Portugal
O Presidente do Conselho Diretivo do IFAP, Luís Souto Barreiros, participou no …

O Presidente do Conselho Diretivo do IFAP, Luís Souto Barreiros, participou no dia 28 de agosto, no seminário «O Futuro da Agricultura Algarvia na Próxima Década», no Convento de São José, em Lagoa, organizado pela CCDR Algarve, I.P. – Agricultura e Pescas . O seminário reuniu vários responsáveis institucionais e representantes do setor agrícola para debater os principais desafios e oportunidades que irão marcar o futuro da agricultura algarvia na próxima década.
Na intervenção dedicada à execução dos fundos e aos apoios ao investimento regional, o Presidente do IFAP apresentou dados sobre a aplicação dos apoios na Região do Algarve e sublinhou a importância de preparar, desde já, o próximo ciclo de financiamento europeu, que apoiará a agricultura a partir de 2028.
Números em destaque:
5.350 beneficiários no Algarve no Pedido Único de 2025
27,5 milhões de euros em pagamentos no âmbito do Pedido Único
6,2% dos beneficiários candidatos ao Pedido Único de 2025 no Algarve eram Jovens Agricultores
1.650 projetos PDR2020 apoiados na região entre 2014 e 2022
71 milhões de euros de despesa pública paga no âmbito desses projetos
332 candidaturas aprovadas no PEPAC Continente, até 31 de julho de 2026
O encontro terminou com uma mesa-redonda dedicada aos «Novos Desafios da Agricultura Algarvia e os seus Constrangimentos», que reuniu representantes da FEDAGRI, CONFAGRI, CAP, AJAP e Algarorange, sob moderação do jornalista Paulo Gomes, da Voz do Campo.
Leia a notícia completa no Portal do IFAP:https://www.ifap.pt/portal/noticia?assetId=60525617
#IFAP #Agricultura #PEPAC #PDR2020 #JovensAgricultores
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Portugal
Obesidade: Cirurgia metabólica melhora qualidade de vida dos doentes


Um estudo pioneiro liderado por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) demonstrou que a cirurgia bariátrica ou metabólica melhora significativamente a qualidade de vida dos doentes, reduzindo em 36% a carga individual de incapacidade provocada pelas doenças associadas à obesidade.
Os resultados, publicados na revista científica Obesity Surgery, apontam para a eficácia da cirurgia não apenas na perda de peso, mas também na devolução de anos de vida saudável à população portuguesa, bem como na poupança de gastos com medicamentos.
A investigação, que acompanhou 383 doentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ao longo de três anos, avaliou, pela primeira vez, o impacto clínico e financeiro deste procedimento fora do ambiente controlado dos ensaios clínicos tradicionais, incluindo a evolução dos custos com medicação para doenças relacionadas com a obesidade (hipertensão, diabetes tipo 2, dislipidemia, asma e perturbações psiquiátricas).
“Não pretendíamos apenas saber quanto peso se perde, mas também perceber se as pessoas passam a ter menos doenças associadas à obesidade, se necessitam de menos medicação e se vivem com menor impacto da obesidade no seu dia a dia. Esta questão é particularmente relevante num país em que a obesidade afeta uma proporção muito significativa da população adulta”, afirmam André Oliveira, que terminou o curso de medicina com este trabalho, e Paula Freitas, professora da FMUP, que o coordenou.
O estudo revela melhorias drásticas na saúde metabólica dos participantes. “A maior descida verificou-se na dislipidemia (colesterol ou triglicéridos elevados), cuja prevalência caiu de 47% para 15% dos doentes (menos 32 pontos percentuais). A hipertensão recuou de 41% para 21%, a diabetes tipo 2 de 26% para 10% e a asma de 8% para 3%. Já as perturbações psiquiátricas mantiveram-se estáveis nos 28%”, indicam.
A melhoria do estado de saúde traduziu-se numa redução média anual total de 56,11 euros por doente nos custos com medicamentos, com a maior contribuição proveniente da medicação para diabetes tipo 2, seguida dos anti-hipertensores e dos medicamentos para dislipidemia. O custo anual médio por pessoa passou de 178,21 euros para 122,09 euros. A redução estimada na coorte deste estudo é de cerca de 21.490 euros por ano em fármacos para as cinco doenças avaliadas.
No entanto, “quando uma terapêutica deste tipo é reduzida ou suspensa após cirurgia metabólica, a poupança potencial pode atingir várias centenas ou, em casos específicos, milhares de euros por ano. Na diabetes tipo 2, alguns dos medicamentos incluídos no estudo têm custos anuais estimados elevados, podendo ultrapassar os 3 mil euros”.
“A obesidade é uma doença (…), não uma falha individual”
De acordo com os autores, “apesar da expansão dos medicamentos para tratar a obesidade, a cirurgia metabólica continua a ser, para pessoas selecionadas, a intervenção mais eficaz para obter e manter uma perda de peso substancial a longo prazo. O seu efeito vai além da restrição alimentar: altera mecanismos gastrointestinais, hormonais e metabólicos que ajudam a melhorar a saciedade, o controlo da glicemia e outras doenças associadas”.
“A principal mensagem é que a obesidade é uma doença crónica e tratável, não uma falha individual. Para os decisores, o estudo sugere que o valor da cirurgia não se mede apenas pelo peso perdido ou pelo custo do procedimento. Deve considerar-se também a potencial redução de doenças associadas, do consumo de medicamentos e da sobrecarga de doença”, concluem.
A cirurgia é atualmente recomendada para pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 40 kg/m² e pessoas com IMC superior a 35 kg/m² com doença associada, como diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono, ou quando as abordagens não cirúrgicas não permitiram obter uma perda de peso sustentada ou uma melhoria clínica. Para situações de excesso de peso sem obesidade, a cirurgia metabólica não é a opção habitual, preferindo-se intervenções no estilo de vida, terapêutica farmacológica e acompanhamento clínico multidisciplinar”.
Além de André Oliveira (primeiro autor) e de Paula Freitas (coordenadora), participaram neste estudo os também investigadores da FMUP Eduardo Lima da Costa e Hugo Santos Sousa), bem como cientistas de outras instituições portuguesas (Carolina Bulhosa, Pedro Apolónia e Margarida Borges).
Portugal
Tribunal da Nazaré inaugura novas instalações com a presença das mais altas figuras da Justiça portuguesa

A Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, João Cura Mariano, o Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, e o Secretário de Estado Adjunto e da Justiça, Gonçalo da Cunha Pires, participaram, esta terça-feira, 13 de outubro, na inauguração das novas instalações do Juízo de Competência Genérica da Nazaré. A cerimónia, que assinalou o fim de mais de três décadas de funcionamento provisório do Tribunal, ficou igualmente marcada pela homenagem a Álvaro Laborinho Lúcio, antigo Ministro da Justiça e uma das figuras mais relevantes da vida pública nacional, natural deste concelho.
O Tribunal passa a funcionar na Antiga Casa da Câmara, na Pederneira, um edifício histórico recuperado e adaptado às atuais exigências da atividade judicial, através de um investimento de aproximadamente 500 mil euros.
Desde 1993, os serviços judiciais funcionavam em instalações arrendadas, na zona histórica da Nazaré, que apresentavam limitações, nomeadamente ao nível da acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
A intervenção permitiu dotar o Juízo de Competência Genérica de uma sala de audiências adequada, gabinetes para magistrados, espaços de atendimento e apoio processual, sala de reuniões e áreas de arquivo, além de novos equipamentos informáticos e sistemas de videoconferência. O edifício dispõe agora de condições de acesso às áreas essenciais do Tribunal para pessoas com mobilidade condicionada.
Na sua intervenção, a Ministra da Justiça destacou a importância desta mudança, considerando que as condições disponibilizadas aos profissionais e aos cidadãos constituem parte integrante da qualidade da Justiça.
«Um tribunal é um dos lugares onde o Estado e os cidadãos se encontram», afirmou Rita Alarcão Júdice, sublinhando que é nesses espaços que as pessoas procuram respostas, a resolução de conflitos e o reconhecimento dos seus direitos.
A governante recordou que uma solução inicialmente provisória se prolongou durante uma geração, salientando que a nova instalação permite também abandonar o anterior espaço arrendado e assegurar uma utilização mais racional dos recursos públicos.
A concretização da obra resultou da colaboração entre o Ministério da Justiça, o Município da Nazaré e o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), num processo iniciado em mandatos anteriores e agora concluído.
A Ministra reconheceu o papel da autarquia, que disponibilizou o edifício, assumiu a execução do projeto de adaptação e conduziu a empreitada, em articulação com o IGFEJ, considerando a intervenção um exemplo de cooperação institucional orientada para resultados concretos.
O Presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Serafim António, classificou a inauguração como um momento de particular importância para o concelho e para a comunidade judiciária, destacando o sentido de responsabilidade associado à concretização de uma solução há muito aguardada.
«Este é um momento importante para o concelho, para a comunidade judiciária e, sobretudo, para os cidadãos que precisam de encontrar na Justiça uma resposta próxima, digna e acessível», afirmou o autarca.
Serafim António recordou que a parceria com o IGFEJ foi estabelecida ainda no mandato autárquico anterior, defendendo a importância da continuidade dos projetos e da cooperação entre entidades públicas.
«Os projetos que servem verdadeiramente as populações exigem persistência, capacidade de diálogo e cooperação entre instituições. Este é um exemplo de como essa cooperação pode produzir resultados concretos», salientou.
A instalação do Tribunal na Antiga Casa da Câmara representa também a valorização de um imóvel profundamente ligado à história da Pederneira e à memória coletiva dos nazarenos.
Ao longo dos séculos, o edifício acolheu diferentes funções, incluindo instalações municipais, judiciais e uma cadeia, tendo sido igualmente sede da Associação Recreativa Pederneirense e espaço de realização de iniciativas culturais e sociais.
Na sua intervenção, Rita Alarcão Júdice destacou o simbolismo do regresso da Justiça a um edifício que já tinha desempenhado essa função, considerando que a preservação do património deve ser acompanhada da sua adaptação às necessidades da comunidade.
«A história permanece. A função renova-se», sintetizou a Ministra, a propósito da intervenção que conciliou a conservação dos elementos arquitetónicos relevantes com as exigências técnicas e funcionais de um tribunal atual.
O Presidente da Câmara reforçou esta ideia, sublinhando que «preservar o património não significa mantê-lo imóvel no tempo. Significa reconhecer o seu valor e encontrar formas responsáveis de lhe dar utilidade, garantindo que continua a fazer parte da vida da comunidade».
A cerimónia ficou igualmente marcada pelo descerramento de uma placa evocativa de Álvaro Laborinho Lúcio, que permanecerá na fachada do Palácio da Justiça da Nazaré.
A homenagem, promovida pelo Ministério da Justiça em colaboração com a família, reconheceu o percurso do antigo Ministro da Justiça, magistrado, professor e escritor, cuja reflexão sobre a Justiça e a sociedade deixou uma marca na vida pública portuguesa.
Rita Alarcão Júdice destacou a dimensão humana do homenageado, recordando-o, sobretudo, como «um homem que nos ensinou a olhar para a Justiça a partir das pessoas».
A Ministra estabeleceu uma ligação entre a homenagem e a inauguração das novas instalações, considerando que ambos os momentos partilham uma mesma visão: a de uma Justiça que acolhe os cidadãos com dignidade e dispõe dos meios necessários para cumprir a sua missão.
O Presidente da Câmara Municipal da Nazaré associou-se ao reconhecimento, evocando Laborinho Lúcio como uma figura maior da Justiça portuguesa e recordando a sua ligação à criação do Tribunal da Nazaré.
«Foi com ele no cargo de ministro da Justiça que a Nazaré, finalmente, teve Tribunal», afirmou Serafim António, considerando particularmente significativo que o antigo governante seja homenageado no dia em que o edifício é cedido ao Ministério que tutelou.
Para o autarca, o reconhecimento representa também um compromisso com os princípios que marcaram o percurso do homenageado.
«A homenagem que hoje lhe prestamos não deve ser apenas uma evocação do passado. É, sobretudo, um compromisso com os valores que marcaram o seu percurso: o serviço público, a liberdade, a dignidade humana e a responsabilidade perante os outros.»
Portugal
Um estojo, lápis, canetas e uma borracha. Objetos comuns hoje, mas que, no passa…

Um estojo, lápis, canetas e uma borracha. Objetos comuns hoje, mas que, no passado, podiam ser difíceis de encontrar em Portugal.
As memórias do quotidiano ajudam a compreender como a adesão de Portugal às Comunidades Europeias, em 1986, transformou a circulação de bens e o dia a dia da população.
O documentário «Portugal na Europa — Raízes e Horizontes», uma coprodução da Fundação e da RTP, percorre 40 anos de integração europeia, explorando as transformações económicas e sociais, os benefícios da adesão e os desafios que marcaram o percurso de Portugal na Europa.
https://youtu.be/6buuChWF38w
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Portugal
CM Pampilhosa da Serra / Formação Click Cidadania arrancou em Pampilhosa da Serra com 20 participantes

A formação Motor Verde Portugal: Click Cidadania teve início ontem (12 de outubro), em Pampilhosa da Serra, com 20 participantes inscritos numa iniciativa que pretende reforçar as competências digitais da população e promover uma utilização mais autónoma, segura e confiante das tecnologias.
Os vereadores da Câmara Municipal, Nuno Almeida e João Neves, marcaram presença na sessão de boas-vindas, assinalando o arranque desta ação de capacitação, que decorre até ao próximo dia 22 de outubro.
Desenvolvido no âmbito do programa Motor Verde + Floresta, o Click Cidadania resulta de uma colaboração entre o Município de Pampilhosa da Serra, a Fundação Repsol e a Fundação Santa Maria La Real, tendo como principal objetivo reduzir as desigualdades digitais, através do desenvolvimento de competências digitais básicas, alinhadas com o referencial DIGICOMP, e da facilitação do acesso aos serviços públicos por via digital.
Esta iniciativa representa mais um passo na promoção da inclusão digital, aproximando as pessoas das ferramentas e dos serviços que fazem parte do quotidiano e contribuindo para uma comunidade mais informada, capacitada e preparada para os desafios do mundo digital.
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