Segurança
Violência doméstica: Ponte de Sor registou 29 novos casos entre janeiro e outubro de 2025
Entre janeiro e outubro de 2025, foram sinalizados 29 novos processos de violência doméstica no concelho de Ponte de Sor. Os dados revelam que 7 das vítimas são crianças ou jovens, enquanto os restantes 22 casos dizem respeito a mulheres, refletindo a persistência de um problema que continua a afetar diferentes faixas etárias.
As autoridades recordam que é essencial denunciar e procurar apoio sempre que exista suspeita ou confirmação de violência.
Quem necessitar de ajuda pode contactar a Linha Nacional de Apoio a Vítimas de Crime – 116 006 (dias úteis, das 08h00 às 23h00) ou o Posto da GNR de Ponte de Sor, através do número 242 202 707.
Beja
Câmara da Vidigueira e GNR reforçam parceria para garantir segurança e proximidade

O executivo da Câmara Municipal da Vidigueira reuniu-se, na última semana, com o Comando Territorial da GNR de Beja para coordenar estratégias de segurança, prevenção e policiamento de proximidade no concelho. O encontro serviu para analisar os desafios atuais da região e reafirmar o compromisso de colaboração entre a autarquia e as forças de segurança, com o objetivo de elevar os índices de tranquilidade pública e a qualidade de vida de residentes e visitantes.
Durante a reunião, foi sublinhado o papel fundamental do trabalho de proximidade que a GNR desenvolve junto da comunidade local, permitindo uma resposta mais eficaz e personalizada às necessidades da população. Para a autarquia, a articulação estreita com o Comando de Beja é vista como um elemento estruturante para a promoção de um ambiente seguro, essencial tanto para o quotidiano dos munícipes como para a afirmação da Vidigueira enquanto destino turístico.
Em comunicado, o Município da Vidigueira reiterou que continuará a trabalhar em parceria com a GNR na procura de soluções conjuntas que preparem o concelho para futuros desafios na área da segurança. Esta cooperação institucional visa não só a prevenção da criminalidade, mas também o reforço da confiança dos cidadãos nas instituições, consolidando uma estratégia de governação que prioriza o bem-estar social e a proteção do património e das pessoas em todo o território municipal.
Santarém
PSP regista 18 infrações por falta de cadeirinhas em operação no Entroncamento

A esquadra do Entroncamento da Polícia de Segurança Pública (PSP) realizou, na manhã de 12 de janeiro de 2026, uma operação de fiscalização especificamente direcionada ao transporte de crianças em veículos automóveis. A ação, inserida numa estratégia de reforço da segurança rodoviária, resultou na identificação de 18 infrações por falta de sistemas de retenção homologados, as chamadas cadeirinhas, sublinhando a persistência de comportamentos de risco no transporte dos passageiros mais jovens. A força de segurança recorda que o uso destes sistemas é uma obrigação legal e essencial para reduzir a gravidade de lesões em caso de acidente, constituindo um dever de responsabilidade para todos os condutores.
Para além das falhas na proteção de menores, a fiscalização rodoviária detetou outras irregularidades, incluindo a falta de inspeção periódica obrigatória, condução com carta caducada, excesso de lotação e falta de uso do cinto de segurança por adultos. No total, a PSP emitiu quatro autos de apreensão de documentos e registou uma detenção por condução sem habilitação legal. A operação serviu ainda para o cumprimento de dois mandados judiciais: um de detenção para apresentação de um indivíduo ao tribunal e outro de condução de um menor no âmbito de um processo de promoção e proteção.
Durante a intervenção policial, foi também verificada a situação administrativa de cerca de meia centena de cidadãos estrangeiros, tendo-se confirmado que todos se encontravam em situação legal em território nacional. A PSP reiterou que manterá a regularidade destas ações de fiscalização e sensibilização, focando-se na segurança das crianças enquanto passageiras e apelando ao cumprimento rigoroso das regras de transporte. O balanço desta manhã no Entroncamento reforça a necessidade de vigilância contínua sobre o acondicionamento de cargas e o respeito pelas normas de estacionamento, tendo sido também autuada uma viatura por se encontrar estacionada sobre o passeio.
Borba
Tribunal de Évora marca repetição do julgamento do caso de Borba para abril

Os seis arguidos no processo da derrocada da estrada entre Borba e Vila Viçosa, que causou cinco mortos em novembro de 2018, regressam ao Tribunal de Évora no dia 7 de abril de 2026. A nova calendarização, estabelecida após o Tribunal da Relação de Évora ter ordenado a repetição do julgamento, prevê sessões de inquirição de testemunhas até meados de junho, estando as alegações finais marcadas para o dia 17 desse mês. Esta decisão do tribunal superior surge na sequência de um recurso do Ministério Público, que contestou a absolvição total dos acusados ocorrida em primeira instância, em fevereiro de 2024. As juízas desembargadoras consideraram que o acórdão anterior apresentava uma contradição insanável na fundamentação e erro notório na apreciação da prova.
O coletivo de juízes, agora presidido por Luís Mendonça e Cunha, voltará a analisar as responsabilidades de António Anselmo, então presidente da Câmara de Borba, e de Joaquim Espanhol, vice-presidente à data dos factos, ambos pronunciados por homicídio por omissão. O processo envolve igualmente dois técnicos da Direção-Geral de Energia e Geologia, além da empresa exploradora da pedreira e do seu responsável técnico, acusados de violação de regras de segurança. Em causa está o colapso de um troço de cerca de 100 metros da Estrada Municipal 255, que ruiu para o interior de duas explorações de mármore, vitimando dois operários e três ocupantes de viaturas que circulavam na via.
Paralelamente ao desfecho criminal, o Estado move uma ação administrativa no Tribunal de Beja para tentar reaver mais de 1,6 milhões de euros liquidados em indemnizações às famílias das vítimas. Esta ação cível visa os seis arguidos, a autarquia de Borba e os herdeiros da sociedade exploradora, embora a câmara municipal tenha já contestado o pedido, invocando a pendência do processo-crime como questão prejudicial. O novo julgamento será decisivo para apurar as falhas de fiscalização e de manutenção que conduziram ao acidente, numa fase em que se procura clarificar as omissões políticas e técnicas apontadas pela investigação no setor dos mármores.
Alentejo
Ministério Público acusa condutor suspeito de atropelamento mortal e fuga em Évora

O Ministério Público (MP) deduziu acusação contra um homem de 59 anos pelos crimes de homicídio por negligência e omissão de auxílio, na sequência de um atropelamento mortal ocorrido em Évora. O arguido é suspeito de ter colhido uma mulher de 88 anos e abandonado o local sem prestar assistência à vítima.
Os factos remontam à noite de 27 de agosto de 2024, na Estrada da Chainha, no bairro do Bacelo. Segundo a acusação, o arguido conduzia um veículo ligeiro de mercadorias quando embateu na idosa, que circulava a pé na berma da via. O Ministério Público sustenta que o acidente foi provocado por velocidade excessiva e falta de atenção do condutor, que terá desrespeitado as normas de trânsito em vigor.
Após o embate, o homem terá prosseguido a marcha sem acionar os meios de socorro. A vítima, que sofreu múltiplas lesões graves, acabou por falecer horas mais tarde no hospital. A investigação, coadjuvada pela PSP de Évora, permitiu identificar o suspeito, que se apresentou na esquadra dois dias após o ocorrido, depois de diligências policiais terem sido efetuadas junto da sua residência.
O processo aguarda agora a eventual abertura de instrução. Caso esta fase facultativa não seja requerida, o caso seguirá para julgamento. Paralelamente, os familiares da vítima e o Hospital do Espírito Santo de Évora foram notificados para a possibilidade de deduzirem pedidos de indemnização civil pelos danos causados.
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