Portugal
Podcast nº 3: Pecados mortais do sistema fiscal português

Em 18 de julho de 2024, a Assembleia Geral da SEDES aprovou uma deliberação onde se diz «O sistema fiscal português é excessivamente complexo, não é
internacionalmente competitivo, impõe um esforço fiscal excessivo, incentiva a descapitalização e o endividamento das empresas, desincentiva a poupança,
assenta em bases de tributação reduzidas e estimula a economia informal, tudo resultando em claros défices de equidade, eficiência e racionalidade.»
Passado 18 meses, nada nem ninguém desmentiu este diagnóstico. Torna-se, por isso, como apelou a Assembleia Geral da SEDES «urgente e importante o estudo e a concretização de uma reforma fiscal completa e integrada, visando corrigir os desequilíbrios e as iniquidades que se têm acumulado, promover a
justiça social, a competitividade e o crescimento sustentado da economia portuguesa.»
Este podcast relembra alguns dos pecados mortais do sistema fiscal português.
Alentejo Central
Câmara de Santarém Investe 345 Mil Euros no Apoio ao Associativismo e Agentes Culturais do Concelho

O Município de Santarém assinou no passado dia 9 de junho vários protocolos com agentes locais, no âmbito do Programa de Apoio ao Associativismo e Agentes Culturais, num investimento global de 345 mil euros.
A assinatura pública destes documentos decorreu às 18h30 no stand do município na Feira Nacional de Agricultura. A verba canalizada para o ano de 2026 distribui-se por três eixos fundamentais: 155.500 euros para 15 projetos de atividade permanente, 75.500 euros aplicados em 105 iniciativas pontuais ou festivais e 114 mil euros atribuídos a 47 projetos de investimento e aquisição de novos equipamentos.
O Presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, reforçou na cerimónia que a cultura assume uma importância central no desenvolvimento económico e social do concelho. O autarca frisou que o orçamento investido funciona como um elemento multiplicador do território, gerado a partir do trabalho conjunto e em equipa com o movimento associativo.
Ao longo do corrente ano de 2026, as instituições do concelho submeteram 167 candidaturas de cariz cultural, educativo, recreativo e social. Com esta verba estratégica, o executivo municipal pretende valorizar as tradições locais, assegurar o diálogo intergeracional, descentralizar os eventos disponíveis e garantir o acesso da comunidade a atividades artísticas de interesse público através destas parcerias locais.
Portugal
Quercus volta a ser parceira do Salva a Terra Ecofestival, que decorrerá entre 25 e 28 de junho em Salvaterra do Extremo, Idanha-a-Nova


Está de regresso mais uma edição do Salva a Terra Ecofestival a Salvaterra do Extremo. Entre os dias 25 e 28 de junho, a vila recebe músicos, artistas, oficinas, conversas, dança e sessões de ioga, e uma feira de produtos biológicos, em vários espaços espalhados pela localidade, todos de acesso gratuito.
A iniciativa é co-organizada pelo Município de Idanha-a-Nova (Cidade Criativa UNESCO na Música), pela União das Freguesias de Monfortinho e Salvaterra do Extremo e pela Quercus, contando, este ano, com o apoio da ARI Geografia Criativa-Festival da Paisagem 2026 [Naturtejo].
A ecologia, a sustentabilidade e o diálogo multidisciplinar e intercultural estão entre as preocupações do Salva a Terra Ecofestival, que traz participantes de vários países, e cujos lucros apoiam a conservação da fauna selvagem no CERAS – Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens, sediado em Castelo Branco.
À semelhança da edição anterior, a Quercus, que co-organiza este evento, preparou uma programação paralela centrada em temas ligados ao ambiente e à ecologia, com a intenção de criar uma consciência mais sustentável.
As atividades dinamizadas por esta associação irão decorrer ao longo de três dos quatro dias que dura o festival, em vários espaços de Salvaterra do Extremo. A programação integra diferentes formatos, incluindo Conversas, Oficinas, Oficinas Familiares e Percursos, dirigidos a públicos de todas as idades. Para os mais novos, destacam-se iniciativas como o espaço infantil “Pequenos Salvadores da Terra” e a Feirinha das Crianças, onde serão expostas pequenas obras de arte e trabalhos de artesanato feitos com carinho pelos mais pequenos, assim como brinquedos e roupas em segunda mão, numa banca organizada e dinamizada pelas próprias crianças.
Durante o festival, estará também presente a banca da Quercus que, além das atividades normais de esclarecimento sobre a ação e missão da Associação, prestará esclarecimentos sobre as formas de participação ambiental, através de consultas públicas, denúncias e mobilização de grupos informais para reivindicar o interesse público ambiental.
Em paralelo, haverá ainda uma banca do CERAS, que será composta de um espaço informativo dedicado ao trabalho do centro, sensibilizando para a conservação da fauna e para a importância da proteção da vida selvagem. O programa inclui ainda exposições dedicadas a temas ambientais, reforçando a componente de sensibilização e educação ambiental do festival.
Programação detalhada das atividades ambientais
No dia 26, segundo dia do Salva a Terra Ecofestival, a Quercus organizará, logo de manhã, uma caminhada guiada por Inês Pereira, “Observação da Avifauna”, a iniciar às 8h00, com um percurso de uma hora e meia, tem como ponto de partida o Palco Lusco-Fusco, à semelhança de todas as caminhadas. Às 10h30, a oficina “Produtos Ecológicos para o dia-a-dia”, da responsabilidade de Alexandra Azevedo, terá lugar no Quintal da Fáfá, onde decorrerá a maioria das atividades da Quercus. Pelas 14h30, nos Paços do Concelho, será feita a apresentação do livro “Raízes do Futuro”, editado pela Quercus, também por Alexandra Azevedo. Finalmente, a Associação fecha o seu programa de sexta-feira, com o jogo pedagógico “Os Polinizadores”, facilitado por Margarida Monteiro, no Palco Igreja, às 16h00.
No sábado, dia 27, três das quatro atividades acontecem no Quintal da Fafá: às 10h30, a oficina familiar “Tinta com Bugalhos”, por Dália Lourenço; às 15h00, a oficina “As plantas à nossa volta que nos alimentam”, por Ema Magalhães; e, finalmente, a oficina “Hotéis de Insectos”, por Margarida Monteiro, às 17h00. A Conversa “Deservar sem envenenar: pelo abandono dos herbicidas”, por Alexandra Azevedo e Graça Passos, terá lugar nos Paços do Concelho, de manhã, às 10h30.
O encerramento do festival acontece no dia 28 de junho e, logo às 8h00 da manhã, o programa abre com a caminhada “Segredos dos Ecossistemas”, realizada por Miguel Ribeiro, com a duração de uma hora e meia. Miguel Ribeiro conduzirá, mais tarde, a conversa “Ecos da Paisagem: relações entre a natureza e o homem”, juntamente com Monte Silveira e Idanha à Vida, nos Paços do Concelho, às 10h30.
Um pouco antes, às 10h00, tem lugar a oficina familiar “Impressão Botânica”, da responsabilidade de Dália Lourenço, no Quintal da Fáfá, onde também acontecerá a oficina “A Bolota na Cozinha”, por Alexandra Azevedo, às 15h; e a oficina “Farmácia Natural de Primavera/Verão”, por Ema Magalhães, às 17h00.
O programa da Quercus apresenta ainda a conversa “Quem salva a terra do extremo?”, onde se juntam vários projetos locais com um verdadeiro impacto ambiental, no Palco Igreja, às 16h30.
Estão ainda programadas exposições artísticas, nomeadamente Plantas da Cidade, numa colaboração Quercus/Urban Sketchers e uma exibição dedicada ao CERAS no Paços do Concelho.
À semelhança das edições anteriores, a entrada no festival é livre, assim como o campismo.

Idanha-a-Nova, 11 de junho de 2026
Portugal
CM Vagos / Câmara Municipal de Vagos entrega prémios do Concurso Literário João Grave 2026

A Câmara Municipal de Vagos procedeu, no dia 10 de junho, à entrega dos prémios da edição de 2026 do Concurso Literário João Grave, subordinado ao tema “O Mundo é a minha casa”. A cerimónia reuniu os concorrentes distinguidos, as suas famílias e a comunidade educativa do concelho, afirmando-se como um momento de celebração da escrita, da criatividade e do talento, tanto dos mais jovens como da população em geral.
A realização desta iniciativa no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas conferiu-lhe um simbolismo particular. Celebrar a língua portuguesa e a palavra escrita na data que homenageia o maior vulto da literatura nacional reforça o propósito do concurso e o seu contributo para a valorização da língua, da cultura e da identidade.
Promovido pela Câmara Municipal de Vagos, em parceria com a Rede de Bibliotecas de Vagos, o Concurso Literário João Grave tem vindo a consolidar-se como uma iniciativa de referência no âmbito da política cultural e educativa do município. O concurso incentiva a criação e a divulgação literária em língua portuguesa, promovendo simultaneamente o envolvimento ativo da comunidade.
A edição deste ano realizou-se nas modalidades de prosa e poesia, desafiando os participantes a refletir, através da escrita, sobre conceitos como pertença, comunidade e lugar no mundo. A avaliação dos trabalhos esteve a cargo de um júri que considerou critérios como a adequação ao tema, originalidade, criatividade e qualidade de construção textual, assegurando um processo de apreciação rigoroso, imparcial e anónimo.
A autarquia destaca ainda o contributo dos parceiros que tornaram possível esta edição. O Crédito Agrícola — Caixa de Vagos assegurou o patrocínio dos prémios de 1.º lugar nas categorias escolares, constituindo um incentivo direto ao mérito e reforçando a capacidade do município para manter e ampliar esta iniciativa. Como novidade nesta edição, a empresa Costa Verde associou-se ao concurso, atribuindo prémios de Honra a todas as escolas participantes.
Na ocasião, a Vereadora Graça Gadelho sublinhou a elevada qualidade dos trabalhos apresentados:
“É com enorme satisfação que felicitamos todos os concorrentes pela coragem e dedicação demonstradas. A qualidade dos textos apresentados nesta edição foi notável e revela o talento, a sensibilidade e a riqueza criativa da nossa comunidade. Deixamos a todos uma palavra de incentivo para que continuem a escrever.”
Vencedores da edição 2026:
Categoria A — 1.º ciclo do ensino básico
- 1.º lugar — Sofia Pires Simões, com o pseudónimo “Magia”, do Agrupamento de Escolas de Vagos — Centro Escolar da Boa-Hora.
- 2.º lugar — Alice Duarte Martins Neves, com o pseudónimo “Beni Viajante”, do Agrupamento de Escolas de Vagos — EB Lombomeão.
- 3.º lugar — Clara Mesquita Rato, com o pseudónimo “Cacau R.”, do Agrupamento de Escolas de Vagos — Centro Escolar da Boa-Hora.
Categoria B — 2.º ciclo do ensino básico
- 1.º lugar — Luísa Marques Cartaxo, com o pseudónimo “Isabel Silva”, do Agrupamento de Escolas de Vagos — EB 2,3 Dr. João Rocha Pai.
- 2.º lugar — Maria Leonor de Castro Morgan, com o pseudónimo “João Pestana”, do Agrupamento de Escolas de Vagos — EB 2,3 Dr. João Rocha Pai.
- 3.º lugar — Bianca Costa e Malta, com o pseudónimo “Estrela”, do Colégio Diocesano Nossa Senhora da Apresentação.
Categoria C — 3.º ciclo do ensino básico
- 1.º lugar — Leonor Augusto Rosete, com o pseudónimo “Inquilina”, do Colégio Diocesano Nossa Senhora da Apresentação.
- 2.º lugar — Gonçalo Leite, com o pseudónimo “O G. de Vagos”, do Agrupamento de Escolas de Vagos — Escola Secundária de Vagos.
- 3.º lugar — Olívia Rumor Conde, com o pseudónimo “Maria da Paz”, do Colégio Diocesano Nossa Senhora da Apresentação.
Categoria D — Ensino secundário (incluindo profissional)
- 1.º lugar — Bárbara Alexa Silva Costa, com o pseudónimo “Nora Silvestre”, do Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Vagos.
- 2.º lugar — Vera dos Santos Novo, com o pseudónimo “Rosa dos Ventos”, do Colégio Diocesano Nossa Senhora da Apresentação.
- 3.º lugar — Raquel Carvalhais Francisco, com o pseudónimo “Maré Interior”, do Colégio Diocesano Nossa Senhora da Apresentação.
Categoria E — Currículo Específico Individual (CEI)
- 1.º lugar — Daniela Sofia Seabra Santos, com o pseudónimo “Inspetor Max”, do Agrupamento de Escolas de Vagos — Educação Especial.
- Menção honrosa — Bernardo Tavares Pires Rodrigues, com o pseudónimo “O Gato das Botas”, do Agrupamento de Escolas de Vagos — Educação Especial.
Categoria F — Munícipes maiores de 18 anos
- Menção honrosa — João Paulo Pedrosa, com o pseudónimo “Olga Isabel Cova”.
Para além das distinções atribuídas, todos os participantes receberam um certificado de participação, reconhecendo o empenho e a qualidade dos trabalhos apresentados.
Com mais uma edição concluída, a Câmara Municipal de Vagos reafirma a sua aposta na promoção da cultura, da literacia e da participação cívica, valorizando a palavra escrita como instrumento de criatividade, cidadania e afirmação da identidade local.
Alentejo Central
Alentejo em perigo máximo de incêndio rural devido ao calor

Os distritos de Portalegre, Évora e Beja estão esta quinta-feira em perigo máximo de incêndio rural devido à subida acentuada das temperaturas, integrando o grupo de cerca de 100 concelhos sob alerta em Portugal continental.
O aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera estende-se a 12 distritos do país, mas ganha especial contorno na região alentejana devido à previsão de calor extremo, baixa humidade e vento. Segundo o instituto, o risco de fogo vai continuar a agravar-se nos próximos dias e manter-se-á muito elevado pelo menos até segunda-feira. A avaliação do perigo é calculada com base na análise cruzada da temperatura do ar, velocidade do vento e quantidade de precipitação recolhida nas últimas 24 horas.
Esta situação de vulnerabilidade surge acompanhada por uma vaga de calor que vai atingir o seu pico já esta sexta-feira, dia em que as temperaturas máximas vão oscilar entre os 35 e os 40 graus Celsius na generalidade do território nacional. A subida acentuada dos termómetros faz-se sentir logo nesta quinta-feira.
A juntar às tardes sufocantes, o Alentejo e o resto do continente vão registar uma subida das temperaturas mínimas, esperando-se noites tropicais com valores iguais ou superiores a 20 graus até à madrugada de domingo.
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