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Educação

Fenprof acusa Governo de aprovar regime de concursos sem negociação e exige explicação

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 A Federação Nacional dos Professores acusou hoje o Governo de ter aprovado o regime de concursos internos de promoção das carreiras docente do ensino superior e de investigação científica sem negociação com os sindicatos, exigindo uma explicação da tutela.

O regime em causa foi aprovado pelo Governo na quinta-feira, e diz respeito aos concursos internos de promoção a categorias intermédias e de topo das carreiras docente e científica.

A reação da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) chegou hoje e, em comunicado, a estrutura sindical acusa o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de ter tomado a decisão sem antes levar a cabo um processo negocial com os sindicados, um compromisso que tinha sido assumido pelo ministro Manuel Heitor.

“Apesar da insistência da Fenprof no sentido de ser aberto um processo negocial relativo a esta matéria, entre outras, e apesar de nos ter declarado a 14 de maio que iria dar início a essa negociação, o ministro remeteu-se ao silêncio”, apontam os representantes dos profissionais.

A Fenprof escreve ainda que a abertura demonstrada pelo ministro “em momentos em que a contestação aumentou” foi apenas aparente e reflete aquilo que consideram ser a forma de estar do executivo em diferentes áreas assente na “ausência de diálogo efetivo e negociação”.

“Um Estado de direito democrático não se compadece com atitudes autocráticas dos governantes e, muito menos, com a violação de leis que, no caso presente, é de valor reforçado, não podendo o facto de o atual governo cessar funções em breve justificar procedimentos ilegais”, acrescentam.

Por isso, a Fenprof exige agora à tutela uma explicação sobre a falta de negociação, ameaçando que, se não receberem uma resposta até 15 de novembro, dia em que reúne o departamento do Ensino Superior e Investigação da estrutura sindical, serão decididos os próximos passos “para a obter e, principalmente, para garantir que a lei será respeitada”.

Na quinta-feira, o Governo aprovou na generalidade o regime de concursos internos de promoção a categorias intermédias e de topo das carreiras docente do ensino superior e de investigação científica.

Com este o diploma aprovado na quinta-feira, o executivo pretende reforçar “o acesso e a progressão contínua e estável a carreiras docentes e científicas”, segundo o comunicado do Conselho de Ministros.

De acordo com o comunicado, o regime aprovado “representa um passo importante na opção de reforço das carreiras públicas de ensino e investigação científica, devendo ser enquadrada na evolução da última década e nos termos de melhor posicionar Portugal no contexto europeu”.

Em maio, o ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, divulgou aos parceiros um documento preparatório para um “pacto para o reforço de instituições e carreiras científicas”.

Na altura, em declarações à Lusa, o ministro disse que pretendia “chegar a um compromisso” com universidades, institutos politécnicos, laboratórios, sindicatos e associações de bolseiros e investigadores para o país ter “melhores carreiras” e “melhor ciência”.

Lusa

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Educação

Governo estuda proibição de smartphones no 3.º ciclo e secundário

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O Ministério da Educação vai lançar esta semana um inquérito aos diretores escolares para avaliar o impacto da restrição do uso de telemóveis nos alunos mais novos, decidindo apenas durante as férias de verão se a medida será alargada aos restantes anos de escolaridade.

O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, que remeteu para o final do ano letivo a decisão sobre o eventual bloqueio dos dispositivos móveis aos alunos mais velhos. Atualmente, a proibição já abrange o 1.º e 2.º ciclos (até ao 6.º ano), após inquéritos anteriores terem revelado benefícios significativos na socialização, na redução da indisciplina e em casos de bullying, além de um aumento da atividade física e da utilização das bibliotecas escolares.

Paralelamente à questão dos ecrãs, o Governo e os sindicatos continuam a discutir a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD). O foco atual recai sobre o novo modelo de concursos, que pretende simplificar o recrutamento através de dois procedimentos: um para vagas permanentes e outro, de caráter contínuo, para necessidades temporárias das escolas.

Um dos pontos de maior fricção continua a ser a mobilidade interna, mecanismo que permite aos professores aproximarem-se da residência. O Ministério propõe que esta oportunidade ocorra antes do arranque das aulas, integrada no concurso contínuo, para evitar “ultrapassagens” na graduação profissional. O processo negocial prossegue com o envio de novas versões do articulado às estruturas sindicais, estando prevista uma reunião técnica para a próxima segunda-feira e a conclusão deste dossiê a 14 de maio.

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Educação

Oito mil professores percorrem mais de 100 km diários sem apoio à deslocação

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A Federação Nacional de Educação (FNE) alertou para a situação de milhares de docentes que, apesar de estarem a mais de 50 quilómetros de casa, ficam excluídos dos apoios extraordinários, enfrentando gastos mensais superiores a 250 euros em combustível.

Durante a recente reunião negocial sobre a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), o secretário-geral da FNE, Pedro Barreiros, confrontou os dados da tutela. Embora o Ministério da Educação aponte que 94% dos professores já trabalham num raio de 50 km da sua residência, a federação sublinha que o grupo restante representa cerca de oito mil profissionais em esforço financeiro acentuado. Atualmente, o apoio extraordinário à deslocação apenas contempla quem está colocado a uma distância mínima de 70 km, deixando uma fatia significativa do setor desprotegida.

A reunião serviu também para clarificar o futuro modelo de recrutamento, com uma proposta do Governo assente em dois pilares, o concurso nacional e o concurso contínuo nacional. No que respeita o concurso nacional, o docente mantém-se para vinculação de escola, enquanto o concurso contínuo nacional, surge como um novo mecanismo anual e centralizado que substitui os atuais modelos de reserva de recrutamento para agilizar a colocação de docentes e evitar que alunos fiquem sem aulas.

A FNE e o SIPE (Sindicato Independente de Professores e Educadores) aguardam agora o articulado técnico do Ministério para analisar a viabilidade da proposta. Os sindicatos exigem que o modelo permita a mobilidade interna entre quadros e garantem que as próximas reuniões, agendadas para 4 e 11 de maio, serão decisivas para validar ou contestar as alterações à carreira docente.

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Educação

Politécnico de Portalegre lança quatro novas licenciaturas e um mestrado

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O Politécnico de Portalegre vai reforçar a sua oferta formativa no próximo ano letivo com a abertura de quatro novas licenciaturas e um mestrado, distribuídos pelas áreas da engenharia, artes, gestão, línguas e educação.

A instituição anunciou que os novos cursos de primeiro ciclo abrangem as áreas de Engenharia Química e Biológica, Som e Imagem, Gestão de Recursos Humanos e Línguas Aplicadas em Comunicação Digital. A estas junta-se o mestrado em Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º Ciclo, consolidando a estratégia de alinhamento com as necessidades do mercado de trabalho e o desenvolvimento regional.

No domínio tecnológico, a licenciatura em Engenharia Química e Biológica foca-se na inovação industrial, enquanto o curso de Línguas Aplicadas em Comunicação Digital prepara profissionais para a criação de conteúdos e gestão de ferramentas de inteligência artificial. Por sua vez, a área das indústrias criativas ganha fôlego com Som e Imagem, curso que alia a técnica à produção audiovisual e multimédia. A gestão de capital humano é o foco da nova licenciatura em Gestão de Recursos Humanos, que aborda competências desde o recrutamento à liderança inclusiva.

Por fim, o novo mestrado vem dar continuidade ao trabalho da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, reforçando a qualificação de docentes para os primeiros níveis de ensino. As vagas estarão disponíveis para o acesso ao ensino superior de 2026/2027.

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Alentejo

Cerimónia completa do aniversário de 5 anos da ESDH

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A Escola Superior de Saúde e Desenvolvimento Humano de Évora celebrou, na passada quarta-feira, 22 de abril, o quinto aniversário.

Ao longo da cerimónia discursaram convidados, regionais e nacionais, e membros da comunidade académica.

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