lixiviação e de aquaponia. As crianças puderam aprender mais sobre a qualidade da água e a importância de usar os nutrientes produzidos pelos peixes para o desenvolvimento de hortícolas como a alface.

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“Trabalhar com alunos mais jovens é sempre um desafio, sobretudo quando abordamos temas complexos como os destas atividades. Mas é precisamente por isso que o fazemos. E o retorno é extremamente positivo: vemos nas reações e comentários das crianças que não querem ir embora, que ficam a desenhar para garantir que recebemos o seu trabalho ou que nos perguntam se podem levar os peixes e as plantas para casa. Nesses momentos, sentimos verdadeiramente a missão cumprida. Só podemos interpretar que conseguimos sensibilizar os mais novos — e acreditar que, no futuro, esta mensagem será recordada”, resume Sara Antunes.

Esta iniciativa reforça, assim, o compromisso da FCUP em aproximar a investigação das escolas e em contribuir para a literacia científica das novas gerações, no âmbito da sua participação no Agro@TecVerde.

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Sobre o Agro@TecVerde

Coordenado pela Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, o Agro@TecVerde envolve várias instituições de ensino superior, entre as quais a FCUP e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, o Instituto Politécnico de Bragança, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo e a Universidade dos Açores. 

O projeto pretende tornar os cursos agrários mais atrativos para os jovens, modernizando os currículos com tecnologias emergentes e com princípios de sustentabilidade e de abordagem integrada à saúde humana, animal e ambiental (One Health).

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A iniciativa aposta ainda na requalificação de profissionais do setor agroalimentar, promovendo competências digitais e práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, alinhadas com os desafios atuais da transição climática e tecnológica.

No âmbito destes objetivos, a participação da FCUP tem sido dinamizada pelas docentes da FCUP, Conceição Santos, Sara Antunes e Helena Peres, através do desenvolvimento de várias ações de divulgação científica junto de escolas.

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O “Agro@TecVerde – Rede integrada de formação para a modernização das ciências agrárias” tem um financiamento global de cerca de 3 milhões de euros financiados pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência. 

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Portugal

A CCDR Alentejo, I.P. e o Alentejo 2030 associam-se ao arranque do Festival do Novo Bauhaus Europeu em Algodôr

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A CCDR Alentejo, I.P. e o Alentejo 2030 participaram, no passado dia 10 de abril de 2026, no encontro “O que move os territórios”, realizado em Algodôr, no concelho de Mértola, uma iniciativa integrada na programação oficial do Festival do Novo Bauhaus Europeu.

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O encontro promovido pela CCDR Alentejo, I.P. e pela Incubadora de Inovação do Baixo Alentejo, com o apoio da Junta de Freguesia de Alcaria Ruiva e do Município de Mértola, constituiu um momento de reflexão e partilha em torno dos princípios da sustentabilidade, estética e inclusão, pilares centrais do Novo Bauhaus Europeu e orientadores das políticas de desenvolvimento territorial da União Europeia.

Ricardo Pinheiro, Presidente da CCDR Alentejo, I.P. e do Programa Regional Alentejo 2030 esteve presente e evidenciou a importância de uma política pública de proximidade em conjunto dos atores conhecedores do território. Na sua intervenção, na sessão de abertura, sublinhou a necessidade de os fundos europeus potenciarem o capital territorial, garantindo respostas ajustadas aos desafios específicos das regiões de baixa densidade.

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O encontro enquadra-se numa estratégia mais ampla de valorização dos territórios de baixa densidade, promovida no âmbito do Programa Regional Alentejo 2030, através do Instrumento Territorial Parcerias para a Coesão Não Urbanas. Este instrumento visa apoiar soluções inovadoras e colaborativas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, a dinamização económica e o reforço da coesão social nos territórios não urbanos do Alentejo.

No âmbito do encontro, Tiago Teotónio Pereira, Vogal Executivo do Alentejo 2030, reforçou o compromisso deste programa regional com a inovação social, a sustentabilidade e o desenvolvimento local, em linha com os princípios do Novo Bauhaus Europeu. Destacou o investimento de 8,8 milhões de euros, mobilizado através do Instrumento Territorial Parcerias para a Coesão Não Urbanas, evidenciando a centralidade das abordagens territoriais na Política de Coesão e o papel das parcerias estratégicas na transformação das zonas rurais em territórios mais dinâmicos, resilientes e com agentes renovados.

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Para além da partilha de experiências e boas práticas, a iniciativa assinalou o arranque oficial do Festival do Novo Bauhaus Europeu no Alentejo, cujo momento central está agendado para o próximo dia 10 de junho de 2026, na Ermida de Nossa Senhora de Aracelis, reforçando a ligação entre cultura, território e desenvolvimento sustentável.

O envolvimento ativo da comunidade local e a criação de um espaço de diálogo sobre os desafios e oportunidades dos territórios de baixa densidade marcaram este encontro, evidenciando a relevância de abordagens integradas, participativas e inovadoras para a revitalização territorial, em consonância com as prioridades estratégicas da CCDR Alentejo, I.P. e do Programa Regional Alentejo 2030.

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Fotografias © Município de Mértola



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Portugal

Antiga estudante da FAUP vence Prémio Jovens Arquitectos 2026

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Enquanto estudante da FAUP, Sofia Passos Santos destacou-se ao vencer o Prémio Universidades Secil e o Prémio de Excelência na competição internacional de estudantes EHL. Foto: DR

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A arquiteta Sofia Passos Santos, antiga estudante da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), é a vencedora ex aequoda edição de 2026 do Prémio Jovens Arquitectos, pelo projeto Novo Pólo do Colégio Ribadouro.

O projeto premiado, que incide sobre a ampliação de um equipamento escolar existente na cidade do Porto, desenvolve-se através da ocupação transversal do quarteirão, integrando a reconstrução de um edifício originalmente destinado a habitação e a reabilitação de duas frações existentes.

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Ao introduzir um novo programa educativo num tecido urbano predominantemente habitacional, a proposta respeita a cércea, a volumetria e a escala do edificado preexistente, criando, simultaneamente, um novo acesso principal pela Rua das Doze Casas.

A ampliação do Colégio Ribadouro integra novo programa educativo, reabilitando edifícios existentes e respeitando a escala urbana no Porto. (Foto: Francisco Ascensão)

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Promovido pela revista Vida Imobiliária e destinado a profissionais com menos de 40 anos, o Prémio Jovens Arquitectos (PJA) visa distinguir projetos que evidenciam qualidade arquitetónica e contributos relevantes para o ambiente construído, promovendo simultaneamente a visibilidade do trabalho desenvolvido pelas novas gerações de arquitetos em Portugal.

Para além de Sofia Passos Santos, esta edição premiou também o projeto CIC – Centro Interpretativo do Cereal, da autoria de Less Almeida e Eduardo Arnau, do há.atelier. Em segundo lugar, ficou o projeto (re)cortes – tecto, paredes e pilar, de Filipe Paixão, do Corpo Atelier. Foi ainda atribuída uma menção honrosa ao projeto da Casa no Carvalhal, de Gonçalo Pereira e Inês Cruz, do Atelier de Santa Bárbara.

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Em representação do júri, Simão Botelho salientou a elevada qualidade das propostas apresentadas, referindo que os projetos “demonstram vitalidade na arquitetura portuguesa e revelam o potencial das novas gerações de arquitetos”.

Já a Vice-Presidente da Ordem dos Arquitectos, Paula Torgal, destacou a importância destas iniciativas na valorização do papel da arquitetura, sublinhando que “reconhecer o trabalho das novas gerações de arquitetos é fundamental para afirmar o papel da arquitetura na qualificação das cidades, do território e do ambiente construído”.

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Sobre Sofia Passos Santos

Formada pela FAUP, onde concluiu o Mestrado Integrado em Arquitetura em 2013, Sofia Passos Santos complementou a sua formação na Universidade de São Paulo, no Brasil, onde estudou entre 2011 e 2012.

Ainda enquanto estudante da FAUP, destacou-se ao vencer o Prémio Universidades Secil, em 2011, com o projeto ‘Centro de Conhecimento’. Dois anos mais tarde, em 2013, veria o seu trabalho novamente reconhecido, ao ser distinguida com o Prémio de Excelência na competição internacional de estudantes EHL Campus Development Forum, na Suíça.

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No plano profissional, integrou entre 2013 e 2018 a equipa responsável pelo desenvolvimento do novo campus da École Hôtelière de Lausanne (EHL), na Suíça, um projeto de grande escala e projeção internacional. Neste contexto, colaborou com o atelier Richter Dahl Rocha & Associés architectes SA, em Lausanne, entre 2013 e 2014. O seu percurso havia começado no Porto, no atelier do arquiteto Manuel Correia Fernandes, onde trabalhou entre 2012 e 2013.

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Os 45 anos da FPCEUP são o mote para 45 horas de celebração

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Nazaré assinala o 25 de Abril com homenagens e momentos de forte ligação à comunidade

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O Município da Nazaré irá comemorar a Revolução de 25 de Abril de 1974 com um programa abrangente e carregado de simbolismo, evocando um dos momentos mais marcantes da história contemporânea portuguesa, a conquista da liberdade e a transição para o regime democrático.

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As celebrações deste ano afirmam-se como um exercício de cidadania ativa, destacando valores fundamentais como a liberdade, a participação cívica e a construção de uma sociedade mais justa e informada.

As comemorações terão início às 09h00, com o hastear das bandeiras nos Paços do Concelho, seguindo-se, às 10h00, a sessão solene da Assembleia Municipal, que este ano decorrerá em Famalicão, no jardim junto ao pavilhão gimnodesportivo.

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Um dos momentos de maior simbolismo, do período da manhã, acontecerá às 11h30, com a inauguração do Monumento de Homenagem aos Antigos Combatentes da Freguesia de Famalicão, numa iniciativa que pretende perpetuar a memória e reconhecer o contributo de todos aqueles que serviram o país, num gesto de respeito e gratidão coletiva.

O programa prosseguirá com um almoço-convívio (13h00) no Monte de São Bartolomeu, em São Brás — um espaço profundamente enraizado na vivência da comunidade local, tradicional ponto de encontro e celebração, particularmente associado ao Carnaval, embora este momento assuma também um significado especial após os danos provocados pela tempestade Kristín, que afetou de forma significativa esta área verde, reforçando agora o seu papel como lugar de reencontro e resiliência coletiva.

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Durante o período da tarde, o destaque recairá sobre a homenagem a Álvaro Laborinho Lúcio, às 16h00, no Teatro Chaby Pinheiro (Sítio da Nazaré). Natural do concelho e figura maior da vida pública nacional, Laborinho Lúcio é amplamente reconhecido pelo seu percurso enquanto jurista, magistrado e antigo Ministro da Justiça, bem como pela sua intervenção cívica e defesa dos valores da liberdade, da justiça e da democracia.

A homenagem será seguida por uma mesa-redonda (16h30) sob o mote “A utopia só não se atinge porque, na viagem, nos apeamos demasiado cedo” – à Conversa com Álvaro Laborinho Lúcio, reunindo diversas personalidades das áreas da cultura e do pensamento, num momento de reflexão e diálogo aberto à comunidade: Adélia Carvalho, Maria José Bandeira, Raquel Patriarca, Jaime Rocha, Pedro Stretch, Lúcia Pinho e Melo e Maria do Rosário Pedreira.

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