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Forcados Amadores de Monsaraz: vinte e dois anos a honrar a terra e a palavra

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Em 2004, nasceu em Monsaraz um grupo de homens decidido a assumir uma responsabilidade maior do que eles próprios: perpetuar a tradição da forcadagem com verdade, coragem e identidade alentejana. Hoje, em 2026, celebram-se vinte e dois anos de actividade dos Forcados Amadores de Monsaraz — dezasseis anos de entrega total, de suor na arena e de fidelidade a um compromisso que não se escreve, cumpre-se.

Monsaraz não é apenas cenário. É raiz. A vila muralhada, virada para o grande lago do Alqueva e para o horizonte sem fim do Alentejo, molda homens de carácter firme. Ali, a palavra dada tem peso. E quando um forcado veste a jaqueta com o emblema de Monsaraz ao peito, leva consigo mais do que um símbolo — leva uma comunidade inteira.

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O vídeo que assinala estes dezasseis anos é mais do que um desfile de pegas bem conseguidas. É uma narrativa de crescimento. Vêem-se as primeiras formações, os rostos ainda jovens, a aprendizagem feita com humildade. Vê-se a consolidação, as noites de treino, os momentos de dúvida, as lesões superadas, os regressos determinados. E vê-se, acima de tudo, a maturidade de um grupo que soube ganhar o seu espaço com trabalho e seriedade.

A forcadagem é um acto colectivo. Há um homem que avança para a cara do toiro, é certo. Mas atrás dele estão sete que sustentam a decisão, que garantem que a coragem individual se transforma em força de grupo. É essa união que o vídeo capta com particular nitidez: os olhares antes da investida, o silêncio concentrado, o abraço depois da pega concretizada. A confiança absoluta uns nos outros.

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Ao longo destes dezasseis anos, os Forcados Amadores de Monsaraz enfrentaram ganadarias exigentes, pisaram praças emblemáticas, representaram a sua terra com dignidade. Conheceram triunfos claros e momentos difíceis — porque a arena não perdoa erros. Mas levantaram-se sempre. E essa capacidade de superação é talvez a maior marca do grupo.

Importa lembrar que a forcadagem portuguesa é singular no universo taurino. Não há armas, não há morte na arena. Há confronto frontal, técnica, coragem física e domínio emocional. Há risco real, assumido de peito aberto. E há uma estética de bravura que distingue Portugal e que encontra, em grupos como o de Monsaraz, uma expressão autêntica.

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Mais do que um percurso desportivo, estes dezasseis anos representam um legado. Muitos dos fundadores já passaram o testemunho. Novos forcados vestem agora a jaqueta com a mesma responsabilidade. A tradição não se cristaliza — renova-se.

Em 2026, celebrar dezasseis anos é afirmar que a aposta feita em 2010 foi acertada. Que houve visão, determinação e amor à arte. Que Monsaraz continua a gerar homens dispostos a avançar quando o clarim soa.

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Porque ser forcado não é procurar protagonismo. É honrar um grupo, uma terra e uma história.

E há dezasseis anos que Monsaraz honra essa história dentro da arena.

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Foto: Daniela Sádio

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Museu Municipal de Santiago do Cacém com projeto de modernização a rondar um milhão de euros – Câmara Municipal de Santiago do Cacém

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Museu Municipal de Santiago do Cacém com projeto de modernização a rondar um milhão de euros – Câmara Municipal de Santiago do Cacém












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«O turismo de massa que atravessa o Gerês é o visitante que vai ver e vai dizer …

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«O turismo de massa que atravessa o Gerês é o visitante que vai ver e vai dizer “fui ao Gerês”; não tem a noção de natureza, não tem a cultura de amor pela floresta e pelas aves».

A afirmação é de Maria de Lurdes Serpa Carvalho, diretora da CCDR do Algarve, numa conversa sobre o único parque nacional do país – Peneda-Gerês -, uma paisagem sob forte pressão, marcada por problemas como o turismo massificado, a perda de habitats e a descaracterização do património construído.

Esta foi uma das ideias partilhadas durante a apresentação do livro «Peneda-Gerês», de Miguel Brandão Pimenta, que realçou o crescimento das empresas ligadas ao turismo, mas alertou também para uma avalancha de pessoas que «invadem» aquelas zonas e «não deixam nada a não ser lixo.»

Assista ao debate completo no YouTube da Fundação, numa sessão que contou também com o biólogo Jorge Palmeirim: https://www.youtube.com/watch?v=We_JYPKax8k




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Piscinas Municipais de Santiago do Cacém encerradas ao público – Câmara Municipal de Santiago do Cacém

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Piscinas Municipais de Santiago do Cacém encerradas ao público – Câmara Municipal de Santiago do Cacém











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Neste Dia Nacional do Ar, a Vice-Presidente Gabriela Leite partilha a visão e as…

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Neste Dia Nacional do Ar, a Vice-Presidente Gabriela Leite partilha a visão e as prioridades da CCDR NORTE para a qualidade do ar na nossa Região.

A CCDR NORTE tem um papel ativo na monitorização, na avaliação de impacte ambiental e na promoção de políticas alinhadas com a transição para uma economia mais sustentável.
Esta data reforça a importância da qualidade do ar para a saúde pública, o ambiente e a qualidade de vida.

Assista e saiba mais!




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