Portugal
Forcados Amadores de Monsaraz: duas décadas de coragem, amizade e identidade alentejana

Fundado por um grupo de amigos unidos pela afición e pelo desejo de representar a sua terra, o Grupo de Forcados Amadores de Monsaraz tornou-se uma presença reconhecida nas arenas portuguesas e levou já o nome do concelho além-fronteiras.
Há gestos que duram apenas alguns segundos, mas que exigem anos de preparação, confiança e coragem. A pega de caras é um deles. Diante do toiro, o forcado enfrenta a investida sem armas, contando apenas com a sua determinação e com a força dos companheiros que seguem atrás de si. É neste espírito de entrega coletiva que se construiu a história do Grupo de Forcados Amadores de Monsaraz.
O grupo nasceu da vontade de um conjunto de jovens e amigos ligados à freguesia de Monsaraz, num território onde a cultura tauromáquica permanece profundamente associada à vida social, às festas populares e à identidade do mundo rural alentejano. A apresentação oficial aconteceu no dia 23 de julho de 2004, numa corrida realizada propositadamente em Monsaraz e que marcou também a estreia da própria freguesia na organização de um espetáculo desta natureza.
Sob o comando do cabo fundador Mário Gomes, os novos Amadores de Monsaraz alternaram nessa primeira corrida com o histórico Grupo de Forcados Amadores de Montemor, que assumiu o papel de padrinho da formação. A presença dos montemorenses representou uma importante ligação entre gerações e entre dois grupos profundamente enraizados na tradição tauromáquica alentejana.
Desde essa noite inaugural, os Forcados de Monsaraz foram construindo o seu percurso com base numa ideia simples, mas exigente: nenhum homem pega sozinho. Ainda que o forcado da cara assuma o primeiro contacto com o animal, o sucesso depende da coesão de toda a formação — primeiras e segundas ajudas, rabillador e restantes elementos. Cada pega é, por isso, uma demonstração de coragem individual, mas sobretudo de confiança coletiva.
Ao longo da sua história, o grupo foi liderado por diferentes cabos, responsáveis não apenas pela escolha dos forcados da cara e pela orientação técnica das pegas, mas também pela transmissão dos valores internos da formação. Mário Gomes foi sucedido, em 2008, por David Rodrigues, um dos elementos fundadores e o homem que pegou o primeiro toiro da história do grupo. Durante dez temporadas, David Rodrigues realizou 36 pegas e conduziu a formação até à comemoração do seu décimo aniversário, em agosto de 2014.
Ricardo Cardoso assumiu posteriormente o comando, iniciando uma nova etapa de consolidação e renovação. Em 15 de agosto de 2024, o testemunho passou para João Tiago Calado Ramalho, natural de Reguengos de Monsaraz e elemento do grupo desde 2018, tornando-se o quarto cabo da história dos Amadores de Monsaraz.
A renovação das gerações é uma das condições essenciais para a sobrevivência de qualquer grupo de forcados. Os mais antigos transmitem aos mais novos a técnica, o sentido de responsabilidade e uma forma particular de estar dentro e fora da arena. Vestir a jaqueta não representa apenas a participação num espetáculo: significa assumir o nome de uma terra, respeitar os companheiros e compreender que cada atuação compromete a imagem de todo o grupo.
A projeção dos Amadores de Monsaraz ultrapassou entretanto as praças portuguesas. Em março de 2025, o grupo realizou uma digressão pelo México, participando em corridas nas praças de Jalos e Autlán. Alexandre Sardinha, Rui Caeiro, Hugo Beato, Gustavo Perdiz e o cabo João Tiago Ramalho estiveram entre os forcados da cara, numa deslocação que confirmou a dimensão internacional alcançada pela formação alentejana.
Mais do que os resultados alcançados ou o número de toiros pegados, o percurso do Grupo de Forcados Amadores de Monsaraz mede-se pela capacidade de permanecer unido. Num grupo desta natureza, as vitórias são partilhadas, mas também o são as dificuldades, as lesões e os momentos de incerteza. A arena revela publicamente aquilo que foi construído longe das bancadas: nos treinos, nas deslocações, nos convívios e na aprendizagem silenciosa entre gerações.
A ligação à população de Reguengos de Monsaraz constitui igualmente uma das bases desta história. O grupo representa uma comunidade que reconhece na forcadagem valores como a valentia, a entreajuda, o compromisso e a lealdade. Valores antigos que, independentemente das transformações sociais e do debate em torno da tauromaquia, continuam a explicar a força simbólica destas formações no Alentejo.
A 23 de julho de 2026, o Grupo de Forcados Amadores de Monsaraz completa 22 anos de existência. Duas décadas depois da primeira corrida, permanece vivo o projeto iniciado por um grupo de amigos que quis levar o nome de Monsaraz para dentro das arenas. Hoje, cada vez que oito homens avançam em direção ao centro da praça, não levam apenas uma jaqueta e uma cinta vermelha. Levam consigo uma história, uma terra e o peso de todos aqueles que, desde 2004, ajudaram a construir o grupo.
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AMAR A TERRA | Fatacil’26 21–30 agosto · LagoaA CCDR Algarve leva à FATACIL, …

AMAR A TERRA | Fatacil’26
21–30 agosto · Lagoa
A CCDR Algarve leva à FATACIL, em Lagoa, um programa dedicado à valorização da agricultura, da produção regional e dos recursos do território — e à reflexão sobre o futuro de um setor estratégico para a região.
Durante 10 dias, o espaço AMAR A TERRA será ponto de encontro entre produtores, empresas, projetos e visitantes, com atividades que dão a conhecer o que o Algarve produz, a inovação que está a transformar o setor e os instrumentos que apoiam o desenvolvimento da região.
Apresentações e provas de produtos
Showcookings
Exposição de Raças Autóctones
Concurso XXXI Concurso Nacional da raça Ovina Churra Algarvia
Concurso do Mel do Algarve
Seminário «O Futuro da Agricultura Algarvia na Próxima Década»
Experiência Interativa MAR 2030
#AmarATerra #FATACIL26 #CCDRAlgarve #Algarve #Agricultura #MAR2030 #Lagoa
Mais informações em www.ccdr-alg.pt
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Esclarecimento: Listas provisórias para atribuição de habitação social

O Município de Lamego divulgou as listas das candidaturas elegíveis e não elegíveis ao concurso para Atribuição de Habitações Sociais. Estas listas são provisórias e apenas serão ordenadas depois de concluído o procedimento de audiência prévia.
As candidaturas não elegíveis resultam da falta de documentos exigidos no Programa de Concurso, nomeadamente a não entrega de certidões de não dívida ao Município, à Autoridade Tributária e à Segurança Social. Os munícipes que têm a sua situação financeira irregular devem proceder à sua urgente regularização. Todos os candidatos dispõem do prazo de 10 dias úteis, contado da data da afixação do edital, para exercer o respetivo direito de audiência, nos termos do Código do Procedimento Administrativo.
Este procedimento decorre no âmbito do Programa 1º Direito, desenvolvido por esta autarquia, durante o qual o júri avaliou 150 candidaturas, número superior às habitações a entregar.
Pode consultar a ordenação das candidaturas do Programa do Concurso para Atribuição de Habitações Sociais em www.cm-lamego.pt e nos locais de estilo.
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CM Pampilhosa da Serra / Festas do Concelho 2026 celebraram a identidade, a união e o orgulho de ser Pampilhosa da Serra

As Festas do Concelho de Pampilhosa da Serra chegaram ao fim depois de cinco dias de intensa celebração, deixando na Praça do Regionalismo um rasto de alegria, encontros, música, tradição e memórias que prometem permanecer muito para além do encerramento do certame.
Entre os dias 12 e 16 de agosto, milhares de pessoas passaram pelo recinto para viver uma das principais celebrações do concelho, num ambiente marcado pela forte adesão do público, pelo convívio entre gerações e por um sentimento de união que, ano após ano, continua a fazer destas festas um momento muito especial para os Pampilhosenses, para quem regressa à terra e para todos os que escolhem Pampilhosa da Serra para celebrar.
O programa musical voltou a assumir um papel de destaque, com um cartaz diversificado e pensado para abranger diferentes públicos e gostos. Dos concertos de grandes nomes da música portuguesa às atuações de artistas e grupos locais, passando pelos bailaricos, ranchos folclóricos, grupos de bombos, concertinas e DJ’s, foram muitos os momentos que fizeram vibrar o recinto e prolongaram a festa noite dentro.
FF e o Grupo Musical Fraternidade Pampilhosense, Van Zee, Fernando Daniel, Bárbara Tinoco e Micaela protagonizaram alguns dos momentos mais aguardados, levando ao palco diferentes sonoridades. Mas a música das Festas do Concelho fez-se também daquilo que nasce dentro do território: do talento dos artistas locais, da energia dos grupos e associações do concelho e de uma programação que nunca esqueceu as raízes e a identidade serrana.
Foi precisamente nessa ligação entre o que somos e aquilo que queremos mostrar que a XXVII Feira de Artesanato e Gastronomia voltou a assumir um lugar de destaque. O evento reuniu artesãos, produtores, associações, coletividades, instituições e as oito Juntas de Freguesia do concelho, transformando a Praça do Regionalismo num verdadeiro retrato da diversidade, da criatividade e da autenticidade de Pampilhosa da Serra, mas também da região.
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A CCDR NORTE e a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) des…

A CCDR NORTE e a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) desenvolvem, anualmente, o controlo da maturação das uvas na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, com o objetivo de apoiar os viticultores no acompanhamento da evolução das uvas e na previsão das datas de vindima.
O plano de 2026 acompanha 13 castas, através da recolha de amostras em 76 pontos de amostragem, distribuídos pelas sub-regiões dos Vinhos Verdes, ao longo de um ciclo de seis semanas.
A análise de diferentes parâmetros físico-químicos permite acompanhar a evolução da maturação e apoiar a definição do momento mais adequado para a vindima, em função das características pretendidas para o produto final.
Os dados e resultados do Plano de Controlo da Maturação 2026, incluindo a evolução dos parâmetros analisados e as previsões de vindima por sub-região, estão disponíveis para consulta.
Consulte o estudo completo em: geoportal.ccdr-n.pt
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