Património
Vidigueira reativa candidatura do Vinho de Talha a Património da UNESCO
O Município de Vidigueira assumiu formalmente o compromisso de reativar o processo de candidatura do Vinho de Talha a Património Cultural Imaterial da Humanidade.
O anúncio foi feito pelo presidente da autarquia, Ricardo Bonito, durante uma reunião da parceria PROVERE ENOTUR em Monforte, onde sublinhou a necessidade de tirar o projeto de um período de estagnação.
Para o município, este método de vinificação ancestral é um ativo estratégico e diferenciador, essencial para o enoturismo tanto no concelho como em toda a região do Alentejo.
Nisa
“Chá com Letras” percorre concelho de Nisa para celebrar romarias e memórias locais
A iniciativa “Chá com Letras”, promovida pela Câmara Municipal de Nisa, visitou recentemente as localidades de Nisa, Alpalhão e Tolosa para uma edição dedicada às romarias que definem a identidade do concelho.
O evento serviu para evocar tradições ligadas a Nossa Senhora da Graça, Nossa Senhora da Redonda e Santo Amaro, promovendo a partilha de afetos e histórias entre gerações.
Ao aliar o convívio do chá à literatura e à memória oral, o projeto reforçou o seu papel na preservação do património cultural imaterial e na valorização das gentes e dos festejos que marcam o território.
Moura
Moura promove Dia Aberto na Herdade da Contenda com foco na natureza e património
A Herdade da Contenda, em Moura, realiza no próximo sábado um Dia Aberto com atividades que cruzam a conservação ambiental, o convívio e a história local.
O programa arranca às 9h30 com uma conversa dedicada às memórias da Guarda Fiscal, seguindo-se um almoço partilhado, um percurso pedestre de 5 km e um workshop de desenho de natureza.
A iniciativa inclui ainda uma ação de voluntariado para a proteção da regeneração natural na ribeira do Murtigão e a organização disponibiliza transporte gratuito a partir de Moura, mediante inscrição obrigatória até ao dia 16 de abril.
Alter do Chão
Coudelaria de Alter: O legado vivo de D. João V no coração do Alto Alentejo
Fundada em 1748 por iniciativa de D. João V, a Coudelaria Real de Alter permanece como a mais antiga instituição hípica do mundo a operar ininterruptamente no mesmo local, preservando o prestigiado cavalo Lusitano.
A génese da Coudelaria de Alter remonta ao início do século XVIII, quando a paixão equestre de D. João V e as influências culturais da Rainha D. Maria Ana da Áustria ditaram a necessidade de dotar o Reino de Portugal com cavalos de sela de excelência, especificamente selecionados para a exigente prática da Alta Escola. Após a edificação das Cavalariças Reais de Belém em 1726, o projeto de criação nacional expandiu-se para a Coutada do Arneiro, em Alter do Chão, onde as condições agrológicas e os pastos de características singulares no Norte Alentejano se revelaram ideais para o desenvolvimento de uma linhagem que viria a tornar-se um símbolo da identidade portuguesa.
Embora o impulso inicial tenha pertencido ao “Rei Magnânimo”, a estruturação e consolidação definitiva desta casa-mãe do cavalo Puro-Sangue Lusitano foram concretizadas pelo seu sucessor, D. José I, que solidificou a importância desta propriedade de 800 hectares totalmente murada. Ao longo de quase três séculos, a instituição superou transformações políticas e crises genéticas, mantendo um núcleo de éguas de pelo castanho que define a linhagem Alter Real, exportada atualmente para todo o mundo como um produto de distinção e qualidade técnica no desporto equestre.
Para além do peso histórico, a Tapada do Arneiro funciona hoje como um polo multidisciplinar onde a preservação do património natural e arqueológico, com vestígios de ocupação humana que remontam à pré-histórica Abelterium romana, coabita com a ciência moderna e o ensino especializado. Através de uma parceria estratégica com a Universidade de Évora e a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão, a Coudelaria assegura a formação de novas gerações de técnicos e médicos veterinários, o que garante que o ciclo de vida do cavalo seja acompanhado desde o Centro de Reprodução Equina até à competição.
Alentejo
Beja: Oficina gratuita de viola campaniça preserva herança alentejana no Clube UNESCO
O Clube UNESCO de Beja promove, esta quarta-feira, mais uma sessão da oficina gratuita de viola campaniça, orientada pelo professor José Emídio, com o objetivo de salvaguardar e divulgar este instrumento tradicional do Baixo Alentejo.
A iniciativa, que decorre semanalmente entre as 18h00 e as 20h00, surge como uma resposta estratégica à necessidade de transmissão de saberes intergeracionais. O projeto foca-se na formação de novos executantes, garantindo que a sonoridade típica da região não se perca e continue a integrar o património cultural vivo da cidade.
As sessões são abertas a todos os públicos a partir dos 6 anos de idade, eliminando barreiras à aprendizagem ao disponibilizar um instrumento para utilização no local. Esta facilidade permite que os interessados tenham um contacto inicial com a viola campaniça antes de avançarem para a aquisição de um exemplar próprio.
Os interessados em participar devem formalizar a inscrição junto do Centro UNESCO de Beja, através dos seguintes contactos:
- E-mail: centro.unesco.beja@cm-beja.pt
- Telefone: 284 311 818
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