Economia
Prestação da casa poderá aliviar já em novembro, mas incerteza mantém-se
A ligeira descida das taxas Euribor observada nos últimos dias reacendeu a esperança de um alívio nas prestações do crédito à habitação já no próximo mês de novembro. O fenómeno está diretamente ligado ao plano de paz no Médio Oriente, que tem provocado uma reação positiva nos mercados financeiros e uma redução na cotação do petróleo, fatores que contribuem para um clima de maior confiança económica.
Após ter descido a taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE) para os 2%, a instituição optou por uma pausa na trajetória descendente, num contexto global ainda marcado pela incerteza geopolítica e pela estagnação económica em países como França e Alemanha. O BCE voltará a reunir-se a 29 de outubro, em Florença, onde poderá decidir uma nova redução das taxas, caso se confirmem sinais de arrefecimento económico na zona euro.
De acordo com uma simulação da DECO Proteste divulgada pela SIC, um crédito de 150 mil euros com spread de 1% e prazo de 30 anos poderá sentir efeitos distintos consoante o indexante utilizado:
— Para a Euribor a três meses, a prestação sobe cerca de 3 euros;
— Com a Euribor a seis meses, há uma poupança de 23 euros face a abril;
— Já quem tem Euribor a 12 meses poderá pagar menos 64 euros do que há um ano.
Contudo, os analistas alertam que o atual alívio poderá ser temporário. Nuno Rico, da DECO Proteste, destaca que “a tendência é de estabilização até ao final do ano, mas 2026 poderá trazer nova ligeira subida”, acrescentando que “as decisões do BCE dependerão fortemente do equilíbrio entre paz, energia e crescimento económico”.
Além do conflito no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia e as tarifas comerciais norte-americanas continuam a pressionar as economias europeias, tornando imprevisível o comportamento das taxas de juro.
Para já, as famílias portuguesas podem respirar um pouco melhor — mas com prudência. A travessia financeira de quem paga casa ao banco continua dependente de um mundo onde a paz, os mercados e a política monetária dançam numa corda cada vez mais fina.
Alentejo
Alvito lidera captação de fundos europeus no Alentejo e converte projetos em motor de desenvolvimento
O concelho de Alvito assume-se como o território com maior volume de projetos submetidos e aprovados junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. O dado estatístico estabelece um marco no panorama da gestão do investimento público na região, colocando o município no topo da eficiência técnica na captação de fundos comunitários para alavancar a economia local.
Em duas entrevistas complementares, o Presidente da CCDR Alentejo e o Presidente da Câmara Municipal de Alvito, José Efigénio, analisam a convergência de estratégias que permitiu ao município liderar a mobilização de incentivos europeus. O alinhamento institucional entre a tutela regional e a autarquia é apontado como o fator determinante para acelerar a execução de verbas destinadas à coesão territorial, à valorização do património e ao reforço do tecido produtivo.
Alinhamento estratégico e capacidade técnica
A liderança de Alvito no aproveitamento dos quadros de financiamento europeu resulta de uma transição focada no alinhamento de prioridades económicas com as diretrizes de desenvolvimento regional. Segundo os responsáveis, a capacidade do concelho em liderar a submissão e aprovação de candidaturas reflete uma preparação técnica estruturada, capaz de transformar as caraterísticas específicas do concelho em projetos financeiros elegíveis.
Esta dinâmica de convergência entre a autarquia e a CCDR Alentejo tem garantido a viabilização de investimentos em áreas críticas como o turismo sustentável, a preservação patrimonial e a inovação no setor agroalimentar. O objetivo central passa por maximizar o impacto do capital comunitário para aumentar a competitividade territorial e travar a desertificação humana no interior alentejano.
Fixação de população e valorização do património
A aplicação das verbas comunitárias aprovadas visa dar resposta aos desafios estruturais da região. A estratégia municipal enquadrada pela CCDR Alentejo foca a criação de condições para a fixação de novos residentes, o reforço dos serviços à população e a dinamização do tecido empresarial local.
A conversão dos recursos endógenos em ativos de valor acrescentado tem permitido ao concelho projetar a sua base económica, posicionando Alvito como um caso de estudo na eficácia de gestão dos fundos de coesão no Alentejo.
Economia
Atualização: Gasóleo não desce tanto quanto esperado por causa do ISP
O Governo decidiu reduzir o desconto no ISP em cerca de um cêntimo para o gasóleo, anulando quase totalmente a descida de preço que estava prevista para os postos de abastecimento a partir de segunda-feira.
Com este ajuste fiscal, o gasóleo terá uma redução residual de apenas 0,07 cêntimos, em vez da descida significativa antecipada pelos mercados internacionais. Por outro lado, a gasolina deverá registar um aumento de 2,5 cêntimos por litro, uma vez que o Executivo optou por não alterar o valor do imposto aplicado a este combustível.
Estas variações entram em vigor entre 27 de abril e 3 de maio, embora os preços finais possam variar conforme a política comercial de cada revendedor.
Economia
Combustíveis: Gasóleo baixa e gasolina sobe na próxima semana
As previsões para a semana de 27 de abril a 3 de maio indicam uma evolução diferente para os dois combustíveis em Portugal, com base no comportamento dos mercados internacionais, o preço do gasóleo deverá registar uma descida de 4 cêntimos por litro, enquanto a gasolina deverá subir 2,5 cêntimos.
Feitas as contas, o preço médio do litro de gasóleo deverá fixar-se nos 1,928 €, o que representa uma poupança de cerca de 2 euros num depósito de 50 litros face à semana anterior. No caso da gasolina, o valor médio deverá subir para os 1,921 € por litro, tornando o abastecimento de um depósito de 50 litros aproximadamente 1 euro mais caro.
É importante recordar que estes valores são meramente indicativos, uma vez que o mercado de combustíveis em Portugal é livre e os preços finais podem variar conforme a marca, o posto de abastecimento e a localização geográfica. Se conduz um veículo a gasóleo, poderá valer a pena aguardar por segunda-feira para atestar o depósito.
Economia
Preço das casas em Portugal dispara 16,8% e ultrapassa os 2 mil euros por metro quadrado
Comprar casa em Portugal tornou-se significativamente mais caro em 2025, com o preço mediano da habitação a fixar-se nos 2.076 €/m². Segundo os dados revelados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), este valor representa uma subida de 16,8% face ao ano de 2024, refletindo a forte pressão no mercado imobiliário nacional.
Com base em quase 165 mil vendas efetuadas ao longo do último ano, o relatório destaca que cinco regiões do país apresentam valores acima da média nacional, com a Grande Lisboa a liderar a lista ao atingir os 3.439 €/m². Seguem-se o Algarve (3.139 €/m²), a Península de Setúbal (2.596 €/m²), a Região Autónoma da Madeira (2.500 €/m²) e a Área Metropolitana do Porto (2.305 €/m²) como as zonas onde o acesso à habitação exige o maior esforço financeiro.
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