Juventude
IAC registou quase 3500 pedidos de ajuda em 2025 devido a crise de saúde mental

O Instituto de Apoio à Criança (IAC) recebeu cerca de 3500 pedidos de auxílio no último ano, motivados sobretudo por sofrimento psicológico, pressão escolar e isolamento social entre adolescentes, revelou a instituição à Lusa.
Ao assinalar o seu 43.º aniversário este sábado, o instituto destacou uma tendência crescente de contactos por parte de jovens entre os 14 e os 18 anos. Segundo Anabela Reis, do departamento de comunicação do IAC, o recurso ao WhatsApp tem-se intensificado, uma vez que muitos adolescentes sentem relutância ou vergonha em partilhar os seus problemas diretamente com os encarregados de educação.
Entre as principais causas de angústia figuram a ansiedade com o desempenho académico, a incerteza sobre o futuro profissional no ensino secundário e o impacto negativo das redes sociais. A instituição manifestou ainda particular preocupação com o aumento de comportamentos autolesivos, que estão a surgir em idades cada vez mais precoces, afetando agora crianças de 12 e 13 anos.
Para além das questões emocionais, o volume total de pedidos abrange também situações de vulnerabilidade social, conflitos familiares e a necessidade de apoio jurídico. Em resposta a esta realidade, o IAC prepara o lançamento de novos canais de comunicação direta para promover a participação infantil e a partilha de informações sobre o quotidiano dos mais jovens.
A organização reforçou ainda a sua intervenção na região Centro, afetada pela tempestade Kristin, através da criação de um serviço de apoio psicológico online especializado para situações de crise. Em comunicado, o presidente do IAC, Manuel Ataíde Coutinho, reiterou a urgência na proteção dos menores, sublinhando que as perdas sofridas durante a infância são frequentemente irrecuperáveis.
Alentejo
Sport Arronches e Benfica: Sub-16 alcança feito histórico

Foto: Facebook Sport Arronches e Benfica
Depois de se sagrarem campeões distritais, jovens do Sport Arronches e Benfica alcançam também o título de vencedores da Taça da Associação de Futebol de Portalegre.
Este domingo, dia 10, a equipa de Sub-16 conquistou um feito notável para o clube ao vencer a Taça da Associação de Futebol de Portalegre, defrontando o FC Monfortense. A equipa de Monforte saiu derrotada por 0-1, na final da Taça, que decorreu no Estádio Municipal Cândido Oliveira, em Fronteira.
Esta vitória vem juntar-se à da final do Campeonato Distrital de Sub-16, onde os jovens de Arronches se sagraram campeões num jogo frente ao Sport Clube Estrela, que decorreu no passado dia 3 de maio. Os juvenis arronchenses venceram a equipa portalegrense por 1-4, fora de casa, tornando-se, pela primeira vez, Campeões Distritais da Associação de Futebol de Portalegre neste escalão.
Juntando as duas conquistas da equipa, o Sport Arronches e Benfica alcançou uma “dobradinha” histórica para os Sub-16 e para o clube. Trata-se da primeira vez que uma equipa de futebol de 11 dos escalões de formação do clube alcança, na mesma época, as duas vitórias.
Este feito mereceu o reconhecimento público por parte do Município de Arronches, que esta terça-feira veio felicitar oficialmente os jogadores, bem como os técnicos e o clube.
Juventude
Nisa: GNR e CPCJ unem-se em campanha contra os maus-tratos na infância

O Comando Territorial de Portalegre da GNR, através da Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário de Nisa, associou-se à Campanha de Prevenção de Maus-Tratos na Infância.
A iniciativa foi promovida pela Câmara Municipal de Nisa em colaboração com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).
O momento central da ação foi a criação de um Laço Azul Humano, símbolo internacional da consciencialização para esta causa, sob o lema “Serei o que me deres, que seja amor”.
A atividade teve como objetivo sensibilizar a comunidade para a importância da proteção dos direitos dos menores e para a prevenção de comportamentos de risco, reforçando o compromisso das autoridades e instituições locais com o bem-estar das crianças e jovens do concelho.
Juventude
União Europeia exige verificação de idade nas redes sociais até ao final do ano

A Comissão Europeia instou os Estados-membros a implementarem, até ao final de 2026, sistemas de verificação de idade nas redes sociais para proteger menores.
A solução baseia-se num modelo de aplicação de código aberto que permite aos utilizadores comprovar que atingem a idade mínima exigida sem revelar a sua identidade, data de nascimento ou dados de documentos pessoais às plataformas digitais.
Este sistema, inspirado na tecnologia dos certificados digitais de saúde, garante a interoperabilidade em todo o espaço europeu, evitando que cada país crie regras diferentes. Os governos nacionais podem agora optar por lançar uma aplicação autónoma ou integrar esta funcionalidade na Carteira de Identidade Digital da UE, cuja implementação é obrigatória até ao final deste ano.
O objetivo de Bruxelas é que este modelo anónimo se torne um padrão global, assegurando a segurança dos menores no mercado único digital sem comprometer a privacidade dos cidadãos.
Educação
Governo estuda proibição de smartphones no 3.º ciclo e secundário

O Ministério da Educação vai lançar esta semana um inquérito aos diretores escolares para avaliar o impacto da restrição do uso de telemóveis nos alunos mais novos, decidindo apenas durante as férias de verão se a medida será alargada aos restantes anos de escolaridade.
O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, que remeteu para o final do ano letivo a decisão sobre o eventual bloqueio dos dispositivos móveis aos alunos mais velhos. Atualmente, a proibição já abrange o 1.º e 2.º ciclos (até ao 6.º ano), após inquéritos anteriores terem revelado benefícios significativos na socialização, na redução da indisciplina e em casos de bullying, além de um aumento da atividade física e da utilização das bibliotecas escolares.
Paralelamente à questão dos ecrãs, o Governo e os sindicatos continuam a discutir a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD). O foco atual recai sobre o novo modelo de concursos, que pretende simplificar o recrutamento através de dois procedimentos: um para vagas permanentes e outro, de caráter contínuo, para necessidades temporárias das escolas.
Um dos pontos de maior fricção continua a ser a mobilidade interna, mecanismo que permite aos professores aproximarem-se da residência. O Ministério propõe que esta oportunidade ocorra antes do arranque das aulas, integrada no concurso contínuo, para evitar “ultrapassagens” na graduação profissional. O processo negocial prossegue com o envio de novas versões do articulado às estruturas sindicais, estando prevista uma reunião técnica para a próxima segunda-feira e a conclusão deste dossiê a 14 de maio.
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