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Cultura

MÉRTOLA: Na placidez da paisagem natural sente-se o apelo que convida a uma caminhada…

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Sobranceira ao rio Guadiana, a vila de Mértola, oferece ao visitante o encanto do seu casario branco disposto no socalco das ruas adornadas de laranjeiras e iluminadas pela luz intensa do sol. O povoado circundado pela velha muralha é marcado pela herança cultural de vários povos que aqui se cruzaram e lhe conferem, hoje, o rótulo de vila museu. Aqui, as razões para uma visita e estadia são muitas. O concelho revela-se, hoje, um daqueles lugares de tradição aconchego e tranquilidade onde apetece ficar e desfrutar!

As Minas de São Domingos e a cascata do Pulo do Lobo colocaram Mértola no mapa, mas esta terra alentejana tem muito mais para visitar, sendo palco de uma mais ricas heranças históricas do Alentejo. Entre vestígios romanos e árabes vivem-se outros tempos. E dorme-se a olhar as estrelas.

Com vestígios que remontam ao Neolítico, o Concelho de Mértola apresenta, actualmente, sítios arqueológicos que nos permitem regressar ao passado sem a ajuda da máquina do tempo.

As escavações arqueológicas iniciadas em finais da década de setenta e as informações recolhidas no início do século pelo arqueólogo Estácio da Veiga deram a conhecer uma Mértola bem mais antiga do que as fontes escritas testemunhavam. Edifícios de grande monumentalidade permitem que qualquer visitante identifique a presença dos romanos na então Mirtilis e na Mina de S. Domingos.

Apesar da concentração de vestígios na Vila de Mértola (Criptopórtico, Torre Couraça, casa romana e vias romanas), podem também encontrar-se vestígios de menor dimensão em todo o Concelho.

Com a adopção do catolicismo pelos romanos, os cidadãos de Mértola acompanharam os sinais de mudança, facto testemunhado pelos vestígios arqueológicos representativos de locais de culto e enterramento na cidade (basílicas Paleocristãs do Rossio do Carmo e da Alcáçova onde se observa um baptistério octogonal).

Na Torre de Menagem do Castelo encontram-se expostas um conjunto de materiais arquitectónicos, dos Sécs. VI a IX, que atestam a presença dos visigodos neste território, onde se destaca colunas e pilastras recolhidas um pouco por todo o Concelho.

Com a invasão dos povos do Norte de África, liderados por Tarik em 711, Mértola ganha uma nova dinâmica, passando a ser o porto mais Ocidental do Mediterrâneo. A excepcional posição geográfica no último troço navegável do Guadiana será determinante para o crescimento e apogeu de Martulah. A cidade cresce e sobre o antigo Forúm romano é edificado um bairro almoada onde, depois de vinte anos de escavações, é possível identificar com clareza as habitações com os seus vários compartimentos, os tradicionais pátios centrais das casas árabes e as ruas. Tendo sido este, o período de maior dinamismo da urbe, Mértola apresenta hoje no Museu de Mértola um núcleo de Arte Islâmica, o que de mais representativo se pode conhecer dessa época.

No final do século XIX, com a descoberta do filão mineiro em S. Domingos o Concelho, em especial a margem esquerda do Guadiana conhece uma nova época de prosperidade, caracterizada principalmente por um acentuado crescimento demográfico. Em finais da década de cinquenta e à medida que a exploração mineira diminuía a crise social e económica instala-se nos que dependiam directamente e indirectamente da Mina. Em 1965 a Mina encerra definitivamente e a depressão económica assola centenas de famílias, que para assegurarem a sua sobrevivência são obrigadas a ir para a zona da grande Lisboa e estrangeiro.

Nos anos oitenta a Vila de Mértola começou através da arqueologia a descobrir e a conhecer melhor o seu passado e a transformar esse imenso património em factor de desenvolvimento económico e cultural.

Neste momento, o Concelho de Mértola enfrenta problemas semelhantes a muitos municípios do interior como, uma elevada taxa de analfabetismo, população envelhecida e reduzida dinâmica económica, factores que a Câmara Municipal de Mértola está empenhada em alterar, nomeadamente através da criação de estruturas de apoio aos mais idosos e incentivos económicos a todos que pretendam fixar-se no concelho.

Aliado a um extenso património cultural, o Concelho de Mértola possui uma riqueza ambiental, cinegética, cultural e desportiva que constituirá a médio prazo um motor de revitalização da economia local, através da aposta num turismo sustentado em que as entidades locais participem activamente.

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CARTAZ → LEIRIA De 18 a 20 de setembro, o ÁGORA regressa ao Castelo de Leiria p…

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CARTAZ → LEIRIA

De 18 a 20 de setembro, o ÁGORA regressa ao Castelo de Leiria para três dias de programação multidisciplinar que cruza música, artes performativas, instalações artísticas e oficinas. O projeto convida artistas e públicos a descobrir e habitar diferentes espaços do monumento, criando novas formas de relação com o património (i)material.

“Entre muralhas, cisternas, varandas e outros lugares do Castelo, o ÁGORA reúne diferentes geografias e linguagens artísticas num programa que promove a criação, a escuta, o encontro e a partilha, afirmando o património como um espaço vivo e aberto à criação contemporânea”.

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Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes

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CARTAZ → ARTES E COMICIDADE → LISBOA A Lua Cheia teatro para todos e A Nariguda…

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CARTAZ → ARTES E COMICIDADE → LISBOA

A Lua Cheia teatro para todos e A Nariguda organizam GARGALHADAS NA LUA 2026 – Mostra de artes e comicidade, de 22 setembro a 3 outubro, na Casa do Coreto, em Carnide (Lisboa).

Com a participação de mais de duas dezenas de artistas nacionais e internacionais, a iniciativa pretende “celebrar a arte do riso, do encontro e potenciar momentos inesquecíveis entre público, profissionais e amantes da Palhaçaria”.

Das atividades programadas, destaca-se a realização de “Silent Workshop – A Arte de Ser Idiota” com Lucy Hopkins, clown galardoada, atriz e formadora britânica, considerada uma das mais inovadoras artistas da comédia contemporânea.

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Apoio: República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direção-Geral das Artes



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Cultura

→ Estão abertas as inscrições para o Módulo 8 do programa de formação e capacita…

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→ Estão abertas as inscrições para o Módulo 8 do programa de formação e capacitação da RPAC, no Museu da Fundação Cupertino de Miranda (Vila Nova de Famalicão), nos dias 19 e 20 de outubro, entre as 10h e as 17h30.

MEDIAÇÃO CULTURAL será ministrado pela formadora Inês Bettencourt da Câmara.

As inscrições estão abertas até dia 1 de outubro.

Aceda ao formulário de inscrição, programa da formação e bio da formadora em rpac.pt.

Esta iniciativa da Direção-Geral das Artes (DGARTES), operacionalizada pela Arte Central, visa sensibilizar e capacitar técnica e teoricamente os recursos humanos das entidades que integram a rede nas áreas da criação, desenvolvimento e montagem de exposições, inclusão, acessibilidade e representatividade, curadoria de arte contemporânea, comunicação cultural e desenvolvimento de públicos, questões fiscais e jurídicas na cultura, coleções e conservação preventiva, gestão cultural, mediação cultural e inovação digital em equipamentos culturais.

A participação é gratuita, mediante inscrição prévia e disponibilidade de vaga.

Fotografia de Hugo Lagarto



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[OPORTUNIDADE] → Residência ‘Ses12naus’ está com candidaturas abertas Termina …

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[OPORTUNIDADE]

→ Residência ‘Ses12naus’ está com candidaturas abertas

Termina a 30 de setembro o prazo para candidaturas ao programa de residência artística 2026–2027 da ‘Fundación Ses12naus’ dirigido a artistas visuais e curadores interessados em desenvolver projetos em diálogo com o contexto de Ibiza (Espanha), as suas comunidades, o seu imaginário e património cultural e natural. A Open Call selecionará quatro projetos.

Concebido como um espaço de pesquisa, criação e intercâmbio, o programa de residência artística acompanha os projetos até à sua apresentação pública e proporciona honorários de 2.100 euros (pela residência e atividade pública), orçamento de produção de 3.000 euros para a apresentação final, entre outros benefícios.

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