Alentejo Litoral
Microsoft anuncia chegada dos primeiros chips de IA a Sines já em janeiro
Os primeiros processadores da Nvidia destinados à futura fábrica de inteligência artificial em Sines começam a chegar já em janeiro, afirmou o diretor-geral da Microsoft Portugal, Andrés Ortolá, durante um encontro recente com jornalistas. A infraestrutura integra o investimento de 10 mil milhões de dólares anunciado em novembro e será instalada em parceria com a Start Campus e a Nscale, representando o maior projeto de centros de dados da empresa na Península Ibérica.
Para Andrés Ortolá, esta operação coloca Portugal “num lugar super estratégico” dentro da rede global da tecnológica, sublinhando que a escolha de Sines foi sustentada pela capacidade de garantir energia totalmente renovável. “Escolhemos Sines porque sabemos que será 100% green energy. Para mim, o importante é colocar Portugal no mapa da Microsoft”, afirmou o responsável, reforçando que o país já era, antes deste investimento, uma localização relevante para a multinacional.
O diretor-geral rejeitou ainda a leitura de que a recente reorganização interna da empresa tenha reduzido a autonomia da operação portuguesa. “O que foi escrito sobre isso é uma interpretação”, disse, recordando que as estruturas globais da Microsoft passam por reorganizações regulares. Acrescentou que Portugal passou agora a integrar a região da Europa do Sul, mantendo o mesmo nível estratégico. “Para mim, ganhámos”, frisou, destacando que a subsidiária portuguesa tem vindo a crescer e soma atualmente quase dois mil colaboradores.
Durante a mesma sessão, Andrés Ortolá abordou ainda o desenvolvimento dos novos agentes de IA da Microsoft, que considera representarem “o próximo nível” da evolução tecnológica. Estes sistemas permitem realizar trabalho interativo, tarefas autónomas assistidas e processos totalmente automatizados. O responsável acredita que esta tecnologia poderá ter impacto significativo na competitividade das pequenas e médias empresas portuguesas, ao introduzir novos modelos de automação e organização do trabalho.
Grândola
Câmara de Grândola exige reunião urgente com IP por degradação de estradas e ferrovia

O Presidente da Câmara de Grândola, Luís Vital Alexandre, solicitou com caráter de urgência uma audiência ao Presidente das Infraestruturas de Portugal (IP), Miguel Cruz. Em causa está a necessidade crítica de discutir o estado de conservação de vias rodoviárias estratégicas, a degradação da estação ferroviária local e o desenvolvimento das obras da segunda fase do IP8/A26.
A principal preocupação do executivo municipal foca-se na Estrada Nacional 261 (Grândola/Comporta) e na Estrada Nacional 253-1 (Comporta/Tróia). Segundo o autarca, o estado de degradação destas vias compromete seriamente a segurança rodoviária, apresentando troços sem as condições mínimas de circulação. Com a perspetiva do aumento de tráfego nas épocas da primavera e do verão, a autarquia considera imperativo que as intervenções de reabilitação avancem antes do pico turístico que caracteriza estas ligações a Tróia e à Comporta.
No âmbito ferroviário, a Câmara de Grândola alerta para o estado de “abandono” da estação de caminhos-de-ferro, que serve não só o concelho mas toda a região envolvente. Luís Vital Alexandre aponta a falta de manutenção e de serviços básicos, como instalações sanitárias, sublinhando a contradição entre as metas de descarbonização e a oferta de um serviço público que carece de dignidade para atrair utilizadores e reduzir a dependência do transporte individual.
A agenda proposta para a reunião inclui ainda a ligação entre Sines e o nó de Grândola Norte da A2 (IP8/A26). O município pretende clarificar o cronograma da segunda fase da obra e garantir que as preocupações levantadas sobre os acessos locais e o desenho do nó de Grândola foram devidamente acauteladas no projeto final. Para o município, estas infraestruturas são vitais para a mobilidade e qualidade de vida da população, aguardando agora a confirmação da data para a resolução destes impasses territoriais.
Alentejo
Porto Covo lidera certificação de turismo sustentável no Alentejo

Segundo José Santos, presidente da ERT, este reconhecimento é o resultado de uma parceria profícua entre o setor público e os empresários locais, que demonstraram um compromisso assertivo com as boas práticas ambientais e sociais. A obtenção do selo Biosphere não encerra o processo, mas assinala antes o início de um programa de capacitação de dois anos. Entre as medidas previstas destacam-se o combate ao desperdício alimentar na hotelaria e restauração, através de lógicas de partilha com franjas carenciadas da população, e a elaboração de um Guia de Eventos Sustentáveis para garantir o equilíbrio entre a experiência do turista e o respeito pela comunidade residente.
A estratégia de sustentabilidade para Porto Covo inclui ainda a monitorização de indicadores sociais e operacionais, como a criação de emprego para residentes, a liderança feminina no setor turístico e a eficiência na gestão de recursos hídricos e energéticos por parte das unidades hoteleiras. O objetivo é assegurar uma trajetória de crescimento que proteja os recursos naturais e atraia visitantes com elevado nível de consciência ambiental, posicionando a aldeia como um modelo a seguir em toda a região.
A Entidade Regional de Turismo pretende agora alargar esta certificação a todo o território alentejano nos próximos dois anos. A aposta na dimensão da sustentabilidade é vista como um fator crítico de competitividade, uma vez que a escolha dos destinos por parte dos mercados internacionais é cada vez mais influenciada pelo alinhamento com as melhores práticas ambientais. Para a ERT, este caminho de organização e certificação é essencial para que o Alentejo se afirme globalmente como um destino de turismo responsável.
Ambiente
GALP propõe novo parque eólico no Alentejo Litoral para produção de hidrogénio verde

A GALP avançou com a proposta de construção do Parque Eólico das Cachenas, no Alentejo Litoral, destinado a fornecer energia renovável à sua unidade de produção e armazenamento de hidrogénio verde em Sines. O estudo prévio do projeto está atualmente em consulta pública até quarta-feira, 14.
O futuro parque abrangerá várias localidades: Vila Nova de Milfontes (Odemira), Porto Covo e Sines, bem como a União de Freguesias de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu da Serra. Segundo o estudo, o parque será utilizado essencialmente para autoconsumo energético na unidade GalpH2Park, adjacente à refinaria na Zona Industrial e Logística de Sines.
Com capacidade total instalada de 129,2 megawatts (MW), o parque deverá produzir anualmente cerca de 308 gigawatts-hora (GWh), contribuindo para a produção de hidrogénio verde e apoiando a descarbonização de vários setores da economia. O projeto inclui a instalação de 19 aerogeradores, cada um com 6,8 MW de potência, rotor de 175 metros e altura entre 112 e 119 metros.
A energia produzida será direcionada para uma subestação de Muito Alta Tensão (MAT)/Média Tensão (MT), com transformação de 150/30 kV, a ser construída no local. A fase de construção deverá durar 20 meses, prevendo-se até 188 trabalhadores simultâneos no pico da empreitada. O parque terá uma vida útil estimada em 35 anos, segundo o estudo disponibilizado para consulta pública.
Odemira
Bombeiros de Odemira avisam associados sobre regularização de quotas

A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Odemira anunciou que vai notificar os seus associados que têm quotas em atraso, numa ação que visa atualizar os registos e agilizar a comunicação com os sócios.
Segundo a instituição, dos cerca de 1.700 associados registados, apenas menos de 200 têm pago regularmente as suas quotas nos últimos cinco anos. A medida permitirá estabelecer um contacto direto para avisos e pagamentos eletrónicos ou por outros meios.
A Direção alerta que os associados que não regularizarem a situação dentro do prazo definido nos estatutos perderão a condição de sócio. Apenas os associados com quotas em dia terão direito aos benefícios atribuídos pela Associação.
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