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Desporto

Sorteio do Mundial 2026 realiza-se hoje. Portugal conhece primeiros adversários

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Portugal vai conhecer esta quinta-feira os seus primeiros adversários da fase final do Mundial 2026, num sorteio marcado para as 17h00 em Lisboa, realizado no Centro John F. Kennedy de Artes Cénicas, em Washington. A seleção entra com o estatuto de cabeça de série, o que lhe permite evitar, para já, todos os grandes favoritos e também os três países-anfitriões.

Entre as seleções que Portugal não poderá defrontar na fase de grupos estão Estados Unidos, México e Canadá, já pré-alocados aos grupos A, B e D, respetivamente, além de Argentina, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Países Baixos, Bélgica e Alemanha, todas elas no Pote 1.

Primeira edição com 48 seleções

O Mundial 2026 será o primeiro com 48 equipas, distribuídas por 12 grupos de quatro. A FIFA mantém a regra de que só pode haver uma seleção por confederação em cada grupo, exceto no caso da UEFA, que permite duas. Significa isto que Portugal poderá ter adversários europeus vindos dos potes inferiores.

Entre os potenciais estreantes no caminho da seleção portuguesa estão Cabo VerdeCuraçauJordânia e Uzbequistão.

Com esta presença, Portugal atinge a nona participação em Campeonatos do Mundo — a sexta consecutiva.

Regras especiais para o sorteio

A FIFA introduziu ainda uma regra adicional: as seleções melhor colocadas no ranking terão caminhos opostos. Assim:

  • Espanha (1.ª) e Argentina (2.ª) não poderão cair no mesmo lado do quadro.
  • O mesmo se aplica a França (3.ª) e Inglaterra (4.ª).

No total, 42 seleções já estão apuradas, faltando apenas seis vagas: quatro provenientes dos play-offs europeus e duas da repescagem intercontinental, ambas a definir em março de 2026.

Portugal estará representado por Roberto Martínez e Pedro Proença.

No dia seguinte ao sorteio, também em Washington, a FIFA deverá divulgar o calendário atualizado do Mundial, com estádios e horários de cada jogo.

O torneio realiza-se entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, numa organização repartida por Estados Unidos, Canadá e México.


Composição dos potes do sorteio

Pote 1

Canadá (anfitriã, grupo B)
México (anfitrião, grupo A)
Estados Unidos (anfitrião, grupo D)
Espanha
Argentina
França
Inglaterra
Brasil
Portugal
Países Baixos
Bélgica
Alemanha

Pote 2

Croácia
Marrocos
Colômbia
Uruguai
Suíça
Japão
Senegal
Irão
Coreia do Sul
Equador
Áustria
Austrália

Pote 3

Noruega
Panamá
Egito
Argélia
Escócia
Paraguai
Tunísia
Costa do Marfim
Uzbequistão
Qatar
Arábia Saudita
África do Sul

Pote 4

Jordânia
Cabo Verde
Gana
Curaçau
Haiti
Nova Zelândia
Vencedores dos quatro play-offs europeus
Vencedores da repescagem intercontinental (2 vagas)

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Alentejo

O pequeno gigante do Baixo Alentejo: A viseira para o futuro

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Aos 12 anos, Vicente Capela desafia o ritmo lento da planície alentejana com a frieza de quem domina o asfalto a muitos km/h. Numa modalidade em que os segundos custam caro, Capela divide a rotina entre os treinos, a escola e a ambição de chegar ao topo do automobilismo mundial, desenhando uma trajetória em que a vontade se cruza com a maturidade de quem já compreende que o futuro nas grandes pistas internacionais depende do foco e do trabalho diário no asfalto.

Por Rita Rego

Vicente Capela. Foto: Filipe Cairrão

O calor do Baixo Alentejo costuma impor um compasso próprio, uma pacatez que dita as regras do quotidiano e as conversas de café, mas para Vicente Capela a vida processa-se a outro ritmo, medido ao milésimo de segundo e embalado pelo eco dos motores. Sentado no cockpit a escassos centímetros acima do asfalto, este jovem de 12 anos natural de Beja não vê apenas uma sucessão de curvas: fita a pista com o olhar analítico de um veterano, decifrando trajetórias num tabuleiro onde a audácia e a geometria se fundem.

Quando a grelha de partida se imobiliza e os semáforos iniciam a contagem decrescente, o miúdo dá lugar ao piloto. É nesse preciso instante que ele cumpre o seu ritual mais sagrado: fecha os olhos, desenha mentalmente uma volta perfeita ao circuito e respira fundo por cinco vezes. Aí, ao baixar a viseira, o mundo exterior, as expectativas e o burburinho deixam simplesmente de existir. Sobrevive apenas o foco de quem nasceu para correr.

O menino que não queria só ficar a ver

A ligação de Vicente ao desporto motorizado não nasceu de uma epifania tardia em frente ao televisor, mas sim da impaciência de quem se recusava a ser mero espectador. Tinha apenas dois ou três anos quando o pai começou a levar o irmão mais velho, Dinis, ao kartódromo de Évora, o mais próximo de onde vivem. Nessa altura, Vicente estava condenado a ficar nas bancadas devido à idade e recorda o desagrado de ver a diversão alheia sem poder participar; uma teimosia saudável que encontrou recompensa aos cinco anos, quando finalmente o deixaram sentar num pequeno kart.

A partir desse momento, o que parecia uma apenas brincadeira de fim de semana transformou-se em destino certo quando, durante um curso de dez dias no Montijo, o proprietário da escola detetou no mais novo dos irmãos Capela um talento invulgar na pista. Daí para a frente, o percurso acelerou: seguiu-se o Bombarral, o contacto com os potentes Puma 125 sob a mentoria de Nuno Inácio e o confronto realista com os custos exorbitantes que caracterizam o automobilismo profissional. O susto inicial do pai com os orçamentos não travou o percurso; pelo contrário, moldou no jovem piloto uma noção financeira muito superior à da esmagadora maioria dos jovens da sua idade. Vicente começou a aprender desde cedo que cada jogo de pneus e cada viagem implicam escolhas e sacrifícios.

Em 2022, a estreia oficial no Open de Portugal de Karting marcou o início de uma caminhada: onde os outros viam perigo, Capela encontrava apenas o desejo de acelerar.

No início, os miúdos que andam bem não têm medo de nada,” confessa, “só depois é que percebem que há riscos.”

Essa ausência do medo, aliada a uma competitividade inata (que também se estende à escola e a outros desportos que gosta de praticar nos tempos livres), transformou-o rapidamente num valor seguro do panorama nacional.

O ponto azul de Beja

Capacete de Vicente (2026). Foto: Filipe Cairrão

O capacete de um piloto reflete grande parte da sua identidade; é a única barreira visual entre o homem e a máquina, e os de Vicente carregam histórias de devoção ao desporto e a grandes figuras do automobilismo.

Desenhado por Rodrigo Batalha, o grafismo azul e branco que o acompanha desde os primeiros quilómetros evoca as estrelas de lendas como Michael Schumacher e, fundamentalmente, Ayrton Senna, a sua grande inspiração de há muito tempo.

Ser o primeiro alentejano a sagrar-se Campeão de Portugal de Karting na categoria Rotax Micro Max confere-lhe um estatuto singular numa modalidade historicamente dominada por pilotos do litoral e do norte do país, onde se concentram as grandes pistas e equipas. Vicente corre com o orgulho de quem transporta a sua terra no coração, embora lamente, com a maturidade que o caracteriza, que a falta de infraestruturas locais faça com que a sua comunidade ainda olhe para o karting como um nicho distante, associado mais ao lazer do que ao desporto de alta competição: “Cá na zona as pessoas não valorizam tanto o meu desporto, é uma zona mais de agricultura, não é de internet”, constata com o realismo de quem sabe que o seu palco é o mundo.

E o mundo já reparou nele. A sua passagem pela última jornada do Champions of the Future Academy Program, no traçado de Al Forsan, em Abu Dhabi, culminou num brilhante terceiro lugar no pódio da categoria Mini 60. Mais do que o troféu, a experiência colocou-o lado a lado com os gigantes que comandam os destinos do desporto motorizado mundial, pois se cruzar-se com Mika Häkkinen ou Kimi Räikkönen em Itália lhe provocou a timidez natural de uma criança (e qualquer fã de Fórmula 1), estar no mesmo espaço que Toto Wolff e Susie Wolff conferiu-lhe a certeza de que o seu futuro passa pelas grandes arenas internacionais.

Sem tração, manda o braço: a água como teste limite aos pilotos

Quando questionado sobre a maior dificuldade de pilotar um kart de alta competição, Capela surpreende ao afastar os clichés da força física ou do desgaste do calor. Para ele, o verdadeiro desafio reside na mente: a busca incessante pela constância nos tempos de volta.

É a coisa mais importante e que nem hoje consegui ainda aperfeiçoar, porque é através da constância que conseguimos identificar os erros e perceber se uma mudança mecânica no kart foi boa ou não.”

Vicente (2026). Foto: Filipe Cairrão

Esta vertente analítica contrasta com o seu instinto puramente competitivo no momento da corrida. Instado a escolher entre liderar uma prova de fio a pavio ou triunfar na última curva, Capela não hesita: “Ganhar na última curva. A mim não me interessa se estiver em 20º a corrida toda, o que me interessa é ganhar.” É esta mentalidade de predador do asfalto que lhe permitiu, já na presente temporada de 2026 e na transição para a categoria X30 Júnior, assinar recuperações memoráveis, como as onze posições escaladas na abertura do Nacional de Karting ou as exibições sólidas na Winter Cup em Viana do Castelo.

A chuva, esse elemento que aterroriza os condutores comuns, é vista por Vicente como o derradeiro teste de caráter e aptidão. Apesar de confessar o desconforto do frio e da água que sente ao longo da prova, assume que “a chuva distingue os bons pilotos dos menos bons”, um terreno onde a sensibilidade nos pedais e o controlo do deslize se sobrepõem à pura potência do motor. É essa busca pela excelência constante que o faz trocar uma prateleira gigantesca cheia de troféus por um contrato para a Fórmula 4 num cenário hipotético… mas, é claro que os troféus atualmente também lhe agradam. O objetivo está traçado – é chegar a um destes três futuros: a Fórmula 1, o World Endurance Championship (WEC) ou a Formula Indy.

O coração nas boxes: A perspetiva materna

Se dentro da pista Vicente controla as variáveis com uma frieza invulgar, nas boxes o cenário é de pura gestão emocional. Enquanto o pai acompanha o piloto em todas as frentes, a mãe vive o desporto de forma diferente, partilhada com o apoio ao filho mais velho no andebol nacional.

Eu sinceramente não costumo ver todas as corridas ao vivo, vou ver depois,” confessa a mãe, revelando que a sua ausência junto às redes não se deve ao medo do perigo físico, uma vez que reconhece os altíssimos padrões de segurança do karting atual. “É porque eu sei que ele quer tanto ganhar que fico mais ansiosa do que ele. Pensar naquelas decisões tão rápidas causa-me ansiedade.”

Aquele rapaz que em casa mantém os traços e a doçura de uma criança de 12 anos transforma-se, no momento em que aperta o cinto do cockpit, num atleta de uma maturidade notável, apesar de demonstrar, desde cedo, a sua vontade de alcançar os objetivos e competitividade.

Ele é completamente acelerado, já é feitio. Tem esta ânsia desde sempre de que tem de ganhar, é muito competitivo na escola, em tudo na vida. É por isso que as coisas vão correndo bem: pela ânsia dele, pela ambição.”

A última curva

Vicente Capela (2026). Foto: Filipe Cairrão

Ao contrário de outros desportos em que a infância é vivida sem grandes responsabilidades, o karting profissional exige de Vicente Capela uma postura de adulto. Nas suas viagens por Portugal e pela Europa, o jovem natural de Beja vai absorvendo geografias, culturas e tradições que nem sala de aula lhe conseguiria transmitir diretamente, transformando as pistas numa escola paralela de vida.

Entre as dores de crescimento, que incluem a gestão de quebras de motor e incidentes de corrida, e o sabor inebriante dos pódios, Vicente recusa o rótulo de vedeta escolar ou de herói das redes sociais; para os amigos que partilham com ele os dias em Beja, prefere continuar a ser simplesmente o “Capela”, o rapaz que adora educação física, que sonha com umas férias num iate nas Bahamas e que sabe que, para lá da linha de meta, a vida acaba sempre por regressar à calmaria da planície.

No entanto, quando o fim de semana se aproxima e a equipa se faz à estrada, a pacatez alentejana volta a ficar para trás. Vicente Capela aperta as luvas, ajusta o capacete e prepara-se para fechar o mundo exterior mais uma vez. Porque para quem tem o destino traçado no asfalto, o futuro não é algo que se espera.



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Alentejo

Sport Arronches e Benfica: Sub-16 alcança feito histórico

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Foto: Facebook Sport Arronches e Benfica

Depois de se sagrarem campeões distritais, jovens do Sport Arronches e Benfica alcançam também o título de vencedores da Taça da Associação de Futebol de Portalegre.

Este domingo, dia 10, a equipa de Sub-16 conquistou um feito notável para o clube ao vencer a Taça da Associação de Futebol de Portalegre, defrontando o FC Monfortense. A equipa de Monforte saiu derrotada por 0-1, na final da Taça, que decorreu no Estádio Municipal Cândido Oliveira, em Fronteira.

Esta vitória vem juntar-se à da final do Campeonato Distrital de Sub-16, onde os jovens de Arronches se sagraram campeões num jogo frente ao Sport Clube Estrela, que decorreu no passado dia 3 de maio. Os juvenis arronchenses venceram a equipa portalegrense por 1-4, fora de casa, tornando-se, pela primeira vez, Campeões Distritais da Associação de Futebol de Portalegre neste escalão.

Juntando as duas conquistas da equipa, o Sport Arronches e Benfica alcançou uma “dobradinha” histórica para os Sub-16 e para o clube. Trata-se da primeira vez que uma equipa de futebol de 11 dos escalões de formação do clube alcança, na mesma época, as duas vitórias.    

Este feito mereceu o reconhecimento público por parte do Município de Arronches, que esta terça-feira veio felicitar oficialmente os jogadores, bem como os técnicos e o clube.

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Alcácer do Sal

Alcácer do Sal celebra “Maio, Mês do Coração” com programa de desporto e saúde em espaços públicos.

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O Município de Alcácer do Sal associou-se à campanha nacional da Fundação Portuguesa de Cardiologia para dinamizar, durante todos os fins de semana de maio, um conjunto alargado de atividades desportivas e educativas destinadas a sensibilizar a população para a prevenção de doenças cardiovasculares.

O programa, que conta com a colaboração do Centro de Saúde local e do movimento associativo, inclui modalidades como Cross training, Yoga, BTT, artes marciais e Zumba, a par de ações de sensibilização para estilos de vida saudáveis.

Entre os destaques figuram a caminhada “Mexer Contra o Cancro” a 10 de maio e uma mega-aula solidária de Zumba a 30 de maio, ambas com necessidade de inscrição prévia.

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Desporto

Dia Mundial da Dança celebra o legado de Jean-Georges Noverre e a universalidade desta expressão artística

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Celebrou-se na passada quarta-feira, 29 de abril, o Dia Internacional da Dança, data instituída em 1982 pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO.

A escolha do dia homenageia o nascimento do coreógrafo francês Jean-Georges Noverre, figura central na história da disciplina e um dos pioneiros da dança moderna.

A comemoração pretende não só recordar o percurso de Noverre, mas sobretudo promover a dança como uma linguagem universal capaz de ultrapassar barreiras políticas, éticas e culturais, unindo pessoas através do movimento e da paixão pela arte.

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