Portugal
São da U.Porto as melhores teses de doutoramento do ano em Ecologia

Trabalhos sobre florestas kelp e ecossistemas de água doce mereceram prémio atribuído pela Sociedade Portuguesa de Ecologia.

Bianca Reis e Joana Nogueira conquistaram o primeiro e segundo prémios, respetivamente. Foto: DR
Bianca Reis e Joana Nogueira, ambas doutoradas pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), venceram, respetivamente, o primeiro e o segundo lugar do Prémio de Doutoramento em Ecologia – Fundação Amadeu Dias 2026. A investigação que desenvolveram demonstra a importância da inovação metodológica, da monitorização a longo prazo e de uma colaboração científica multidisciplinar para a promoção de uma gestão robusta e sustentável dos ecossistemas aquáticos.
O trabalho de Bianca Reis, realizado no âmbito do Programa Doutoral em Biologia, teve como objetivo compreender o funcionamento, as vulnerabilidades e o potencial de restauro das florestas ibéricas de kelp face às alterações climáticas. Para tal, a investigadora do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) recorreu a uma abordagem multidisciplinar, que integrou trabalho de campo, experiências laboratoriais e o desenvolvimento de uma ferramenta inovadora de medição in situ da produtividade de ecossistemas marinhos.
Bianca Reis procurou perceber de que forma o aumento da temperatura dos oceanos, a tropicalização, a redução do afloramento costeiro e o aumento da herbivoria estão a transformar os recifes temperados. Os resultados demonstraram que as florestas de kelp associadas a águas mais frias apresentam maior produtividade primária e maior capacidade de absorção de carbono, desempenhando um papel determinante no ciclo de carbono azul.
“Revelou ainda que a limitação de nutrientes poderá comprometer o recrutamento de espécies boreais em cenários climáticos futuros e mostrou que os peixes poderão exercer uma pressão herbívora superior à dos ouriços-do-mar, algo inédito no Atlântico que traz novos desafios à gestão das áreas marinhas protegidas”, pode ler-se num comunicado da Sociedade Portuguesa de Ecologia, instituição que atribui o galardão.
A tese com o título “KelpAbilities: From kelp ecosystem functions and vulnerabilities to its restoration“, defendida a 10 de novembro de 2025, contribuiu também para otimizar técnicas de restauro através do método green gravel, identificando condições que favorecem o crescimento inicial do kelp.
Estudo para contribuir para a conservação de ecossistemas de água doce
Já Joana Nogueira, doutorada em Biodiversidade, Genética e Evolução, conquistou o segundo lugar, com uma tese focada na conservação dos ecossistemas de água doce.
A investigadora do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO/InBio) recorreu a uma abordagem inovadora de Planeamento Sistemático da Conservação. Combinou dados de campo, bases de dados de espécies, técnicas de DNA ambiental e a análise de interações ecológicas entre diferentes grupos taxonómicos, para identificar novas formas de definir prioridades de conservação para os ecossistemas de água doce.
Com este planeamento, Joana Nogueira procurou melhorar a conservação deste tipo de ecossistemas, sub-representado nas Áreas Protegidas europeias e apoiar a sua expansão. Os resultados obtidos demonstraram que muitas áreas atualmente consideradas prioritárias podem ter perdido uma parte do seu valor de conservação devido à utilização de dados desatualizados e à falta de uma monitorização regular.
O estudo revelou ainda que a integração de interações entre espécies, como a relação entre mexilhões de água doce e os peixes de que dependem para completarem o seu ciclo de vida, permite selecionar áreas com maior representatividade ecológica – o que revela também lacunas na atual Rede Natura 2000.
A junção de métodos convencionais com DNA ambiental demonstrou ser igualmente eficaz na deteção de espécies, incluindo as ameaçadas ou de difícil observação, possuindo um grande potencial para apoiar a sua conservação em regiões com menor capacidade de monitorização. A tese “Prioritising Freshwater Biodiversity in a Changing World: From the Mediterranean Hotspot to the European Union” foi defendida a 28 de novembro de 2025.
Em terceiro lugar, ficou o trabalho de Miguel Gandra, da Universidade do Algarve, que demonstrou o potencial da combinação de tecnologias avançadas e ferramentas analíticas inovadoras de monitorização in-situ para a conservação da megafauna marinha.
Para além de um prémio monetário, no valor de 3.000, 2.000 e 1.000 euros respetivamente, os três premiados terão ainda um bónus de um ano com quotas pagas.
O prémio recebeu 11 candidaturas elegíveis, de doutorados com teses defendidas nas Universidades dos Açores, Algarve, Évora, Lisboa e Porto.
Portugal
CM Pampilhosa da Serra / Volta a Portugal levou emoção do ciclismo às estradas de Pampilhosa da Serra

A 4.ª etapa da Volta a Portugal 2026 passou este domingo, 9 de agosto, pelo concelho de Pampilhosa da Serra, proporcionando um momento de grande entusiasmo e animação junto às estradas do território.
Com partida em Figueiró dos Vinhos e chegada ao Alto da Torre, a etapa, com 154 quilómetros, atravessou as localidades de Dornelas do Zêzere, Portela do Armadouro, Portela do Gavião e Pampilhosa da Serra, levando a emoção da maior prova velocipédica nacional à comunidade e aos visitantes.
Ao longo do percurso, foram muitos os que se juntaram para assistir à passagem do pelotão e viver de perto este momento de celebração do ciclismo.
Portugal
A CCDR NORTE é parceira do projeto GEXPOCTEP – Inovação e Sustentabilidade na Pe…

A CCDR NORTE é parceira do projeto GEXPOCTEP – Inovação e Sustentabilidade na Pecuária Autóctone para a Preservação Ambiental na Fronteira Hispano-Lusa, aprovado no âmbito do Programa Interreg POCTEP 2021-2027 e cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
Desenvolvido na Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés, o projeto aposta na valorização da pecuária extensiva, na preservação das raças autóctones e na utilização de soluções inovadoras para a gestão sustentável do território e a prevenção de incêndios florestais.
Com um investimento elegível superior a 2,26 milhões de euros e execução até dezembro de 2028, o GEXPOCTEP reúne parceiros de Portugal e Espanha para promover a inovação, a cooperação transfronteiriça e o desenvolvimento sustentável dos territórios rurais.
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Portugal
NOTA DE PESAR – Joaquim Sarmento

É com profunda consternação que o Município de Lamego lamenta o falecimento de Joaquim Sebastião Sarmento da Fonseca Almeida, antigo Presidente da Assembleia Municipal de Lamego, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lamego e deputado à Assembleia da República eleito pelo círculo de Viseu, que dedicou grande parte da sua vida ao serviço público e à causa política.
Nesta hora de dor e profunda tristeza, enaltecemos a personalidade, o humanismo, o mérito cutural e literário e a defesa intransigente dos superiores interesses de Lamego e da região do Douro, construindo um percurso notável na política local e nacional.
A sua partida representa uma perda significativa para Lamego e para o país.
O legado de Joaquim Sarmento permanecerá como testemunho do seu compromisso e dedicação inigualável à política e à cultura, exercidas sempre de uma forma exemplar e íntegra.
O Município de Lamego, através do seu presidente Francisco Lopes, apresenta as mais sentidas condolências aos familiares, amigos e a todos aqueles que com ele partilharam o caminho da política e do serviço público, por esta inestimável perda, unindo-se em solidariedade neste momento de enorme tristeza.
O Presidente da Câmara Municipal de Lamego, Francisco Lopes
Portugal
«No norte da Europa a regra é a de cumprir 17 segundos, dando tempo à criança pa…

«No norte da Europa a regra é a de cumprir 17 segundos, dando tempo à criança para que explore e avalie os riscos por si própria», explica a cientista do desporto Rita Cordovil.
«Esta abordagem, que implica recuar e observar as reações e comportamentos das crianças, promove a independência e autonomia».
Neste artigo, a especialista conta como as férias de verão são uma oportunidade para os pais deixarem os filhos descobrir novos ambientes e correrem alguns riscos que beneficiam o seu desenvolvimento.
Leia o artigo completo: https://ffms.pt/pt-pt/atualmentes/criancas-devem-aproveitar-o-verao-para-explorar-e-arriscar
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