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U.Porto premeia inovação no combate aos tumores cerebrais

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Qualquer diagnóstico de tumor cerebral é assustador e, muitas vezes, acompanhado de uma sensação de impotência para os pacientes. Isso é exacerbado quando a espera, quer para a confirmação da doença, quer para a decisão do melhor tratamento a adotar, é demorada. Foi com isso em mente que uma equipa de investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3) desenvolveu o GlioBrain-Plate. A tecnologia inovadora para triagem pré-clínica de terapias contra tumores cerebrais valeu às cientistas a conquista do primeiro lugar na edição 2026 do BIP Acceleration, o programa de aceleração da U.Porto que ajuda equipas de investigação a transformar projetos em negócios.

Criado em laboratório, o GlioBrain-Plate tem como objetivo testar novos tratamentos para tumores cerebrais. “Num único teste, conseguimos perceber se um medicamento chega ao cérebro e, depois, se consegue matar ou de alguma forma atuar sobre o tumor”, explicam as investigadoras. Isto porque a inovação reproduz o tumor juntamente com a barreira natural que protege o cérebro e que impede a entrada de mais de 98% dos medicamentos. Assim, consegue identificar mais rapidamente as terapias, bem como reduzir custos, riscos, testes em animais, e acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos.

A tecnologia destina-se a empresas farmacêuticas que desenvolvem novos medicamentos. “Ao ajudá-las a identificar, numa fase inicial, os tratamentos com maior risco de falhar nos ensaios clínicos, esperamos evitar investimentos de anos e milhões de euros”, antecipam as cientista do i3S, na esperança de que isso permita “concentrar os recursos nas terapias mais promissoras e acelerar a chegada de novas opções terapêuticas à ciência”.

Da equipa de investigação fazem parte Cláudia Martins, Cecília Ferreira, Ana Olival, Diana Ribeiro e Bárbara Macedo. Para as cientistas, conquistar o primeiro lugar no BIP Acceleration reconhece um percurso que começou fora da sua zona de conforto: “Transformar uma descoberta científica em algo que possa ser usado por outras pessoas abriu-nos as portas de um mundo novo e, até há pouco tempo, desconhecido”, avançam.

O financiamento recebido será aplicado na gestão da propriedade intelectual, e vão também aproveitar o período na UPTEC para “dar os próximos passos com mais estrutura”. As investigadoras pretendem entrar no mercado com um modelo de serviço, “trabalhando com a indústria para testar os seus medicamentos de interesse”, concluem.

Robôs inteligentes para trabalho em armazéns

No segundo e terceiro lugares do BIP Acceleration 2026 ficaram, respetivamente, os projetos CARGO e MyGene.

Nascido no INESC TEC, CARGO é um robô para a intralogística e descarregamento de contentores em armazéns. Um processo atualmente realizado maioritariamente de forma manual, sendo fisicamente exigente, não ergonómico e sujeito a condições de trabalho difíceis (como temperaturas extremas) pode, com esta solução inovadora, passar a ser automatizado e industrializado.

“Existe ainda uma lacuna de soluções robóticas europeias que sejam simultaneamente flexíveis e acessíveis para PME”, explica a equipa composta por Maria Silva Lopes, Artur José Cordeiro, Luís Freitas Rocha e João Pedro Souza.

O projeto CARGO conquistou o segundo prémio do BIP Acceleration 2026. (Foto: DR)

Mas o CARGO, sendo capaz, “de forma autónoma, de retirar caixas do interior de contentores marítimos em armazéns logísticos”, não só torna o processo mais seguro e menos exigente para os trabalhadores como, consequentemente, contribui para “reduzir o impacto da crescente dificuldade de contratação de mão de obra para estas tarefas”, acrescentam. O sistema combina, numa única plataforma móvel, navegação autónoma, manipulação robótica e perceção 2D/3D com recurso a inteligência artificial (IA).

O segundo lugar no BIP Acceleration representa “um importante reconhecimento do potencial do CARGO”. Para além da visibilidade do projeto, o apoio permitirá “dar um passo importante na validação da tecnologia em contexto real, melhorando e validando os pilotos em contexto empresarial. “Apesar de já termos um piloto funcional, precisamos de o testar e validar a solução em operações reais, avaliando o seu desempenho, segurança e interação com os utilizadores”, concluem os investigadores.

E atenção redobrada para os cancros hereditários

O projeto MyGene, vencedor do terceiro prémio, está também focado na doença oncológica. Trata-se de uma plataforma digital de genética psicossocial que apoia famílias que enfrentam a angústia associada aos cancros hereditários.

“O MyGene é uma ferramenta que apoia famílias com risco de cancro hereditário, indo desde o teste genético até à comunicação do risco”, explica Esperança Lima, investigadora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da U.Porto (FPCEUP).

Da equipa criadora do MyGenefazem ainda parte António Coelho (INESC TEC e Faculdade de Engenharia da U.Porto), as investigadoras Célia Sales, Cláudia de Freitas, Juliana Monteiro e Paula Mena Matos (do Centro da Psicologia da U.Porto, FPCEUP), Hernâni Oliveira (Universidade de Évora e CPUP) e João Fernando Silva (IPO Porto).

“Quando uma pessoa descobre que tem uma mutação genética que pode causar cancro, enfrenta o choque do diagnóstico e a difícil tarefa de informar os filhos e os irmãos da que também podem estar em risco”, explica a equipa.

O projeto MyGene conquistou o terceiro prémio do BIP Acceleration 2026. (Foto: DR)

Prescrito pelo médico e atuando como um complemento da consulta de genética, o MyGene é um kit físico “que dá acesso a uma plataforma digital segura, na qual se disponibiliza informação validada e com linguagem simples”, acrescentam. Os conteúdos interativos – e validados pelos profissionais de saúde – ajudam a família a compreender o risco e incentivam os seus membros a realizarem testes genéticos preventivos que podem salvar vidas.

O projeto está, atualmente, a concluir “com sucesso os estudos piloto em dois hospitais portugueses”. Para a equipa, estar entre os premiados do BIP Acceleration é uma “validação crucial, pois demonstra que a investigação científica na área da genética psicossocial pode transformar-se em soluções sustentáveis, escaláveis e com impacto real na vida das pessoas e na redução de custos com a prestação de cuidados de saúde.”

“Um programa muito importante para a Universidade”

A grande final do da edição 2026 decorreu no passado dia 22 de setembro, nas instalações da Porto Business School (PBS), parceira desta edição. A avaliar os projetos finalistas esteve um júri composto por Filipa Ferreira (Portugal Ventures), Raphael Stanzani (UPTEC) e Rodrigo de Alvarenga (PBS).

Antes de anunciar os vencedores, a Vice Reitora da U.Porto para Investigação e Valorização do Conhecimento Ana Paula Pêgo, afirmou que “este é um programa muito importante para a Universidade”,

“Ganharam todos. Posso dizer-vos, da minha experiência, que todos os projetos que tive recusados vieram depois melhorados. Quando há uma nega fecha-se uma porta, mas abre-se também uma janela”, acrescentou a também investigadora do i3S, depois dos devidos agradecimentos aos membros do júri, organização e participantes.

Ao longo das cinco edições do BIP Acceleration já realizadas, foram distinguidas 15 ideias, totalizando perto de 50 mil euros em prémios atribuídos. Concorreram à iniciativa, desde 2022, 63 ideias, mobilizando mais de 200 participantes.

O BIP Acceleration 2026 teve o apoio da Caixa de Geral de Depósitos e a parceria da Porto Business School, da UPTEC e da Portugal Ventures.



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Portugal

CM Vagos / Exposição “Florbela Espanca Perdidamente”

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A Exposição “Florbela Espanca Perdidamente” está patente na Biblioteca Municipal João Grave, de 2 a 31 de outubro.

Esta exposição itinerante, cedida pela Sociedade Portuguesa de Autores, foi inaugurada no 80º aniversário da morte de Florbela Espanca.

Composta por 22 painéis, esta exposição pretende não só homenagear a autora, mas também todos quantos a musicaram e cantaram ao longo dos anos.

 

Data: De 2 a 31 de outubro, no horário de funcionamento da Biblioteca Municipal

Organização e Promoção: Município de Vagos e Sociedade Portuguesa de Autores

Local: Biblioteca Municipal de Vagos

Público-alvo: Público em geral



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Em 1986, ano da adesão de Portugal às Comunidades Europeias, era lançado o Cartã…

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Em 1986, ano da adesão de Portugal às Comunidades Europeias, era lançado o Cartão Jovem, válido em Portugal e nos restantes países europeus.

Quatro décadas depois, que caminho percorreu Portugal na União Europeia e que futuro se perspetiva para a Europa? Estas são algumas das questões em análise na conferência «40 anos de Portugal Europeu. O que se segue?», que reúne em Lisboa especialistas da governação portuguesa, europeia e internacional para refletir sobre o percurso das últimas quatro décadas e as perspetivas para o futuro.

26 de outubro | Técnico Innovation Center, Lisboa

A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia e sujeita à lotação da sala.



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Comunicado sobre o Orçamento do Estado para 2027

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No âmbito da preparação do Orçamento do Estado para 2027, a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) desenvolveu um trabalho intenso, persistente e determinado junto dos órgãos de soberania, com o objetivo de assegurar que as necessidades das freguesias portuguesas fossem, devidamente, consideradas e que o próximo Orçamento do Estado representasse um avanço efetivo na valorização do Poder Local de proximidade.

Desde o início do seu mandato, o Conselho Diretivo Nacional da ANAFRE tem assumido como prioridade absoluta o reforço da capacidade financeira, institucional e operacional das freguesias, desenvolvendo todas as diligências ao seu alcance para que as legítimas reivindicações dos autarcas encontrem resposta nas decisões políticas nacionais.

Neste contexto, importa recordar que, no passado dia 22 de julho, a ANAFRE apresentou formalmente as suas propostas para o Orçamento do Estado para 2027, através de comunicações dirigidas a Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Dr. Luís Montenegro; a Sua Excelência o Ministro de Estado e das Finanças, Dr. Joaquim Miranda Sarmento; e a Sua Excelência o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Dr. Manuel Castro Almeida.

Estas propostas, que resultam de uma reflexão sobre as necessidades estruturais das freguesias e estão alinhadas com os compromissos assumidos para o presente mandato, assentam em quatro medidas fundamentais:

  1. Reforço do Fundo de Financiamento das Freguesias (FFF), através do aumento da sua base de cálculo de 2,5% para 3,5% da média da receita proveniente do IRS, IRC e IVA, garantindo maior capacidade financeira e previsibilidade orçamental.
  2. Financiamento de um eleito em regime de permanência a tempo inteiro em todas as juntas de freguesia, ou, em alternativa, de dois eleitos em regime de meio tempo, reconhecendo as crescentes exigências e responsabilidades da gestão autárquica.
  3. Atualização das transferências financeiras destinadas às freguesias do concelho de Lisboa, no âmbito da respetiva Reforma Administrativa, assegurando a compensação dos encargos resultantes da atualização da Remuneração Mínima Mensal Garantida e das restantes valorizações salariais da Administração Pública.
  4. Reconhecimento do direito legal de preferência das juntas de freguesia na aquisição de imóveis situados no respetivo território, sempre que legalmente admissível, reforçando os instrumentos de intervenção territorial ao serviço do interesse público.

Estas propostas não foram atendidas e o acordo político assinado em janeiro do presente ano não foi cumprido!

Perante estes factos, a ANAFRE reuniu o Conselho Diretivo e tomou as seguintes decisões:

  1. Pedir uma reunião, com carácter de urgência, aos Grupos Parlamentares na Assembleia da República;
  2. Pedir uma reunião, com carácter de urgência, ao Senhor Primeiro-Ministro e solicitar a presença do Ministro das Finanças;
  3. Convocar 4 reuniões descentralizadas com as freguesias portuguesas para abranger todo o território;
  4. Convocar as freguesias portuguesas para encerrarem todos os seus serviços no dia 4 de novembro de 2026 como demonstração de discordância perante as propostas apresentadas em sede de Orçamento de Estado;
  5. Convocar as freguesias portuguesas para adotarem outros meios de luta caso as reivindicações não sejam atendidas.

A ANAFRE continua disponível para negociar com todos os intervenientes e considerará todas as formas de luta para defender as freguesias.

 

O Conselho Diretivo da ANAFRE,

reunido em Pombal, no dia 12 de outubro de 2026



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CM Vagos / Hora do Conto e oficina de artes

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De uma pequenina bolota nasce um grande carvalho! – cantarolou o Texugo, a limpar a sua toca. Encaixada por entre as raízes de um velho e majestoso carvalho, esta toca tinha sido desde sempre um lar feliz para gerações e gerações de texugos.” Vem aí uma terrível tempestade! O Texugo, dono de um grande coração, ajuda os amigos a tornarem as suas casas mais seguras. Mas quem é que tomará conta da sua própria casa debaixo do velho carvalho? – Uma história sobre amizade, coragem e começar de novo.”

 

No final, as crianças são convidadas a realizar uma atividade com base na temática do conto.

 

 

 

Organização: Município de Vagos

Local: Biblioteca Municipal João Grave – Vagos

Público-alvo: a partir dos 3 anos

 

Atividade gratuita



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