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Portugal

IPMA esclarece enquadramento legal e científico

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Na sequência das notícias publicadas em vários Órgãos de Comunicação Social sobre a atuação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) no âmbito da monitorização sanitária de moluscos bivalves no estuário do Tejo, importa esclarecer o seguinte:
Enquanto Laboratório de Estado e Laboratório Nacional de Referência para os recursos vivos marinhos, o IPMA exerce funções de classificação, monitorização e gestão das zonas de produção de moluscos bivalves exclusivamente dentro do quadro legal e regulamentar aplicável. A atuação do Instituto está estritamente definida pela legislação nacional e pelos regulamentos da União Europeia, não lhe sendo permitido exercer qualquer poder discricionário para além do que se encontra estabelecido na Lei.
Importa igualmente sublinhar que o IPMA não possui competências em matéria de fiscalização da atividade de pesca ou de apanha, nem sobre os circuitos de comercialização de bivalves, matérias que são da responsabilidade das autoridades de fiscalização, regulação e policiais competentes.
A classificação da amêijoa-japonesa (Ruditapes philippinarum) no estuário do Tejo foi realizada em estrita conformidade com a legislação nacional e com os regulamentos europeus aplicáveis, designadamente o Decreto-Lei n.º 68/2012 e a Portaria n.º 1421/2006. A própria atividade de apanha desta espécie encontra-se legalmente enquadrada em Portugal, estando regulamentada pela Portaria n.º 1228/2010 e pelo regime aplicável às espécies invasoras previsto no Decreto-Lei n.º 92/2019.
No estuário do Tejo encontram-se definidas duas zonas de produção de bivalves:
• ETJ1 – Jusante da Ponte Vasco da Gama, onde algumas espécies podem ser apanhadas, desde que sujeitas a tratamento sanitário obrigatório antes do consumo;
• ETJ2 – Montante da Ponte Vasco da Gama, onde a captura e comercialização de bivalves se encontram interditas.
No âmbito do Sistema Nacional de Monitorização de Bivalves, a atribuição da classificação sanitária à amêijoa-japonesa na zona de produção ETJ1 baseou-se exclusivamente nos resultados analíticos obtidos, cumprindo integralmente os requisitos legais e regulamentares em vigor. Atualmente, esta espécie encontra-se interditada nessa zona, em conformidade com o Despacho n.º 6/DG/2026 da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. Por sua vez, a amêijoa-japonesa proveniente da zona ETJ2 não se encontra classificada, estando a sua apanha e captura interditas nos termos da legislação aplicável.
O IPMA dispõe de mecanismos de monitorização e de controlo no procedimento analítico que são aplicados de forma sistemática no âmbito do Sistema Nacional de Monitorização de Bivalves, assegurando a fiabilidade científica das análises realizadas e das decisões tomadas com base nesses resultados. Sempre que os resultados analíticos o exigem, o Instituto procede à reclassificação das zonas de produção ou à interdição da apanha, como aliás se comprova pelo histórico de medidas adotadas no estuário do Tejo.
Importa igualmente esclarecer que não existe qualquer reporte da autoridade competente de saúde relativo a casos de intoxicação atribuídos ao consumo de amêijoa proveniente da zona devidamente classificada do estuário do Tejo que tenha sido sujeita ao processamento sanitário obrigatório previsto na legislação, designadamente depuração ou transformação industrial.
Eventuais situações de apanha ou comercialização ilegal de amêijoa fora das zonas classificadas ou sem cumprimento dos procedimentos sanitários obrigatórios situam-se fora do âmbito das competências do IPMA, competindo a sua fiscalização às autoridades responsáveis.
O IPMA colaborou ativamente com o Ministério Público no âmbito da investigação em curso, tendo prestado todos os esclarecimentos técnicos solicitados e mantendo total disponibilidade para continuar a colaborar com as autoridades competentes.
Face ao exposto, não existe qualquer fundamento factual ou jurídico que permita imputar ao IPMA responsabilidade pela alegada atuação do agente económico referido na notícia. O Instituto limitou-se a exercer as suas competências estritamente técnicas e laboratoriais, nos termos definidos na legislação nacional e europeia aplicável, não detendo poderes de fiscalização sobre a apanha ou sobre os circuitos de comercialização de bivalves.
Comportamentos individuais que contrariem os procedimentos legais ou que ocorram à margem das zonas classificadas e dos circuitos autorizados não podem, por natureza, ser atribuídos ao sistema de monitorização científica nem às entidades responsáveis pela sua execução.
O IPMA reafirma o seu compromisso com o rigor científico, a transparência e o cumprimento do quadro legal, reiterando a credibilidade e a robustez do Sistema Nacional de Monitorização de Bivalves enquanto instrumento essencial de proteção da saúde pública e de gestão sustentável dos recursos marinhos.

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Portugal

Hoje assinala-se o Dia Europeu do Mar, uma data que destaca a importância estrat…

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Hoje assinala-se o Dia Europeu do Mar, uma data que destaca a importância estratégica do mar para o desenvolvimento sustentável, a economia e a coesão dos territórios costeiros, no mesmo dia em que se celebra o Dia da Marinha, em homenagem à chegada da esquadra de Vasco da Gama, à Índia.

Especialmente no Algarve, o mar é património natural, motor económico e elemento central da identidade regional. Da pesca ao turismo, da investigação científica à proteção dos ecossistemas marinhos, o oceano desempenha um papel essencial na vida da região.

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A CCDR Algarve sublinha a importância de promover políticas e iniciativas que conciliem valorização económica, sustentabilidade ambiental e preservação dos recursos marinhos.

Reforçamos o compromisso com um Algarve mais azul, resiliente e sustentável.

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#DiaEuropeuDoMar #CCDRAlgarve



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ANAFRE integra comissão independente para análise dos incêndios de 2025

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A ANAFRE passou a integrar a Comissão Técnica Independente criada pela Assembleia da República para analisar os incêndios de 2025, através da nomeação de dois membros do seu Conselho Diretivo.

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José Padrão, vice-presidente da ANAFRE, e Márcia Lima, vogal do Conselho Diretivo, passam a representar a associação nesta comissão, que reúne especialistas de diversas áreas.

A Comissão Técnica Independente tem como principais responsabilidades identificar os fatores que estiveram na origem dos incêndios, avaliar a capacidade de prevenção e resposta e apresentar recomendações que contribuam para reforçar a eficácia da atuação futura. Para a ANAFRE, esta integração reforça o compromisso da associação na representação das freguesias em matérias relacionadas com a proteção civil, a segurança das populações e o acompanhamento de políticas públicas com impacto direto nos territórios.

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Portugal

Estudantes portugueses abertos à dieta mediterrânica nas cantinas

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A docente Ada Rocha (terceira a contar da esq.), da FCNAUP, foi a coordenadora do projeto MedDietMenus4Campus em Portugal. Foto: DR

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Chegou ao fim o projeto de investigação MedDietMenus4Campus, desenvolvido em colaboração entre Portugal, Croácia e Turquia ao longo dos últimos três anos, com o objetivo de promover a Dieta Mediterrânica nas cantinas universitárias.

O projeto demonstrou que é possível integrar princípios da Dieta Mediterrânica em cantinas universitárias de forma viável, apelativa e bem aceite pelos estudantes”, resume Ada Rocha, docente da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) e coordenadora deste projeto de investigação, que teve o apoio das bolseiras de investigação Francisca Costa e Beatriz Neto.

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A apresentação pública final do projeto decorreu no dia 8 de maio, no Auditório Professor Norberto Teixeira Santos, na FCNAUP, uma das parceiras portuguesas deste projeto juntamente com o Instituto Politécnico de Lisboa-Escola Superior de Saúde de Lisboa, o ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa e o Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM).

O MedDietMenus4Campus poderá ser o ponto de partida para uma mudança nas cantinas universitárias. “Um dos aspetos mais relevantes do projeto foi demonstrar que os estudantes estão recetivos a opções alimentares mais saudáveis e sustentáveis, desde que estas sejam sensorialmente apelativas, acessíveis e integradas de forma natural no contexto das cantinas”, sustenta Ada Rocha.

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Ao longo dos três anos da investigação, foram implementados menus mediterrânicos nas universidades de Portugal parceiras deste projeto (incluindo na U.Porto através da FCNAUP), na Croácia (Universidade de Zagreb) e na Turquia (Universidade de Hacettepe), acompanhados por estratégias de marketing social e materiais educativos direcionados para a comunidade educativa.

Sabor, cheiro e aspeto influenciam escolhas

Em Portugal, os resultados mostraram uma aceitação globalmente positiva dos pratos implementados, particularmente ao nível do sabor, cheiro e aspeto visual. O projeto de investigação concluiu que fatores como o sabor, a familiaridade dos pratos e a forma como os alimentos são apresentados têm um papel determinante na escolha alimentar em contexto universitário”, esclarece Ada Rocha.

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O MedDietMenus4Campus desenvolveu um conjunto de receitas criadas pela chefe Anna Lins, com base na Dieta Mediterrânica, declarada como Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2010 pela UNESCO, que podem vir a ser replicadas nas cantinas de instituições de ensino superior.

Algumas das responsáveis do projeto MedDietMenus4Campus, junto à FCNAUP. Foto: DR

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Este projeto de investigação pode vir a “servir de referência para futuras intervenções em contexto universitário e contribuir para uma transformação gradual da oferta alimentar nas cantinas em Portugal, alinhando-a mais com os princípios da Dieta Mediterrânica e da sustentabilidade”, acredita Ada Rocha.

“Além disso, reforçou a importância das cantinas universitárias enquanto espaços privilegiados de promoção da saúde e de educação alimentar”, conclui.

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O conceito de Dieta Mediterrânica privilegia, entre outros fatores, o consumo de alimentos sazonais e de origem vegetal, de produtos frescos, o uso do azeite como principal fonte de gordura, de ervas aromáticas e frutos gordos (nozes, amêndoas, pinhões), de técnicas culinárias saudáveis e de convivialidade.

Em 2016, a FCNAUP foi a responsável científica pela produção da Roda da Alimentação Mediterrânica.

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Proibidos o trânsito e o estacionamento de viaturas na Rua Eng.º Costa Serrão, 26 de maio,UTA e VRVs – Câmara Municipal de Santiago do Cacém

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Proibidos o trânsito e o estacionamento de viaturas na Rua Eng.º Costa Serrão, 26 de maio,UTA e VRVs – Câmara Municipal de Santiago do Cacém






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