A SEDES, que antes do 25 de Abril de 1974 surgiu como uma associação que pugnava pela liberdade e pelo desenvolvimento, congratula-se, com naturalidade, com os 50 anos de Democracia que agora comemoramos.
Dos três D definidos no programa dos capitães, cumprimos Democratizar e Descolonizar; já Desenvolver foi, é, e será sempre, um processo em andamento. Quanto maior o desenvolvimento, maior a exigência dos cidadãos. Pretende-se maior esforço, melhor iniciativa, resultados mais visíveis.
Ainda bem que assim é. Mas a SEDES, tal como desde que foi fundada, em 1970, prefere olhar o futuro, sem desconsiderar o passado, as suas misérias e grandezas. Quando se comemoram 50 anos de Democracia – o período mais longo de estabilidade, paz e de liberdade na História de Portugal – queremos olhar os próximos anos, propondo um programa de três C, que continua e aprofunda os três D definidos em 1974.
1) Confiança – É indispensável que haja um novo pacto de confiança entre as instituições públicas e os cidadãos. Isso implica uma maior transparência, uma mais vasta representatividade e uma abrangente compreensão do papel do Estado na vida dos cidadãos.
Nesse sentido, a SEDES propôs uma reforma eleitoral com círculos uninominais (sem perder a proporcionalidade existente), de modo a aproximar eleitores e eleitos e diminuir ou anular o papel exagerado que as direções partidárias têm nas escolhas dos nossos representantes em todos os organismos de decisão política. Implica ainda, uma profunda reforma da Justiça, em ordem a que a celeridade dos processos seja muito superior à atual, que as decisões judiciais possam ser submetidas a escrutínio independente e que o estatuto de independência das magistraturas seja intocável, mas não irresponsável.
2) Crescimento – A melhoria do desempenho da nossa Economia é uma das mais antigas demandas da SEDES. Mantemos a ideia de que é necessária, para além da nossa participação plena na União Europeia, uma Re-industrialização do país e políticas de incentivo à criação de valor acrescentado, emprego qualificado e competitividade internacional. A SEDES defende que é necessária uma imigração controlada para aumentar a força de trabalho, mas opõe-se a quaisquer movimentos ou políticas xenófobas. A demografia, um dos nossos grandes problemas, também tem de ser encarada com o recurso àqueles que querem trabalhar no nosso espaço, aceitando, como nós aceitamos, culturas diversas e tradições distintas, sem nunca colocar em causa o que está estipulado nas nossas Leis e na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que subscrevemos e apoiamos.
Do mesmo modo, defendemos uma reforma fiscal que liberte os cidadãos e as empresas da carga tributária; nomeadamente as empresas que devem poder ganhar escala e reorientar os seus recursos para o crescimento, o emprego, a exportação e a inovação. Nomeadamente, sem inovação, todo o crescimento possível em Portugal ficará comprometido.
3) Cidadania – A SEDES começou a propor, há quatro anos, um serviço de cidadania ao país, como acontece nas democracias mais avançadas do Norte da Europa, de modo a integrar todos os jovens que terminam o Ensino Secundário, na mesma comunhão de interesses e de valores pluralistas e democráticas, bem como com a noção de pertença ao mesmo espaço e comunidade. Este serviço, que pode ser militar ou civil, e nunca deve ser confundido com o Serviço Militar Obrigatório que já existiu, tem por fito o estreitamento de laços de jovens de todas as origens, geografias e interesses, dotando-os das chaves necessárias a um país mais solidário e forte, e tornando-os capazes de saber que não podem existir direitos sem alguns deveres; conhecedores do espaço em que nos inserimos e das políticas e estratégias que, com toda a amplitude, temos liberdade de desenvolver.
Os três C que a SEDES propõe e lança à discussão, visam um país mais desenvolvido, com uma democracia mais participada e confiante no seu futuro. Não pretendemos – como nunca pretendemos ao longo dos 54 anos de vida que levamos – impor uma visão; apenas lançar as discussões que, sem sectarismos nem preconceitos, consideramos essenciais à prossecução dos ideais democráticos que sempre nos nortearam; que foram o farol dos liberais do séc. XIX e XX; dos capitães de Abril que homenageamos e tantos nossos associados, que em diversos partidos democráticos, nomeadamente os centrais, serviram o país da melhor forma que souberam.
Olga Vasconcelos substitui António Topa Gomes, que integrou a equipa reitoral de Pedro Nuno Teixeira.
A mais recente representante dos docentes e investigadores no Conselho Geral da U.Porto, Olga Vasconcelos.
Olga Vasconcelos, Professora Catedrática da FADEUP, tomou hoje posse como o mais recente membro do Conselho Geral da Universidade do Porto, substituindo no cargo António Topa Gomes, que havia saído deste órgão em junho para assumir a vice-reitoria do Património Edificado e da Sustentabilidade na equipa de Pedro Nuno Teixeira.
Ficou, deste modo, recomposto com 23 membros aquele que é um dos órgãos máximos de governo da Universidade do Porto, cabendo-lhe a definição do desenvolvimento estratégico, bem como a orientação e a supervisão da instituição.
Olga Vasconcelos é docente, desde 1987, na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP), com Agregação do grupo disciplinar Aprendizagem e Desenvolvimento Motor. É membro integrado da unidade de investigação CIFI2D (Centro de Investigação, Formação, Inovação e Intervenção em Desporto) e responsável pela criação e coordenação do Laboratório de Comportamento Motor na FADEUP.
Naquela faculdade, Olga Vasconcelos já exerceu os cargos de Presidente do Conselho Pedagógico, de Diretora do curso de licenciatura em Ciências do Desporto e de vogal do Conselho Executivo, responsável pelos Serviços Académicos e coordenadora para a Mobilidade Estudantil na FADEUP. É ainda membro do Conselho Científico da FADEUP e do Senado da Universidade do Porto.
António Topa Gomes foi também hoje substituído no cargo de secretário do Conselho Geral, neste caso por Maria Isabel Dias (FLUP), que já fazia parte do órgão na qualidade de representante eleita dos professores e investigadores.
A Vice-Presidente da CCDR NORTE, Gabriela Leite, participou no Encontro Ciência e Inovação 2026, no painel “Da Ciência ao Ecossistema – Construir Vantagens Territoriais na Economia da Inovação”, dedicado ao papel das regiões na transformação do conhecimento em competitividade.
Na sua intervenção, destacou que a capacidade de um território inovar depende menos da quantidade de recursos disponíveis e mais da forma como consegue articular universidades, centros de investigação, empresas e instituições em torno de objetivos comuns.
Sublinhou ainda o papel da CCDR NORTE na construção desse ecossistema, através da definição de estratégias regionais, da promoção da cooperação entre os diferentes atores e da criação de condições para que o conhecimento científico se traduza em inovação, competitividade e desenvolvimento económico em todo o território da Região Norte.
O projeto Track2Sea desenvolverá, em parceria com a Federação Portuguesa de Remo e a Nelo Kayaks, um sistema inovador para monitorizar o desempenho dos atletas.
O projeto Track2Sea pretende otimizar a monitorização do desempenho dos remadores através da integração de diferentes tecnologias de avaliação.Foto: Ricardo Cardoso
A Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) vai liderar o desenvolvimento de um sistema inovador de monitorização do desempenho no remo, no âmbito do projeto Track2Sea–Monitorização Multimodal e Interoperabilidade de Dados no Remo de Pista e Mar, apoiado pelo Comité Olímpico de Portugal através do Programa de Bolsas para Projetos de Investigação Aplicada ao Desenvolvimento Desportivo.
Coordenado pelo Professor João Paulo Vilas-Boas, diretor do laboratório Labiomep, o projeto será desenvolvido ao longo de 30 meses em parceria com a Federação Portuguesa de Remo e a Nelo Kayaks, reunindo investigação científica, desenvolvimento tecnológico e aplicação direta ao treino e à competição.
O Track2Sea pretende criar uma plataforma integrada de avaliação e monitorização do desempenho no remo de pista e de mar, capaz de reunir informação biomecânica, fisiológica e técnico-tática recolhida em diferentes contextos, do treino à competição, passando pelo laboratório. O objetivo é disponibilizar uma visão mais completa e precisa do desempenho dos atletas, contribuindo para uma tomada de decisão mais informada por parte de treinadores e remadores.
Vários remadores de elite colaboram regularmente em projetos de investigação conduzidos pela FADEUP. | Foto: Ricardo Cardoso
Para isso, serão integradas diferentes tecnologias de avaliação, incluindo sistemas de GPS, sensores inerciais, medição de força, análise vídeo e avaliação fisiológica. A combinação destes dados permitirá gerar indicadores relevantes para otimizar o treino, aperfeiçoar a técnica e apoiar a melhoria do rendimento desportivo.
Uma das áreas de especial enfoque será o Beach Sprint Rowing, disciplina que integrará o programa dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A investigação desenvolvida no âmbito do Track2Sea procurará contribuir para uma melhor compreensão desta variante emergente da modalidade, apoiando a preparação dos atletas portugueses para este novo desafio olímpico.