Alentejo Central
Roteiro Literário de Pavia: Homenagem a Fernando Namora atrai visitantes na Expomora 2024
Durante a Expomora 2024, o Roteiro Literário de Pavia foi destacado como um dos projetos culturais mais importantes da região, homenageando o escritor Fernando Namora. José Santos, presidente da Entidade Regional do Turismo do Alentejo e Ribatejo, sublinhou o valor deste roteiro como exemplo de turismo literário, realçando a importância de transformar a cultura em experiências tangíveis que atraiam visitantes e contribuam para o desenvolvimento do território.
O Roteiro Literário de Pavia, criado pela Junta de Freguesia de Pavia em 2012, é uma homenagem ao escritor Fernando Namora, que viveu na vila alentejana e escreveu “O Trigo e o Joio”, uma obra marcante da literatura portuguesa. Namora retratou as gentes de Pavia, descrevendo as suas fisionomias e temperamentos, e eternizando a vila nas páginas da sua obra.
Custódia Casanova, presidente da Junta de Freguesia de Pavia, reforçou a importância deste projeto, destacando-o como uma homenagem justa a Namora e como um retrato próximo e terno das gentes locais. O percurso literário tem-se afirmado como uma atração cultural na vila, proporcionando aos visitantes a oportunidade de conhecer os locais e cenários que inspiraram o escritor.
O roteiro inclui várias paragens em locais mencionados nas obras de Namora, criando uma experiência imersiva para os visitantes que desejam seguir os passos do autor e reviver os cenários descritos nos seus textos. Este tipo de turismo literário tem demonstrado ser uma ferramenta valiosa para a promoção da identidade cultural e para a dinamização económica da região.
A Expomora 2024, que decorre até ao próximo domingo, tem sido um palco privilegiado para promover este e outros projetos que valorizam o património do Alentejo e Ribatejo, atraindo visitantes e reforçando a importância da cultura como motor de desenvolvimento regional.
Alentejo
O sabor da tradição: Mora promove o “Mês das Migas” com animação musical ao vivo

O concelho de Mora está a transformar o mês de fevereiro num verdadeiro banquete para os sentidos. A iniciativa Mês das Migas, organizada pelo Município, reúne quinze restaurantes locais para celebrar aquele que é um dos pilares da mesa alentejana. No entanto, este ano as migas não vêm sozinhas: a gastronomia surge indissociavelmente ligada ao Cante Alentejano, Património Imaterial da Humanidade, que ecoa pelas salas de jantar do concelho.
A estratégia da autarquia passa por criar uma experiência imersiva. Enquanto os visitantes degustam as diversas variantes de migas — do pão de trigo com carne de porco às versões com espargos ou batata —, grupos de cantares locais asseguram a banda sonora ao vivo. Coletividades como «As Cachopas» de Pavia, os Grupos de Cantares de Brotas, Cabeção, e da Universidade Sénior de Mora, entre outros, percorrem os estabelecimentos aderentes, reforçando a identidade cultural e o espírito de convívio que caracteriza a região.
Mais do que um evento gastronómico, o Mês das Migas é uma ferramenta de dinamização económica. Ao envolver quinze restaurantes em todas as freguesias, o Município de Mora consegue atrair fluxos turísticos num mês habitualmente mais calmo, preservando saberes ancestrais da cozinha alentejana e garantindo palco para os grupos de cante da terra. A autarquia convida agora todos os apreciadores a consultarem o calendário de animação para que possam casar o melhor da gastronomia com a harmonia das vozes do Alentejo.
Alentejo
José Cabeça a 55 segundos do ouro em Milão: Foco agora na prova de 10km estilo livre

O esquiador eborense José Cabeça iniciou hoje a sua participação nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão Cortina 2026, levando as cores de Portugal à pista de Esqui de Fundo na exigente prova de sprint de 1,5 quilómetros. Numa competição caracterizada por uma intensidade física extrema e um ritmo vertiginoso, o atleta natural de Évora cruzou a linha de chegada com o tempo de 04:07.77, garantindo a 91.ª posição na classificação geral. A prova foi dominada pelo favorito norueguês Johannes Klaebo, que conquistou o ouro com a marca de 03:07.37, deixando o português a 55 segundos de distância num percurso altamente competitivo.
Esta é a segunda presença olímpica de José Cabeça, que já em Pequim 2022 tinha feito história ao registar o melhor resultado de sempre de um português no esqui de fundo, com um 88.º lugar nos 15 quilómetros clássicos. Considerado o melhor atleta nacional de sempre na modalidade, o eborense continua a consolidar a sua afirmação internacional, sendo um exemplo de resiliência e evolução num desporto com pouca tradição em solo luso. A participação individual de José Cabeça nestes Jogos de Milão Cortina encerra-se já no próximo dia 13 de fevereiro, data em que disputará a prova dos 10 quilómetros em estilo livre, onde procurará uma nova marca de referência para o desporto de inverno português.
Alentejo
Luto em Estremoz: Jovem soldado de Alter do Chão morre durante treino desportivo

O Exército Português e a região do Alentejo estão de luto após a morte prematura do Soldado Gérson Rodrigo Machado Pinto, de apenas 21 anos, ocorrida ao final da tarde de segunda-feira em Estremoz. O jovem militar, natural de Alter do Chão e colocado no Regimento de Cavalaria N.º 3, sentiu-se indisposto de forma inesperada enquanto praticava atividade desportiva nas imediações do Campo Municipal de Futebol da cidade. O alerta foi prontamente dado por um camarada que o acompanhava no momento, o que motivou a intervenção imediata do Instituto Nacional de Emergência Médica. Apesar da assistência prestada ainda no local e da evacuação para o Centro de Saúde de Estremoz, o óbito acabou por ser declarado naquela unidade de saúde.
Perante este trágico desfecho, o Exército Português manifestou o seu mais profundo pesar, classificando o incidente como prematuro e inesperado, tendo já instaurado um processo de averiguações para apurar com rigor todas as circunstâncias que envolveram a morte do militar. De forma a mitigar o impacto deste choque, foi ativado apoio psicológico para a família do soldado em Alter do Chão, bem como para os seus companheiros de armas no regimento. Às mensagens de condolências do Exército juntou-se também a Guarda Nacional Republicana, que sublinhou o espírito de camaradagem perante a perda de um jovem que servia a instituição militar no coração do Alentejo.
Alentejo
Transportes: Linha do Alentejo só terá reforço estrutural de comboios em 2027

O Governo reconheceu que a falta de carruagens no serviço Intercidades (IC) entre Lisboa e Évora é um problema crónico causado pela “reduzida disponibilidade” de material circulante. Numa resposta oficial ao deputado socialista Luís Dias, o Ministério das Infraestruturas, liderado por Miguel Pinto Luz, admitiu que a CP não tem atualmente capacidade para reforçar as composições de forma permanente, limitando-se a reforços pontuais às segundas e sextas-feiras.
A pressão sobre a Linha do Alentejo tem crescido de forma acentuada. O número médio de passageiros disparou de 39 mil mensais em 2023 para 55.600 em 2025, um crescimento de 25% impulsionado pela introdução do Passe Ferroviário Verde. Este aumento da procura choca com a escassez de lugares, especialmente na 2.ª classe, obrigando muitos utilizadores com passe a adquirir bilhetes simples para garantirem lugar no comboio.
A Solução: Novos comboios Stadler e Carruagens Arco
A tutela aponta o ano de 2027 como o horizonte para uma “melhor capacidade de resposta”. A estratégia de renovação assenta em dois pilares:
Automotoras Stadler: A CP aguarda a entrada ao serviço de 22 novas unidades. A primeira unidade bimodo (capaz de circular com tração elétrica ou diesel) já se encontra em Portugal para homologação. Estas unidades são ideais para o Alentejo, pois permitem fazer a ligação direta a Beja, cujo troço a partir de Casa Branca ainda não está eletrificado.
Carruagens Arco: Para o curto prazo, a CP está a modernizar carruagens do lote “Arco” (adquiridas à Renfe). Três novas unidades deverão estar prontas no final do primeiro trimestre de 2026, juntando-se às 26 já operacionais, com o objetivo de reforçar os eixos de longo curso.
Embora o material Stadler comece a ser entregue faseadamente ao longo de 2026, o Governo sublinha que a estabilização da oferta e o fim das dificuldades na reserva de viagens só serão uma realidade plena em 2027. Até lá, a Linha do Alentejo continuará a depender da gestão de uma frota envelhecida e sobrecarregada pelo sucesso das novas políticas tarifárias.
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