Portugal
Matosinhos, Abrantes e Sines querem rapidez na aplicação do fundo de transição energética


Matosinhos, Abrantes e Sines assinaram um memorando onde se comprometem a encetar todos os esforços para que o envelope financeiro disponibilizado por Bruxelas para os trabalhadores e empresas afetados pela transição energética seja aplicado sem atrasos, foi hoje divulgado.
Em comunicado, as três autarquias revelaram a assinatura de um memorando de entendimento onde defendem que o Fundo para uma Transição Justa (FTJ) deve ser aplicado atempadamente sob um “modelo de gestão eficiente”, que tenha “em consideração as realidades territoriais” e que “atenda às necessidades locais”.
Para os municípios, o FTJ deve concentrar-se “essencialmente nestes três territórios” porque “os concelhos de Abrantes, Matosinhos e Sines são os primeiros chamados a contribuir diretamente para que Portugal atinja os objetivos de descarbonização, assistindo ao encerramento de instalações industriais de grande dimensão: a refinaria de Leça da Palmeira [Matosinhos], a central do Pego [Abrantes] e a central de Sines”.
O comunicado de imprensa, divulgado pela Câmara de Matosinhos, no distrito do Porto, referiu também que as conversações entre a autarca matosinhense, Luísa Salgueiro, de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos e de Sines, Nuno Mascarenhas, todos socialistas, começaram há cerca de um mês e resultou na elaboração do memorando.
“No documento, os autarcas (…) defendem ‘a criação de mecanismos que garantam a segregação entre os fundos da política de coesão e o Fundo para a Transição Justa, assegurando que este último se deve aplicar em adicionalidade aos restantes fundos, nas economias locais e no sentido de alavancar uma transição económica e digital, mitigando os impactos negativos destas nas comunidades’”, pode ler-se.
Os autarcas pretendem ainda “assegurar que os programas operacionais regionais e o PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] contribuam para o reforço dos financiamentos disponíveis, em particular para os projetos municipais relacionados com a reconversão ambiental, social, energética e económica, considerando majorações para os incentivos a atribuir, quer a entidades públicas, quer do setor privado, sejam empresas ou entidades da economia social”.
Abrantes, Matosinhos e Sines comprometeram-se também a “garantir uma estreita cooperação entre as CCDR [Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional], os municípios, as comunidades intermunicipais e as comunidades onde estão inseridos e a “estabelecer mecanismos de cooperação que permitam a partilha de experiências e o desenvolvimento conjunto de projetos, sobretudo nas áreas da inovação, energia e produção de conhecimento”.
“Sempre que possível, os três municípios apresentarão candidaturas conjuntas a linhas de financiamento diretas da Comissão Europeia, associando-se a outros municípios europeus igualmente atingidos pelo encerramento de instalações industriais no setor energético”, sublinharam ainda.
A Galp desligou a última unidade de produção da refinaria de Matosinhos em 30 de abril, na sequência da decisão de concentrar as operações em Sines.
O encerramento da refinaria de Matosinhos, em abril, representa perdas de 5% do PIB em Matosinhos e de 1% na Área Metropolitana do Porto, segundo um estudo socioeconómico a que a Lusa teve acesso.
Os trabalhos de descomissionamento de Sines tiveram início em 15 de janeiro de 2021, mas o processo pode demorar cinco anos.
Em atividade desde 1985, a central a carvão da EDP, no distrito de Setúbal, contava com 107 trabalhadores diretos, aos quais foi proposto “um conjunto de diferentes opções”, desde, por exemplo, “a passagem a reforma ou pré-reforma ou o acesso a oportunidades de mobilidade dentro do grupo EDP”, adiantou fonte oficial da empresa, em janeiro.
A central do Pego, no distrito de Santarém, é a única central a carvão atualmente em atividade em Portugal cujo Contrato de Aquisição de Energia (CAE) cessa em 30 de novembro deste ano.
A reconversão da central motivou um desentendimento entre os acionistas. A TrustEnergy, acionista maioritária, queria reconverter a central num Centro Renovável de Produção de Energia Verde, projeto que, de forma faseada, implicará um investimento de 900 milhões de euros, considerando que “a melhor opção não será o desmantelamento da estrutura”.
A Endesa, segunda maior acionista da central a carvão do Pego, discorda da decisão de uma reconversão baseada na biomassa (queima de resíduos florestais) e quer que o Governo lance novo concurso e propõe um projeto de 600 milhões de euros.
Lusa
Portugal
Música, poesia e performance na última semana de cultura ao luar


Dois espetáculos audiovisuais, um deles com música eletrónica, ritmos clássicos da Índia e poesia de travo brasileiro são os principais destaques do programa da última semana das Noites no Pátio do Museu. Acontecem sempre à noite, a partir das 21h30, e o acesso é livre até ao limite de lotação do espaço. A entrada faz-se pelo Jardim da Cordoaria.
Logo no dia 21 de julho atravessaremos o Atlântico à boleia das palavras de Mário Quintana, uma das mais singulares vozes de poesia brasileira do século XX. Nascido há 120 anos, precisamente no mês de julho de 1906, na cidade de Alegrete, no Rio Grande do Sul, Quintana foi poeta, tradutor e jornalista, ou, conforme de autodefinia, “a inquieta voz do vento”.
Na voz do Colectivo de Poesia da U.Porto, a poesia de Mário Quintana mostrar-se-á enquanto luta com as palavras para as obrigar a dizerem aquilo que o poeta quer, segundo confessou numa entrevista publicada na Revista do Brasil. O tom e o modo ficou marcado logo desde a publicação, em 1940, de A rua dos cataventos, o seu primeiro livro de poesia, definindo-a como “lição de leitura” e “hora de recreio” em simultâneo.


A “Supplica” dos marinheiros e das famílias vai fazer-se ouvir no Pátio do Museu.
Dois dias depois, a 23 de julho, o Sitar Jugalbandi vai colocar “instrumentos em conversa”. Este grupo de música clássica da Índia é formado pelo casal de sitaristas Abhishek Adhikary e Murchana Adhikary Barthakur, que irão subir ao palco com o tablista Ibram Kashi e o vocalista Sali Musica Siva.
No âmbito da música indiana, o termo jugalbandi refere-se a um dueto de instrumentos melódicos, introduzindo esta mudança no formato clássico de um só instrumento solista acompanhado pela tabla. O duo já subiu ao palco da Casa Comum em 2024, tendo Murchana Adhikary Barthakur atuado já este ano no Palácio Presidencial da Índia, perante António Costa, Ursula von der Leyen e o presidente indiano.
No dia 24, sexta-feira, o pátio do museu vai ser ocupado por um espetáculo audiovisual que promete fazer-nos entrar na máquina do tempo a fim de revisitar uma tragédia com mais de 130 anos: numa tarde de fevereiro de 1892, uma tempestade, com particular impacto entre Aveiro e a Galiza, varreu o litoral e colheu, no mar, a vida de 105 pessoas das comunidades piscatórias entre a Póvoa de Varzim e da Afurada. Em terra, instalou-se o luto profundo. As festas populares esmoreceram, os trajes coloridos cederam lugar ao negro e os instrumentos musicais silenciaram-se. O mar, outrora sustento, tornou-se espelho da ausência.
É neste contexto que surge Supplica, um espetáculo audiovisual e imersivo que revisita o episódio, associando-o a uma experiência coletiva em que a música, a imagem e a palavra dão voz ao mar, aos náufragos e às famílias. O espetáculo foi criado por Helder Luís e estreou em fevereiro de 2026 na Igreja da Lapa, na Póvoa de Varzim.


Caberá a Dullmea encerrar, com chave de ouro, o programa das Noites no Pátio do Museu
No dia 25 de julho, sábado, entrar no Pátio do Museu equivalerá a ficar envolvido por paisagens sonoras que resultam da recomposição da voz por meios eletrónicos. Dullmea, que está a assinalar dez anos de percurso artístico, usará a figura feminina como fio condutor de Jano, um concerto que é também uma viagem histórica e literária por algumas figuras femininas pioneiras que habitam o nosso imaginário coletivo, mas cujas narrativas foram escritas, maioritariamente, por homens.
Deste modo ficará concluído o mês de programação que trouxe centenas de pessoas ao Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto, da enologia à etnografia, passando pela música de diferentes géneros e distintas proveniências geográficas e pela literatura.
Portugal
Queres estagiar nas Instituições da União Europeia?Entre julho e setembro estã…


Queres estagiar nas Instituições da União Europeia?
Entre julho e setembro estão abertas candidaturas para vários programas de estágio com início em fevereiro/março de 2027, incluindo o prestigiado Blue Book, da Comissão Europeia.
Para te ajudar a preparar a candidatura, o IEFP/EURES Portugal e o Centro de Informação Europeia Jacques Delors (CIEJD) promovem um webinar gratuito.
23 de julho
14h30
Duração aproximada: 90 minutos
Durante a sessão vais conhecer:
Os programas de estágio disponíveis;
Os requisitos de candidatura;
O processo de seleção;
O testemunho de um(a) ex-estagiário(a) do programa Blue Book (a confirmar).
Este webinar é para ti se:
• Tens, pelo menos, uma licenciatura;
• Dominas duas línguas oficiais da UE (uma delas inglês, francês ou alemão);
• Nunca realizaste um estágio ou trabalhaste mais de dois meses numa instituição da União Europeia.
Reserva já o teu lugar: https://bit.ly/EstagiarJul
As vagas são limitadas!
#iefp_portugal #EURES #UniãoEuropeia #BlueBook #Estágios #Emprego #Carreira #Juventude #Oportunidades

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A população idosa cresceu cinco vezes mais depressa do que a população ativa ent…


A população idosa cresceu cinco vezes mais depressa do que a população ativa entre 2024 e 2025. Há 2,76 pessoas em idade ativa por cada idoso, num retrato de uma população cada vez mais envelhecida.
Só as mães estrangeiras têm travado uma quebra ainda mais acentuada nos nascimentos, num contexto em que a fecundidade continua abaixo do limiar de renovação de gerações, fixado em 2,1 filhos por mulher.
Conheça a infografia baseada em dados reunidos pela Pordata, disponível no site da Fundação: https://ffms.pt/pt-pt/atualmentes/infografia/nunca-fomos-tantos-e-tao-diversos-retrato-de-um-pais-envelhecido-e-com-assimetrias-regionais

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Galiza e Norte de Portugal reforçam aposta conjunta na inovação e competitividad…


Galiza e Norte de Portugal reforçam aposta conjunta na inovação e competitividade
A Eurorregião Galiza–Norte de Portugal deu mais um passo decisivo para o futuro com o lançamento oficial do projeto MAISRIS3T e a assinatura do Roteiro de Implementação da RIS3T 2021-2027, durante o Fórum RIS3T, realizado na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.
Com um investimento de cerca de 971 mil euros e uma duração de três anos, o projeto pretende fortalecer um ecossistema de inovação mais integrado, colaborativo e sustentável, promovendo a cooperação entre empresas, universidades, centros de investigação e entidades públicas dos dois lados da fronteira.
A nova agenda estratégica contempla áreas-chave como:
Indústria, Mobilidade e Energia
Agroalimentar
Recursos e Economia do Mar
Saúde e Bem-Estar
Turismo e Indústrias Criativas
Para Álvaro Santos , Presidente da CCDR NORTE, a capacidade de inovar, cooperar e transformar conhecimento em desenvolvimento económico é hoje um fator essencial para a competitividade dos territórios. Já Carmén Cotelo Queijo, da GAIN, destacou a Eurorregião como um exemplo de sucesso de cooperação em inovação à escala europeia.
Através do MAISRIS3T, Galiza e Norte de Portugal reforçam a sua posição como território de referência na inovação, na captação de financiamento europeu e no desenvolvimento de projetos conjuntos que promovam crescimento sustentável, coesão territorial e competitividade internacional.
Saiba mais em https://www.ccdr-n.pt/







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