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Desertificação do Rio Xévora

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O IPMA liderou uma candiatura sobre a problemática da desertificação em contexto transfronteiriço, tendo como área de análise a bacia do rio Xévora, localizada entre Portugal e Espanha.
A  candidatura conjunta envolveu três laboratórios de Estado: o IPMA, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I. P. (INIAV).
A candidatura insere-se no âmbito do projeto 2024.02853.S4P24 do programa Science4Policy 2024 (S4P-24) — Concurso de Estudos de Ciência para as Políticas Públicas, promovido pelo Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas (PLANAPP), em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A bacia hidrográfica do rio Xévora enfrenta riscos crescentes de desertificação e seca, associados às alterações climáticas, nomeadamente ao aumento da temperatura média e à diminuição da precipitação. Apesar de se observar uma relativa estabilidade no uso do solo, a elevada variabilidade climática reforça a necessidade de uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos e agrícolas. Tal gestão deverá assentar na integração de dados hidrometeorológicos, observação por satélite e produtos de reanálise.
Os resultados obtidos apontam para a importância de reforçar a monitorização hidrometeorológica local, expandir plataformas integradas de dados e adotar ferramentas preditivas que permitam antecipar episódios de seca. Estas medidas são fundamentais para aumentar a resiliência regional, promover a sustentabilidade dos sistemas naturais e produtivos e apoiar processos de decisão mais informados.



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FCUP em projeto para promover culturas mais resilientes às alterações climáticas

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Euipa do SPReDLab, laboratório dedicado ao estudo da reprodução das plantas, que participa no projeto HALO-FORCE. Foto: DR


Plantas que crescem naturalmente em solos salinos e com pouca água poderão vir a tornar-se culturas agrícolas do futuro. É essa a ambição do projeto europeu HALO-FORCE, que reúne investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) e de outras onze instituições de países mediterrânicos para desenvolver soluções que tornem a agricultura mais resiliente às alterações climáticas.

“O objetivo é explorar o potencial de espécies conhecidas como halófitas, plantas capazes de crescer em ambientes com elevada concentração de sal, que são silvestres e comestíveis, como novas culturas resilientes às alterações climáticas”, concretiza Ana Marta Pereira, investigadora da FCUP.

Em estudo estarão a salicórnia (Salicornia spp.), a soda (Salsola soda L.) e a acelga-brava (Beta vulgaris subsp. maritima L.), todas presentes na costa portuguesa. O objetivo é poder cultivar este tipo de espécies capazes de sobreviver em solos onde muitas culturas convencionais deixam de ser viáveis devido à escassez de água e ao aumento da salinidade.

HALO-FORCE – Halophyte-Driven Innovation for Sustainable Farming in Mediterranean Wetlands, financiado pelo programa PRIMA, no âmbito do Horizon Europe, pretende identificar, caracterizar e valorizar estas plantas, do ponto de vista da resiliência agrícola, mas também nutricional. Sabe-se que estas espécies produzem biomassa rica em minerais, como o potássio, cálcio, magnésio, bem como em compostos bioativos promotores da saúde, incluindo flavonoides, ácidos fenólicos e lipídos insaturados.

A equipa da FCUP terá um papel central no HALO-FORCE. Os investigadores irão estudar a qualidade das sementes produzidas pelas populações mais promissoras, ou seja, com as melhores características genéticas e morfológicas (ecótipos). A identificação dos ecótipos para cada uma das espécies é o primeiro passo do projeto, seguindo-se um estudo que vai ditar quais as sementes mais viáveis capazes de contribuir para a recuperação de zonas húmidas mediterrânicas e para uma agricultura mais resistente às alterações climáticas.

“Pretendemos avaliar como é que estas espécies se reproduzem e qual o seu potencial de reprodução, através da análise da viabilidade e diversidade morfológica das sementes”, explica Ana Marta Pereira.

Nos laboratórios do SPReDLab (Sexual Plant Reproduction and Development Laboratory), vão utilizar, para este trabalho, tecnologias de imagem multiespectral, ensaios de germinação e microscopia ótica e eletrónica.

A acelga-brava é uma das espécies em estudo. (Foto: DR/Projeto HALO-FORCE)

Cabe aos cientistas portugueses também o apoio ao desenvolvimento de modelos preditivos baseados em inteligência artificial para classificar sementes quanto à sua viabilidade e maturidade. O objetivo é contribuir para a seleção dos ecótipos mais promissores para produção e futura utilização agrícola. Para além da IA, o HALO-FORCE recorre também a diferentes tecnologias avançadas como deteção remota e análises genéticas e fisiológicas.

“Num contexto de alterações climáticas, queremos validar a produção destas espécies e tornar possível a sua utilização pelos agricultores, que têm assim uma alternativa de cultura mais resiliente”, salienta a investigadora.

Ao longo dos próximos quatro anos, o HALO-FORCE pretende criar conhecimento e ferramentas que permitam introduzir novas culturas adaptadas a ambientes salinos e com menor disponibilidade de água, contribuindo para uma agricultura mediterrânica mais sustentável, resiliente às alterações climáticas e assente na valorização da biodiversidade local.

O consórcio é coordenado pela Universidade de Pádua (Itália) e reúne 12 parceiros de oito países mediterrânicos: Itália, Portugal (representado pela FCUP), França, Croácia, Grécia, Turquia, Marrocos e Egito.



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Precisa de contactar o IEFP? No portal IEFP Online já pode enviar mensagens e c…

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Precisa de contactar o IEFP?
No portal IEFP Online já pode enviar mensagens e consultar todas as respostas às suas questões num único local.

Seguro, autenticado e simples de utilizar, este novo canal foi criado para tornar a sua interação com o IEFP mais rápida, organizada e eficiente.

Assista ao vídeo e saiba como funciona.

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A CCDR NORTE informa que se encontra a decorrer o procedimento de consulta públi…

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A CCDR NORTE informa que se encontra a decorrer o procedimento de consulta pública relativo ao processo de revisão da Licença Ambiental da Cromagem MARAU, Lda., no âmbito do respetivo procedimento de Licenciamento Único de Ambiente.

A consulta pública decorre até 21 de agosto de 2026, estando toda a documentação disponível para consulta no portal Participa.

Até ao termo deste período, todos os cidadãos e entidades interessadas podem apresentar comentários, observações e contributos através da plataforma Participa, no âmbito deste processo coordenado pela CCDR NORTE e promovido pela Agência Portuguesa do Ambiente.

A participação pública é um instrumento fundamental para assegurar uma decisão informada e participada.

Saiba mais em participa.pt



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No livro «Património Alimentar de Portugal», Maria Manuel Valagão viaja pela ide…

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No livro «Património Alimentar de Portugal», Maria Manuel Valagão viaja pela identidade e memória das tradições alimentares portuguesas. Do escabeche de enguias às tibornas, passando por morcelas, açorda e os arrozes, a autora mergulha nos diversos pratos e petiscos da gastronomia tradicional, que variam de região para região, todos enraizados na cultura portuguesa.

Um livro que foi premiado com o Food Heritage Books dos Gourmand Awards.

Descubra-o na livraria online da Fundação, com 50% de desconto e portes grátis para o continente e ilhas: https://ffms.pt/pt-pt/livraria/patrimonio-alimentar-de-portugal



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