Portugal
Há homens que não morrem enquanto houver quem os escute

Hoje morreu Luís Represas.
Escrevo estas palavras com um peso que dificilmente consigo explicar. Não porque Portugal tenha perdido apenas um dos seus maiores músicos. Escrevo-as porque sinto que perdi um homem cuja presença foi cruzando, de forma quase inexplicável, vários momentos da minha própria vida.
Conheci Luís Represas pouco tempo depois de um dos episódios mais marcantes da minha carreira como jornalista: o massacre do Cemitério de Santa Cruz, em Díli. Regressava de um tempo em que a violência parecia ter substituído a humanidade e, curiosamente, encontrei um homem que procurava precisamente o contrário: devolver esperança através da música.
Lembro-me de ser um período particularmente delicado da sua vida. Apesar disso, nunca lhe ouvi uma palavra de revolta. Havia uma serenidade difícil de explicar, como se acreditasse que a música pudesse dizer aquilo que as palavras já não conseguiam.
Pouco tempo depois surgiu o desafio lançado pelo então Presidente da República para escrever uma canção que marcaria esse tempo. Recordo-me de olhar para aquele momento e perceber que alguns artistas não são apenas intérpretes da sua época; tornam-se parte da memória de um país.
Ao longo das décadas, as nossas vidas continuaram a cruzar-se.
Muitas vezes foi por razões profissionais. Eu estava a fazer a cobertura de um evento; ele chegava para subir ao palco. Cumprimentávamo-nos com a naturalidade de quem já não precisa de apresentações. Bastavam poucos minutos de conversa para perceber que o tempo não lhe tinha retirado aquilo que mais admirava nele: a simplicidade.
Mas houve encontros ainda mais curiosos.
Daqueles improváveis que a vida, por vezes, oferece. Lugares onde ninguém esperaria encontrar Luís Represas e onde, de repente, lá estava ele. Sorridente. Disponível. Sem pressas. Como se a fama fosse apenas um detalhe da sua existência e nunca a sua identidade.
Esses encontros ensinaram-me mais sobre o homem do que muitos concertos ensinaram sobre o artista.
Vivemos numa época em que tantas figuras públicas parecem construir personagens para sobreviver à exposição mediática. Luís Represas nunca precisou disso. Era exatamente a mesma pessoa diante de milhares de espectadores ou numa conversa tranquila, longe dos holofotes.
Talvez seja essa a razão pela qual tantas gerações se reconheceram na sua música.
Não cantava para impressionar.
Cantava para chegar às pessoas.
E chegava.
Hoje, quando releio as notícias da sua partida, dou por mim a recordar não apenas a voz que encheu teatros, nem apenas o músico extraordinário que marcou a história da música portuguesa.
Recordo o homem.
A forma como olhava nos olhos quando conversava. A tranquilidade com que escutava. A educação, cada vez mais rara, com que tratava todos, independentemente da importância que tivessem.
Há artistas que deixam discos.
Outros deixam prémios.
Luís Represas deixa muito mais do que isso.
Deixa uma forma de estar. Uma maneira de compreender que o talento nunca precisa de ser maior do que a humanidade.
Hoje Portugal despede-se de um dos seus maiores músicos.
Eu despeço-me de alguém que tive o privilégio de encontrar em diferentes momentos da vida e que, em todos eles, confirmou exatamente aquilo que o público via em palco: um homem íntegro, generoso e profundamente humano.
As vozes calam-se.
As canções ficam.
E algumas pessoas, mesmo depois de partirem, continuam a acompanhar-nos em silêncio.
Adeus, Luís.
Obrigado pela música.
Obrigado pela amizade possível.
E obrigado por nos lembrares, ao longo de tantos anos, que a maior obra de um artista é, afinal, a pessoa que escolhe ser
Portugal
«Quando, já adultos, nos tentamos recordar da nossa brincadeira preferida em cri…

«Quando, já adultos, nos tentamos recordar da nossa brincadeira preferida em crianças, provavelmente pensamos numa brincadeira ao ar livre, com amigos, sem supervisão e em que havia algum tipo de risco envolvido. No entanto, as brincadeiras arriscadas, aquelas que as crianças consideram excitantes e emocionantes e que implicam incerteza e risco de se magoarem, têm vindo a diminuir ao longo das gerações.»
Neste artigo, no site da Fundação, a cientista do desporto Rita Cordovil explica como as férias de verão são uma oportunidade para os pais incentivarem os filhos a explorarem novos ambientes e a correrem alguns riscos. E como isso é essencial para o seu desenvolvimento: https://ffms.pt/pt-pt/atualmentes/criancas-devem-aproveitar-o-verao-para-explorar-e-arriscar
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CM Vagos / Ventos a Brincar

Durante o mês de junho, o Museu do Brincar convida as crianças e famílias a construir um moinho de vento que ficará “a crescer” no Jardim dos Moinhos MDB. Em julho, todos os moinhos darão origem a uma instalação coletiva no museu. Uma atividade que promove a criatividade, a participação e o envolvimento das famílias num projeto colaborativo.
Atividade gratuita incluída na visita ao Museu do Brincar.
Mais informações nas redes sociais do Museu do Brincar:
@omuseudobrincar
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CM Vagos / Formação + Próxima: À descoberta do Rio Boco

O Turismo de Portugal e o Município de Vagos promovem, nos dias 6 de junho de 2026, a formação “À Descoberta do Rio Boco:flora e fauna”, que terá como ponto de encontro a Quinta do Ega
A ação, com 5 horas de duração, pretende mostrar como a Inteligência Artificial pode apoiar as empresas, através da exploração de ferramentas como ChatGPT, Gemini e Microsoft Copilot, e da criação de conteúdos e automatização de tarefas.
Destinada a profissionais da Hotelaria, Turismo, Comércio, Restauração e outros interessados, a formação abordará:
- Reconhecer o Rio Boco como ecossistema vivo
- Identificar espécies-chave de fauna e flora do Rio Boco
- Desenvolver competências de observação direta no terreno
- Compreender as relações ecológicas entre água, solo, plantas e animais no ecossistema ribeirinho
- Reconhecer ameaças e pressões ambientais locais (poluição, espécies invasoras, alterações humanas)
- Promover atitudes de valorização e proteção do rio enquanto recurso natural e produto turístico
Os participantes terão direito a certificado, mediante presença mínima de 90%.
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CM Vagos / FaaVa – Feira de Artesanato e Antiguidades de Vagos

O Município de Vagos, em parceria com o Núcleo Empresarial de Vagos (NEVA), irá realizar, no próximo dia 7 de junho de 2026, mais uma edição da FaaVa – Feira de Artesanato e Antiguidades de Vagos. O evento decorre entre as 09h00 e as 18h00, na Pérgola de Vagos, no centro da vila, com entrada livre.
A iniciativa tem como principal objetivo valorizar o artesanato e promover os valores patrimoniais, culturais e turísticos do concelho de Vagos, reunindo artesãos, colecionadores e visitantes num ambiente de partilha e descoberta.
Nesta edição, com enfoque na temática do Dia da Criança, apresentamos um programa multidisciplinar para todas as famílias: “FaaVas Contadas” (Hora do Conto), a oficina de artes “FaaVaZoológico”, a performance teatral “É Hora de Brincar!” e ainda um momento musical no Palco FaaVa com “Canções d´Encantar”.
Não irão faltar as pinturas faciais, insufláveis, animação itinerante, jogos tradicionais, jogo de xadrez gigante, jogos de tabuleiro e, ainda, pipocas, algodão doce e bolacha americana.
Para além do programa de animação, será possível visitar os expositores habituais de artesanato, antiguidades e colecionismo, reforçando a identidade deste certame enquanto espaço de promoção de artes e ofícios.
Mais do que um evento, a FaaVa afirma-se como um ponto de encontro da comunidade, onde tradição, criatividade e convívio se cruzam.
No dia 7…. Vamos todos à FaaVa!
Esperamos por si!
PROGRAMA
09h00 – Abertura da FaaVa
10h30 – FaaVas Contadas | Hora do Conto
11h00 – FaaVaZoológico | Oficina de Artes
12h00 – É Hora de Brincar! | Performance Teatral
15h00 – FaaVaZoológico | Oficina de Artes
16h00 – É Hora de Brincar! | Performance Teatral
17h00 – Canções d´Encantar | Palco FaaVa
18h00 – Encerramento da FaaVa
Durante todo o dia:
Animação de Rua
Insufláveis
Jogos Tradicionais
Jogo de Xadrez Gigante
Jogos de Tabuleiro
Pinturas Faciais
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