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Alentejo

REDONDO ARCHAEOLOGICAL SUMMER PROGRAMS

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A 24 de agosto, terminou o último dos “Redondo Archaeological Summer Programs” que trouxeram a Redondo, desde o início de Junho, mais de centena e meia de alunos, investigadores e professores universitários de todo o Mundo, principalmente Norte Americanos. 


A investigação, coordenada em colaboração com o Arqueólogo Municipal, e com o apoio logístico da Câmara Municipal de Redondo, desenrolou-se em quatro sítios arqueológicos distintos, que perpassam mais de dois mil anos da História Local. As intervenções, com princípios didácticos, desenrolaram-se inicialmente na Villa Romana de Santa Susana, em terrenos da paróquia, em coordenção com Joey Williams (Univ. Central Oklahoma) e Emma Ljung (Univ. de Princeton), e ajuda de Betsy Bevis, Bianca Viseu e Alex Elliot. André Pereira foi o Arqueólogo de campo.


Em seguida os trabalhos desenrolaram-se no sítio do Caladinho/Casinha do Alfaiate, um fortim romano a escassos quilómetros da vila. Aqui os trabalhos foram coordenados com Karilyn Sheldon, e auxílio do arqueólogo Gonçalo Bispo.


Em agosto os trabalhos desenrolaram-se na adjacência da Igreja de Nossa Senhora do Freixo, onde se vem a intervencionar uma Igreja paleocristã, infelizmente muito destruída pelas ocupações mais recentes. Os trabalhos aqui são desenvolvidos em coordenação com Brandon Lewis (Univ. da Califórnia) e Glen Jones, com auxílio dos arqueólogos José Inverno e Hugo Morais.


Por fim, decorreram durante quatro semanas trabalhos no sítio do Castelo Velho da Serra d’Ossa, uma ocupação da Idade do Bronze e Idade do Ferro, em coordenação com Bianca Viseu e Kathryn Bryles, e apoio dos Arqueólogos Gonçalo Bispo e Hugo Morais. Aqui, o apoio e presença da companhia detentora do local, a Navigator Company foi um elemento determinante para um mais favorável contexto de intervenção.


Este foi um Verão no qual as equipas de Arqueologia se fizeram notar bastante na vila, chegando a ter 50 pessoas em simultâneo, distribuídas por 3 projetos. 


Como vem sendo habitual a Câmara Municipal de Redondo acolheu com entusiasmo esta iniciativa que considera ter um impacto extremamente positivo quer para economia local quer para a identidade do concelho que sai assim reforçada um pouco por todo o mundo. 

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Alentejo Central

O Santo Graal: a relíquia que nunca deixou de ser procurada

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Há objectos que pertencem à História. Outros pertencem à imaginação. O Santo Graal habita um território mais raro e persistente: aquele onde a fé, a literatura e o desejo humano de acreditar se confundem até se tornarem inseparáveis.

Durante séculos, reis, monges, cavaleiros, arqueólogos, escritores e aventureiros procuraram o cálice associado à Última Ceia de Cristo. Nenhuma descoberta foi conclusiva. Nenhuma prova resistiu definitivamente ao escrutínio histórico. E, no entanto, poucas narrativas sobreviveram com tanta força ao desgaste do tempo como a do Santo Graal.

A sua permanência atravessa a Idade Média, as Cruzadas, o romantismo europeu, o cinema contemporâneo e a cultura popular. O Graal continua vivo porque nunca foi totalmente encontrado — e talvez porque nunca tenha sido apenas um objecto.

A Bíblia não refere o destino do cálice utilizado por Jesus na Última Ceia. Os Evangelhos mencionam o vinho partilhado entre Cristo e os discípulos, mas silenciam tudo o que aconteceu ao recipiente após a crucificação. Foi precisamente esse vazio que abriu espaço à imaginação medieval.

Entre os séculos XII e XIII, numa Europa marcada por guerras religiosas, peregrinações e uma profunda obsessão por relíquias sagradas, começaram a surgir narrativas que procuravam preencher aquilo que as Escrituras não explicavam. O Graal nasce, assim, menos da História documentada do que da necessidade humana de prolongar o sagrado para além dos textos bíblicos.

Uma das tradições mais difundidas atribui o Graal a José de Arimateia, a figura que, segundo os Evangelhos, reclamou o corpo de Cristo após a crucificação. De acordo com essa versão, José teria recolhido no cálice o sangue de Jesus e levado a relíquia para terras britânicas, onde esta passaria a integrar uma linhagem espiritual e misteriosa.

Mas o mito nunca teve uma forma única. Em algumas versões, o Graal é um cálice. Noutras, um recipiente sagrado. Em certas tradições germânicas, chega mesmo a transformar-se numa pedra mística dotada de poderes sobrenaturais. Essa fluidez revela uma característica essencial da lenda: o Graal adapta-se às inquietações de cada época.

Foi na literatura medieval que o mito ganhou verdadeira dimensão cultural. A primeira grande referência surge em Perceval ou o Conto do Graal, escrito por Chrétien de Troyes no final do século XII. A obra, inacabada, introduz um objecto misterioso associado a uma busca espiritual conduzida por cavaleiros.

Pouco depois, o poeta francês Robert de Boron aprofundou essa tradição, ligando explicitamente o Graal à Última Ceia e a José de Arimateia. A partir daí, o mito fundiu-se definitivamente com o ciclo arturiano e com a figura do rei Artur, transformando-se numa das grandes narrativas espirituais da Europa medieval.

Nas cortes feudais, entre manuscritos iluminados, mosteiros e castelos, o Graal deixou de ser apenas uma relíquia. Tornou-se uma metáfora da pureza, da redenção e da procura interior. A sua busca exigia mais do que coragem física: exigia transformação moral.

Ao longo dos séculos, várias instituições religiosas e militares passaram a ser associadas à guarda do Graal. Entre elas destacaram-se os Ordem dos Cavaleiros Templários, cuja aura de secretismo ajudou a alimentar inúmeras teorias posteriores. Embora não exista qualquer prova histórica que ligue directamente os Templários ao Santo Graal, a associação tornou-se uma das mais persistentes da cultura ocidental.

Esse ambiente de mistério favoreceu também o aparecimento de relíquias reivindicadas como autênticas. Em Valência, o chamado Santo Cálice conservado na Catedral de Valência continua a ser apresentado por muitos fiéis como o verdadeiro cálice da Última Ceia. Estudos históricos indicam que a taça superior poderá remontar aos primeiros séculos da era cristã, embora a ligação directa a Cristo permaneça impossível de demonstrar.

Também em Génova, o chamado Sacro Catino foi venerado durante séculos como sendo o Graal. Mais tarde descobriu-se que o objecto não era uma esmeralda, como se acreditava, mas sim vidro islâmico medieval.

Já no século XX, o chamado Cálice de Antioquia despertou entusiasmo internacional antes de os especialistas concluírem tratar-se de uma peça litúrgica posterior, provavelmente concebida como lamparina cerimonial.

A multiplicação destas relíquias está intimamente ligada ao contexto das Cruzadas. As campanhas militares no Médio Oriente permitiram o saque e transporte de milhares de objectos religiosos para a Europa. Muitos desses artefactos passaram a ser associados à vida de Cristo, aumentando o prestígio espiritual e económico das cidades e igrejas que os possuíam.

Mas talvez o verdadeiro poder do Graal nunca tenha dependido da sua autenticidade histórica.

No século XIX, durante o romantismo europeu, o mito conheceu um novo renascimento. O compositor Richard Wagner transformou a lenda numa epopeia espiritual na ópera Parsifal, reforçando a dimensão mística da busca. Mais tarde, o cinema e a literatura contemporânea voltariam a reinventar o Graal para novas gerações, desde as aventuras arqueológicas de Hollywood até às teorias conspirativas modernas.

Hoje, historiadores tendem a olhar para o Santo Graal menos como uma relíquia concreta e mais como uma construção cultural extraordinariamente poderosa. Um mito capaz de sobreviver precisamente porque nunca pertenceu inteiramente ao domínio da prova.

Talvez seja essa a razão da sua permanência. O Santo Graal não representa apenas um objecto perdido da tradição cristã. Representa algo mais profundo e universal: a procura humana pelo absoluto, pela verdade e pelo sentido.

Cada época recriou o Graal à imagem das suas próprias inquietações. Para os cavaleiros medievais, era a pureza espiritual. Para os românticos, o mistério transcendental. Para o mundo contemporâneo, tornou-se símbolo da eterna tensão entre fé, História e imaginação.

E talvez seja precisamente por isso que a busca nunca terminou.



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Vila Viçosa

INFANTIS FUTEBOL 9 – CDVV SAGRAM-SE CAMPEÕES DISTRITAISO Município de Vila Viç…

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INFANTIS FUTEBOL 9 – CDVV SAGRAM-SE CAMPEÕES DISTRITAIS

O Município de Vila Viçosa partilha este importante feito com todos os munícipes e e endereça especial felicitação a todos os atletas dos Infantis Futebol 9, assim como a toda a equipa técnica d’ O Calipolense – Clube Desportivo de Vila Viçosa, fazendo votos que seja um início de um percurso futebolístico repleto de muitos sucessos.

PARABÉNS INFANTIS! UM ORGULHO PARA VILA VIÇOSA!

#cmvv #vilavicosa #calipolense #infantis #campeoes #distritais #orgulho #portugal







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Alentejo Litoral

Atividades de “Maio, Mês do Coração” começaram com muita animação e movimento…

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Atividades de “Maio, Mês do Coração” começaram com muita animação e movimento

A primavera pregou uma partida este fim de semana, com um tempo menos convidativo. No entanto, não demoveu os participantes de aceitarem o desafio do Município e participarem nas atividades desportivas de “Maio, Mês do Coração”, pois a saúde é o mais importante.

No sábado, sob a proteção de tendas, o largo Luís de Camões acolheu duas aulas: a primeira, dirigida por Nelson Sousa, foi de Cross Training; a segunda aula esteve a cargo da Associação Sal de Água-Viva, com uma demonstração do grupo de Capoeira Alto Astral de Alcácer do Sal.

Já no domingo, foi dia de “Mexer Contra o Cancro” e participar numa caminhada da Delegação de Alcácer da Liga Portuguesa Contra o Cancro, desde o Parque Desportivo Municipal até ao jardim público, onde houve atividades de mobilidade, Yoga e Zumba.

Paralelamente às aulas e à caminhada, elementos das Unidades de Cuidados na Comunidade e de Cuidados de Saúde Personalizados, do Centro de Saúde, promoveram ações de sensibilização de “Educação para a Saúde”.

“Maio, Mês do Coração” é uma iniciativa do Município dinamizada com o apoio do movimento associativo, espaços profissionais de desporto, instrutores locais e Centro de Saúde de Alcácer do Sal.

Decorre até 30 de maio, com atividades que levam a prática desportiva a vários locais da cidade, a pensar em diferentes públicos e graus de dificuldade. A ideia é que ninguém fique de fora e todos tenham motivos para praticar alguma modalidade. Afinal, desporto é saúde!

Aceite esta proposta e consulte o programa em https://cm-alcacerdosal.pt/municipio-traz-lhe-atividades-desportivas-e-educativas-em-maio-mes-do-coracao/

#alcacerdosal #alcacereventos #desporto #maiomesdocoracao







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Alentejo Central

Estrada da Horta da Azeda em Alcácer já tem circulação normalizada após reparação

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A circulação rodoviária na Estrada da Horta da Azeda, em Alcácer do Sal, foi totalmente restabelecida após a conclusão dos trabalhos de reparação no piso da descida junto à rotunda de acesso ao bairro do Forno da Cal.

Este troço, que tinha sido requalificado entre março e abril para reparar os danos causados por fenómenos meteorológicos extremos, sofreu um abatimento parcial pouco tempo depois. A empresa responsável pela obra inicial assumiu a correção da anomalia, garantindo agora a segurança na via.

No entanto, a intervenção ainda não está totalmente finalizada: a pintura da sinalização horizontal foi adiada devido à chuva intensa que atinge a região, ficando dependente da melhoria do tempo para que o pavimento seque e permita a aderência das tintas.



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