Sociedade
Feira de Antiguidades e Velharias anima o centro do Entroncamento este domingo
O centro da cidade do Entroncamento volta a receber, no próximo domingo, 9 de março, mais uma edição da Feira de Antiguidades e Velharias, uma iniciativa que convida à descoberta de objetos singulares e carregados de história.
A feira decorre entre as 10h00 e as 17h00, estendendo-se pela Rua Luís Falcão de Sommer e pela Praça Salgueiro Maia, e assume-se como um espaço privilegiado para promover a dinamização comercial e a valorização do comércio local, atraindo visitantes e curiosos ao coração da cidade.
Além de antiguidades e peças de coleção, o certame oferece uma diversidade de artigos que evocam memórias de outros tempos, tornando-se um ponto de encontro para apreciadores de velharias, colecionadores e público em geral.
Os interessados em obter mais informações ou em participar como vendedores podem contactar o Gabinete de Turismo e Atividades Económicas da Câmara Municipal do Entroncamento, através do endereço de correio eletrónico empresario@cm-entroncamento.pt
ou do telefone 249 720 415.
A organização deixa o convite aberto a toda a população para visitar a feira e usufruir de um domingo diferente no centro urbano do Entroncamento.
Portugal
Quercus alerta ocultação de eucaliptal ardido e pede correções

QUERCUS alerta que mais de dois terços do eucaliptal ardido estão ocultos das estatísticas nacionais e propõe medidas de correção
O 5.º relatório provisório de incêndios rurais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), publicado em setembro, revelou que é já o 4º ano com maior área ardida, desde 1996 (ano com dados disponíveis), com 254.296 ha ardidos em Portugal.
Importa realçar que no período homólogo e relativamente ao ano com maior área ardida, este valor é superior em cerca de 20 mil hectares.
No entanto a análise recente da Carta de Uso e Ocupação do Solo (COS) e da Carta de Ocupação do Solo Conjuntural (COSc), produzidas pela Direção-Geral do Território (DGT) com base em imagens de satélite do programa europeu Copernicus (Sentinel-2), evidencia deficiências estruturais que estão a comprometer a leitura da realidade florestal portuguesa e que comprometem os dados oficiais.
Senão vejamos: A COS, atualizada apenas de 5 em 5 anos, e os ortofotomapas que lhe dão suporte, cuja última edição remonta a 2018, apresentam um desfasamento significativo face ao território real, e para agravar esta situação, a COSc, de carácter anual, sofre do mesmo problema técnico pois classifica como “mato” vastas áreas de eucaliptal jovem, em regeneração ou em rotação após corte, mascarando assim a verdadeira extensão desta cultura florestal.
Para demonstrarmos este desfasamento importa dar exemplos concretos:
Incêndio de Arouca – No incêndio de Arouca, em 2024, arderam 6.500 hectares. A ocupação real da área afetada era superior a 80% de eucaliptal, sobretudo jovem. Contudo, a informação oficial classifica 62% da área como “fogo de mato”. Mais de metade dos eucaliptos surgem no satélite como “Transitional Woodland-shrubland”, ocultando estatisticamente a dimensão real do eucaliptal ardido, pois a área ardida é bastante superior e não está devidamente classificada e contabilizada.
Incêndio de Pedrógão – os relatórios do European Forest Fire Information System (EFFIS) assinalam 80% de “mato”, numa área onde 90% correspondia a eucaliptos jovens ou regenerações naturais.
Desta forma, podemos afirmar que mais de dois terços do eucaliptal existente em áreas ardidas fica ocultado das estatísticas nacionais por classificações incorretas, tendo como exemplo Povoamentos florestais que são registados como “mato” em várias fases do ciclo do eucalipto: até aos 5 a 8 anos de idade, até atingirem 5 metros de altura, após cortes sucessivos ou em estado de regeneração, estimando a QUERCUS que em incêndios de grandes dimensões dezenas de milhares de hectares de plantações sejam reportados à população apenas como “mato”, desvalorizando o risco e o impacto real nos territórios e comunidades.
Portugal continua, assim, a apresentar dados oficiais que desvirtuam a realidade florestal, alimentando uma perceção estatística e política incorreta sobre a dimensão do eucaliptal. Esta prática tem consequências graves na prevenção e combate aos incêndios, na avaliação ambiental e na definição de políticas públicas.
A QUERCUS recomenda a retificação urgente do protocolo de análise, garantindo a identificação correta das espécies florestais e uma atualização mais próxima do tempo real e defende que as plantações de eucalipto (e outras espécies florestais de rápido crescimento) passem a estar sujeitas a licenciamento obrigatório e georreferenciação em plataforma oficial do Estado, permitindo uma monitorização transparente e eficaz da ocupação do solo e da evolução do risco de incêndio.
A classificação atual da ocupação do solo em Portugal está a ocultar de forma sistemática a realidade do eucaliptal. Sem medidas urgentes de correção e de transparência, como a QUERCUS propõe, o país continuará a viver com uma narrativa oficial que distorce a realidade e compromete fortemente a segurança de pessoas e bens, assim como, um ordenamento do território e gestão florestal sustentável.
Portugal
ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável

Nos últimos anos, a reutilização tem sido promovida como uma das soluções mais eficazes para reduzir o consumo de plásticos de uso único e diminuir a quantidade de resíduos que enviamos para aterro ou incineração. Mas será que tudo o que nos dizem ser reutilizável o é de facto?
A resposta é simples: não necessariamente. Nem todos os copos, embalagens ou recipientes que encontramos em cafés, take-away ou supermercados podem ser considerados reutilizáveis. A chave está em perceber se estão integrados num sistema que garante que o objeto é usado várias vezes e depois retorna ao ciclo.
O que torna um objeto realmente reutilizável
Um copo ou embalagem só pode ser considerado reutilizável se cumprir alguns critérios essenciais:
- Integração num sistema de reutilização
O objeto deve fazer parte de um circuito organizado, seja da própria empresa ou de uma rede local, que garanta que ele volta ao ponto de origem ou a outro ponto de recolha autorizado. - Garantia de circulação múltipla
É fundamental que o recipiente seja usado repetidamente, e não apenas trocado por outro depois de uma utilização. Quanto mais vezes circular, menor o seu impacto ambiental. - Depósito ou incentivo ao retorno
Um sistema de reutilização eficaz incentiva o consumidor a devolver o objeto — por exemplo, através de depósitos ou descontos em compras futuras. Sem esta lógica, o objeto corre o risco de ser descartado como se fosse descartável.
Como identificar se um produto é realmente reutilizável
Ao deparar-se com um copo ou recipiente “reutilizável”, pergunte-se:
- Existe um depósito ou incentivo ao retorno?
- Há pontos de recolha claros e acessíveis?
- O sistema garante que o objeto irá circular várias vezes?
- Há informação clara sobre limpeza, manutenção e reutilização?
Se a resposta a estas perguntas for negativa, o produto não pode ser considerado reutilizável, por mais que pareça mais sustentável que o descartável.
Por que é importante distinguir
A reutilização genuína é uma ferramenta poderosa de prevenção de resíduos. Mas, se confundirmos produtos que só parecem reutilizáveis com sistemas que de facto funcionam, corremos o risco de criar um falso sentimento de sustentabilidade, sem reduzir de forma real o consumo de plástico ou a produção de resíduos.
Para a ZERO, reutilizar é reduzir: cada copo ou embalagem que circula de facto várias vezes evita a produção de novos objetos, diminui a quantidade de resíduos e contribui para um modelo de economia circular eficiente.
A responsabilidade é de todos
Consumidores, empresas e entidades reguladoras têm um papel importante:
- Consumidores: procurar informação sobre os sistemas de retorno e privilegiar produtos com circuito garantido.
- Empresas: adotar sistemas de reutilização robustos, com depósito ou incentivos claros, e comunicar de forma transparente.
- Legislação e municípios: apoiar políticas que promovam a reutilização de verdade, incluindo normativas e campanhas de sensibilização.
Um copo ou embalagem só é realmente reutilizável quando circula várias vezes e retorna ao sistema. Sem depósito, incentivo ao retorno ou circuito garantido, não passa de um produto que parece sustentável, mas que na prática não evita resíduos.
Se queremos construir um futuro com menos lixo e mais economia circular, precisamos de olhar para a reutilização com rigor, garantindo que cada objeto cumpre o seu papel e não apenas a sua aparência.
Portugal
Jantar Comemorativo Aniversário 40 anos

No passado dia 31 de outubro, celebrámos 40 anos de dedicação à defesa do ambiente e à conservação da natureza em Portugal. O jantar comemorativo reuniu associados, colaboradores, voluntários e parceiros, num momento de reconhecimento e partilha, que assinalou quatro décadas de trabalho contínuo ao serviço da sustentabilidade, da biodiversidade e da cidadania ambiental. Neste vídeo partilhamos algumas imagens e os melhores momentos desta celebração, que reflete o percurso de uma associação independente, apartidária e comprometida com a proteção dos valores naturais do nosso país.
Santarém
PSP regista 18 infrações por falta de cadeirinhas em operação no Entroncamento

A esquadra do Entroncamento da Polícia de Segurança Pública (PSP) realizou, na manhã de 12 de janeiro de 2026, uma operação de fiscalização especificamente direcionada ao transporte de crianças em veículos automóveis. A ação, inserida numa estratégia de reforço da segurança rodoviária, resultou na identificação de 18 infrações por falta de sistemas de retenção homologados, as chamadas cadeirinhas, sublinhando a persistência de comportamentos de risco no transporte dos passageiros mais jovens. A força de segurança recorda que o uso destes sistemas é uma obrigação legal e essencial para reduzir a gravidade de lesões em caso de acidente, constituindo um dever de responsabilidade para todos os condutores.
Para além das falhas na proteção de menores, a fiscalização rodoviária detetou outras irregularidades, incluindo a falta de inspeção periódica obrigatória, condução com carta caducada, excesso de lotação e falta de uso do cinto de segurança por adultos. No total, a PSP emitiu quatro autos de apreensão de documentos e registou uma detenção por condução sem habilitação legal. A operação serviu ainda para o cumprimento de dois mandados judiciais: um de detenção para apresentação de um indivíduo ao tribunal e outro de condução de um menor no âmbito de um processo de promoção e proteção.
Durante a intervenção policial, foi também verificada a situação administrativa de cerca de meia centena de cidadãos estrangeiros, tendo-se confirmado que todos se encontravam em situação legal em território nacional. A PSP reiterou que manterá a regularidade destas ações de fiscalização e sensibilização, focando-se na segurança das crianças enquanto passageiras e apelando ao cumprimento rigoroso das regras de transporte. O balanço desta manhã no Entroncamento reforça a necessidade de vigilância contínua sobre o acondicionamento de cargas e o respeito pelas normas de estacionamento, tendo sido também autuada uma viatura por se encontrar estacionada sobre o passeio.
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