Portugal
Desertificação do Rio Xévora

O IPMA liderou uma candiatura sobre a problemática da desertificação em contexto transfronteiriço, tendo como área de análise a bacia do rio Xévora, localizada entre Portugal e Espanha.
A candidatura conjunta envolveu três laboratórios de Estado: o IPMA, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I. P. (INIAV).
A candidatura insere-se no âmbito do projeto 2024.02853.S4P24 do programa Science4Policy 2024 (S4P-24) — Concurso de Estudos de Ciência para as Políticas Públicas, promovido pelo Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas (PLANAPP), em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A bacia hidrográfica do rio Xévora enfrenta riscos crescentes de desertificação e seca, associados às alterações climáticas, nomeadamente ao aumento da temperatura média e à diminuição da precipitação. Apesar de se observar uma relativa estabilidade no uso do solo, a elevada variabilidade climática reforça a necessidade de uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos e agrícolas. Tal gestão deverá assentar na integração de dados hidrometeorológicos, observação por satélite e produtos de reanálise.
Os resultados obtidos apontam para a importância de reforçar a monitorização hidrometeorológica local, expandir plataformas integradas de dados e adotar ferramentas preditivas que permitam antecipar episódios de seca. Estas medidas são fundamentais para aumentar a resiliência regional, promover a sustentabilidade dos sistemas naturais e produtivos e apoiar processos de decisão mais informados.
Portugal
Proibidos o trânsito e o estacionamento em Abela, de 8h00 de 10 de junho e as 20h00 e 11 de junho, devido à realização da iniciativa Lés-a-Lés – Câmara Municipal de Santiago do Cacém

Portugal
José Manuel Soares dá a Última Aula na FAUP

O arquiteto e professor José Manuel Soares vai regressar à Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) no próximo dia 3 de junho, para proferir a sua Última Aula.
Subordinada ao tema ‘A reabilitação da FEP – Faculdade de Economia da Universidade do Porto’, a lição-conferência tem início às 18h00, no Auditório Fernando Távora, e incidirá sobre o processo de reabilitação – liderado pelo próprio José Manuel Soares – do edifício concebido por Viana de Lima entre 1958 e 1975. Serão abordadas, simultaneamente, a conceção do projeto original e a intervenção realizada sobre esta estrutura modernista, quase meio século após a sua construção.
Partindo das condições encontradas nas instalações em 2010, a sessão procurará ainda refletir sobre os princípios programáticos que orientaram a reabilitação do edifício e da sua estrutura de betão, convocando uma discussão em torno das ideias de permanência e transformação na arquitetura moderna.
Com entrada livre, a Última Aula de José Manuel Soares será antecedida por uma intervenção de João Pedro Xavier, Diretor da FAUP.
O ciclo ‘Últimas Aulas‘ prossegue ao longo de 2026, sempre às quartas-feiras, às 18h00, no Auditório Fernando Távora, com sessões de Carlos Prata (20 de maio), Adalberto Dias (30 de setembro), Manuel Mendes (28 de outubro), Carlos Guimarães (11 de novembro) e Marta Oliveira (25 de novembro).

Partindo da reabilitação da FEP, José Manuel Soares irá refletir sobre permanência, transformação e projeto na arquitetura moderna. (Foto: FEP)
Sobre José Manuel Soares
José Manuel Gaspar Teixeira Soares nasceu no Porto, em 1953. Frequentou o curso de Arquitetura da ESBAP entre 1971 e 1977, período durante o qual participou, ainda como estudante, nas equipas do FFH/SAAL para os bairros do Leal e da Arrábida, sob orientação dos arquitetos Sergio Fernandez e Camilo Cortesão.
Ao longo do seu percurso, desenvolveu atividade em contexto de parceria profissional com os arquitetos Luísa Brandão e Henrique Carvalho. Colaborou com Álvaro Siza entre 1982 e 1983. Em 1995, estabelece o seu próprio atelier, por onde passaram, entre outros, Pedro Martins, João Pedro Carneiro e Julião da Eira, contando também com a colaboração regular do engenheiro civil João Soares, seu irmão e sócio.
No contexto do Centro de Estudos da FAUP, desenvolveu o projeto para o Planetário e Centro de Astrofísica do Porto (1995–1998), tendo sido igualmente responsável pela reabilitação do edifício da Faculdade de Economia, concluída em 2019.
Entre as suas obras mais marcantes destacam-se ainda a Biblioteca Almeida Garrett e a Galeria Municipal do Porto (1994–2000), o edifício do ICBAS/FFUP (2003–2014), as instalações da Porto Business School (2011–2013), assim como projetos para escolas secundárias da Parque Escolar, o Instituto do Design da Universidade do Minho, em Guimarães, a requalificação do centro histórico e do Parque Municipal de Arouca e a reconversão do antigo Mercado do Peixe de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, Açores.
Paralelamente à atividade profissional, construiu um percurso continuado no ensino da arquitetura, experiência que considera estruturante na formação do seu pensamento disciplinar. Foi assistente na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Angola, entre 1980 e 1981, e integrou, a partir de 1984, o corpo docente da FAUP, inicialmente como assistente dos professores arquitetos Sergio Fernandez e Alfredo Matos Ferreira. Doutorou-se pela FAUP, em 2013, com a tese ‘A contribuição do Desenho na procura do essencial‘, tendo lecionado na instituição até 2021.
Na investigação desenvolvida no âmbito do doutoramento, reflete sobre “o desenho como instrumento de estudo, de descoberta e de conceção”, defendendo, a partir da experiência simultânea da prática profissional e da docência, “a importância crescente que deverá ter o ato de desenhar no processo de conceção em arquitetura”.
Em 2024, o acervo profissional de José Manuel Soares passou a integrar o Arquivo da Fundação Marques da Silva, reunindo peças desenhadas, textos, maquetes, fotografias provenientes do atelier e um significativo núcleo bibliográfico, testemunhando várias décadas de prática, investigação e ensino da arquitetura.
Portugal
A Vice-Presidente da CCDR NORTE, Gabriela Leite, participou no evento “Presente …

A Vice-Presidente da CCDR NORTE, Gabriela Leite, participou no evento “Presente e Futuro da Bioeconomia no Setor Têxtil”, integrado na sessão de encerramento do projeto be@t – Bioeconomia na Indústria Têxtil, que decorreu no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões.
Num painel que reuniu representantes da indústria, do sistema científico e tecnológico e de entidades públicas, destacou-se o papel da bioeconomia como motor de inovação, competitividade e sustentabilidade, em particular no setor têxtil e do vestuário.
Na sua intervenção, Gabriela Leite sublinhou a importância de políticas públicas articuladas para acelerar a adoção de materiais de base biológica e soluções circulares, bem como o reforço de ecossistemas regionais de inovação.
O evento, promovido pelo Citeve, teve como objetivo apresentar resultados da Agenda PRR e refletir sobre os desafios e oportunidades futuras da bioeconomia, num setor estratégico que cruza cadeias industriais e agroflorestais e desenvolve soluções de elevado valor para múltiplas áreas de aplicação.

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