Portugal
ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável
Em 10 segundos
As tarifas que pagamos pelos resíduos refletem apenas uma pequena parte da complexidade do sistema de gestão de resíduos. O valor que pagamos visa garantir que os resíduos que produzimos são recolhidos, tratados e reciclados de forma adequada. Pode estar incluída na fatura da água, no preço de produtos e na responsabilidade dos produtores. É também uma forma de incentivar a redução, reutilização e reciclagem. Existem outras componentes, como a taxa de gestão de resíduos (TGR) que é paga pelas toneladas de resíduos que são enviadas para incineração ou aterro.
Zoom ZERO
Em Portugal, a taxa de gestão de resíduos é aplicada principalmente através de duas vias:
- Tarifa de resíduos urbanos: cobrada aos cidadãos, financia a recolha e tratamento dos resíduos urbanos.
- Sistemas de responsabilidade alargada do produtor (RAP): empresas que colocam produtos no mercado (como embalagens, pilhas ou eletrodomésticos) contribuem financeiramente para a sua recolha e reciclagem.
- Taxa de gestão de resíduos (TGR): os sistemas de gestão de resíduos urbanos (entidades que agrupam os municípios) pagam por cada tonelada de resíduos que são enviados para incineração e aterro, sendo este mecanismo um incentivo para investir em infraestrutura para a reciclagem.
A ZERO defende que as entidades gestoras da taxa de resíduos, em estreita articulação com os municípios, devem:
- Garantir transparência total sobre a utilização dos valores arrecadados;
- Aplicar a taxa de forma a incentivar a prevenção e a reutilização, não apenas a eliminação ou reciclagem;
- Criar sistemas integrados de recolha e gestão de resíduos, acessíveis e eficientes para os cidadãos;
- Apoiar campanhas de educação e sensibilização, mostrando que a taxa é um instrumento de mudança de hábitos e promoção da economia circular
- Garantir que os custos do sistema de recolha e gestão são efetivamente refletidos nas tarifas.
Assim, a taxa deixa de ser apenas um custo e passa a ser uma ferramenta ativa de prevenção de resíduos, alinhada com os objetivos ambientais e municipais.
O que posso eu fazer?
- Exigir transparência: procure saber como a sua taxa de resíduos é utilizada pelo município ou pelo sistema de responsabilidade alargada do produtor.
- Reduzir e reutilizar: cada vez que diminui o consumo de produtos descartáveis, está a contribuir para reduzir o valor necessário para gerir resíduos.
- Participar em sistemas de devolução: utilize pontos de recolha de embalagens, pilhas ou equipamentos eletrónicos, garantindo que contribui para a economia circular.
- Informar-se e partilhar: consulte informações sobre a taxa de gestão de resíduos e partilhe com amigos e familiares para aumentar a consciência coletiva.
Links de interesse no site da ZERO
Portugal
Quercus critica proposta da Comissão para desregular pesticidas

Desregulação dos pesticidas: QUERCUS reforça crítica a proposta da Comissão Europeia
Mais de 23 mil cidadãos colocam em causa decisão que prejudica ambiente
Em resposta ao apelo lançado pela PAN Europe, da qual a Quercus é membro, mais de 23.000 europeus enviaram comunicações diretas aos respetivos Comissários Europeus uma mensagem clara exigindo o abandono desta proposta e a defesa de uma política de pesticidas assente na ciência, na proteção da saúde e no interesse público. Um número expressivo tendo em conta o tempo decorrido de pouco mais de uma semana.
Esta forte união de cidadãos, organizações não-governamentais e cientistas [1] levou a Comissão Europeia, na votação realizada 16 de dezembro, a recuar parcialmente, nomeadamente, perante os termos da proposta apresentada [2]:
- Passaria a ser exigida uma reavaliação direcionada para as substâncias relativamente às quais tenham surgido incertezas ou lacunas de dados no âmbito da sua avaliação de risco, bem como para as substâncias aprovadas como «candidatas à substituição»;
- E a Comissão passaria a ficar obrigada a identificar as substâncias ativas ou grupos de substâncias ativas com períodos de aprovação ilimitados para as quais deverá ser realizado um procedimento de renovação, ao passo que, nas versões preliminares divulgadas, essa exigência era apenas facultativa.
No entanto, a proposta de alteração de regulamento, dita como “final”, continua a comprometer pilares essenciais da legislação europeia. Entre os aspetos mais preocupantes, a Quercus destaca:
- Limitação da reavaliação periódica de substâncias ativas, mesmo perante novas evidências científicas de risco;
- Restrição do uso da informação científica mais recente pelos Estados-Membros na avaliação de pesticidas, contrariando jurisprudência do TJUE;
- Alargamento dos critérios de derrogação, facilitando a autorização de pesticidas que não cumprem os requisitos de segurança;
- Prolongamento dos períodos de tolerância para pesticidas perigosos já proibidos, a partir de stocks existentes;
- Facilitação da reclassificação de substâncias como «baixo risco», sem garantias suficientes de segurança;
- Definição excessivamente ampla de substâncias de controlo biológico, incluindo compostos artificiais ou análogos sintéticos;
- Possibilidade de autorizações gerais para pulverização aérea com drones, apesar dos riscos de deriva e exposição involuntária.
Alexandra Azevedo, Presidente da Quercus, destaca:
“Esta evolução demonstra a importância da mobilização da sociedade e da persistência no trabalho de acompanhamento das decisões políticas para moldar a realidade que proteja o ambiente, a saúde pública, os trabalhadores agrícolas e as comunidades rurais. O caso ressente da retirada de um estudo que negava riscos do glifosato, servindo de base a decisões políticas durante 25 anos [3], demonstra a necessidade premente de avaliações independentes, transparentes e regularmente atualizadas, e não o seu enfraquecimento.”
———-
Notas
[1] Declaração Científica sobre os Pesticidas no pacote Omnibus
Chegou a estar em cima da mesa a possibilidade de aprovar por tempo ilimitado até 90% das substâncias ativas atualmente autorizadas, incluindo não só substâncias de controlo biológico, mas também pesticidas sintéticos com impactos nocivos amplamente comprovados, como o glifosato, classificado como provável carcinógeno, ou o acetamiprido, com efeitos neurotóxicos reconhecidos.
Portugal
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José Apolinário foi reeleito Presidente da CCDR Algarve na eleição indireta realizada a 12 de janeiro de 2026, na qual participaram 469 dos 500 eleitos locais da região, nos termos da Lei Orgânica das CCDR. Segundo os resultados provisórios apurados, (,%), (,%) (,%).
No mesmo processo, e ao abrigo do Despacho n.º 14805-C/2025, foi igualmente – , , escolhido exclusivamente pelos Presidentes de Câmara Municipal, conforme previsto no Decreto-Lei n.º 36/2023, de 26 de maio, e respetivo Regulamento Eleitoral.
Encontra-se ainda por agendar a eleição do segundo Vice-Presidente, a realizar pelos membros não autarcas do Conselho Regional da CCDR Algarve.
Após conhecidos os resultados, é “ã é , ”, agradecendo o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos só foi possível graças ao empenho e dedicação de uma equipa sólida e coesa, constituída pelos Vice-Presidentes José Pacheco, Elsa Cordeiro, Pedro Monteiro e o vogal executivo do Programa Regional ALGARVE 2030, Aquiles Marreiros.
“ é çã , ó ó ”, destacou.
O Presidente eleito relembrou ainda que, çã á , çã ã e quanto à necessidade de defender os seus interesses estratégicos num contexto nacional e europeu.
çã , : https://www.ccdr-alg.pt/site/sites/default/files/inline-files/Declara%C3%A7%C3%A3o%20do%20Presidente%20da%20CCDR%20Algarve.pdf
:
José Apolinário é licenciado em Direito. Atual Presidente da CCDR Algarve, foi Secretário de Estado das Pescas, Presidente da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal de Faro, Deputado á Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, foi também Presidente do Conselho de Administração da Docapesca e Diretor Geral das Pescas e Aquicultura. Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Olhão e da Câmara Municipal de Faro.
Nota biográfica: https://www.ccdr-alg.pt/site/sites/default/files/inline-files/Nota%20Biogr%C3%A1fica%20-%20Jos%C3%A9%20Apolin%C3%A1rio.pdf
#CCDRAlgarve #algarve #coesãoterritorial
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Portugal
QUERCUS lança livro “Raízes do Futuro”

Cada exemplar vendido reverte para a plantação de uma árvore no Projeto Criar Bosques
A Quercus lança o livro “Raízes do Futuro – Quercus: há 40 anos, hoje e sempre!”, uma obra que olha para o passado, presente e futuro do movimento ambientalista em Portugal e apela a cada leitora e leitor que se torne protagonista da mudança.
Muito mais do que um registo de memória, “Raízes do Futuro” combina uma breve resenha histórica do movimento ambientalista com histórias reais de pessoas que, ao longo de décadas, têm dedicado a sua vida à defesa do ambiente. O livro realça como a ação da Quercus se foi transformando e ampliando, sempre com o mesmo objetivo: proteger a Natureza e construir uma sociedade e um futuro mais sustentável.
“Muito mais do que um registo de memória, é um chamamento à consciência e um convite à reflexão e à ação. Um convite aberto a todos aqueles que acreditam que o mundo pode ser diferente: mais justo, mais verde, e mais solidário”, afirma Alexandra Azevedo, Presidente da Direção Nacional.
Através de vários capítulos, o leitor é conduzido pelas “raízes” do movimento, pelas pessoas e causas que marcaram a história da associação, e por uma visão sobre “o futuro que queremos”, um futuro que passa por cidades mais verdes, territórios resilientes e comunidades envolvidas na proteção da biodiversidade.
Como forma de reforçar o impacto positivo desta celebração, iniciativa no âmbito do 40.º aniversário, por cada exemplar vendido será plantada uma árvore no âmbito do projeto Criar Bosques da Quercus.
Além disso, cada leitor terá a possibilidade de participar pessoalmente na plantação, juntando-se às equipas da Quercus numa das próximas ações de voluntariado ambiental.
Disponibilidade, preço e condições especiais
O livro tem o PVP de 14,95 €.
Pode ser adquirido:
Mesmo que não esteja disponível em determinada livraria, qualquer livreiro poderá encomendar o livro de imediato, a pedido do cliente.
Os sócios da Quercus beneficiam ainda de um desconto de 10% sobre o preço de capa, de acordo com as condições habituais da associação.
Portugal
Há 25 anos, o Porto afirmava-se como Capital Europeia da Cultura A 13 de janeir…

Há 25 anos, o Porto afirmava-se como Capital Europeia da Cultura
A 13 de janeiro de 2001 teve lugar, no Coliseu do Porto, a cerimónia oficial de inauguração da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura. Sob a batuta do maestro Marc Tardue, o concerto inaugural contou com a presença de figuras de destaque como o então Presidente da República, Jorge Sampaio, e Sua Majestade a Rainha Beatriz da Holanda.
O projeto Porto 2001 foi um marco ambicioso, apoiado por forte financiamento europeu, que deixou uma marca profunda na cidade e na região. Para além de uma programação cultural intensa e diversificada, impulsionou investimentos estruturantes na regeneração urbana, com equipamentos emblemáticos como a Casa da Música e o Edifício Transparente.
Vinte e cinco anos depois, Porto 2001 continua a ser um ponto de referência no debate sobre o papel da cultura no desenvolvimento territorial, na projeção internacional das cidades e no impacto duradouro dos grandes eventos culturais.
Uma memória coletiva que continua a inspirar o futuro do Norte.
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