Segurança
GNR regista mais de 4.100 infrações por uso de telemóvel no primeiro trimestre

A Guarda Nacional Republicana (GNR) detetou 4.179 infrações por manuseamento de telemóvel ao volante nos primeiros três meses de 2026, alertando para um aumento “alarmante” da tendência nos últimos meses.
Embora o acumulado do trimestre apresente uma descida face a 2025, ano que atingiu o valor mais alto do último triénio com mais de 18.600 casos, a autoridade manifesta preocupação com a subida acentuada registada em março. Só no último mês, foram contabilizadas 1.688 infrações, o que representa um crescimento de 61,8% em relação a janeiro deste ano. Os distritos do Porto, Lisboa e Aveiro continuam a liderar o volume de ocorrências no território nacional.
Para combater este comportamento de risco, que anula a atenção necessária à condução, a GNR recomenda a utilização estrita de sistemas mãos-livres e a definição prévia de percursos em GPS. A autoridade reforça ainda a importância de imobilizar o veículo em local seguro caso seja necessário ler mensagens ou realizar chamadas, mantendo o foco exclusivo na segurança rodoviária.
Nisa
Trilhos de Nisa: Saiba quais estão abertos e quais estão fechados por segurança

A Câmara Municipal de Nisa emitiu um aviso de interdição temporária de grande parte da sua rede de trilhos, mantendo apenas cinco percursos operacionais para os praticantes de pedestrianismo.
Atualmente, os únicos trajetos seguros e abertos ao público são os Trilhos do Conhal (PR4), À Descoberta de S. Miguel (PR5), os Trilhos da Mina de Ouro do Conhal (PR9), o Roteiro das Fontes (PR10) e a etapa de Nisa do Caminho Português Interior de Santiago (GR 40).
Por oposição, encontram-se indisponíveis rotas emblemáticas como os Trilhos das Jans (PR1), o Descobrir o Tejo (PR2) e o Trilho da Barca d’Amieira (PR11), entre outros, devido à necessidade de garantir a integridade física dos utilizadores após a degradação de infraestruturas causada pelas condições climatéricas recentes.
Juventude
Nisa: GNR e CPCJ unem-se em campanha contra os maus-tratos na infância

O Comando Territorial de Portalegre da GNR, através da Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário de Nisa, associou-se à Campanha de Prevenção de Maus-Tratos na Infância.
A iniciativa foi promovida pela Câmara Municipal de Nisa em colaboração com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).
O momento central da ação foi a criação de um Laço Azul Humano, símbolo internacional da consciencialização para esta causa, sob o lema “Serei o que me deres, que seja amor”.
A atividade teve como objetivo sensibilizar a comunidade para a importância da proteção dos direitos dos menores e para a prevenção de comportamentos de risco, reforçando o compromisso das autoridades e instituições locais com o bem-estar das crianças e jovens do concelho.
Segurança
GNR: Condução sem habilitação legal disparou mais de 9% em 2025

A GNR registou 7.525 infrações por falta de carta de condução no ano passado, o que representa um aumento de 9,29% (mais 1.279 crimes) face a 2024. Os dados revelam uma inversão na tendência de descida que se tinha verificado no ano anterior, com 72% dos distritos a registarem agora um aumento de ocorrências.
Setúbal e Faro lideram as subidas mais acentuadas, com crescimentos de 29,4% e 17,9%, respetivamente, seguidos pelo Porto, que contabilizou o maior número absoluto de casos (1.005). Segundo a GNR, quase 45% dos infratores têm entre 25 e 40 anos, indicando que o problema afeta sobretudo faixas etárias economicamente ativas. A maioria das infrações ocorre em arruamentos e estradas nacionais, estando frequentemente associada a outros comportamentos de risco e acidentes.
A força de segurança alerta que conduzir sem habilitação legal é um crime punível por lei, abrangendo tanto quem nunca obteve o título como condutores que deixaram expirar a validade da carta há mais de 10 anos. No corrente ano, entre janeiro e 22 de abril, já foram contabilizados 2.373 crimes desta natureza.
Juventude
União Europeia exige verificação de idade nas redes sociais até ao final do ano

A Comissão Europeia instou os Estados-membros a implementarem, até ao final de 2026, sistemas de verificação de idade nas redes sociais para proteger menores.
A solução baseia-se num modelo de aplicação de código aberto que permite aos utilizadores comprovar que atingem a idade mínima exigida sem revelar a sua identidade, data de nascimento ou dados de documentos pessoais às plataformas digitais.
Este sistema, inspirado na tecnologia dos certificados digitais de saúde, garante a interoperabilidade em todo o espaço europeu, evitando que cada país crie regras diferentes. Os governos nacionais podem agora optar por lançar uma aplicação autónoma ou integrar esta funcionalidade na Carteira de Identidade Digital da UE, cuja implementação é obrigatória até ao final deste ano.
O objetivo de Bruxelas é que este modelo anónimo se torne um padrão global, assegurando a segurança dos menores no mercado único digital sem comprometer a privacidade dos cidadãos.
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