Alentejo
Nova autarca de Reguengos de Monsaraz infetada mas toma posse dia 18
A presidente eleita da Câmara de Reguengos de Monsaraz, Marta Prates, foi diagnosticada com covid-19 e está em confinamento, mas a tomada de posse mantém-se marcada para dia 18 deste mês, revelou hoje a própria.
Em declarações à agência Lusa, a nova autarca, eleita pelo PSD nas autárquicas de 26 de setembro, indicou que fez um teste com resultado positivo para o coronavírus SARS-CoV-2, no dia 07 deste mês, após os primeiros sintomas da doença, no dia anterior.
“A norma” da Direção-Geral da Saúde (DGS) “diz que são 10 dias de isolamento a partir do dia do primeiro sintoma”, em caso de “doença leve, que é o que se está a passar comigo”, pelo que “já estou liberada” no dia 17 deste mês, salientou.
Nesse sentido, segundo Marta Prates, não houve necessidade de alterar a data da cerimónia de tomada de posse do novo executivo da Câmara de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, prevista para o dia 18 deste mês.
O PSD venceu as eleições autárquicas para a Câmara de Reguengos de Monsaraz, conquistando a presidência deste município ao PS com maioria absoluta, com 48,62% dos votos e três mandatos, enquanto o PS ficou em segundo lugar, com 35,21% e dois mandatos.
Nas eleições autárquicas de 26 de setembro, o terceiro partido mais votado em Reguengos de Monsaraz foi a CDU (PCP/PEV), com 6,90% dos votos, e o Chega posicionou-se como quarta força política (5,77% dos votos).
Com o “esquema vacinal completo desde julho” passado, a presidente eleita deste município reconheceu que o confinamento a que está sujeita criou “constrangimentos” relacionados com os “trabalhos preparatórios” do início do mandato autárquico.
“Já houve algumas reuniões presenciais” com os elementos da equipa da futura gestão do município “e eu não pude estar, mas estiveram o vice-presidente e o vereador eleitos”, porque “não queremos perder tempo quando chegarmos à câmara”, referiu.
Marta Prates adiantou que já solicitou que “a reunião de transição”, com a participação da atual gestão socialista da autarquia, marcada para quarta-feira, se realize ‘online’ e não presencialmente, como estava previsto.
Lusa
Alentejo
Vinhos do Alentejo em Paris: 17 produtores rumam a França com o objetivo de duplicar exportações

O Alentejo reafirma esta semana o seu estatuto de “gigante” vitivinícola nacional no prestigiado certame Wine Paris. Até quarta-feira, a capital francesa serve de montra para 17 produtores da região que, sob a égide da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), procuram conquistar novos mercados e consolidar a presença internacional. Esta participação não é apenas uma ação promocional isolada, mas o primeiro grande passo do Plano Estratégico 2026–2031, que traça uma meta ambiciosa: duplicar as exportações, passando dos atuais 20 milhões para 40 milhões de litros anuais até 2031.
Diversidade e Sustentabilidade no Stand Próprio
No coração do evento, o Alentejo apresenta-se com um espaço dedicado à prova livre, onde diariamente são destacados 17 vinhos distintos — um por cada produtor presente. De marcas consagradas como Dona Maria – Júlio Bastos e Herdade das Servas a projetos orgânicos como Dona Dorinda, a seleção pretende evidenciar a riqueza dos diferentes terroirs e a pluralidade de castas que compõem a identidade da região.
Luís Sequeira, presidente da CVRA, sublinha que o foco está na valorização da qualidade e na promoção da sustentabilidade, um pilar onde o Alentejo já é pioneiro através do seu Programa de Sustentabilidade (PSVA). Recorde-se que a região é líder em Portugal no mercado de vinhos certificados (detendo 40% da quota de valor) e mantém viva a tradição milenar do Vinho de Talha, um fator de diferenciação histórica único no mundo.
Mercados Estratégicos e Expansão
Atualmente, o Alentejo exporta cerca de 30% da sua produção total, tendo no Brasil, Suíça, EUA, Reino Unido e Polónia os seus principais destinos. A presença na Wine Paris visa precisamente abrir frentes em novos mercados geográficos e reforçar o valor da marca “Alentejo” perante decisores e compradores mundiais.
Produtores Presentes em Paris:
Azamor Wines, Adega de Juromenha, Dona Dorinda Organic Wines, Dona Maria – Júlio Bastos, Família Margaça.
Herdade da Calada, Herdade da Lisboa, Herdade das Servas, Herdade do Arrepiado Velho, Herdade do Sobroso.
Herdade da Mingorra, Ímpar Wines, Monte da Raposinha, Santa Vitória, Sovibor, Tiago Cabaço Winery e Torre de Palma.
Alentejo
Transportes: Linha do Alentejo só terá reforço estrutural de comboios em 2027

O Governo reconheceu que a falta de carruagens no serviço Intercidades (IC) entre Lisboa e Évora é um problema crónico causado pela “reduzida disponibilidade” de material circulante. Numa resposta oficial ao deputado socialista Luís Dias, o Ministério das Infraestruturas, liderado por Miguel Pinto Luz, admitiu que a CP não tem atualmente capacidade para reforçar as composições de forma permanente, limitando-se a reforços pontuais às segundas e sextas-feiras.
A pressão sobre a Linha do Alentejo tem crescido de forma acentuada. O número médio de passageiros disparou de 39 mil mensais em 2023 para 55.600 em 2025, um crescimento de 25% impulsionado pela introdução do Passe Ferroviário Verde. Este aumento da procura choca com a escassez de lugares, especialmente na 2.ª classe, obrigando muitos utilizadores com passe a adquirir bilhetes simples para garantirem lugar no comboio.
A Solução: Novos comboios Stadler e Carruagens Arco
A tutela aponta o ano de 2027 como o horizonte para uma “melhor capacidade de resposta”. A estratégia de renovação assenta em dois pilares:
Automotoras Stadler: A CP aguarda a entrada ao serviço de 22 novas unidades. A primeira unidade bimodo (capaz de circular com tração elétrica ou diesel) já se encontra em Portugal para homologação. Estas unidades são ideais para o Alentejo, pois permitem fazer a ligação direta a Beja, cujo troço a partir de Casa Branca ainda não está eletrificado.
Carruagens Arco: Para o curto prazo, a CP está a modernizar carruagens do lote “Arco” (adquiridas à Renfe). Três novas unidades deverão estar prontas no final do primeiro trimestre de 2026, juntando-se às 26 já operacionais, com o objetivo de reforçar os eixos de longo curso.
Embora o material Stadler comece a ser entregue faseadamente ao longo de 2026, o Governo sublinha que a estabilização da oferta e o fim das dificuldades na reserva de viagens só serão uma realidade plena em 2027. Até lá, a Linha do Alentejo continuará a depender da gestão de uma frota envelhecida e sobrecarregada pelo sucesso das novas políticas tarifárias.
Alentejo
Montemor-o-Novo: Biblioteca Almeida Faria expõe livros criados na oficina “Escritos e Esboços”

As palavras e o traço deram as mãos na Biblioteca Municipal Almeida Faria, em Montemor-o-Novo, para dar vida à primeira edição da Oficina Escritos e Esboços. Inaugurada na passada segunda-feira, dia 2 de fevereiro, a exposição revela o resultado de um processo criativo que, ao longo de 2025, desafiou os participantes a explorarem a simbiose entre a literatura e a ilustração.
Sob a orientação de Márcia Vieira Ávila, o projeto partiu de premissas que todos os amantes da arte reconhecem: a imagem que nasce de uma frase e a história que se esconde por trás de um desenho. Este exercício de “autor total” permitiu que cada participante desenvolvesse o seu próprio imaginário, materializando-o num objeto físico: um protótipo de livro que agora pode ser folheado (ou admirado) pelo público.
A mostra conta com trabalhos de Abel Zarola, Catarina Falé, Isabella Celestino, Luis Vedorias, Manuela Torrinha, Márcia Vieira Ávila e Maria José Batista. Cada protótipo exposto é uma peça única, onde a caneta e o pincel trabalharam em conjunto para imprimir no papel as imagens que assaltaram o imaginário destes novos autores durante as sessões da oficina.
A exposição “Escritos e Esboços” estará patente até ao dia 28 de fevereiro, podendo ser visitada durante o horário normal de funcionamento da Biblioteca Municipal. É uma oportunidade privilegiada para conhecer o talento local e, quem sabe, encontrar inspiração para o autor que habita em cada um de nós.
Alentejo
Caos Ferroviário: Alentejo e Linha de Sintra fustigados por novos cortes após temporal

A rede ferroviária nacional enfrenta um dos cenários mais complexos das últimas décadas. De acordo com o balanço da Infraestruturas de Portugal (IP) emitido ao final da tarde desta segunda-feira, as linhas de Sintra, Vendas Novas e Sines são as mais recentes vítimas da destruição deixada pela depressão Marta, juntando-se a um rol de suspensões que isolam várias regiões do país. Entre inundações, queda de árvores e acumulação de detritos, as equipas técnicas multiplicam-se no terreno, mas a segurança continua a ditar o encerramento de troços vitais.
No Alentejo, a situação é particularmente crítica para o transporte de mercadorias e passageiros. A Linha de Sines encontra-se cortada entre Ermida Sado e o Porto de Sines, enquanto a Linha de Vendas Novas suspendeu a circulação entre o Vidigal e Vendas Novas. A estas somam-se a interrupção na Linha do Sul, entre Monte Novo e Alcácer do Sal, bloqueando o eixo ferroviário que liga o Alentejo ao Litoral.
A CP – Comboios de Portugal mantém o alerta para fortes constrangimentos, com serviços de Longo Curso a serem realizados apenas de forma parcial na Linha do Norte. Embora a Linha da Beira Baixa tenha sido restabelecida, os Urbanos de Coimbra e a Linha do Oeste permanecem paralisados. Este cenário de “ferrovia a meio gás” surge num momento trágico para o país: o balanço oficial das tempestades Kristin, Leonardo e Marta subiu para 15 vítimas mortais, com centenas de desalojados e danos materiais que levaram o Governo a prolongar o estado de calamidade em 68 concelhos, prevendo apoios até 2,5 mil milhões de euros.
A circulação na Linha de Sintra, um dos eixos mais movimentados da Grande Lisboa, sofreu também um revés com a suspensão da via descendente entre Cacém e Monte Abraão, complicando o regresso a casa de milhares de passageiros. Sem previsão de retoma total em vários pontos da rede, as autoridades reforçam o apelo para que os utentes consultem os canais oficiais da CP antes de se deslocarem para as estações, uma vez que o nível de saturação dos solos continua a representar um risco elevado de novos deslizamentos de terras sobre as vias.
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