Siga-nos nas redes sociais

Economia

Projeto de Centro de Dados da Start Campus em Sines Recebe Estatuto de Projeto PIN

Publicado há

no dia

sines campus 3

O Ministério do Ambiente e Ação Climática de Portugal anunciou que 17 projetos, incluindo o projeto de centro de dados da Start Campus em Sines, demonstraram interesse em capacidade de ligação à rede na área de Sines. Este procedimento excecional foi criado para acomodar a crescente procura de energia elétrica associada a novos investimentos industriais estratégicos na região de Sines, incluindo projetos de centros de dados. No total, os projetos comunicaram uma necessidade de 4,9 gigavolts-ampere (GVA) de capacidade de ligação à rede. O Governo pode realizar um concurso para atribuir a capacidade se a procura exceder a oferta disponível. O projeto de centro de dados da Start Campus também recebeu o estatuto de Projeto de Potencial Interesse Nacional (PIN).

Agricultura

O Dilema das Energias Renováveis e a Preservação dos Terrenos Agrícolas

Publicado há

no dia

painel

Nos últimos anos, a União Europeia tem liderado a adoção de políticas públicas destinadas a combater as alterações climáticas, com a ambiciosa meta de alcançar a neutralidade climática até 2050. Este objetivo é um dos pilares do Pacto Ecológico Europeu, que tem direcionado muitas das políticas nos setores económicos, incluindo a energia, a mobilidade, a construção, a agricultura e a floresta. A estratégia europeia do Green Deal inclui medidas para acelerar a adoção de fontes de energia renováveis, com a intenção de aumentar a sua contribuição para 45% do consumo energético até 2030, face aos atuais 23% registados em 2022.

Recentemente, Itália tomou uma decisão controversa ao proibir a instalação de sistemas fotovoltaicos de grande escala em terrenos agrícolas produtivos. O governo italiano, ao implementar esta medida, procurou compatibilizar a produção de energia fotovoltaica com a atividade agrícola, evitando a perda de terrenos produtivos e o êxodo rural. Esta decisão, embora bem acolhida por algumas associações agrícolas, gerou críticas por parte do setor energético, que a considerou restritiva e prejudicial aos compromissos ambientais do país.

Portugal tem assistido a um crescimento significativo na instalação de parques fotovoltaicos de grande dimensão em terrenos agrícolas. Segundo o Plano Nacional de Energia e Clima (PNEC), em 2023 existiam 2,6 GW de energia fotovoltaica instalada, com uma meta ambiciosa de atingir 20,4 GW em 2030. Destes, 14,9 GW deverão provir de energia fotovoltaica centralizada, necessitando de vastas áreas de terreno.

A título de exemplo, a Central Solar Fotovoltaica da Amareleja, com uma capacidade instalada de 35 MW, ocupa 250 hectares. Para atingir as metas estabelecidas no PNEC, seriam necessários mais de 105.000 hectares, uma área equivalente a toda a superfície irrigada pela barragem do Alqueva, ou dez vezes a área da cidade de Lisboa.

A recente declaração da ministra do Ambiente, apontando para a possibilidade de antecipar a neutralidade carbónica para 2045, reforça a urgência em acelerar os projetos fotovoltaicos. No entanto, a questão que se coloca é se faz sentido impor limites ao desenvolvimento destes projetos em terrenos rurais, à semelhança do que foi feito em Itália.

Os painéis fotovoltaicos representam uma concorrência direta a muitas culturas agrícolas e florestais. As rendas pagas pelos arrendamentos para instalação de painéis solares são frequentemente superiores aos rendimentos agrícolas, oferecendo uma garantia de rendimento sem os riscos associados à produção agrícola. Contudo, esta situação levanta preocupações sobre a sustentabilidade a longo prazo da produção agrícola e a preservação dos terrenos rurais.

A opinião de um CEO de uma empresa elétrica, criticando a destruição de florestas para a instalação de painéis solares, destaca um aspeto importante a considerar. Embora possa estar a defender interesses particulares, a crítica sublinha a necessidade de encontrar um equilíbrio entre a expansão das energias renováveis e a preservação dos recursos naturais.

Para os agricultores, a instalação de painéis fotovoltaicos pode representar uma importante fonte de rendimento adicional. No entanto, é crucial que estejam bem assessorados durante todo o processo de negociação dos contratos de arrendamento, que são de longo prazo e envolvem um mercado altamente volátil.

Em conclusão, o desafio de equilibrar a expansão das energias renováveis com a preservação dos terrenos agrícolas e florestais é complexo. A experiência italiana oferece uma perspetiva relevante para Portugal, onde a necessidade de acelerar projetos fotovoltaicos deve ser cuidadosamente ponderada com a sustentabilidade a longo prazo do mundo rural. Este é, sem dúvida, um dos novos desafios do renovado mundo rural português.

Continuar a ler

Alto Alentejo

Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre brilha como finalista no Concurso Europeu de vídeo

Publicado há

no dia

por:

lemon up 1

A Escola de Hotelaria e Turismo (EHT) de Portalegre alcançou um feito notável ao ser selecionada como uma das cinco finalistas no prestigiado Concurso de Vídeo CEDEFOP 2023, uma competição voltada para escolas técnico-profissionais de toda a Europa. Com trinta instituições participantes de sete países, a EHT Portalegre destacou-se com o seu vídeo intitulado “Lemon Up”, produzido pelos alunos do curso de Gestão de Restauração e Bebidas.

O projeto “Lemon Up” teve como objetivo abordar questões cruciais como sustentabilidade, reutilização, desperdício e trabalho em equipa. Os alunos exploraram de forma criativa a possibilidade de utilizar apenas um limão para produzir diversas bebidas, destacando assim o potencial da gestão sustentável de recursos na indústria da restauração.

O concurso, promovido pelo Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Vocacional (CEDEFOP), desafiou as escolas europeias a apresentarem propostas curtas e concisas que refletissem valores fundamentais, além de promoverem as competências associadas à formação dos alunos.

Ricardo Lourenço, formador responsável pelo acompanhamento do projeto na EHT Portalegre, explicou o processo envolvido na criação do vídeo: “Quando recebemos o desafio do CEDEFOP, os alunos uniram esforços para debater ideias e desenvolver um guião. Este projeto desafiou-os a adquirir competências fora de sua área habitual, como multimédia, e a serem sintéticos, uma vez que a história precisava ser contada em apenas 60 segundos. O objetivo era mostrar que, em equipa, os alunos conseguiram utilizar e reutilizar um limão para criar quatro bebidas. Foi um desafio estimulante e gratificante, pois o esforço dos nossos alunos foi recompensado.”

A EHT Portalegre não esteve sozinha no pódio, já que a rede de Escolas do Turismo de Portugal teve uma presença significativa entre os finalistas. A congénere de Viana do Castelo também conquistou seu lugar entre as cinco melhores, seguindo-se à equipe vencedora da Escola de Tecnologias Inovação e Criação do Algarve, também de Portugal.

Portugal destacou-se com três organizações representadas entre a vencedora e as duas finalistas, enquanto outras instituições de renome da Grécia, Croácia e Chipre completaram o lote das mais reconhecidas no CEDEFOP 2023.

A participação bem-sucedida da EHT Portalegre neste concurso reforça o compromisso das escolas portuguesas em promover a inovação, a sustentabilidade e as competências dos seus alunos, contribuindo assim para o desenvolvimento da formação vocacional na Europa.

Continuar a ler

Economia

Protesto em Lisboa denuncia a Navigator Company por envolvimento em exportações para Israel e aponta impacto ambiental

Publicado há

no dia

por:

403892556 2277560392581393 5336338171325064694 n

Ativistas solidárias com o Coletivo de Libertação da Palestina, o Climáximo e a Greve Climática Estudantil de Lisboa realizaram uma ação de protesto direcionada à sede da The Navigator Company, em Lisboa. A empresa, reconhecida como a sexta maior exportadora de Portugal para Israel, está no centro de críticas pela sua participação na produção de pasta celulósica e papel.

Na fachada do edifício pode-se ler a palavra “Genocida” em tinta vermelha, acompanhada da fixação de cartazes que proclamavam a mensagem: “Quem lucra com o apartheid é cúmplice de genocídio.” Os ativistas expuseram fotografias do atual conflito em Gaza, evidenciando a conexão direta entre as atividades comerciais da Navigator Company e os eventos dramáticos na Palestina.

A Navigator Company acusada pela Climáximo de lucrar diretamente com o apartheid sionista e a limpeza étnica do povo palestiniano. A empresa é alvo de críticas por sua participação em trocas comerciais que são percebidas como uma forma de normalização desses eventos. A Navigator Company é apontada como uma das maiores emissores de CO2 em Portugal, contribuindo para a monocultura eucaliptal e para o colapso ambiental global.

A ação em Lisboa faz parte de uma série de iniciativas que visam empresas portuguesas envolvidas em exportações para Israel. Com mais de 930 empresas em Portugal mantendo relações comerciais com Israel, os ativistas exortam os cidadãos portugueses a cessarem o apoio a empresas envolvidas no que classificam como genocídio na Palestina. O movimento exige que empresas como a Navigator Company cancelem todas as exportações para o estado sionista ou empresas israelitas, e solicita boicote, desinvestimento e sanções a organizações cúmplices da ocupação. A ação também enfatiza a urgência do fim da ocupação da Palestina e a autodeterminação do povo palestiniano.


Continuar a ler

Agricultura

Vindima Portuguesa de 2023: Um marco histórico na produção agrícola

Publicado há

no dia

por:

vinhas

A vindima de 2023 em Portugal promete entrar para os anais da história como uma das mais produtivas das últimas duas décadas, de acordo com as previsões agrícolas divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Com uma projeção de 7,3 milhões de hectolitros de vinho, o setor vinícola lidera as expectativas, alcançando um patamar não visto desde 2006. Este otimismo estende-se a outras culturas, destacando-se o recorde esperado na produção de amêndoas, que atingirá 53 mil toneladas, refletindo um aumento notável de 15% em relação a 2022. No entanto, a castanha enfrenta desafios, prevendo-se uma redução significativa de dois terços em comparação com a média do último quinquénio, devido ao impacto da septoriose..

  1. Produção de Vinho: Estima-se que a produção de vinho atinja 7,3 milhões de hectolitros, o valor mais elevado desde 2006. As perspetivas indicam boas quantidades e qualidade, com aumentos globais de produtividade em quase todas as regiões.
  2. Amêndoa: Será a melhor campanha de sempre para a amêndoa, com uma previsão de 53 mil toneladas, um aumento de 15% em relação a 2022. Este aumento deve-se à entrada em produção de muitos pomares, principalmente no Alentejo.
  3. Castanha: Pelo segundo ano consecutivo, a produção de castanha sofrerá uma quebra significativa, estimada em -33% em comparação com a média do último quinquénio. Condições meteorológicas propícias à septoriose são apontadas como causa.
  4. Pomóideas (Pera e Maçã):
    • Pera: Sofre uma descida pelo segundo ano consecutivo, com uma redução de 30% em relação à média do último quinquénio.
    • Maçã: A produção global está mais próxima do esperado, com a quebra registada no Oeste compensada pelo aumento da produção em Trás-os-Montes (-3% em comparação com a média do último quinquénio).
  5. Kiwi: Prevê-se uma produção próxima da obtida nos dois últimos anos, com a precipitação contribuindo para a recuperação e aumento do calibre dos frutos.
  6. Culturas de Primavera de Regadio: As produções de tomate para a indústria, milho para grão e arroz apresentaram aumentos significativos em comparação com o ano anterior.
  7. Azeite: Apesar do comprometimento de alguma produção devido ao calor durante a floração e vingamento do fruto, espera-se um aumento de 20% na produção de azeitona em comparação com 2022.
  8. Olivais: Nos olivais tradicionais (de sequeiro), as produtividades são esperadas ser muito superiores às de 2022, enquanto nos olivais intensivos em plena produção, prevê-se uma estabilização da produtividade.

Estas previsões destacam a diversidade e a importância das atividades agrícolas em Portugal, com setores como o vinho, amêndoa e azeite desempenhando papéis significativos na economia agrícola do país.

Continuar a ler

ÚLTIMAS 48 HORAS