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Agricultura

Governo mantém tarifa do Alqueva e avança com ligação entre Monte da Rocha e Santa Clara

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O Governo português aprovou um novo despacho que redefine as regras de utilização de água no Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA), estabelecendo um equilíbrio entre a proteção económica dos produtores e a necessidade de gestão sustentável dos recursos hídricos. A principal garantia dada pelos Ministérios das Finanças, Ambiente e Agricultura é a manutenção da tarifa base para os volumes de água contratualizados, assegurando estabilidade e previsibilidade aos agricultores num contexto de elevada pressão sobre o setor. Esta decisão é acompanhada pelo fim da tarifa reduzida que vigorou nos primeiros anos de exploração, uma vez que a fase de incentivo à adesão ao regadio é considerada ultrapassada face à consolidação do sistema.

A grande inovação deste modelo reside no aumento da flexibilidade operacional, com o limite máximo de consumo por cultura a subir de 110% para 125% em relação ao volume contratado. Esta margem adicional permite aos agricultores responder com maior eficácia a imprevistos climatéricos ou necessidades específicas de produção, embora o consumo que exceda o contrato passe a estar sujeito a um sistema de escalões progressivos. Estes coeficientes de agravamento, que podem atingir os 400% na utilização mais intensiva, funcionam como um sinal económico claro para desincentivar o desperdício e valorizar cada metro cúbico de água.

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Além da gestão tarifária, o executivo anunciou o reforço da disponibilidade hídrica com a libertação de até 100 hm³ adicionais para satisfazer a crescente procura agrícola, industrial e pública. O plano estratégico inclui ainda investimentos em infraestruturas críticas, como a regularização de caudais em afluentes do Guadiana e a interligação entre as albufeiras do Monte da Rocha e de Santa Clara. Com estas medidas, o Governo pretende aumentar a resiliência do sistema de Alqueva, garantindo que o maior reservatório de água da Europa continue a ser o motor do desenvolvimento regional de forma sustentável.

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Agricultura

CONFAGRI exige paridade no desconto aos combustíveis para travar crise no setor agrícola

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A Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas (CONFAGRI) exige que o Governo aplique ao gasóleo agrícola os mesmos descontos atribuídos aos combustíveis rodoviários, visando mitigar o impacto do recente aumento dos custos de produção.

A organização classifica como discriminatória a exclusão do setor primário das medidas de compensação recentemente adotadas para a gasolina e o gasóleo de transporte. De acordo com os dados da confederação, o preço do gasóleo colorido e marcado sofreu um agravamento de aproximadamente 20 cêntimos por litro desde o início da instabilidade militar no Médio Oriente. Com a previsão de novos aumentos já para a próxima semana, a CONFAGRI alerta que a ausência de apoios específicos coloca em causa a viabilidade económica de diversas explorações.

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Nuno Serra, secretário-geral da estrutura, sublinha que o preço atual do combustível agrícola em Portugal já era excessivo, especialmente quando comparado com os valores praticados em Espanha, o que retira competitividade aos produtores nacionais. O dirigente afirma que a situação se tornou incomportável para o setor agroalimentar e defende que o tratamento desigual face ao gasóleo rodoviário é injustificável.

Nesse sentido, a confederação endereçou ao Executivo um pedido formal para a criação de um apoio extraordinário destinado ao gasóleo “verde”.

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Agricultura

Horta de março: O “check-up” vital dos morangueiros

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Se tem morangueiros no quintal ou em vasos na varanda, esta semana é decisiva. Com a subida das temperaturas típicas da primavera alentejana, a planta prepara-se para o grande esforço de floração, mas precisa de “limpar a casa” primeiro.

Para garantir uma colheita farta, o primeiro passo consiste numa rigorosa limpeza de inverno. Deve remover manualmente todas as folhas secas, castanhas ou que apresentem manchas avermelhadas, uma vez que estas folhagens antigas servem de refúgio ideal para fungos e pragas que, se não forem travados agora, atacarão impiedosamente os frutos no mês de maio.

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A par da limpeza, é fundamental assegurar uma drenagem eficaz, pois o morangueiro é particularmente sensível ao excesso de humidade nas raízes, os chamados “pés encharcados”. Caso note que a terra se apresenta demasiado compacta devido às chuvas recentes, utilize um pequeno ancinho para arejar o solo em redor da planta com cautela, evitando sempre danificar o sistema radicular.

Por fim, mantenha uma vigilância apertada sobre os estolhos, aqueles “fios” longos que começam a surgir nesta época. A recomendação dos especialistas é clara: corte-os de imediato. Nesta fase crítica de desenvolvimento, o objetivo é que a planta concentre toda a sua energia no fortalecimento da raiz e na futura floração, em vez de dispersar recursos na criação de novas plantas “filhas”.

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Se conseguir, aplique uma pequena camada de palha ou caruma de pinheiro por baixo das folhas. No Alentejo, isto ajuda a manter a humidade nos dias de calor que se aproximam e evita que os morangos toquem diretamente na terra quando crescerem, impedindo que apodreçam.

Sabia que…?
O Alentejo tem condições ótimas para o morango devido à grande exposição solar, o que aumenta o teor de açúcar (Grau Brix) do fruto. Um morango bem cuidado em março será um “rebuçado” natural em junho!

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Agricultura

Faturação do setor vinícola sobe para 1.300 milhões de euros

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As principais empresas do setor do vinho em Portugal registaram um crescimento de 2% na faturação em 2025, contrariando a tendência de queda acentuada no volume de produção e o recuo nas exportações.

A análise da Informa D&B revela que, embora as receitas agregadas tenham atingido os 1.300 milhões de euros, o saldo comercial do setor sofreu uma ligeira erosão. As exportações fixaram-se nos 954 milhões de euros, representando uma descida de 1,2% face ao ano anterior, enquanto as importações escalaram 7%, atingindo os 165 milhões de euros. O superavit comercial situou-se, assim, nos 789 milhões de euros. No mercado externo, o vinho licoroso continua a ser o principal motor, com o Vinho do Porto a garantir mais de 31% do valor total exportado para destinos preferenciais como França, Estados Unidos, Reino Unido e Brasil.

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O panorama produtivo apresenta desafios com as estimativas do Instituto da Vinha e do Vinho a apontarem para uma colheita de 6,2 milhões de hectolitros na campanha 2025-2026. Este valor representa um decréscimo de 10,5% em relação ao período homólogo, acentuando a trajetória de queda já verificada anteriormente. Esta redução na produtividade é acompanhada por uma contração na superfície vitícola nacional, que recuou 5% em 2024, abrangendo agora cerca de 171.300 hectares.

Apesar da conjuntura produtiva adversa, o número de operadores no mercado tem registado um crescimento constante, contabilizando-se 1.430 empresas no ativo em 2024. No entanto, esta dinâmica empresarial não se traduziu num aumento do emprego direto, que sofreu uma retração de 0,8%. Atualmente, o setor garante trabalho a cerca de 12 mil profissionais, apresentando uma estrutura média de oito funcionários por unidade empresarial.

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Agricultura

Azambuja inicia reparação urgente de infraestruturas destruídas pelas cheias

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O Presidente da Câmara da Azambuja, Silvino Lúcio, anunciou que as obras de emergência para recuperar as vias e taludes afetados pelo mau tempo arrancam esta segunda-feira, contando com financiamento da Agência Portuguesa do Ambiente.

A prioridade imediata recai sobre a estrada de acesso ao Palácio da Azambuja, onde a força das águas abriu um rombo de 30 metros. Graças ao regime de calamidade, o município poderá realizar ajustes diretos até 500 mil euros para acelerar os trabalhos. José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), confirmou que a entidade irá assegurar o financiamento e o apoio técnico desta intervenção prioritária.

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O alagamento persistente dos campos está a impedir o início das sementeiras de milho e tomate, culturas vitais para a região. Silvino Lúcio aponta que este cenário é agravado por décadas de “algum abandono” na manutenção dos diques e sistemas hidráulicos que atravessam o território desde Rio Maior até ao Cartaxo.

Apesar dos estragos, a APA defende que o sistema hidráulico nacional resistiu a um fenómeno “absolutamente excecional” de três semanas de precipitação intensa. No entanto, o autarca e as associações de agricultores locais reiteram que a escala dos danos exige um plano de investimento nacional coordenado, alegando que os municípios não possuem capacidade técnica nem financeira para assegurar a resiliência das infraestruturas agrícolas face a futuros eventos extremos.

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