Alentejo Litoral
Santiago do Cacém exige melhorias nas vias paralelas ao IP8
O Presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, solicitou uma reunião urgente com o Secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, para discutir os problemas causados pelas obras em curso no IP8, especialmente nas zonas de Santa Cruz e São Francisco da Serra. A iniciativa surge após uma reunião com moradores e proprietários, realizada a 20 de janeiro, onde foram relatadas várias dificuldades relacionadas com os acessos às habitações e propriedades.
Segundo Álvaro Beijinha, as obras têm vindo a agravar os constrangimentos nas vias paralelas ao IP8, sob responsabilidade das Infraestruturas de Portugal (IP), sem que haja sinais de reparação. “A ligação entre o Porto de Sines e a A2 é essencial para o desenvolvimento do nosso concelho e da região, mas não pode ser feita à custa de quem aqui vive”, afirmou o autarca.
As obras também estão a afetar atividades económicas locais, nomeadamente as relacionadas com a floresta e o turismo. Álvaro Beijinha defende que a solução passa por uma ação imediata por parte das Infraestruturas de Portugal, responsável pela obra. O objetivo será realizar uma visita ao terreno para identificar e implementar rapidamente soluções para os problemas identificados.
O pedido de reunião inclui a participação de representantes das Juntas de Freguesia de Santiago do Cacém, Santa Cruz e São Bartolomeu, São Francisco da Serra, e dois representantes dos moradores das áreas afetadas. A Câmara Municipal reforça o compromisso de encontrar soluções que respeitem os direitos e necessidades dos habitantes da região, enquanto se mantém o foco no progresso e desenvolvimento local.
Alcácer do Sal
Emergência em Alcácer: Aldeias sem água potável e Rio Sado no limite do “encaixe”

A situação no concelho de Alcácer do Sal atingiu este domingo um novo nível de alerta. As aldeias de Casebres, Vale de Guizo e Arez ficaram totalmente sem abastecimento de água potável após o rebentamento de uma conduta principal. O vereador da Proteção Civil, António Grilo, lançou um aviso urgente: a água está contaminada e não pode ser utilizada para qualquer fim, obrigando o município a mobilizar autotanques para garantir o suprimento básico a centenas de famílias.
Na sede do concelho, a Avenida dos Aviadores e a zona ribeirinha voltaram a ficar submersas durante a madrugada. A grande preocupação das autoridades reside na baixa-mar de amplitude reduzida: o Rio Sado não está a conseguir “esvaziar” o suficiente durante a maré baixa, mantendo as margens sob pressão constante e reduzindo a capacidade de receber as descargas preventivas das barragens a montante.
Escolas reabrem, mas sob condições de exceção
Apesar do cenário crítico, a autarquia confirmou que as escolas do Agrupamento de Alcácer do Sal (AEAS) reabrem amanhã, segunda-feira. A decisão baseia-se na melhoria da circulação nalguns eixos, como a Barrosinha e o acesso alternativo ao Bairro do Forno da Cal. No entanto, o regresso será marcado por medidas de apoio:
Suplemento alimentar: Garantido até ao final do ano letivo para os alunos afetados.
Material escolar: O agrupamento assegurará a substituição de livros e material perdidos nas cheias.
Apelo à Solidariedade dos Regantes
Com as barragens de Pego do Altar e Vale do Gaio no limite, a Câmara pediu “solidariedade” aos regantes e gestores das albufeiras. O objetivo é coordenar as descargas para evitar um novo embate das águas nos próximos dias, quando se espera nova precipitação forte na região.
Alentejo
Estado de Calamidade prolongado: Marinha reforça presença no Guadiana e resgata 132 pessoas

A Marinha Portuguesa realizou, apenas durante o dia de ontem, o resgate de 132 pessoas em várias zonas ribeirinhas do país, com intervenções críticas em Alcácer do Sal. No Baixo Alentejo e Algarve, a Autoridade Marítima Nacional mantém uma presença reforçada em Vila Real de Santo António, onde três embarcações da Polícia Marítima estão posicionadas no rio Guadiana para dar resposta à subida do caudal. Até ao momento, os militares já prestaram assistência a 18 embarcações que se encontravam em risco naquela zona fronteiriça.
O balanço nacional da Marinha é revelador da magnitude da catástrofe: mais de 2.300 pessoas apoiadas, 40 habitações reparadas e 16 quilómetros de estradas desobstruídos. Para enfrentar o risco iminente de novas cheias, foram posicionados estrategicamente 44 botes em pontos críticos, incluindo o rio Sorraia (Coruche e Benavente) e o rio Sado (Alcácer do Sal). No terreno, encontram-se 480 operacionais apoiados por viaturas, drones e um helicóptero em prontidão.
Perante este cenário e a previsão da chegada da depressão Marta, o Governo anunciou o prolongamento do estado de calamidade para 68 concelhos até 15 de fevereiro. Esta medida permite manter a mobilização máxima de meios e agilizar os apoios que já ascendem a 2,5 mil milhões de euros. As autoridades reiteram o apelo para que as populações ribeirinhas do Guadiana, Sado e Sorraia se mantenham em alerta máximo, dada a instabilidade dos caudais e a acumulação de detritos que dificultam a navegação e a drenagem das águas.
Alentejo
Odemira: Desalojados e escolas encerradas enquanto Barragem de Santa Clara prepara descargas

A intempérie provocada pela depressão Leonardo forçou o desalojamento de uma pessoa na freguesia de São Salvador/Santa Maria, após o colapso parcial de uma habitação. Segundo o presidente da autarquia, Hélder Guerreiro, outras duas pessoas foram retiradas preventivamente e acolhidas no Lar de São Martinho das Amoreiras devido à subida das águas. Como medida de precaução extrema, todas as escolas do concelho foram encerradas hoje, aguardando-se uma decisão sobre a reabertura para amanhã, sexta-feira.
A grande preocupação das autoridades centra-se agora na Barragem de Santa Clara, que atingiu um volume de armazenamento de 81% e está “muito próxima da cota” crítica. O município está a planear descargas controladas que terão de ser cirurgicamente coordenadas com as marés baixas, de forma a evitar que o excesso de água lançado no rio se some à preia-mar e provoque inundações ainda mais severas nas zonas ribeirinhas.
No plano da saúde, o Serviço de Urgência Básico (SUB) de Odemira foi transferido preventivamente para o edifício da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia, onde deverá permanecer até domingo. Esta reorganização visa assegurar a continuidade dos cuidados médicos face ao esperado agravamento da situação meteorológica na sexta-feira e no sábado. Odemira integra a lista de 68 concelhos sob estado de calamidade, num cenário nacional que já contabiliza onze vítimas mortais desde a semana passada.
Alcácer do Sal
Calamidade: Alcácer do Sal adia Eleições Presidenciais devido à falta de segurança

A Câmara Municipal de Alcácer do Sal anunciou, esta quinta-feira, o adiamento das eleições para a Presidência da República no concelho. O ato eleitoral, inicialmente previsto para este domingo, foi reagendado para o dia 15 de fevereiro em articulação com as entidades competentes. A autarquia justifica a decisão com a ausência de “condições de segurança necessárias”, resultante da avaliação contínua do terreno após as cheias provocadas pelo mau tempo.
O município encontra-se em situação de calamidade e as condicionantes incluem graves problemas na circulação, acessos e no estado de conservação de edifícios públicos e infraestruturas. Segundo o comunicado da câmara, o adiamento visa garantir a deslocação segura de eleitores, forças de apoio e trabalhadores envolvidos no processo.
Saúde preventiva: Amareleja recebe rastreio de cancro este sábado
Apesar do cenário meteorológico, mantém-se agendado para o próximo sábado, 07 de fevereiro, um rastreio gratuito de Cancro da Pele e Oral na Amareleja. A iniciativa decorrerá na Ludoteca (Rua das Escolas, 2), entre as 09h00 e as 18h00.
O rastreio de cancro da pele foca-se em pessoas com mais de 50 anos ou historial familiar da doença. Já o rastreio oral é direcionado a fumadores com 40 ou mais anos ou utentes com sintomas como dor e lesões na boca. As inscrições podem ser feitas através dos números 966 968 351, 964 069 817 ou 967 333 309.
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