Portugal
Opinião: Um polígrafo para as televisões, não existe?
Os partidos do sistema “perderam o chão” quando apareceram as redes socias e como forma de sobrevivência agarraram-se ao último reduto que os faz chegar a casa dos eleitores; a televisão.
Os partidos novos, como a Nova Direita, fundado há 15 dias, em plena campanha, por sua vez, não merece por parte de algumas televisões, nem sequer um rodapé e nem sequer um debate.
Imagine-se uma televisão há 50 anos atrás ter uma posição destas em relação ao aparecimento de um partido novo… Seria impensável…
As televisões, numa espécie de “endogamia” com os partidos do sistema, permitiram por exemplo ao CDS, sem qualquer representação parlamentar, antes de realizar a coligação com o PSD, fazer em “prime time” toda a campanha para a sua sobrevivência; explicação das vantagens eleitorais em comentários de horários nobre, presença em debates políticos com editores de televisão para explicação do seu programa, etc.. etc…
Agora, estes editores e donos da televisão em Portugal, refugiam-se em polígrafos que denegridem as redes sociais, fazendo mais um favor aos partidos do sistema que são inaptos para o seu uso e esquecendo-se que as redes sociais mostram um lado genuíno das pessoas que é muitas vezes mais honesto do que as notícias da televisão de jornalistas comprometidos com o sistema.
Não esqueçamos, pois, que na política, no governo, há lugares de assessores de imprensa e há plataformas giratórias que nunca são faladas, entre política e imprensa…
Quem ouve e vê televisão esteja atento a quem é deixado de fora e esteja atento ao que se passa fora dela…principalmente na internet…
Esta situação dos partidos do sistema agarrados à televisão faz-me lembrar um amigo meu, dono de uma editora de música que me disse uma coisa quando a internet apareceu….”vou fazer uma empresa de produção televisiva para as músicas entrarem no grande público através das telenovelas porque a internet matou-me o negócio…”
Afinal ambas as situações, não são muito diferentes…
Professor de História
Membro fundador do partido “Nova Direita”
Economia
Montepio Geral em fase decisiva: eleições entram na reta final com crescente mobilização de associados

A Montepio Geral – Associação Mutualista aproxima-se do final de um dos processos eleitorais mais relevantes da sua história recente. A votação para a nova Assembleia de Representantes termina a 19 de dezembro e deverá definir o rumo estratégico da instituição para os próximos anos, num momento considerado sensível para o setor mutualista.
Com o prazo a esgotar-se, intensifica-se o apelo à participação dos associados, numa eleição marcada por debates sobre transparência, supervisão da gestão e reforço do papel democrático dentro da Mutualista. Tiago Mota Saraiva, líder da candidatura “Mais Mutualismo, Mais Futuro”, tem sublinhado que este ciclo eleitoral representa “uma oportunidade para recentrar a Associação Mutualista nos seus valores fundadores” e garantir um modelo mais participativo e alinhado com os interesses efetivos dos membros.
A reta final da campanha tem sido marcada por um crescimento expressivo dos apoios públicos à Lista B, vindos de diferentes áreas da sociedade portuguesa, sinal do impacto nacional que o futuro da Mutualista continua a suscitar. Entre os nomes que declararam apoio contam-se figuras das áreas da economia, política, ciência, cultura, saúde e habitação — desde o economista Francisco Louçã à arquiteta Helena Roseta, passando pelos músicos A Garota Não e Ivan Lins, ou profissionais da saúde e dirigentes do setor social.
Esta diversidade de apoios reflete a amplitude do debate que atravessa a Mutualista e a importância do papel da futura Assembleia de Representantes, órgão com competências reforçadas de acompanhamento, fiscalização e orientação estratégica. A Lista B tem defendido que o órgão deve assumir um papel mais ativo no escrutínio da gestão, promovendo mecanismos de transparência e uma maior ligação às necessidades sociais, económicas e habitacionais dos associados.
A dois dias do fecho da votação, o apelo à participação torna-se determinante. A eleição poderá redefinir prioridades, influenciar o equilíbrio interno e determinar o modelo de governação da Montepio Geral – Associação Mutualista num contexto em que as instituições de base mutualista enfrentam novos desafios de sustentabilidade, confiança e relevância social.
O desfecho deste processo eleitoral será conhecido após 19 de dezembro, marcando um momento decisivo para o futuro da maior associação mutualista do país.
Sociedade
Akiparasi lança campanha solidária de Natal para apoiar crianças do Bairro SAAL

A Associação Akiparasi – Movimento Solidário Cabanas de Tavira está a dinamizar, até 18 de dezembro, uma campanha de recolha de brinquedos e doces de Natal, com o objetivo de tornar mais especial a quadra festiva das crianças do Bairro SAAL. A iniciativa envolve vários pontos de recolha espalhados pela freguesia, convidando a comunidade a participar num gesto simples, mas capaz de fazer a diferença na vida de muitas famílias.
As entregas podem ser feitas na Escola Primária de Cabanas de Tavira, entre as 8h30 e as 18h00, no Infantário A Boneca, entre as 8h00 e as 18h00, ou na própria sede da associação, das 16h00 às 18h00. Todos os bens recolhidos serão distribuídos no dia 21 de dezembro, durante a Festa de Natal Solidária a realizar no jardim do Bairro SAAL, organizada para proporcionar momentos de alegria e convívio às crianças e às suas famílias.
A associação reforça o apelo à participação da população, lembrando que cada contributo, por pequeno que seja, ajuda a construir um Natal mais feliz para quem enfrenta maiores dificuldades. “Contamos com a ajuda de todos para levar alegria e solidariedade a quem mais precisa nesta época tão especial”, assinala a Junta de Freguesia de Cabanas de Tavira numa mensagem publicada nas redes sociais.
A ação insere-se numa linha de trabalho comunitário que a Akiparasi tem vindo a desenvolver ao longo do ano, mantendo o foco no apoio às famílias mais vulneráveis e na promoção de laços solidários dentro da freguesia.
Alentejo Litoral
Microsoft anuncia chegada dos primeiros chips de IA a Sines já em janeiro

Os primeiros processadores da Nvidia destinados à futura fábrica de inteligência artificial em Sines começam a chegar já em janeiro, afirmou o diretor-geral da Microsoft Portugal, Andrés Ortolá, durante um encontro recente com jornalistas. A infraestrutura integra o investimento de 10 mil milhões de dólares anunciado em novembro e será instalada em parceria com a Start Campus e a Nscale, representando o maior projeto de centros de dados da empresa na Península Ibérica.
Para Andrés Ortolá, esta operação coloca Portugal “num lugar super estratégico” dentro da rede global da tecnológica, sublinhando que a escolha de Sines foi sustentada pela capacidade de garantir energia totalmente renovável. “Escolhemos Sines porque sabemos que será 100% green energy. Para mim, o importante é colocar Portugal no mapa da Microsoft”, afirmou o responsável, reforçando que o país já era, antes deste investimento, uma localização relevante para a multinacional.
O diretor-geral rejeitou ainda a leitura de que a recente reorganização interna da empresa tenha reduzido a autonomia da operação portuguesa. “O que foi escrito sobre isso é uma interpretação”, disse, recordando que as estruturas globais da Microsoft passam por reorganizações regulares. Acrescentou que Portugal passou agora a integrar a região da Europa do Sul, mantendo o mesmo nível estratégico. “Para mim, ganhámos”, frisou, destacando que a subsidiária portuguesa tem vindo a crescer e soma atualmente quase dois mil colaboradores.
Durante a mesma sessão, Andrés Ortolá abordou ainda o desenvolvimento dos novos agentes de IA da Microsoft, que considera representarem “o próximo nível” da evolução tecnológica. Estes sistemas permitem realizar trabalho interativo, tarefas autónomas assistidas e processos totalmente automatizados. O responsável acredita que esta tecnologia poderá ter impacto significativo na competitividade das pequenas e médias empresas portuguesas, ao introduzir novos modelos de automação e organização do trabalho.
Alentejo
PSD exige esclarecimentos sobre corte no financiamento da Linha Casa Branca–Beja

O deputado social-democrata eleito por Beja, Gonçalo Valente, entregou na Assembleia da República um requerimento para a audição do presidente da CCDR Alentejo, do secretário de Estado das Infraestruturas e do presidente das Infraestruturas de Portugal, na sequência da recente reestruturação do financiamento da modernização da Linha Ferroviária Casa Branca–Beja.
O parlamentar justifica a iniciativa com a necessidade de “apurar e avaliar com toda a transparência e verticalidade as responsabilidades de todos os envolvidos neste processo”, que considera decisivo para o desenvolvimento regional. A decisão da CCDR Alentejo de reduzir o investimento previsto – inicialmente de 80 milhões de euros, agora limitado a 20 milhões – tem gerado forte contestação no Baixo Alentejo.
Gonçalo Valente sublinha que a região “não pode, de forma alguma, ficar prejudicada por decisões incompreensíveis”, lembrando que sucessivos adiamentos têm comprometido a modernização da infraestrutura ferroviária. O deputado considera que “a culpa nunca tem rosto”, mas garante que “esse tempo acabou”, defendendo que o Baixo Alentejo “merece respeito e jamais pode aceitar decisões que ponham em causa a afirmação e o futuro da região”.
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