Baixo Alentejo
Moagem de Sabóia celebra 1.º aniversário com jornada empresarial em Odemira

A Incubadora de Empresas Moagem de Sabóia, situada no concelho de Odemira, assinala o seu primeiro ano de atividade com uma jornada empresarial no próximo dia 30 de maio de 2025, uma iniciativa promovida pelo Município de Odemira em parceria com a ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários.
O evento, que decorrerá ao longo da tarde, visa não só celebrar um ano de funcionamento da incubadora, como também proporcionar um espaço de partilha de experiências, divulgação de projetos empreendedores e promoção do networking entre empresários e agentes económicos da região.
A sessão de abertura está marcada para as 14h30, com intervenções do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Odemira, Ricardo Cardoso, e de Rita Gonçalves, em representação da ANJE. Seguem-se duas conferências temáticas: “Os financiamentos dos Serviços Ecossistémicos”, por Gonçalo Duarte Gomes, e “Desmistificação do Investimento Privado”, conduzida por Wouter Heijnen.
A tarde prossegue com uma mesa-redonda dedicada ao Empreendedorismo Sustentável, culminando com o momento comemorativo do aniversário da incubadora.
A funcionar no espaço reabilitado da antiga fábrica da Moagem de Sabóia, esta incubadora tem vindo a impulsionar o ecossistema empresarial local, acolhendo projetos de diferentes áreas e disponibilizando gabinetes, salas de reunião, coworking, bem como serviços de mentoria, consultoria e formação.
A participação na jornada é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia através do e-mail: incubadora@cm-odemira.pt.
Uma oportunidade imperdível para empresários, empreendedores e curiosos sobre o futuro do tecido económico local.
Baixo Alentejo
Odemira reforça recreios escolares com projeto que devolve tempo e espaço para brincar

O Município de Odemira está a dinamizar o projeto RECREAR – Tempo para Brincar, uma iniciativa que pretende transformar os recreios das escolas do 1.º ciclo em espaços mais ricos, estimulantes e orientados para a brincadeira livre. O programa, de base socioeducativa, está a ser desenvolvido em conjunto com crianças, professores, encarregados de educação e comunidade local.
Ao longo do primeiro trimestre do ano letivo 2025/2026, foram entregues 20 baús de materiais lúdicos e desportivos às 18 escolas básicas do concelho. No total, cerca de mil alunos passaram a ter acesso a novos recursos pensados para estimular a criatividade, a imaginação e o jogo espontâneo. O investimento municipal aproximou-se dos 20 mil euros.
O RECREAR aposta num conceito simples: brincar é aprender. Nos recreios renovados, as crianças são incentivadas a explorar, inventar e criar as próprias atividades, utilizando desde materiais pedagógicos a objetos soltos e não estruturados. A autarquia sublinha que esta abordagem promove autonomia, trabalho em equipa, criatividade e maior capacidade de resolução de problemas.
Paralelamente, o projeto inclui formação para os profissionais das escolas, ajudando-os a compreender o papel da supervisão não intrusiva e a importância da brincadeira livre no desenvolvimento global da criança.
Com esta iniciativa, Odemira reforça a sua estratégia educativa assente na valorização das pessoas, do bem-estar emocional e da cooperação entre toda a comunidade escolar. O RECREAR integra o programa OdeTE – Odemira Território Educativo, que visa qualificar espaços, práticas e recursos para promover o sucesso escolar e o desenvolvimento integral dos alunos.
Alentejo
27.ª Cocaria celebra tradição do Cozido Alentejano em São Sebastião da Giesteira

Evento juntou moradores e visitantes na Mercearia de São Sebastião e reforçou a preservação de práticas gastronómicas ancestrais. A 27.ª edição da Cocaria realizou-se este domingo na Mercearia de São Sebastião, em São Sebastião da Giesteira, reunindo moradores, visitantes e amantes da gastronomia alentejana em torno do Cozido Alentejano preparado em tachos de barro sobre brasas, num autêntico festim de sabores O encontro gastronómico, organizado pela Mercearia de São Sebastião, decorreu sob temperaturas amenas de final de outono e manteve a receita tradicional do cozido de inverno: carnes salgadas, enchidos e legumes confecionados lentamente em recipientes de barro, técnica que dá nome ao evento. A Cocaria nasceu por iniciativa de João Banha, proprietário da Mercearia de São Sebastião da Giesteira, estabelecimento centenário. Desde a primeira edição, o objetivo tem sido preservar métodos rurais de confeção e valorizar a identidade gastronómica da aldeia. Além do tradicional cozido, contou com momentos de música tradicional, protagonizados pelo Grupo Giest’Encante, que aqueceram o ambiente enquanto se saboreava, memórias de outros tempos. Para os habitantes, a Cocaria é mais do que um encontro gastronómico: simboliza a memória coletiva de práticas agrícolas antigas, quando trabalhadores partilhavam tachos comuns durante o inverno. Pão, azeitonas e vinho acompanharam o cozido, num ritual que muitos descrevem como “sabores e cheiros de outros tempos”. A cocaria reafirmou-se assim como um momento de resistência cultural, preservando uma tradição alentejana autêntica e mantendo viva a ligação entre o barro da olaria e os sabores da mesa.
Alentejo
Amphora Wine Day reforça papel da Herdade do Rocim na preservação do vinho de Talha

Evento no Baixo Alentejo reúne produtores nacionais e internacionais dedicados à vinificação ancestral em ânfora e talha.
A Herdade do Rocim, entre Vidigueira e Cuba, voltou a acolher o Amphora Wine Day, um encontro que reúne produtores portugueses e estrangeiros dedicados ao vinho de talha, reforçando o papel do Alentejo na preservação desta técnica com mais de dois mil anos.
O evento, promovido anualmente pela Herdade do Rocim, tornou-se uma referência para enólogos, investigadores e consumidores interessados na vinificação ancestral. O método de produção em talha, preservado no Alentejo desde a época romana, utiliza grandes ânforas de barro, as talhas, onde a fermentação ocorre sem recurso a tecnologia moderna, apoiando-se em práticas transmitidas de geração em geração.
Segundo a organização, o Amphora Wine Day pretende valorizar este património imaterial e dar visibilidade a projetos que mantêm ou recuperam métodos antigos de vinificação. A iniciativa reúne produtores que trabalham com talhas ou ânforas de diferentes tradições, incluindo projetos internacionais oriundos da Geórgia e de regiões mediterrânicas onde estas técnicas também subsistem.
Durante o encontro, os visitantes podem provar diferentes vinhos de talha, assistir a conversas sobre o futuro dos vinhos naturais e artesanais e acompanhar demonstrações do processo tradicional, como a abertura das talhas. A programação inclui igualmente gastronomia regional associada à cultura vitivinícola do Alentejo.
A Herdade do Rocim, responsável pela organização, tem desempenhado um papel relevante na revitalização desta técnica. Desde 2014, produz vinhos segundo o método tradicional alentejano, contribuindo para o seu reconhecimento nacional e internacional. O compromisso com práticas sustentáveis e a aposta na identidade do terroir alentejano são apontados pela empresa como centrais na sua estratégia.
O Amphora Wine Day procura, assim, conciliar tradição e contemporaneidade, promovendo a dimensão cultural da talha e reforçando a visibilidade do Alentejo enquanto território onde esta prática histórica permanece viva.
Alentejo
O que mudarias em Évora? | A voz dos Eborenses
O Canal Alentejo foi às ruas de Évora para ouvir a voz de quem vive e sente a cidade todos os dias. A pergunta era simples: “O que mudarias em Évora?” , e as respostas revelam tanto orgulho como preocupação.
Cuidar da cidade e pensar no futuro
A maioria dos eborenses destacou a necessidade de melhorar a mobilidade, a limpeza urbana e os espaços verdes. Pedem também mais transportes públicos e melhor estacionamento, sobretudo dentro das muralhas.
Outro tema recorrente foi a preservação do património. Muitos defendem mais incentivos à reabilitação e ao comércio local, para evitar o abandono do centro histórico.
Mais cultura e oportunidades
Os entrevistados pedem ainda mais dinamismo cultural e iniciativas para os jovens, que ajudem a manter viva a cidade e a atrair novas gerações.
Apesar das críticas, o sentimento é de orgulho e amor por Évora ,uma cidade que continua a inspirar quem nela vive e acredita no seu futuro.
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