Portugal
Pavia: a vila onde a Pré-História, a História e a alma alentejana se encontram

Pavia (Mora) – Há localidades que se distinguem pela imponência dos seus monumentos. Outras conquistam pela autenticidade das suas gentes. Pavia reúne ambas as qualidades. Situada no concelho de Mora, em pleno Alentejo Central, esta pequena vila guarda um património histórico singular que atravessa milhares de anos de ocupação humana, preservando uma identidade profundamente ligada à paisagem, à cultura e à memória.
Considerada o mais antigo núcleo populacional do atual concelho de Mora, Pavia apresenta vestígios de ocupação desde a Pré-História. A região é particularmente rica em monumentos megalíticos, testemunhando a presença de comunidades que aqui viveram há mais de cinco mil anos. O exemplo mais emblemático é a célebre Anta de Pavia, um monumento funerário erguido entre o IV e o III milénio antes de Cristo, posteriormente transformado, no século XVII, na Capela de São Dinis. Este raro reaproveitamento de um dólmen como templo cristão faz deste monumento um dos mais originais do património português e um verdadeiro símbolo da vila.
A história medieval de Pavia inicia um novo capítulo em 1287, quando D. Dinis lhe concedeu carta de foral. Durante vários séculos foi sede de concelho, desempenhando um papel relevante na organização administrativa da região. A tradição local refere mesmo que as origens do nome poderão estar relacionadas com um grupo de colonos provenientes da cidade italiana de Pavia, hipótese transmitida pela tradição histórica local, embora continue a ser objeto de estudo pelos historiadores.
O património religioso da vila encontra na Igreja Matriz de São Paulo um dos seus maiores expoentes. Construída no início do século XVI por iniciativa de D. Vasco Coutinho, Conde de Redondo, apresenta características arquitetónicas singulares, conjugando o gótico tardio com influências mudéjares, sendo atualmente classificada como Monumento Nacional. A sobriedade do edifício e a sua imponência fazem dele uma das igrejas mais interessantes do Alentejo.
Mas Pavia não vive apenas da sua história antiga. A vila foi também casa de duas figuras marcantes da cultura portuguesa. O médico e escritor Fernando Namora exerceu aqui medicina rural, experiência que marcou profundamente a sua obra literária e o seu olhar sobre o mundo alentejano. Também o pintor Manuel Ribeiro de Pavia, que adotou o nome da terra como assinatura artística, eternizou nas suas telas os trabalhadores, os campos e o quotidiano das gentes do Alentejo. A sua Casa-Museu permanece como um espaço de preservação da sua obra e da memória coletiva da vila.
Percorrer Pavia é descobrir ruas tranquilas de casario branco, largos onde o tempo parece abrandar e uma paisagem dominada por sobreiros, azinheiras e vastas planícies agrícolas. É um Alentejo autêntico, onde o património arqueológico convive naturalmente com a vida quotidiana e onde cada pedra parece guardar um fragmento da história de Portugal.
Hoje, Pavia afirma-se como um destino de turismo cultural e patrimonial, integrando o conjunto de localidades do concelho de Mora que valorizam o megalitismo, a literatura, a arte e a identidade alentejana. Para quem procura conhecer um território onde a história começou muito antes da fundação de Portugal, esta pequena vila oferece uma viagem rara através de milhares de anos de civilização.
Pavia demonstra que a grandeza de um lugar não se mede pela sua dimensão, mas pela profundidade da sua memória. Entre monumentos pré-históricos, património classificado, tradição e cultura, a vila continua a preservar um legado que faz dela uma das mais notáveis joias históricas do Alentejo.
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AMAR A TERRA | Fatacil’26 21–30 agosto · LagoaA CCDR Algarve leva à FATACIL, …

AMAR A TERRA | Fatacil’26
21–30 agosto · Lagoa
A CCDR Algarve leva à FATACIL, em Lagoa, um programa dedicado à valorização da agricultura, da produção regional e dos recursos do território — e à reflexão sobre o futuro de um setor estratégico para a região.
Durante 10 dias, o espaço AMAR A TERRA será ponto de encontro entre produtores, empresas, projetos e visitantes, com atividades que dão a conhecer o que o Algarve produz, a inovação que está a transformar o setor e os instrumentos que apoiam o desenvolvimento da região.
Apresentações e provas de produtos
Showcookings
Exposição de Raças Autóctones
Concurso XXXI Concurso Nacional da raça Ovina Churra Algarvia
Concurso do Mel do Algarve
Seminário «O Futuro da Agricultura Algarvia na Próxima Década»
Experiência Interativa MAR 2030
#AmarATerra #FATACIL26 #CCDRAlgarve #Algarve #Agricultura #MAR2030 #Lagoa
Mais informações em www.ccdr-alg.pt
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Esclarecimento: Listas provisórias para atribuição de habitação social

O Município de Lamego divulgou as listas das candidaturas elegíveis e não elegíveis ao concurso para Atribuição de Habitações Sociais. Estas listas são provisórias e apenas serão ordenadas depois de concluído o procedimento de audiência prévia.
As candidaturas não elegíveis resultam da falta de documentos exigidos no Programa de Concurso, nomeadamente a não entrega de certidões de não dívida ao Município, à Autoridade Tributária e à Segurança Social. Os munícipes que têm a sua situação financeira irregular devem proceder à sua urgente regularização. Todos os candidatos dispõem do prazo de 10 dias úteis, contado da data da afixação do edital, para exercer o respetivo direito de audiência, nos termos do Código do Procedimento Administrativo.
Este procedimento decorre no âmbito do Programa 1º Direito, desenvolvido por esta autarquia, durante o qual o júri avaliou 150 candidaturas, número superior às habitações a entregar.
Pode consultar a ordenação das candidaturas do Programa do Concurso para Atribuição de Habitações Sociais em www.cm-lamego.pt e nos locais de estilo.
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CM Pampilhosa da Serra / Festas do Concelho 2026 celebraram a identidade, a união e o orgulho de ser Pampilhosa da Serra

As Festas do Concelho de Pampilhosa da Serra chegaram ao fim depois de cinco dias de intensa celebração, deixando na Praça do Regionalismo um rasto de alegria, encontros, música, tradição e memórias que prometem permanecer muito para além do encerramento do certame.
Entre os dias 12 e 16 de agosto, milhares de pessoas passaram pelo recinto para viver uma das principais celebrações do concelho, num ambiente marcado pela forte adesão do público, pelo convívio entre gerações e por um sentimento de união que, ano após ano, continua a fazer destas festas um momento muito especial para os Pampilhosenses, para quem regressa à terra e para todos os que escolhem Pampilhosa da Serra para celebrar.
O programa musical voltou a assumir um papel de destaque, com um cartaz diversificado e pensado para abranger diferentes públicos e gostos. Dos concertos de grandes nomes da música portuguesa às atuações de artistas e grupos locais, passando pelos bailaricos, ranchos folclóricos, grupos de bombos, concertinas e DJ’s, foram muitos os momentos que fizeram vibrar o recinto e prolongaram a festa noite dentro.
FF e o Grupo Musical Fraternidade Pampilhosense, Van Zee, Fernando Daniel, Bárbara Tinoco e Micaela protagonizaram alguns dos momentos mais aguardados, levando ao palco diferentes sonoridades. Mas a música das Festas do Concelho fez-se também daquilo que nasce dentro do território: do talento dos artistas locais, da energia dos grupos e associações do concelho e de uma programação que nunca esqueceu as raízes e a identidade serrana.
Foi precisamente nessa ligação entre o que somos e aquilo que queremos mostrar que a XXVII Feira de Artesanato e Gastronomia voltou a assumir um lugar de destaque. O evento reuniu artesãos, produtores, associações, coletividades, instituições e as oito Juntas de Freguesia do concelho, transformando a Praça do Regionalismo num verdadeiro retrato da diversidade, da criatividade e da autenticidade de Pampilhosa da Serra, mas também da região.
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A CCDR NORTE e a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) des…

A CCDR NORTE e a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) desenvolvem, anualmente, o controlo da maturação das uvas na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, com o objetivo de apoiar os viticultores no acompanhamento da evolução das uvas e na previsão das datas de vindima.
O plano de 2026 acompanha 13 castas, através da recolha de amostras em 76 pontos de amostragem, distribuídos pelas sub-regiões dos Vinhos Verdes, ao longo de um ciclo de seis semanas.
A análise de diferentes parâmetros físico-químicos permite acompanhar a evolução da maturação e apoiar a definição do momento mais adequado para a vindima, em função das características pretendidas para o produto final.
Os dados e resultados do Plano de Controlo da Maturação 2026, incluindo a evolução dos parâmetros analisados e as previsões de vindima por sub-região, estão disponíveis para consulta.
Consulte o estudo completo em: geoportal.ccdr-n.pt
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