Política
Plataforma Água Sustentável critica projeto de captação de água no Pomarão e apresenta alternativas
A Plataforma Água Sustentável (PAS) apresentou um parecer crítico ao projeto de captação de água no Guadiana, a jusante de Alqueva, no âmbito da Consulta Pública “Reforço do Abastecimento de Água ao Algarve”. A PAS considera que o projeto é insustentável do ponto de vista ambiental, social e económico, e apresenta alternativas para aumentar a oferta de água na região.
O projeto, que visa criar condições para novos regadios no sistema Beliche-Odeleite, tem como objetivo captar água do Guadiana para complementar o abastecimento de água ao Algarve. No entanto, a PAS alerta que esta iniciativa vai contra as conclusões de estudos e decisões nacionais e europeias, nomeadamente a Diretiva-Quadro da Água (2000/60/CE). Além disso, o projeto não conta com o acordo da EDIA, gestora do Alqueva, do governo espanhol e do governo regional da Andaluzia.
A PAS critica ainda os impactos negativos que a captação de água terá na região, nomeadamente a nível ambiental, com a destruição de habitats naturais e a diminuição do caudal do rio Guadiana. A plataforma adverte também para os impactos sociais e económicos do projeto, que irá beneficiar principalmente a agricultura intensiva, em detrimento de outros sectores como o turismo e a indústria.
Em alternativa ao projeto de captação de água no Pomarão, a PAS propõe a implementação de medidas de gestão da procura, como a reutilização de águas residuais, a eficiência no uso da água na agricultura e a sensibilização para o consumo responsável. A plataforma defende também a captação de água em Aquíferos Costeiros, uma solução que considera ser mais sustentável e menos impactante do que o projeto em causa.
A PAS apela às autoridades para reconsiderarem o projeto de captação de água no Pomarão e optarem por soluções que não causem danos ao meio ambiente e que promovam o desenvolvimento sustentável da região do Algarve.
Sobre a Plataforma Água Sustentável:
A Plataforma Água Sustentável (PAS) é um movimento criado em 2020 para defender medidas eficazes e sustentáveis de combate à escassez de água no Algarve. A plataforma é composta por diversas organizações ambientalistas e da sociedade civil, como a A Rocha Portugal, a Quercus e a LPN.
Alentejo
Transportes: Linha do Alentejo só terá reforço estrutural de comboios em 2027

O Governo reconheceu que a falta de carruagens no serviço Intercidades (IC) entre Lisboa e Évora é um problema crónico causado pela “reduzida disponibilidade” de material circulante. Numa resposta oficial ao deputado socialista Luís Dias, o Ministério das Infraestruturas, liderado por Miguel Pinto Luz, admitiu que a CP não tem atualmente capacidade para reforçar as composições de forma permanente, limitando-se a reforços pontuais às segundas e sextas-feiras.
A pressão sobre a Linha do Alentejo tem crescido de forma acentuada. O número médio de passageiros disparou de 39 mil mensais em 2023 para 55.600 em 2025, um crescimento de 25% impulsionado pela introdução do Passe Ferroviário Verde. Este aumento da procura choca com a escassez de lugares, especialmente na 2.ª classe, obrigando muitos utilizadores com passe a adquirir bilhetes simples para garantirem lugar no comboio.
A Solução: Novos comboios Stadler e Carruagens Arco
A tutela aponta o ano de 2027 como o horizonte para uma “melhor capacidade de resposta”. A estratégia de renovação assenta em dois pilares:
Automotoras Stadler: A CP aguarda a entrada ao serviço de 22 novas unidades. A primeira unidade bimodo (capaz de circular com tração elétrica ou diesel) já se encontra em Portugal para homologação. Estas unidades são ideais para o Alentejo, pois permitem fazer a ligação direta a Beja, cujo troço a partir de Casa Branca ainda não está eletrificado.
Carruagens Arco: Para o curto prazo, a CP está a modernizar carruagens do lote “Arco” (adquiridas à Renfe). Três novas unidades deverão estar prontas no final do primeiro trimestre de 2026, juntando-se às 26 já operacionais, com o objetivo de reforçar os eixos de longo curso.
Embora o material Stadler comece a ser entregue faseadamente ao longo de 2026, o Governo sublinha que a estabilização da oferta e o fim das dificuldades na reserva de viagens só serão uma realidade plena em 2027. Até lá, a Linha do Alentejo continuará a depender da gestão de uma frota envelhecida e sobrecarregada pelo sucesso das novas políticas tarifárias.
Alentejo
Presidenciais: PS Baixo Alentejo saúda vitória “plena” de Seguro em todos os concelhos do distrito

A Federação do Baixo Alentejo do Partido Socialista congratulou-se hoje com a eleição de António José Seguro como o próximo Presidente da República, destacando o resultado obtido no distrito de Beja como uma prova inequívoca do compromisso democrático da região. Em nota oficial, o PS sublinha que o candidato venceu em todos os 14 concelhos do distrito, revertendo nalguns casos a tendência das últimas legislativas e consolidando uma maioria clara frente a André Ventura.
O comunicado destaca a “forte adesão dos eleitores às mesas de voto”, um facto que os socialistas consideram “muito importante” dada a situação de emergência provocada pela depressão Marta. Para a estrutura regional do partido, a normalidade com que o ato eleitoral decorreu no Baixo Alentejo demonstra a resiliência das instituições locais e a vontade dos cidadãos em participar na escolha do sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa.
Um resultado com peso histórico
António José Seguro foi eleito com o que o PS classifica como o “maior número de votos da história das eleições presidenciais”, um capital político que a Federação do Baixo Alentejo acredita ser fundamental para os desafios que o país enfrenta. No distrito, a vitória estendeu-se de Odemira a Barrancos, passando pela capital, Beja, onde o candidato alcançou uma das margens mais confortáveis da noite.
Com a tomada de posse agendada para o dia 9 de março, o PS Baixo Alentejo reforça que esta eleição representa uma vitória dos valores constitucionais e da estabilidade. Para a região, a expectativa foca-se agora no papel que o novo Presidente terá no acompanhamento dos planos de reconstrução pós-temporal e no apoio ao desenvolvimento do interior, temas que marcaram a campanha em território alentejano.
Alentejo
Presidenciais 2026: António José Seguro vence em Marvão com quase 70% dos votos

Os eleitores de Marvão clarificaram este domingo a sua escolha para a Presidência da República, entregando uma vitória inequívoca a António José Seguro. De acordo com os dados oficiais do Ministério da Administração Interna, o candidato apoiado pelo PS conquistou 68,60% dos votos (957 boletins), superando André Ventura, que obteve 31,40% (438 votos) no concelho.
Apesar do estado de calamidade que ainda vigora em 68 concelhos do país e das dificuldades meteorológicas que marcaram a semana, a participação cívica em Marvão foi resiliente. Dos 2.473 eleitores inscritos, exerceram o seu direito de voto 1.479 cidadãos, o que fixa a taxa de participação nos 59,81% — um valor significativo que deixou a abstenção nos 40,19%. No cômputo geral do concelho, registaram-se ainda 51 votos em branco e 33 votos nulos.
Com este desfecho, Marvão alinha-se com a maioria do território nacional na escolha do sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. António José Seguro tornar-se-á, assim, o sexto Presidente da República Portuguesa eleito em democracia, tendo a sua tomada de posse agendada para o dia 9 de março. Até lá, o país entra num período de transição política que coincide com o esforço de reconstrução das zonas afetadas pelo temporal, um tema que deverá dominar os primeiros dias do novo mandato em Belém.
Política
ELEIÇÕES 2026: António José Seguro eleito Presidente da República com 66,7% dos votos

Portugal já escolheu o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. Numa noite em que a democracia desafiou o temporal, António José Seguro venceu a segunda volta das eleições presidenciais com uma maioria clara de 66,73%, derrotando André Ventura, que se ficou pelos 33,27%.
Apesar das estradas cortadas e do estado de calamidade que fustiga o Alentejo e o Ribatejo, a abstenção não foi a vencedora da noite: os portugueses acorreram às urnas, registando uma afluência final superior aos 50%, superando as expectativas mais pessimistas devido à depressão Marta.
Alentejo confirma vitória de Seguro
No “nosso” território, o mapa pintou-se maioritariamente com as cores do candidato apoiado pelo PS. Em Beja, Seguro obteve uma vitória robusta com 62,45%, enquanto em Évora e Portalegre a tendência se manteve favorável ao antigo líder socialista, apesar de André Ventura ter registado votações expressivas em vários concelhos do interior fustigados pelo isolamento e pela destruição agrícola.
O “Presidente da Reconstrução”
No seu discurso de vitória, António José Seguro dirigiu as primeiras palavras às vítimas das recentes cheias e ao bombeiro falecido em Campo Maior. O Presidente eleito prometeu ser o “rosto da reconstrução”, assegurando que a sua prioridade imediata será acompanhar a execução do plano de apoio de 2,5 mil milhões de euros para as regiões afetadas.
Votação Pendente no Litoral Alentejano
Embora a vitória seja matematicamente irreversível a nível nacional, o processo eleitoral só ficará formalmente concluído no próximo domingo, dia 15 de fevereiro, quando votarem os eleitores de Alcácer do Sal e de outras freguesias onde a intempérie impediu hoje o exercício do sufrágio.
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